Novos Caminhos, Velhos Trilhos

setembro 17, 2017

OS BATISTAS E O SANTANDER

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 9:34 am

Sou contra o Santander. Embora nunca tenha tido qualquer tipo de conta nesse banco, duas pessoas da minha família têm/tiveram e as reclamações são inúmeras. Na nossa família há até uma jocosa brincadeira que faz alusão ao logo do Santander: parece o desenho de fezes com o cheirinho subindo… Daí mais uma constatação: se já na entrada o mau cheiro é dado pela logo, como esperar algo de diferente na relação com a instituição?

Mas veja: não sou contra o Santander por conta do seu patrocínio a diferentes iniciativas culturais e esportivas. Não sou contra um banco porque ele apoia um tipo de exposição artística. Jamais faria de uma exposição de arte um cavalo de batalha. Isso porque a exposição se restringe, por definição, a um lugar, a uma galeria, a um “vernissage”. Ou seja: vê, vai e volta quem quer. Segundo porque, sabedor do conteúdo da mostra, do artista ou artistas que expoem ali, posso então escolher visitar tal exposição ou simplesmente desconsiderá-la. Posso também visitá-la e não gostar do que vi, do “belo” ali retratado, e simplesmente não recomendá-la a ninguém. Agora daí fazer boicote…

E aqui entro com o tema dos Batistas que estão entre os que elegeram e ajudaram a incensar uma exposição de 10a categoria (pelo que me parece) à primeira grandeza da mostra das artes nesse país. Ao produzir documentos, como o da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, onde ou o conhecimento da arte literária era desconhecido, ou simplesmente foi desprezado, os Batistas cometem dois erros crassos: interferem na liberdade individual e no gosto estético de cada indivíduo; promovem aquilo que eles procuram condenar. Sim, muita gente que nem sabia da exposição dentro da “cerca” batista agora tomou conhecimento da mesma…

É  histórica a dificuldade que os Batistas têm de lidar com a arte. Representantes da Reforma Radical e integrantes do movimento iconoclasta, os Batistas sempre manifestaram sua dificuldade com a representação artística em tela ou escultura. Acostumaram a aceitar somente a literária e a representação musical.  Seu medo daquilo que eles pensam ser idolatria fizeram com que fossem desconsideradas obras de arte. Esta é uma das razões porque os batistas preferem visitar a palestina (atrás dos vestígios de Jesus) e não a Capela Sistina ou mesmo o Louvre em Paris (que por sinal são bem mais interessantes).

Sabedores desta dificuldade, os Batistas deveríamos ter redobrado cuidado ao pensar em produzir qualquer tipo de documento que vá na direção de criticar uma obra de arte, uma exposição e um Banco pelo seu ato mecênico. Deveria ter cuidado também em lembrar que não poucos membros de igrejas batistas trabalham no Santander. Imagine se este banco resolve retaliar agora, e manda embora aqueles que são membros de igreja batistas? Ah! Não me fale de ação judicial para reparar isso. O banco olha no facebook de quem ele quer e, em nome de uma reengenharia, enxuga o quadro…

Os Batistas precisam aprender com Kant, na sua Crítica da Faculdade do Juízo:

