Novos Caminhos, Velhos Trilhos

agosto 16, 2012

O QUE CABE A NÓS!

Filed under: Liderança — sdusilek @ 1:20 am

O QUE CABE A NÓS!

Dos muitos testemunhos sobre o saudoso Pr.José dos Reis Pereira destaca-se o registro de sua visão de plantação de igrejas. Para quem não sabe, Pr.Reis foi o homem que Deus usou ainda no início da década de 70 para comprar os dois lotes naquilo que seria a futura primeira sede da PIB do Recreio. Quando aquela igreja começou, já tinha propriedade. A história registra que esse mesmo homem evitou a tentação de se fazer uma mega-igreja. Ao contrário, a cada crescimento, desafiava os irmãos de sua membresia a plantarem igrejas em bairros sem o trabalho batista. Várias igrejas nasceram no campo carioca a partir dessa visão. Os mais pessimistas estimam pelo menos 10. Fato é que conquanto a então Igreja Batista do Rocha tenha crescido, ela não se tornou MEGA, por conta de uma saudável visão.

Sem nenhum resquício de uma possível fixação pastoral por esse tema, quero chamar sua atenção para a questão do crescimento da igreja. E para tanto queria apresentar algumas verdades para sua reflexão (I Cor.3:1-15):

1-A Igreja pode não querer ser grande, mas deverá crescer. Perceba: não cabe a nós limitar ou crescimento de uma igreja. Crescimento cabe a Deus. É Ele quem o dá. Não somos nós quem o determinamos. Podemos atrapalhar, mas não há como ajudar se tal ação está contida na esfera divina. Portanto cabe a nós definirmos que projeto de igreja queremos ser: MEGA? De Médio porte (como temos falado desde o início)? Porque se não queremos ser grandes, nosso crescimento traduzir-se-á num transbordamento que ocasionará a plantação de novas Igrejas Batistas.

2-O ritmo do crescimento é de Deus (como bem diz o Pr.Eberson), mas a profundidade é nossa. Não adianta, como já dizia o José Geraldo Carvalho (membro da CBRIO) ser uma igreja grande formada de crentes pequenos. Uma vez que o ritmo do crescimento é dado por Deus cabe a nós buscarmos profundidade. Paulo fala que teve que dar aos Coríntios “leite espiritual”. Eles eram rasos. Tem que haver em nós desejo por profundidade. Querer conhecer, estudar e meditar na Palavra.

Paulo fala também de carnalidade (v.2-3). Isso é imaturidade espiritual e relacional. Não cabe a nós nos fecharmos em grupo e guetos. Cabe o desejo de nos aprofundarmos, de sermos AMIGOS de todos que se apresentarem para construir conosco sólidos relacionamentos. Se o ritmo é de Deus, lembre-se, cabe a nós buscarmos a profundidade bíblica e relacional.

3-Nenhuma Igreja cresce se não estiver preparada para crescer (como dizia em sala de aula o Pr.Falcão Sobrinho). O crescimento, que no texto de Coríntios se assemelha a noção da chuva que irriga a terra para a colheita, cabe a Deus como destacamos anteriormente. Mas o plantio, o trabalho (v.8), cabem a nós. Isso implica dizer que por vezes nossa igreja não cresce o que poderia crescer (embora mesmo assim esteja crescendo) por ausência de maior envolvimento nosso. Cabe a nós o trabalho, o envolver-se, a preparação para a “chuva”. Só para que você reflita: você já faz parte de algum ministério? Você tem se empenhado em falar de Jesus para aqueles que não O conhecem? Você já se envolveu em algum grupo de comunhão?

No momento em que meditava e orava sobre esse “Maná da 2ª”, nossa Igreja obteve um retorno esperado e pelo qual estávamos orando: foi-nos disponibilizado o espaço do Centro de Convenções do O2 para que tenhamos TAMBÉM o culto pela manhã. Ao passo que damos Glória e Honra a Jesus por essa vitória, cabe a nós o envolvimento e preparação para essa nova fase da vida da nossa igreja. Precisaremos de mais gente na recepção, de gente no ministério infantil, de irmãos ajudando na tesouraria (contagem), na música, no datashow, entre tantas outras áreas. Portanto, ore! Se envolva! E deixe o Senhor lhe usar no nosso meio!

Que Deus abençoe sua semana!!!

Com Carinho,

Pr.Sergio Dusilek

Anúncios

novembro 12, 2011

Concorda comigo?