O juízo chama-se estético também precisamente porque o seu fundamento de determinação não é nenhum conceito, e sim o sentimento (do sentido interno) daquela unanimidade no jogo das faculdades do ânimo, na medida em que ela pode ser somente sentida. (p.170).
Em uma palavra, a ideia estética é uma representação da faculdade da imaginação associada a um conceito dado, a qual se liga a uma tal multiplicidade de representações parciais no uso livre das mesmas, que não se pode encontrar para ela nenhuma expressão que denote um conceito determinado, a qual, portanto, permite pensar de um conceito muita coisa inexprimível, cujo sentimento vivifica as faculdades de conhecimento, e à linguagem, enquanto simples letra, insufla espírito. Portanto, as faculdades do ânimo, cuja reunião (em certas relações) constitui o gênio, são as da imaginação e do entendimento.” (Id., p.174)
(…) o gênio consiste na feliz disposição, que nenhuma ciência pode ensinar e nenhum estudo pode exercitar, de encontrar ideias para um conceito dado e, por outro lado, de encontrar para elas a expressão pela qual a disposição subjetiva do ânimo daí resultante, enquanto acompanhamento de um conceito, pode ser comunicada a outros. (Id., p.175).
“Se depois destas análises lançamos um olhar retrospectivo sobre a explicação dada acima acerca do que se denomina gênio, encontramos: primeiro, que ele é um talento para a arte, não para a ciência, a qual tem de ser precedida por regras claramente conhecidas que têm de determinar o seu procedimento; segundo, que como talento artístico ele pressupõe um conceito determinado do produto como fim, por conseguinte entendimento, mas também uma representação (se bem que indeterminada) da matéria, isto é, da intuição, para a apresentação deste conceito, por conseguinte uma relação da faculdade da imaginação ao entendimento; terceiro, que ele se mostra não tanto na realização do fim proposto na exibição de um conceito determinado, quanto muito mais na exposição ou expressão de ideias estéticas, que contêm uma rica matéria para aquele fim, por conseguinte ele representa a faculdade da imaginação em sua liberdade de toda a instrução das regras e no entanto como conforme a fins para a exibição do conceito dado; quarto, que a subjetiva conformidade a fins espontânea e não intencional, na concordância livre da faculdade da imaginação com a legalidade do entendimento, pressupõe uma tal proporção e disposição destas faculdades como nenhuma observância de regras, seja a ciência ou da imitação mecânica, pode efetuar, mas simplesmente a natureza do sujeito pode produzir.” (Id., p.175-176).
“De acordo com estes pressupostos, o gênio é a originalidade do dom natural de um sujeito no uso livre de suas faculdades de conhecimento. Deste modo, o produto de um gênio (de acordo com o que nele é atribuível ao gênio e não ao possível aprendizado ou à escola) é um exemplo não para a imitação (pois neste caso o que aí é gênio e constitui o espírito da obra perder-se-ia), mas para sucessão por um outro gênio, que por este meio é despertado para o sentimento de sua própria originalidade, exercitando na arte uma tal liberdade de coerção de regras, que a própria arte obtém por este meio uma nova regra, pela qual o talento mostra-se como exemplar. Mas, visto que o gênio é um favorito da natureza, que somente se pode presenciar como aparição rara, assim o seu exemplo produz para outros bons cérebros uma escola, isto é, um ensinamento metódico segundo regras, na medida em que se tenha podido extrai-lo daqueles produtos do espírito e de sua peculiaridade; e nesta medida a arte bela é para essas uma imitação para a qual a natureza deu através de um gênio a regra.

Sendo os Batistas defensores da liberdade, deveriam também ter aprendido a respeitar nesses 400 anos de História, o gosto e a escolha de cada um. Afinal o juízo estético provém do sentimento e é interpretado por ele. Além do mais, caso todos cheguem à mesma conclusão de que a referida exposição possui uma expressão artística de mau gosto, pelo entender kantiano, não deveríamos temê-la, porque ela não seria fruto de um “gênio” e como tal, não produziria escola. Isto equivale a dizer que tal arte, tal exposição, morreria por si só. Por que então esse tipo de embate?

Agrava-se a questão ao perceber que não há uma disposição em termos de manifesto contra a abusiva e extorsiva taxa de juros cobradas pelos bancos (inclusive o Santander), tanto no seu cheque especial, quanto no rotativo do cartão de crédito. Enquanto há famílias inteiras sendo saqueadas de modo institucional, inclusive membros de igrejas batistas que além da crise da empregabilidade ainda precisam se equilibrar diante de juros extorsivos, os Batistas, especialmente seus pastores, se preocupam com questões de moralidade sexual. Ao invés de reiteradamente se pronunciarem contra a corrupção (ao que tudo indica a do Temer, que num certo sentido era também a do governo anterior, é muito pior daquele que foi impeachmado), elegem questões menores (sim senhor!) para poder “fazer coro” com vozes mais conservadoras. Perdem a oportunidade de dialogar por simplesmente respeitar a liberdade do outro, ainda que ela implique em contemplar “sentimentos” de mau gosto. Veja:

“Portanto, tanto a ideia do Império como a das Cruzadas não podiam ter força mobilizadora. Seu papel era o dos mitos revolucionários que conservamos por tradição em discursos sem consequência, em manobras diplomáticas, ou para obter o apoio da opinião internacional. Essa moral unitária não serve um ideal; é simples cortina que oculta ações egoístas, úteis para conquistar opiniões em favor de nossa causa. Maquiavel percebeu bem como pode ser útil um discurso moral fundamentado na tradição mas não efetivamente operativo, pela influência que exerce sobre o imaginário, contribuindo para assegurar o poder. O objetivo é fazer os outros acreditarem na nossa causa. Se falta força, o príncipe recorre à astúcia; as ideias de império, cruzada, defesa da cristandade, religião são cortinas do estrategista político realista, com efeito sobre os ignorantes, manipulados em seu benefício.”
(DUBOIS, Claude-Gilbert. O IMAGINÁRIO DA RENASCENÇA. Brasília: Editora UNB, 1995, p. 177-8).

 

O que Dubois afirma é que por trás de moralismos está a manipulação que procura simplesmente a manutenção do poder. Não há, necessariamente, nenhuma essência espiritual. Sobre o uso do lugar comum, do “imaginário” o próprio Maquiavel via como instrumento de preservação, de permanência do poder.

Isso aconteceu na Ditadura Militar. Época em que mesmo com censura, a pornochanchada mais cresceu, não eram raras os pronunciamentos contra a imoralidade sexual. Esse paradoxo produzido pelos generais ganhou especial contorno numa declaração de apoio ao governo feita pelos batistas em sua Assembléia de 1980, em Goiânia. Numa época em que ainda havia tortura e prisões arbitrárias, os batistas hipotecaram todo o apoio moral e espiritual ao então Presidente Figueiredo, sem fazer uma menção sequer à violência contra o semelhante (DUSILEK, Sérgio Ricardo Gonçalves; SILVA, Clemir Fernandes; CASTRO, Alexandre de Carvalho. A Igreja de Farda: Batistas e a Ditadura Civil-Militar. ESTUDOS TEOLÓGICOS, São Leopoldo (RS), v. 57, n. 1,  p. 205-206,  jan./jun. 2017). Ou seja, pode-se torturar, matar, mas não pode ter pornografia… Ora, se vamos como batistas ser os censores maiores da sociedade, não seria de se esperar que a condenação fosse à tudo que há de errado? Por que só falar da questão sexual? É repressão, incapacidade de lidar com o assunto ou, como disse Dubois, um interesse por manipulação?

O que fica disso tudo? A anacrônica incapacidade batista de dialogar com a sociedade, de aceitar as provocações e desafios que o mundo oferece para, pelo menos, produzir uma reflexão profunda e séria sobre os temas que estão aí, pululando à nossa volta. Ao fazer como o avestruz, esquecem que um grande naco do próprio corpo fica indefeso, à mostra. Ao promoverem uma volta ao seu nascedouro, rejeitam a sua própria tradição e a evolução desta. Do grupo da liberdade e igualdade, um nível mais elevado de organização religiosa, segundo Ernst Throeltsch, os batistas se apequenam se assemelhando a grupos censores. E pior, o fazem por motivos menores (moralidade sexual), esquecendo-se da precípua tarefa de exorcizar os demônios que estão na estrutura sócio-política-econômica deste país, e que muitas vezes se personalizam em seus agentes.

Esperando dias melhores…

Pr. Sérgio Dusilek

sdusilek@gmail.com

 

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setembro 14, 2017

Paráfrase de uma Babel Eclesiástica

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 11:04 am

E disseram uns líderes aos outros: venham, vamos construir uma igreja cuja fama chegue aos céus e pela qual torne-se conhecido o nosso nome em toda a Terra. Então se puseram a edificar seu intento. Usaram modelos eclesiásticos dos mais diversos e discrepantes como pedra e do marketing eclesiástico como argamassa.
Então desceu o Senhor para ver esse humano projeto. E notou Deus, apesar de tamanha diversidade, que todos falavam a mesma coisa. E viu Deus nisso a esperteza e a manipulação.
O Senhor disse: Apesar de ser Deus da Paz, é necessário que alguma confusão haja ali, para que a superfície da terra receba outras igrejas. Não quero Ministérios que toquem o céu, mas ministérios que fiquem impregnados com a terra, que carreguem consigo as marcas do envolvimento com aquilo que é humano. A isto chamou de BOBEL, porque viu Deus a bobeira do coração dos homens e porque a linguagem unívoca foi confundida e a manipulação revelada.
Dispersos, os pastores, pastoras, líderes e obreiros retornaram ao inicial e divino projeto de espalharem e multiplicarem  igrejas (não filiais) pela superfície da Terra.

agosto 14, 2017

Uma Paz que Excede a todo entendimento

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 12:25 pm

“Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a PAZ QUE EXCEDE TODO O ENTENDIMENTO, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” (Fil.4:6-7).

Paz é uma das palavras recorrentes no texto bíblico. Sempre foi uma das marcas do povo de Deus, uma vez (ou melhor, na bíblia, por várias vezes) Ele é chamado de Deus de Paz. No Velho Testamento, Shalom (paz em hebraico) estava ligada a uma noção de justiça social. Justiça esta que dependia de um pacto pelo bem estar de todos. Era uma justiça que só poderia ser resultado da ação de Deus (imagina uma banqueiro judeu optar por cobrar juros bem abaixo da taxa de mercado…), e que na sua abrangência social viabilizava a paz. Paz então, era ação de Deus pela igualdade, ou contra os grandes desnivelamentos. Sendo assim, era circunstancial.

No Novo Testamento essa paz (eirene, no grego), ganha uma conotação mais profunda. Não que ela não deva estar presente nas relações sociais; por mais de uma vez os escritores do Novo Testamento nos exortam a “buscar a paz”, a “seguir a paz”. Nem tampouco ela se desvincula da noção de justiça. Pelo contrário! Ela se arraiga ainda mais na Justiça divina, pois a paz agora é decorrente da obra de Jesus no Calvário, e marca da ação do Espírito Santo em nós. O resultado disso? Uma paz existencial, ou usando uma categoria de Paul Ricoeur (“A vida em busca de um narrador”), uma paz que sinaliza o encontro da nossa vida com o narrador, com Aquele que elabora e dá coesão e sentido à nossa narrativa: Deus.