Filed under: Liderança — sdusilek @ 8:06 pm
Já fui acusado de rebelde; mas nunca afrontei/desafiei qualquer líder meu;
Já fui acusado de soberbo, só porque em Minas aprendi a ficar na minha;
Já fui acusado de destemperado por gente que nunca conviveu, almoçou nem trabalhou comigo;
Já fui acusado de mulherengo sem nunca ter traído uma das poucas namoradas que tive e sem nunca ter conhecido outra mulher que não a minha;
Já fui acusado de beberrão sem possuir inclinação para o álcool, e mesmo sem tomar qualquer gota há quase 20 anos;
Já fui acusado de ladrão e consequentemente de burro (porque ladrão que não tem dinheiro ou é incompetente ou é burro), sem nunca ter ficado com nada mais do que é meu (nem com troco a mais de centavos), mesmo sendo avaliado por comissão de finanças, conselho fiscal e diretorias acima de mim;
Já fui acusado de possuir transtorno mental mesmo sendo amigo de 4 excelentes psiquiatras, admirado por 1 e confidente dos outros 2;
Já fui acusado de intransigente simplesmente porque defendia o que a Bíblia explicitava;
Isso me faz pensar que:
a) ou estou andando como Jesus andou, visto que o Mestre passou pelas mesmas coisas;
b) ou as pessoas que me visualizam são filhos do Diabo (João 8), visto ser ele o pai da mentira e caluniador;
c) ou tem gente com fixação em mim… deixa eu dizer uma coisa: sou bem casado e resolvido.
Uma coisa sei: nunca, qualquer acusador teve a coragem, a hombridade de inquirir ou falar qualquer dessas coisas pessoalmente para mim. Isso me dá a certeza de que são todos frouxos e não cristãos (Mt.18).
Tranquilo, do sofá de minha casa, após contar a história do Natal para minha filha…
Pr.Sergio Dusilek

março 23, 2011

A Despedida de Jesus – Convite à Missão

Filed under: Liderança — sdusilek @ 2:51 pm

A despedida de Jesus (Mt.28) é marcada por um certeza acalentadora (Ele estará conosco todos os dias), uma constatação avassaladora (toda autoridade foi dada a Ele) e um desafio monumental – fazer discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

É justamente no fazer discípulos que a igreja mais peca! Fato é que não é necessário ter igrejas para que haja discípulos. Para que haja discípulos é preciso ter o Mestre. E no caso do cristianismo, outros discípulos que, de tão próximos do Senhor Jesus, queiram replicar seu modo de vida fazendo novos discípulos. Igrejas são importantes para o cuidado e até certo ponto, permanência dos seguidores (se bem que nos dias atuais elas tem mais tirado do que atraído discípulos).

Discipulado vem não só pela instrução, mas sobretudo pelo padrão, tipo, modelo a ser seguido. Um discípulo reproduz o que seu mestre é. Para tanto, é preciso que ele conviva com ele.

Pois numa sociedade de consumo como a nossa que transfere para Deus esse mesmo tipo de relacionamento (o de consumo), está cada vez mais difícil ver gente conectado ao convite de Jesus. Todos querem o bem estar espiritual e acham que isso se encontra em concreto, fachada, pintura, ar condicionado, enfim, em estrutura. Contudo esquecem que o verdadeiro bem estar no serviço a Deus vem do prazer de ver alguém ser regenerado por Cristo, de ter alguém rumo a perdição sendo transformado por Jesus, de ver gente crescendo na compreensão e vivência da Graça de Deus!

É por isso que para muitos seria um escandâlo hoje pensar em abandonar uma estrutura confortável para apoiar um trabalho menos confortável. Fazer como Paulo fez: largar a Igreja de Antioquia para trás (At.13) e sair para plantar novas igrejas, formar novos discípulos, isso continua sendo para poucos. Interessante que em uma de suas viagens, tencionando ir para a Ásia (At.16.6), Deus dá a ele uma visão: e essa visão fala de alguém pedindo para que pregasse o evangelho na Macedônia (At.16.9). Mal sabia o apóstolo que como fruto de sua obediência a visão, e não teimosia a ela, ele iria ser usado para plantar a igreja de Filipos, a que mais alegrava seu coração. É… a vida com Deus é assim… coisas que não pensamos, nem imaginamos estão reservadas para gente que obedece…

Essa visão era fruto de gente que buscava ao Senhor com seu coração, mas que ainda tateava o escuro para encontra-lo (At.16.14). Lídia adorava a Deus. E o Senhor sabia que ela o fazia de modo inadequado, conquanto fosse com o coração. Por isso o Senhor enviou Paulo e ela foi batizada, porque o Espírito agiu no seu entendimento, uma vez que seu coração estava pronto para o Evangelho.

Como falamos no início, a despedida de Jesus foi um convite à Missão. Não a uma “congregação” mas a um desafio maior de fazer discípulos. E isso cabe a todos nós que cremos no Senhor.

Obedecendo a essa visão é que Deus nos guiou para a área do RIO2 (Abelardo Bueno). Isso porque ela representa hoje um grande deserto espiritual sem igrejas presentes para proclamação do Evangelho. Lá o Senhor vem acrescentando gente que tem sido salva e gente que precisa de restauração. Tem também levado gente com coração pronto para ministrar ao Senhor. “Paulos” dos nossos dias.

Há porém ainda muitas Lídias naquela área. Gente que busca a Deus com coração sincero, ainda que não sabendo bem como, nem “onde” faze-lo. Também há muitos poucos “apóstolos” por ali. Por isso quero estender a você o convite da parte de Deus (a visão do Senhor para você é a visão desse texto no seu computador) para passar a nossa “Macedônia” e ajudar-nos a fazer discípulos. Faça parte do cumprimento da Missão de Jesus, e desfrute da maior alegria que é fazer discípulos.