Mas, quais são as implicações práticas desta paz?

1) Em primeiro lugar, ela não está atrelada a circunstância. O vento não precisa ser favorável; não é preciso ter uma brisa para que sintamos esta paz. Lembra da música; “Esta paz que sinto em minh’alma, não é porque tudo me vai bem”? É exatamente isto. Para alguém de fora, que sabe quais são as nossas grandes lutas, não faz o menor sentido estarmos em paz. Ela excede ao entendimento dos outros;

2) Em segundo lugar, esta paz não é adquirida. Não a compramos. Ora, num tempo em que a tarja preta é o grande funil para uma paz (ainda que quimicamente fabricada), ou ainda o uso de drogas ilícitas para se ter momentos, “flashes” de paz, saber que há uma paz que não se encontra em nenhuma gôndola, afronta a compreensão humana. Excede ao entendimento saber que a paz é possível, que ela foi conquistada e mais, dada por Jesus a todos aqueles que querem.

3) Em terceiro lugar está no lugar onde habita esta paz. Ora, uma paz que guarde o “pensamento” de alguém num dia mau, pode até ser fruto de um processo de racionalização. Porém, uma paz que guarde as emoções (o “coração) em dias aflitivos essa excede a compreensão humana. É aquela paz que Deus coloca no nosso coração e que é irradiada para o resto do nosso corpo, da nossa vida. Já teve a experiência de receber uma notícia trágica, de enxergar um prognóstico ruim de futuro, mas ao mesmo tempo, de ver brotar no seu coração uma paz sem igual, daquelas que anunciam a Soberania de Deus e o cuidado dEle sobre nós? Eu já. É algo indescritível.

4) Por fim, e sem querer esgotar as razões de uma paz não racional (caso contrário seria ela se tornaria humana e não divina), esta paz é regada à oração, à comunhão com Deus. Se a ansiedade é, talvez, nosso maior ladrão de paz, a forma de domar esse buraco negro da alma que suga nossa alegria, nossos melhores dias, nossa paciência, nossa esperança e também a nossa paz, é manter uma vida de comunhão com Jesus. Por isso a recomendação de Paulo: Ore sem cessar (I Tess.5.17).

Para finalizar esta breve reflexão, lembro que no Novo Testamento, os textos sempre são precedidos por um desejo e voto de Paz. Sincera paz. E boa parte deles terminam desejando Paz também. Não desejei paz no início, embora tenha um versículo na entrada, mas faço isso agora: que você tenha uma semana de paz. Que o vínculo da Paz fortifique seus relacionamentos; que a comunhão em oração com Deus feche a boca desse “buraco negro” da alma, chamada ansiedade; que você experimente dessa paz que excede a todo entendimento, paz plantada e regada por Deus, mesmo que estoure a guerra nuclear entre Estados Unidos e Coréia do Norte.

Paz seja sobre você! Que Sobre você Deus levante o rosto e lhe dê P-A-Z (Nm.6:26)!!!

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

agosto 7, 2017

O PAI e o dia dos pais

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 4:45 pm

Uma das principais consequências da encarnação de Jesus Cristo é a aproximação que Ele promoveu entre nós e Deus. Mais do que ser o Caminho, Jesus encurtou as distâncias. E um dos mais belos exemplos disso é o convite que Cristo fez para que chamássemos Deus de Pai. Se o judeu ortodoxo via Deus como o Altíssimo (imarcescível), e o grego tendia para um deísmo, para uma noção de divindade que não tocava, nem podia transitar por esta decaída realidade, por conta da corruptibilidade do plano material, Jesus revoluciona o modo de ver Deus, chamando-o de Pai.

Conquanto esta representação (sim, Deus como Pai é uma das muitas representações do divino na Bíblia) não seja a única, ela é possivelmente a que melhor transmita algumas verdades da relação Deus-ser humano. Como representação, ela é limitada (Deus sempre será maior do que toda e qualquer forma de representação), contudo permanece reveladora, linda e indicativa do que envolve a relação de Deus para conosco.

Ao chamar Deus de Pai, Jesus aponta para alguém que é provedor, para aquele que está atento para as necessidades dos seus filhos. O Pai sabe o que você precisa. Ele proverá, no tempo certo: acalme seu coração.

Deus como Pai aponta para a intimidade de uma relação. Para o afago e segurança que temos (ou tínhamos) ao abraçar ou ser abraçado pelo nosso pai. É essa figura do acolhimento, ou até mesmo do recolhimento que está expressa aqui. Nosso Pai eterno não tem raios nas mãos para nos fulminar, mas braços acolhedores para nos ninar.