Deus o abençoe!

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

21-86488609

fevereiro 2, 2011

Campanha RECOMEÇO – NOVA FRIBURGO

Filed under: Liderança — sdusilek @ 10:10 am

Queridos Irmãos e Irmãs,

Nesse último domingo (30/01/11) lançamos a Campanha RECOMEÇO. Visitamos alguns locais devastados pela chuva em Friburgo. As cenas, como vocês podem ver pelo link das votos [http://picasaweb.google.com/CBRioFotos/20110129NFriburgo?authkey=Gv1sRgCIXl5ZmLx9qPogE&feat=directlink] são fortes, quanto mais vistas pessoalmente. Famílias inteiras morreram. Outras perderam entes queridos. As que sobreviveram pouca coisa puderam salvar. Na verdade, várias perderam tudo.

Não bastasse isso a economia da cidade (diante de tantas perdas materiais – só para voce ter uma idéia, na penúltima linha de fotos, a última foto da direita voce vai perceber um caminhão azul (sim o azul menor era um caminhão baú) totalmente destruído, assim como uma confecção que funcionava no casarão que existia ali) está em frangalhos. No sábado 29/01 quando lá estivemos, não pudemos usar nosso cartão de débito. Tudo teve de ser com dinheiro. Bancos com equipamentos danificados ainda continuam fechados.

É nesse contexto que somos chamados a ajudar. Uma ajuda é irmos, estarmos com as pessoas, apoiarmos a 4ª IB de Nova Friburgo. Outra é o apelo do Pastor Josué Ebenézer para que ajudemos famílias a recomeçar. Por isso nesse primeiro momento vamos ajudar  uma família que perdeu tudo com  a tragédia. Trata-se da Campanha RECOMEÇO.

Pr.Josué assim falou: São membros da Igreja. Possuem 3 filhos adolescentes e pré-adolescentes: Felipe, Fabrício e Rafael. Os meninos foram resgatados da lama pelos pais e vizinhoss, caso contrário teriam morrido. Perderam tudo dentro de casa e a casa ficou comprometida com a tragédia.

Para tanto peço a você que ore. Se Deus desafiar seu coração  a participar,  a ofertar esse valor (2Cor.9:6-9) que está na sua alma, entre em contato comigo sdusilek@gmail.com para que eu lhe passe a conta da igreja.

Abração,

Pr.Sergio Dusilek
sdusilek@gmail.com

outubro 6, 2010

FÁBULA DE UM REINO

Filed under: Liderança — sdusilek @ 1:01 am

Era uma vez um reino. Azul como o céu, barrento como a terra.

Um reino que buscava viver uma conformidade com o padrão ideal de outro Reino. Este sim, maior, perfeito, absoluto. Quase todo o reino, mesmo reconhecendo suas limitações, buscava ser como o Reino. Isso foi assim até que o governador, que não se importava com o Rei, parou de se preocupar também com a “opinião pública”. Toda sorte de atrocidades foram cometidas. A mentira passou a dominar os corredores da corte. A perseguição implacável contra os que se opunham ao comportamento do governador se intensificou. Cooptação foi a moeda de troca usada por ele para conseguir “adeptos”…

Lá também havia  príncipes. Eles procuraram o governador para que revisse sua prática. Eles quiseram ajudá-lo.  Fizeram isso várias vezes. Mas  foram vitimados. Após não agüentarem mais tanta desconformidade com o Reino, saíram daquela terra. Deixaram amigos; colecionaram decepções. Simplesmente se foram. Permaneceu somente o bobo da corte. Aquele que se prestava a entreter o governador e apoiá-lo. Alguém que se fazia de bobo.

O povo, atônito, continuava a olhar. Alguns, com contatos dentro do palácio do governo, tinham informações privilegiadas de sobra. Outros desconfiando de algo errado, resolveram permanecer na ignorância. A maioria, no entanto, continuou a tocar a vida como se nada tivesse acontecido. Mal se deram conta de que aquela província estava ficando cada vez mais parecida com o governador e não com o Rei…

O silêncio reinou numa assembléia posterior. Afinal, se os príncipes saíram, quem iria ter disposição para enfrentar o governador? Os erros se perpetuaram. A terra se contaminou. E os bons… ah, os bons! estes foram saindo daquela província buscando do Rei uma terra onde pousar…

Hoje, passados longos anos, o reino perdeu toda sua coloração azul. Pouco tem a ver com o céu, onde a vontade do Rei é totalmente cumprida. Aterrado e enterrado em um monte de coisas que não O agradam, suportando um governador tirânico, acabou adquirindo a cor deste último. Ficou barrento.

As pessoas limpas cansaram. Os sujos se esbaldaram. E o REI… este do céu chorou!

E até hoje há uma pergunta ecoa no coração de todo aquele povo: o que poderia ter sido diferente? E muitos, agora bem envelhecidos, se lamentam de não ter empregue suas joviais energias a favor do Rei JESUS, julgando os que são de dentro (I Cor.5:13).

 

agosto 20, 2010

Carta Aberta Para Sua Excelência Dr.Antonio Cesar Rocha A. Siqueira

Filed under: Liderança — sdusilek @ 10:24 am

Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2010.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR ANTONIO CESAR ROCHA A. SIQUEIRA

EXCELENTÍSSIMO PRESIDENTE da AMAERJ – Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro

Ref.: Pronunciamento em favor da Juíza da 1ª  Vara de Família de Nova Iguaçu;

Excelência,

Tive a oportunidade de vê-lo dando entrevistas em favor da Dra.Claudia, titular da 1ª Vara de Familia de Nova Iguaçu. Embora não nos conheçamos, o pronunciamento de um homem de bem como Vossa excelência tem o poder de balizar um pensamento social. Por ver que talvez alguns dados não sejam do seu conhecimento, bem como por reconhecer a influência e penetração no tecido social que alguém da sua investidura possui resolvi escrever essa carta aberta.

Não é de obstar que numa associação de classe seu presidente se pronuncie a favor de um de seus integrantes. Ocorre no entanto, que no caso do processo de guarda da menina Joanna que culminou com a tragédia do seu óbito, é salutar que a verdade prevaleça e emirja por se tratar de sangue inocente. Nesse sentido gostaria de trazer a lume que:

a)      faz-se mister Vossa Excelência se certificar que parece haver nos autos do processo apontamentos sobre Registro de Ocorrências envolvendo agressões do pai biológico com a madrasta. Não sou juiz, mas possuo bom senso. E em nome desse senso comum penso que esses fatos por si só deveriam ser suficientes para que a juíza jamais revertesse drasticamente a guarda da menina;

b) Vossa Excelência pode verificar nos autos do processo que  há ausência de isonomia da Excelentíssima Juíza da 1ª Vara de Família de Nova Iguaçu. Os autos revelam que os pedidos da genitora foram absolutamente negados, ao passo que as solicitações do progenitor foram contempladas além do que fora requerido. Essa ausência de equidade gera no mínimo um desconforto e desconfiança em relação a condução desse processo. Se não, como explicar isso? 

c)      Outra coisa que deve ser pontuada é como um terapeuta chega a uma conclusão, fecha um diagnóstico sobre um “paciente” sem ouvi-lo? Numa linguagem terapêutica, isso é impróprio e impossível de ser feito. A mãe atesta que foi auscultado o núcleo paterno, sendo ela também ouvida uma única vez. A criança, segundo a mesma, jamais foi ouvida em consulta com terapeutas forenses. Como então impingir “alienação parental”? Sugiro que Vossa Excelência mergulhe nos autos do processo;

 d)       Salta aos olhos que dois dias após inverter a guarda para a mãe, a juíza deu ao pai o direito de visita. Até aí “nada demais”, se não fosse o fato de que na fundamentação da sua decisão Sua Excelência, Dra. Cláudia ter expresso que se fundamentava na manifestação do Ministério Público POR TELEFONE! Ora Dr. Siqueira, se essa é a prática forense, muito me assusta. No meio empresarial e comercial decisões são tomadas pautados em documentos, memorandos ou mesmo “petições”. Não tinha ciência, nem sequer tinha idéia, de que as coisas eram assim no Judiciário. Aliás, isso é comum? 

d)      Por fim a Magistrada Dra.Cláudia afirma que ela não pode ser responsável por uma morte resultante de uma doença pré-existente. Mas que doença é essa, se nem o IML do Rio de Janeiro fechou o laudo? Aliás, essa é uma das versões apresentadas pelo progenitor da Joanna.  Isso não soa um pouco estranho?

 Pior que ter um sangue inocente derramado é não aprendermos nada com um episódio triste e lamentável como esse. Há inúmeros e honrosos magistrados no Estado do rio de Janeiro e esse deve ser um legítimo motivo de orgulho para o Excelentíssimo Presidente da AMAERJ. Contudo entendo que um órgão de classe deveria prezar pela apuração dos fatos afim de que bons magistrados não fossem nivelados juntamente daqueles de trabalho questionável. Por isso, se Vossa Excelência leu com parcimônia os autos e ainda assim entendeu que a referida Juíza está correta, eu retiro o que disse. Mas caso não o tenha feito (o que me parece), penso então que agora não seria o momento de referendar essa “arrogante” postura da citada Juíza. Agora cabe humildemente reconhecer os erros. A falha da justiça é o limite que possui os seus maiores instrumentos, isto é, os seus Magistrados, devido a humanidade inerente a cada um.

 Atenciosamente,

 Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

 

agosto 19, 2010

O QUE É BOM PARA O REINO

Filed under: Liderança,Teologia — sdusilek @ 11:46 am

Tenho ficado surpreso com a miopia espiritual de “respeitados líderes”. Gente boa que prega a Palavra de Deus, mas que tem uma visão distorcida do que é Reino de Deus. Gente que mistura conceitos como instituição terrena e Reino. Gente que unifica coisas absolutamente distintas, que se tocam, mas que mantém sua singularidade. 