Ao chamar Deus como Pai Jesus aponta para uma realidade genética que se torna aplicável ontologicamente. Embora possamos ter muitos pais na vida (gente que se aproxima e cuida da gente com extremo carinho), todos nós temos um pai biológico. Assim é no campo religioso: há muitos “pais” (gurus, etc.) por aí, mas somente um carrega a nossa genética espiritual – Deus revelado em Jesus Cristo. Se as religiões podem nos oferecer “colos paternais”, somente em Deus e na Sua Paz, relaxamos.

Deus como Pai aponta para uma relação que é perene. Embora casais possam deixar de ser casais em algum momento da vida, nenhum filho deixa de ser filho do seu pai. Os pais falecem, são enterrados, mas a relação filial permanece. Ao optar por essa representação de Deus, Jesus aponta para uma relação eterna: Deus sempre será nosso Pai, e nem mesmo a morte de Deus promovida na filosofia e literatura do século XIX, tem o poder de retirar essa filiação. Para aqueles que acreditam num Deus morto, perde-se a relação, mas não a filiação, coisa que Cristo queria ressaltar.

O amor incondicional também é apresentado nessa figura do Pai. Ora, todo pai ama (ou deveria amar) incondicionalmente seu filho(a). Aquela criança nada fez por você; aquele bebe tira seu sono, faz “caquinha” e você não parar de amar aquele “trenzinho”. O coração parece que vai explodir de tanto amor! Assim é Deus conosco. O amor dele é incondicional: nada do que você faça ou deixe de fazer fará Deus amar menos ou mais você. Ele ama porque é amor; Ele ama porque Ele é o teu e o meu Pai.

Por fim, Deus como Pai aponta para nossa responsabilidade como pais terrenos. As pessoas terão maior ou menor dificuldade em se aproximar de Deus, do Pai celestial, dependendo do tipo de pai que tiveram aqui. Alguém que teve um pai truculento, ou mesmo mentiroso, ausente, vai ter dificuldades em enxergar no Pai celestial um Deus do afago, do abraço, da verdade, e da eterna presença. A nossa responsabilidade como pais não está só voltada para a educação, amor, provisão do lar, mas também com a representação da representação, isto é, com a imagem de pai que introjetamos nos nossos filhos a qual servirá em algum momento como filtro para compreender o Pai Celestial.

Por isso que lhe convido a vir ao culto domingo. Vamos orar agradecendo pelos pais que tivemos ou que ainda temos! Vamos orar pela nossa paternidade, para que Deus nos ajude a sempre sermos pais melhores, espelhando em nossas ações o Seu amor e fidelidade. Que Deus nos abençoe.

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

agosto 4, 2017

OS DIAS NÃO ERAM PARA TEREM SIDO ASSIM…

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 12:08 am

Se puder nos dar o privilégio da leitura do artigo, agradecemos. Abraço.

http://periodicos.est.edu.br/index.php/estudos_teologicos/article/view/2958/pdf

 

 

 

junho 27, 2017

Batistas e Ditadura Militar

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 1:35 pm

Se você deseja, ou tem curiosidade em saber o que aconteceu com os Batistas da Convenção Batista Brasileira, pelo menos numa parte da história, acesse:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-85872016000100074

 

 

junho 12, 2017

Uma Utopia para Viver: SEM LEI. SEM LEI??

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 7:01 am

Ao nos depararmos com o trecho final de Gálatas 5:19-23, Paulo fala de um modelo ideal de sociedade construída a partir de indivíduos regenerados por Deus. Ao contrário do que pensavam (e pensam!) os judaizantes, não era a Lei que resolveria o problema da carnalidade em suas mais variadas manifestações; nem tampouco a coibição da liberdade individual pela Lei. É pelo caminho da liberdade, sinal da presença do Espírito Santo (II Cor.3:17) que a exuberante vida espiritual se manifesta.

Ao longo do citado texto, se fizermos uma leitura honesta diante da Palavra, muitas vezes vamos nos ver nas obras da carne (para nossa vergonha), e outras tantas vezes, conquanto queiramos, não nos veremos nos “sabores”, “gomos”, do Fruto do Espírito. De fato essa tomografia espiritual que Deus faz com todo aquele que lê a Bíblia de coração aberto é chocante, desconcertante. Por vezes descobrimos que temos menos do Novo e mais do Velho e não o ideal inverso.

Mas não queria aqui, nesse momento, delinear a pequenez humana. Gostaria de convidar você a ter uma outra e nova visão, que ao longo e pela via do texto que se segue, sua mente fosse preenchida por essas santas imagens. É um convite para conhecer um lugar especial… ideal.