Pois é justamente na hora do flagrante, da exposição midiática  que essa miopia se manifesta. Segundo esses lideres bom para o Reino é que não aconteça nenhuma divulgação na imprensa das vísceras de comportamentos chocantes até mesmo para a sociedade secular. Bom para esse tipo de liderança é manter as coisas contidas do lado de dentro, como se alguém que fosse legitimamente do Reino pudesse aguentar conviver com algo tão mau cheiroso. É por isso que algumas igrejas (falo aqui como instituições) se tornaram “arcas de Noé” : as pessoas só ficam com o mau cheiro de dentro por causa do medo da morte que há do lado de fora. Ora, o que choca o mundo pervertido não deveria também causar espécie no ambiente sacro-santo da igreja? Por que então acobertar ou fingir que o problema não existe?

Bom para o Reino é o que está ligado a Verdade, Luz e Justiça. O que é injusto, que fica velado por medo de “escândalo”, acaba segundo os critérios do próprio Reino, se tornando mais escandoloso ainda. Péssimo para o Reino é quando uma mentira passa a ser tolerada ou até mesmo veiculada para que haja  acobertamento do erro. O Novo Testamento mesmo assevera por diversas vezes (Mt.12, I Cor.4) que as coisas encobertas serão reveladas. No entendimento dos Inspirados autores, a Luz provoca manifestação e não ocultação. Significa dizer que a LUZ do Senhor não deve ficar escondida, sob as trevas (Mt.5:12; I Joao 1:5; Joao 9), até mesmo porque onde há trevas  não brilha a Luz do Senhor. A Luz do Senhor não pode ser contida.

Outro erro que se comete, em nome do que é bom para o Reino relaciona-se a uma confusão conceitual.  O escândalo não é a exposição. Ele ocorre, isso sim, antes da mostra pública. Escândalo  é algo triste, mas inevitável segundo o próprio Jesus (Mt.18.7). Por isso é que a falta de exposição de um escândalo não faz com que ele deixe de existir. Pelo contrário! Pode ser que ele persista e que o motivo do erro ganhe novos contornos e alcance novas vítimas. É duro dizer e constatar, mas alguns problemas só são resolvidos quando as vísceras ficam à mostra. Algumas mentes perniciosas, alguns indivíduos perversos só param uma vez descobertos e expostos. Só buscam ajuda, tratamento e correção uma vez que são indiscutivelmente pegos. Nesse sentido a exposição faz bem ao Reino de Deus pois joga LUZ sobre o pecado.

Postulo aqui, portanto, que não é a ausência de mídia numa situação que traz benefício. A grande mídia do  mundo antigo, a Palavra de Deus, sempre expôs os erros dos grandes heróis da fé. Verdade é que temos de lutar para viver de modo correto, sem provocar escândalo, conquanto saibamos que eles virão. E quando vierem, se tiverem de ser expostos, que sejam. Se esse é o tratamento de Deus para uma situação, que receba toda a dose do céu. O medo que temos de ter não é da imprensa; nosso pavor deve ser do pecado, do erro. Alias John Wesley já dizia que se dessem a ele 100 pessoas que não temessem nada mais que o pecado e que não amassem nada mais a Palavra de Deus, que ele mudaria o mundo. 

Bom para o Reino, enfim, é tudo aquilo que tem a ver com o caráter de Deus. Esconder, ocultar o pecado (pessoal ou alheio – Sl.51; I Cor.5) nada tem a ver com Jesus. Ele tratou de pecadores. Ele os curou e salvou. Leia os evangelhos e veja como a Graça de Deus se manifestou na vida das pessoas. Mas aos hipócritas (gente que camuflava os seus erros) nada pôde fazer. Por isso, não tenha medo de imprensa meu caro líder. Deixe rolar, se tiver que aparecer. Tenha, isso sim, pavor de deixar viver a Verdade, a Justiça e a Luz do Reino. Bom para o Reino é viver o caráter de Cristo.

Abração,

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

junho 18, 2010

SOBRE PASTORES E LOBOS

Filed under: Liderança — sdusilek @ 9:33 am

 

“Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos. No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. Urge a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem.

Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.

Pastores gostam de convívio, lobos gostam de reuniões.

Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra  (da luz) de holofotes.

Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar.

Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.

Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes (e eu diria: até amantes).

Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.

Pastores têm senso de humor, lobos se levam a sério.

Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.

Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam as ovelhas.

Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.

Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.

Pastores se extasiam com o mistério, lobos aplicam técnicas religiosas.

Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.

Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.

Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos.

Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público.

Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.

Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos.

Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco.

Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros.

Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.

Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.

Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a instituição.

Pastores são usados por Deus,lobos usam as ovelhas em nome de Deus.

Pastores falam da vida cotidiana, lobos discutem o sexo dos anjos.

Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto.

Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos.

Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.

Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.

Pastores conhecem, vivem e pregam a graça, lobos vivem sem a lei e pregam a lei.

Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto.

Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais.

Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada.

Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização das ovelhas.

Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.

Pastores confessam seus pecados, lobos expõem o pecado dos outros.

Pastores pregam o Evangelho, lobos fazem propaganda do Evangelho.

Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.

Pastores têm dons e talentos, lobos tem cargos e títulos.

Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas.

Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.

Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.

Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas.

Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.

Pastores constroem vínculos de interdependência, lobos aprisionam em vínculos de co-dependência.

Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são devoradores” (Mateus 7:15).” [Osmar Ludovico]

Eu poderia acrescentar mais alguns itens nesse contraste tal qual: pastores falam a verdade, lobos são mentirosos, filhos do Diabo; pastores escrevem, lobos imprimem… Aliás uma marca de todo lobo é uma capacidade ímpar de comunicação verbal aliado a total inabilidade escrita. É que pelo papel é mais díficil conduzir, manipular…

Coloquei esse texto para que você tenha a oportunidade de fazer uma análise criteriosa de seu pastor. Não tenha medo de fazê-lo. Se ele for PASTOR, ele vai passar pelo crivo da análise. Não vai ser perfeito, mas vai passar. Agora se for Lobo… por que continuar debaixo dele? Por que continuar com medo de descobri-lo como tal? O fato de você não reconhecê-lo como Lobo não o torna pastor. Só aumenta o tempo do abuso moral, emocional e espiritual ao qual você tem se sujeitado. Sabe de uma coisa? DEIXE A VERDADE APARECER.

Isso me faz pensar num discurso de manipulação que ouvi: “ovelha não deve seguir pastor, dizia-se”. Ora, só pode afirmar isso quem não entendeu João 10, quem nunca foi pastor e quem tem tudo para ser lobo.

Por fim, sabe qual é a lógica do Lobo? Tentar fazer as ovelhas desistirem de seguir ao seu pastor. Desse modo elas se tornam presas fáceis. Agora, SE UMA OVELHA NÃO SEGUIR AO SEU PASTOR, VAI SEGUIR A QUEM????

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

março 5, 2010

QUANDO SAEM OS BONS

Filed under: Liderança — sdusilek @ 6:25 pm

Há momentos na vida que são inesquecíveis. Casamentos, datas especiais, nascimento de filho… mas há momentos também que você é inserido na História. Hoje participei de um deles. Estou falando da renúncia do Pastor, Profeta e mui querido Carlos Elias da presidência da Convenção Batista Carioca.

Conheci Pr.Carlos ainda como seminarista. Travamos uma amizade de respeito e consideração mútua por conta do nosso tempo de estudo no STBSB. Estudamos no mesmo período (1995-1998), eu pela manha e ele pela noite. Nosso relacionamento foi construído em sala de aula, tanto nas matérias que ele fazia pela manhã, quanto nas que eu fazia a noite com ele.

Pude perceber nesse tempo que Pr.Carlos é homem sério, inteligente, íntegro, amante da verdade, e servo fidelíssimo de Jesus. É trabalhador (quem o conhece sabe quanto ele trabalha) e dedicadíssimo. Aplicado à correção, transpira a transparência que há no Reino de Deus e que falta nos corredores da religião institucionalizada. Sem dúvida ele é uma das melhores coisas que aconteceu no seio dos batistas brasileiros em décadas.

Pr.Carlos é um homem BOM. Em sua boca não há dolo. Em seu coração não há perversidade. Ele é uma dessas pessoas que refletem o Deus a quem serve. Se Deus é Bom (e de fato Ele o é!), reconhecer a bondade de alguém é também reafirmar a presença e a intensidade do Senhor na vida dessa pessoa. Num tempo escasso de bondade, Carlos Elias se tornou uma espécie de Oásis. E como todo Oásis, ele nunca foi a fonte de água, mas nele está presente a FONTE que é JESUS.

Alguém como ele deveria durar anos na liderança do povo de Deus. O próprio testemunho de inúmeros líderes de como ele foi eleito na ultima assembléia anual da CBC, aponta para uma incrível verdade: ele foi a última aposta de Deus como resposta à oração de servos fiéis que clamavam por Sua intervenção no âmbito do trabalho batista carioca. Tenho a vívida sensação de que agora o cálice da maldade subiu até os céus (Jn.1:1-2) e que a justiça do Senhor, seu “vento oriental”(Ez.8) soprará com toda força sobre esse apodrecido tecido religioso que se tornou a cooperação batista no Rio de Janeiro.

Há horas que os bons se cansam. Há horas que os bons percebem que estão a remar sozinhos. E não é no meio do mar. Se fosse assim… é no meio do lodo,  no meio de um lamaçal mesmo. Há horas em que a crise de valores se torna tão aguda e acentuada (a ponto das pessoas acharem correto fazer o que é errado) que não há mais nada a ser feito. Nessa hora é preciso sair.

Penso que os bons têm que sair. Não para que o mal tome o espaço. Mas para que a justiça de Deus se estabeleça. Pois onde há um justo (“exterminarás o justo com o ímpio?” – Gen.18:23b), nem “sodomas confessionais”, nem “Gomorras institucionais” podem ser alvos do juízo divino. Aliás haverá menos rigor para estas cidades no dia do juízo do que para o conselho da CBC que hoje esteve reunido (Mt.11:24).