Lugar este onde não há leis. A liberdade é plena, mas sua regulação está no interesse (desinteressado) pelo OUTRO. Lá, nenhuma ação espera retorno, reciprocidade; nem tampouco fazem da gratidão um motivo de espoliação, de dominação. Não há necessitados, pois todos vivem com aquilo que é suficiente. O amor reina, as diferenças se dissipam; a igualdade impera. Violência??? Ela inexiste naquele local. A justiça corre perene. Não meus queridos, a sociedade ideal não vem da Lava-Jato; vem da ausência de posto.

Lá não há tribunais, juízes, advogados, “partes”. Quando há divergências chega a ser constrangedor… cada um abrindo mão do seu direito… as pessoas resolvem as pendências com mansidão (cada qual abrindo mão do seu direito). Ora, se os “litigantes” abrem mão dos seus direitos, o que fazer?

Não vi traição da confiança, nem soube da deslealdade nos relacionamentos. A fidelidade é um adorno, um broche lindo e visível em todos, do menor ao maior, do mais velho ao mais tenro.

Há uma alegria contagiante no ar. As crianças brincam, as pessoas sorriem mesmo sem posarem para foto. É uma alegria sincera, daquelas que brotam do coração e formoseiam todo um rosto.

Falo a vocês de um lugar onde não há partidos, dissensões, nem contendas. Quando muito, desentendimentos, mas que não chegam ao “status” de conflitos. Lugar no qual o oxigênio parece feito e com gosto de paz. Você não vê, mas sente aquele frescor renovador no ar. Cada esquina, avenida, ruela, é um convite convite ao descanso, ao relaxamento. Não vi redes, porém elas bem poderiam estar por ali…

Nesse paraíso vi os mais inteligentes dispenderem tempo para explicar coisas realmente difíceis aos menos capacitados. Quando se trata do outro, não há a noção de perda de tempo. Até nisso a paciência podia ser vista. Mas também a vi sendo dispendida na direção daqueles que me pareceram ser mais inconvenientes, “chatinhos” talvez. Sim, havia uma glamourosa paciência, a qual era exercício para a boa convivência.

Vi pessoas amantes do bem. Vi pessoas PRATICANTES do bem. Não encontrei uma pessoa sequer que não fosse boa. Não havia violência, nem tampouco vingança. Também pudera: naquele local não havia e não há retribuição. Isto porque o amor é vivido, doado, espargido. Não é à toa que as ruas dão grandiosas melancias do bem e doces abacaxis do que é bom.

Contudo, certa hora vi aquilo que me pareceu ser um acidente. Um senhor, ao que tudo indica, desavisadamente, acabou machucando uma criança com seu veículo. Nada grave. Confesso, porém, que fiquei tenso ao ver o pai correndo para acudi-la. Só que a tensão foi transformada em surpresa, ao perceber que aquele pai não afrontara, não confrontara, nem agredira àquele senhor. No completo domínio de suas emoções, socorreu, ouviu o que acontecera, manifestando compreensão e lamento. Nunca havia visto nada assim…

Qual é o nome deste lugar? IGREJA. Seu endereço: Av. das Estrelas, S/N (sem número duas vezes: a) primeiro porque não tem mesmo; b) segundo porque ela não tem número pré-estabelecido de integrantes…), Céu. MAS PODERIA SER AQUI, se:

  • buscássemos a Deus, seu Espírito Santo;
  • Andássemos pelo Espírito Santo (Gl.5:25);
  • Vivêssemos pelo Espírito Santo (Gl.5:25);
  • Déssemos o FRUTO do Espírito Santo.

Não meu querido, minha querida. Não pense, nem diminua o sacrifício de Jesus à uma bendita salvação individual. Esta é só o começo… Ele quer construir uma sociedade ideal e a ela chamou de REINO DE DEUS. Essa construção começa no momento em que nossa liberdade se curva ao Seu Amor. Sim, porque diante do mais profundo Amor, do Seu Amor, toda liberdade se curva em verdadeira submissão.

Essa sociedade ideal possui um singelo indicador. Quanto mais próxima dela estivermos, menos Lei (“contra estas coisas não há lei”), ao passo que quanto mais distante dessa sociedade ideal nos dispusermos, menos Fruto do Espírito e mais leis teremos.

Se é verdade que todos precisamos de uma utopia para viver, posso dizer que a mais doce delas chama-se Reino de Deus. Não, meus caros leitores. A melhor utopia não provém do renascentista Thomas Moore, nem tampouco de socialistas utópicos como Saint-Simon e Louis Blanc. Ela vem da boca de Jesus; e “por-vir” de Deus quem sabe não seja passível de alguma realização na História?

 

Pr. Sérgio Dusilek

sdusilek@gmail.com

junho 3, 2017

Onde estão nossos referenciais?