Quando os bons saem:

a)      O juízo vem. E que Ele venha mesmo! Coisas estranhas começarão a acontecer no “nosso meio”, e hoje pela manha entendo que foi decretada a sorte da CBC – os babilônios (coisa que falei há 3 anos no plenário da CBC em Vila da Penha) já estão vindo sobre a convenção. Pode crer nisso;

b)      Há folga para o justo – de alguma forma Deus livrou Seu servo Carlos Elias de um atoleiro (Salmo 40:2). Perceba que no atoleiro a lama não está dentro do salmista, mas fora dele. Pr.Carlos, Deus deu livramento a você;

c)       O testemunho dele, o cântico novo a que faz menção o verso 3 do Salmo 40, impactará muito mais gente que a permanência no meio de “pano velho”. Creio piamente que o profícuo ministério do Pr.Carlos Elias se tornará ainda mais amplo e abençoado do que já é e que o Salmo 40 se cumprirá em sua vida e em sua igreja.

d)      Há oportunidade do novo. Quem eram os bons na época de Jesus? Ele e Joao Batista desenvolveram ministérios, como bem lembra Pr.Novaes, à margem de tudo aquilo que era institucional. Quando os bons passam para a margem e os marginais para o centro do poder, percebo nisso uma ação do Espírito para realizar algo novo. O Sinédrio teve inúmeras reuniões ao longo de sua existência. Deus não esteve presente em nenhuma delas. Isso porque Jesus, encarnação do Verbo, andava bem longe dali. Os Caminhos do Reino não passam pelas salas de reuniões de lideranças religiosas apegadas às sombras (Heb.10:1) e não a JESUS (Heb.1:1-2)!

Chegou então a hora da novidade de Deus! Como ela vai aparecer eu não sei. Mas convicto estou que vem surgindo (Is.43:18,19).

e)      Quando os bons saem a história é escrita e o apocalipse é vivido (Ap.6:9-11). O “5º selo” é retirado. E logo depois dele vem o “6º”… pode parecer óbvio, mas leia o verso 12 em diante para que você entenda o porquê da ênfase.

f)       Quando os bons saem há separação e distinção (joio e trigo). Agora é hora dos demais bons saírem também, uma vez que a praga do joio já tomou conta. Quem ficar praticamente se declara joio também;

g)      Por fim quando os bons saem há testemunho – um centurião testemunhou de Jesus (Lc.23:47). Na boca de qualquer presente há uma afirmação: “Verdadeiramente este homem era justo”.

Sai dessa reunião conversando com Pr.Novaes sobre o que vimos e vivemos. Disse que publicaria pelo menos 1 texto no meu blog sobre isso. Ele também o faria como já o fez.

Que Deus continue a derramar sua benção sobre você Pr.Carlos Elias, filho do Altíssimo!

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

janeiro 4, 2010

MISSAO INTEGRAL – ESTAO ACABANDO COM ELA AQUI NO BRASIL

Filed under: Liderança — sdusilek @ 2:43 am

Um dos poucos redutos de uma teologia sadia e saudável está ruindo. Trata-se da Missão Integral. A Missão Integral é o resultado de uma busca sincera e um retorno ao modelo ministerial deixado por Jesus. Nem um evangelho social que preconizava somente o atendimento das necessidades sociais (Walter Raschenbush, 1916), nem tampouco aquele evangelho acadêmico, desconectado da realidade e das necessidades do mundo, fruto do racionalismo filosófico do século XIX. Um resgate puro e simples da vida de Jesus. Um desejo autentico de reproduzir os passos do Mestre.

Sua formulação mais conhecida é “o evangelho todo para o homem todo”. Seu primeiro encontro Conciliar foi traduzido pelo PActo de Lausanne em 1974. Com Ele vem o desejo de expansão do Reino, não necessariamente da Igreja. Isso porque muitas vezes a igreja não acompanha o que é o Reino. E com a visão do Reino vem o alargamento da percepção que a luta deve ser contra o sistema e não somente centrada na salvação de almas. É a busca por um evangelho encarnado, transformador, redentor de uma realidade. Isso porque há sistemas inteiros escravizando milhões de pessoas debaixo da tirania do Diabo. Ser cristão integral portanto não é dormir na igreja todo dia. É adotar uma postura de luta contra esses sistemas injustos que existem. É propagar algo do tamanho de Deus: o Seu Reino!

Por tentar reproduzir o modelo de ação de Jesus, os líderes que envolvidos estão nesse grupo normalmente são um reduto ético. No momento em que se ouve tanta besteira sobre tantos líderes no país, saber que há um reduto que preza pela integridade pessoal é um alívio. Eu chamaria até de um Oásis.

Gente que tem cheiro de povo, que anda no meio das pessoas. Gente que procura desdizer esse modelo ministerial que se implantou no Brasil: personalista-despersonalizado. Personalista porque líderes se ufanam como sendo os detentores da verdade, do saber, da intimidade com Deus e dos oráculos divinos; despersonalizado porque ele é construído por algo não pessoal que são os métodos de crescimento de igreja. Qual era o método de Jesus? Não o vejo com métodos, mas sim com princípios de ação. E para quem acha que ele era personalista… veja os apóstolos em ação após o Pentecostes. 

Pois é: justamente essa coisa tão boa é que estão destruindo no Brasil. E isso através de 3 ondas.