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 10:04 pm

“Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (I Corintios 11:1)

Hoje faleceu o querido Pr. Oliveira de Araújo, e com ele foi-se mais um referencial de vida que tínhamos aqui. O referencial é aquela pessoa que lhe faz bem mesmo sem saber o impacto que causa em sua vida. O referencial nos motiva a prosseguir, mesmo diante de lutas injustas e sem fim. O referencial está ali como marco de fé, de vida, como exemplo vivo da ação de Deus, como alguém cuja vida aponta para Deus. Assim era o Pr.Oliveira.

Dos muitos momentos que pude conviver um pouco com ele, lembro especialmente de dois. O primeiro, no Despertar de Niterói em 2001, quando convidamos a ele para ser um dos oradores do congresso. Ele veio disposto, feliz, e trouxe uma poderosa mensagem. A ênfase era em missões… bem, sua vida já falava por si só. Entre um dos intervalos daquele congresso que reuniu cerca de 8000 jovens na 6a a noite, ele me pegou pelo braço e disse: “Sérgio, vejo que você é um grande líder. Tudo está acontecendo e você não subiu naquele palco uma só vez para aparecer. Líderes bons são assim: você os percebe, sem que eles apareçam”. Relativizei, disse que a equipe era tão boa que não precisava, mas confesso que foi uma baita palavra de ânimo que recebi em uma das tardinhas daquele congresso. Pr. Oliveira era de uma grandeza… preocupando-se em abençoar um jovem pastor como eu… ele que já tinha sido tanta coisa na denominação… Essa grandeza se manifestava nas vezes em que cedeu o púlpito da PIB Vitória para que pregasse. Não foi só comigo. Vários colegas foram atingidos por essa benevolência do Pr. Oliveira.

Posteriormente, e coloquei isso no face, foi na CBB de São Luís-MA, em 2008. Eu tinha sido convidado para pregar na sessão de sábado a noite, quando teria o culto dirigido pela JUMOC. Contudo na 6a pela manhã, o presidente da CBB pregaria para a Assembléia convencional. Pr.Oliveira estava com a saúde debilitada, presidia a CBB com um carrinho com oxigênio a tira-colo, e naquela manhã trouxe uma poderosa mensagem. Lembro vividamente dele ilustrando um ponto de sua mensagem com um presente que recebera da sua filha Rebecca. Após abrir o embrulho, ele retira a tampa de uma caixa de sapato e nela estava uma peteca. Junto da peteca, um bilhete: “pai, não deixe a peteca cair”. Choramos com ele, diante da sua luta, mas também pela Graça de Deus contida nesse singelo renovo.

Quando fui para o Seminário (STBSB) em 1995, penso que havia muitos referenciais de vida, alguns pela fé e vida com Deus, outros também pela capacidade que possuíam. Mesmo correndo o risco da injustiça, citarei alguns: Mauro Israel Moreira, Oliveira de Araújo, Xavier, Darci Dusilek, Tymchak, Isaltino Coelho, David Baeta, Hélio Schwartz Lima, Arlécio Franco Costa, Salovi Bernardo, Orivaldo Pimentel Lopes, Carlos César Peff Novaes, Fausto Vasconcellos, entre outros. Ocorre que a primeira parte dessa lista já está com  o Senhor (são nossos referenciais acessíveis pela memória), a outra parte ou já deu sua contribuição, ou não vê como fazê-lo atualmente.

O problema disso são os referenciais: para qual líder um jovem pode olhar? Salvo uma ou outra exceção “fruto da boa vontade”, não encontro referenciais nas diretorias das Convenções as quais estou ligado hoje. Não digo que não haja gente esforçada e até com uma certa “liderança DDA” – sempre distraído com outras coisas. Contudo, estão longe, mas muito longe dos nomes citados.

Termino dizendo que você não precisa concordar comigo. É um direito seu enxergar nos atuais líderes denominacionais uma melhora. Porém sigo pensando que como denominação sofremos o mesmo empobrecimento do Congresso Nacional: ou dá para comparar este congresso com o do final da década de 90?

Preocupado,

Pr.Sérgio Dusilek

sdusilek@gmail.com

 

 

maio 25, 2017

Quando a Cura alcança os “de fora”.

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 10:33 am
Disse Jesus: “Também havia muitos leprosos em Israel no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi purificado senão Naamã, o sírio.” (Lc.4:27)
Você precisa de uma intervenção divina? Tem algo hoje na sua vida que somente Deus com seu poder pode reverter (consoante ao que lhe parece)? E o que pensar quando você alguém numa situação análoga a sua, sem que cresse em Deus, mas agora agradecido pela Sua intervenção, sendo alcançado por esse poder do alto? O que a cura, a restauração de alguém de fora tem a nos ensinar?
Em primeiro lugar está a insondabilidade de Deus. O fato de Deus miraculosamente curar uns e não outros, de restaurar a saúde de gente que “não nos desce” e não sarar aqueles que pensamos ser dignos da ação divina, aponta para a manifestação da Sua Graça (sim porque o dom de curar é um karismata – manifestação/dom da Graça) e também para sua imprevisibilidade. Deus formatado não é Deus, é ídolo ideológico.
Em segundo lugar penso que a experiência de Naamã aponta para aqueles que recebem com avidez e fé a palavra de esperança do Senhor, ainda que (eu diria principalmente) saia da boca de uma menina escrava. Naamã é a figura oposta ao tipo representado pelos religiosos. Ora, por que razão Deus não sararia ninguém do Seu povo, como Jesus assinalou? Talvez seja porque o povo, acostumado com o ensino sobre aquele Deus, com os rituais de invocação daquele Deus, acabou se esquecendo, por mais paradoxal que seja, de quem de fato era o seu Deus! Nesse sentido, Naamã é a figura do cara de fora, que não sabe nada da tradição judaica (e se fosse hoje, da tradição cristã), mas que ao ouvir sobre o poder desse Deus se volta inteiramente a Ele. Alguém que aprende, sem ter sido ensinado (embora tenha sido instado, é verdade), que diante de Deus não há esconderijos; Ele nos vê, ainda que usemos nossas couraças, com as nossas lepras. Por isso podemos mostrar as nossas feridas para que Ele as cure. Como bem disse Henri Nowen: “somente no lugar da cura é que mostramos as nossas feridas”.
Esta é basicamente a diferença entre prática religiosa e prática de fé, de vida com Deus. Enquanto a religiosidade nos ensina a esconder nossas feridas diante de Deus, como se pudéssemos ludibriá-lo, a espiritualidade calcada na vida de fé reconhece que melhor é apresentá-las logo diante do Senhor! Se a vida nos ensina a ter couraças com muitas pessoas e situações, diante de Jesus elas se tornam um peso desnecessário.
Por fim Naamã aponta para a proximidade… ele era general inimigo, o braço direito do “Assad” daquele tempo. Contudo seu país era fronteiriço com Israel… as colinas de Golã…lembra? Isso implica dizer que há muitas pessoas, algumas delas investidas de autoridade pelo Inimigo e que estão próximas a nós, precisando de cura. Não seja como o rei de Israel que perde o prumo ao ler a carta do Rei da Síria. Seja como aquela menina escrava, que mesmo não querendo estar ali, naquela casa, com aquela família, fazendo aquele serviço, evangelizou, trouxe uma boa nova para Naamã. Sim, há muita gente, há muito relacionamento carcomido pela lepra, já desprovido de toda e qualquer sensibilidade, que precisa ter essa pele “podre” transformada em pele de bebê Johnson.
Que Deus lhe use para isso.
Pr.Sérgio Dusilek
sdusilek@gmail.com

maio 20, 2017

Ainda sobre a Reforma da Previdência

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 11:13 am

Sobre a “imperiosa necessidade” da Reforma da Previdência, façamos uma singela conta:
a) o Estado estaria sem dinheiro para bancar a Previdência porque investiu tanto em Saúde que a população brasileira nem quer mais saber de plano de saúde (aqueles que podem pagar). Você acha que isso condiz com a realidade?
b) o Estado estaria sem dinheiro para bancar a Previdência porque fez uma revolução na Educação, investindo tanto em estrutura (todas as salas de aula do Brasil hoje possuem ar condicionado, cadeiras dignas, quadro, sem infiltrações, etc.), quanto em recursos humanos preparando e equipando todos os professores… aconteceu isso?
c) o Estado estaria sem dinheiro porque cortou drasticamente os impostos, o que fez com que perdesse muita receita… mas peraí: a arrecadação não tem subido a cada ano, aumentando a sua participação em relação ao PIB brasileiro?
Perceba: a única coisa que aumentou muito foi a roubalheira, que se tornou endêmica e desproporcional, a ponto de políticos desviarem milhões e bilhões! É certo que em alguns bolsões de honestidade e boa gestão no país, você pode encontrar uma saúde bem estabelecida e uma educação estruturada (cito, para ficar num exemplo, a cidade de Matelândia-PR). Então conclua comigo: para quem é esta Reforma da Previdência? Para mim, para o povo é que não é; penso que nem tampouco para o Estado. Essa proposta de reforma previdenciária é para garantir o futuro dessas quadrilhas instaladas no poder, cujas siglas começam com “P”. É também para queimar o filme da REFORMA (protestante): justamente na celebração dos 500 anos da boa REFORMA, querem macular este nome e obliterá-lo por conta desta infernal proposta de Reforma da Previdência.
#foratemer #simàREFORMA #nãoàreformadaprevidencia

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