A primeira foi da questão da santidade pessoal. Alguns dos maiores líderes e representantes desse movimento “acabaram pecando”. Gente com uma vida íntegra mas que teve uma mancha em algum momento. Certamente que isso gerou um certo abalo na credibilidade dos líderes que se reuniam em torno da Missão Integral.  Mas interessante é que dois desses lideres apontaram seus erros. Eles se denunciaram. Até quando erraram foram homens e crentes. Ao contrário de muitos que existem por ai…

A segunda onda foi a da falta de Graça. Esse grupo sempre apregoou a mensagem da Graça. Sempre se propôs a viver com a Graça e em Graça. Mas quando alguns dos líderes caíram, foram tratados a “ferro e fogo” e não com Graça por muitos desses “graciosos líderes”. Eles (os que erraram e assumiram/expuseram seu erro) foram abandonados. Contudo manifestações concretas da Graça foram  encontradas em parte da liderança. Por isso que conversar com um Carlos Queiroz é tão cativante. Por isso que entrevistar Manfred Grellert é tão instigante. O que não dizer de ouvir Caio Fabio, ou ler textos de Darci Dusilek (falecido pai)… é gente que vive  (ou viveu) a Graça de Deus. Mas aconteceu algo que manchou esta história e da qual eu me envergonho porque estava lá.

Por volta do ano 2001/2002 (se não estou enganado na data) foi marcada uma reunião em Sumare-SP para planejamento do CBE-2 (segundo congresso brasileiro de evangelização), o qual foi realizado em Novembro de 2002 no SESC Venda Nova-MG. Na época na JUMOC (Junta de Mocidade da Convenção Batista Brasileira) fui convocado para esta reunião. E duas coisas muito me marcaram lá: a) passei muito mal a ponto de procurar um hospital (mas acho até hoje que foi algo que comi em Palmas-Tocantins, da onde estava vindo); b) a falta de Graça com que foi tratado o pai do Pr.Caio Fabio.

Houve um momento daquele encontro que foi se estabelecer um conselho consultivo para o congresso. Daí foram indicados nomes e entre eles o do Rev.Caio Fabio, pai do Pr.Caio Fabio. Na mesma hora houve uma reação de repulsa e negativa de parte dos líderes que ali estavam. Penalizaram o pai por conta do que não concordaram do filho. Nem a cultura judaica foi tão cruel. Para os judeus os pais comiam uvas verdes (pecavam) e era a boca dos filhos que embotava (os filhos sofriam as consequencias – veja o profeta Jeremias). E quem agiu assim de modo mais agressivo foram aqueles que mais aproveitaram a “sombra” ministerial do Caio Filho.  Essa falta de Graça de gente que proclama a Graça foi dura demais. Me envergonho de não ter peitado aqueles lideres na hora. Me envergonho de não ter defendido, naquele momento, aquilo que creio. E já expus essa vergonha pessoalmente ao Pr.Caio Fabio (o filho) pedindo-lhe perdão por isso.

Quebra na integridade/santidade, resgate da Lei e abolição da Graça… a única coisa que estava faltando era a venda. Sim, o caráter mercantil no evangelho.  A mercantilização começou com o uso daqueles que eram mais proeminentes. Agora parece que passou a questão do recurso financeiro. É não falta mais a venda. Compraram a “missão integral”. 

Alguns dos principais líderes da Igreja no Brasil,  notadamente adeptos da Missão Integral e da busca pela coerencia de vida, estão se “prostituindo”. Igrejas bonitas, pomposas, abastadas, mas com líderes tirânicos, de conduta moral reprovada, tem se constituindo os novos parceiros ministeriais desses líderes. Os novos amigos são os “velhos amigos do mundo” ou do Diabo. E isso está acontecendo do Norte ao Sul do país.

Gente que não sabe nem o que é Missão Integral; gente que não ama nem missões porque do bolso não sai nenhum recurso para o campo (quanto mais missao integral…); gente que nao tem cheiro do povo, nem da classe média, muito menos ainda dos pobres; é esse tipo de gente que tem ganho guarida na “liderança” da Missão Integral. Fiquei sabendo esses dias que o 3o Lausanne que será na Africa do Sul no ano que vem (o segundo foi na década de 80 em Manilla, Filipinas) tem credenciado gente que tá mais para o movimento neopentecostal do que qualquer outra coisa. Mas isso em nome das “parcerias”…

Percebe como estão acabando com a Missão Integral no Brasil? A única coisa sã no campo da teologia ministerial está sendo corrompida. Por isso não creio nesses congressos que lutam pela igreja mas que vendem seus valores por uma boa parceria, nem nesses encontros com essa liderança que deixou de viver a Graça e agora assumiu uma postura sacerdotal (compactuação com o erro vigente). Se você está pensando em ir  a algo assim, desista. Fique em casa. Leia um bom livro. Gaste um tempo em oração. Fazer isso vai valer muito mais a pena. Ir nesse tipo de evento que circule preletores que não os que citei aqui… creia em mim… é perda de tempo.

ONDE VAMOS PARAR? Não sei. Mas não pare nesse tipo de evento da Missão Integral. Estão acabando com ela aqui no Brasil.

Com tristeza,

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.