Novos Caminhos, Velhos Trilhos

outubro 29, 2018

VONTADE PERMISSIVA DE DEUS.

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 5:15 pm

VONTADE PERMISSIVA DE DEUS.
Eu particularmente acho feia essa tentativa de sacralizar o que não é sagrado. A presença de Deus em algo se faz notar por si só, sem a necessidade uma ação estética, como por exemplo fazer uma oração. Para mim, quando alguém ora visando afirmar para os outros que Deus está naquela ação, é porque justamente quem passou ao largo daquele momento e daquele lugar foi o Senhor…
E aí aproveitamos para entrar no campo da vontade permissiva de Deus. Há muita gente que compreende (e é um direito daqueles que pensam assim) que a vontade permissiva de Deus é uma ação divina. Que, por exemplo, tendo um governo ruim, Deus assim o quis ainda que com uma vontade permissiva…
Então deixa eu lhe dizer uma coisa: em boa teologia a vontade permissiva de Deus não é sua ação; é sua INAÇÃO. É quando o Deus TODO Poderoso choca seus servos pela sua não intervenção. Nesse sentido a permissão de Deus é a expressão de sua falta de vontade… um Deus que se cansou ou que não deseja mais se cansar. Um Deus que se ausentou da vida dos seus servos porque não possui mais nenhuma vontade, inclinação para com eles. Um Deus apático, sorumbático. Um Deus que entrega a responsabilidade a nós, humanos, e que se esquiva de nos socorrer, até que ele se lembre… mas como a eternidade possui uma dimensão elllaaaaaástica de tempo, até sua lembrança pode significar longos anos.
Cuidado vc quando usa essa expressão “Vontade Permissiva de Deus”. Em outras palavras você está dizendo que Deus desistiu daquilo que vc qualificou sob a vontade dele. O caminho é totalmente oposto de uma tentativa de sacralização. A vontade permissiva só acontece porque Deus deixou de exercer a Sua vontade.
Quanto a mim, prefiro a ação de Deus. Como diz meu amigo Aécio, que Deus ponha ou pese sua mão sobre mim, mas que jamais ela se afaste da minha vida.

Pr. Sérgio Dusilek

Anúncios

HOJE CELEBRO A ESPERANÇA.

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 12:01 pm
Hoje celebro a esperança.
Sim, optei por celebrar a esperança.
Não aquela que brota de um otimismo sem razão,
Nem aquela que agarra como a um fio diante do iminente desespero.
Celebro a esperança por saber que mais de 90 milhões não votamos em Bolsonaro;
Celebro a esperança por ter visto uma campanha tão efêmera (cerca de 2 meses) ter voado tão alto.
Celebro a esperança por ter visto tanta gente abdicando de possiveis interesses pessoais e votando naquilo que poderia ser melhor para o outro, por causa do outro. Santa e altruísta esperança!
Celebro a esperança de uma mudança: assim como Ciro mostrou bondade com Daniel, que Bolsonaro mude e mostre bondade para com os demais;
Celebro a esperança de um Deus que “desce” e visita seu povo, assim como fez no passado no Egito;
Celebro a esperança firmada na fé que se a fornalha e/ou a cova dos leões me esperam, ainda mais a certeza da presença de Jesus que fecha a boca do leão, e faz os seus passearem sobre o fogo;
Sim, celebro a esperança de que o inferno social, político, ditatorial, espiritual não é o meu lugar.
Celebro a esperança de que todo inferno se transforma em céu com a presença ressignificadora de Jesus.
Celebro a esperança de uma parcela significativa da Igreja de Jesus que segue reconstruindo seu altar segundo a palavra de Deus e não segundo a conveniência política;
Celebro a esperança do renascer de evangelho límpido como é o termo marapendi (água limpa em tupi): justamente aonde mais se sujou, na Barra da Tijuca, vejo sinais de restauração. É como uma pequena nuvem… mas que traz abundante chuva;
Celebro a esperança calcada num país cuja malemolência, cujo jeitinho, antes de ser uma praga ética é um vigoroso sinal de sobrevivência. A esperança de uma adaptação que jamais se traduz por cooptação, mas que numa camada mais profunda aponta para uma sutil, porém resiliente resistência;
Celebro a esperança de que as muitas e “odiosas” águas não podem afogar o amor;
Celebro a esperança de que o amor não pode ser sepultado;
Celebro a esperança de que o amor crucificado pode e será ressuscitado como amor espraiado, espalhado e DERRAMADO no coração de muitos. Sim, quem com ódio crucificou o amor (JESUS), não sabia que ele renasceria na sua versão mais potente (Espírito Santo);
Celebro a certeza da esperança de que toda verdade (Jesus – João 14:6) só é palatável pelo amor (João 15 e I Joao 4:8);
Celebro a esperança de que o amor sempre vencerá o ódio.
Eu escolhi esperançar.
Sérgio Dusilek.

outubro 17, 2018

Jesus e a democracia

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 10:59 am
Os Evangelhos mostram Jesus Cristo longe da casa do violento Herodes. Sua fama não foi feita do palácio para fora; mas do reconhecimento do povo, Jesus recebe um convite para visitar o palácio de Herodes. Nessa hora, e me parece que foi a única, o Mestre se refere a Herodes pela figura de um animal: Raposa.
Posteriormente Jesus esteve no Palácio, mas dessa vez no contexto de sua paixão. Ele foi como preso.
O que isso nos ensina?
1) que Jesus jamais compactuou com governantes sanguinários. Literalmente Ele está a kilômetros de distância das casas de poderosos amaziados com toda sorte de violência;
2) que a opção de Jesus sempre foi pelas pessoas e não pelo poder. Quem opta pelo poder são pessoas que querem empoderamento; mas quem tem todo poder, não precisando nem lhe cabendo mais nenhum, opta pelas pessoas;
3) que não importam os sistemas. Quem trabalha para manutenção de sistemas não considera o povo. Nenhuma medida deveria ser tomada se o benefício final não fosse o povo. Jesus sempre olhou e dirigiu seu tríplice ministério para as pessoas;
4) Jesus não tem comunhão com pessoas e poderosos violentos, que afrontam a dignidade do ser humano e que fazem apologia a tortura. Mas Jesus teve comunhão com corruptos, como é o sugestivo caso de Levi/Mateus e do confesso Zaqueu.
Antes que voce me condene: vá aos Evangelhos. E lá estando, me mostre alguma vez que Jesus esteve de prosa com Herodes ou com qualquer outro que apregoava a violência…

outubro 16, 2018

CONTRACEPTIVO PARA EVITAR GRAVIDEZ INDESEJADA

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 4:59 pm

TABELINHA AMIGA: PARA VOCE NÃO SEMEAR SEU VOTO NA URNA/BARRIGA ERRADA

 

HADDAD BOLSONARO
PARTIDO CORRUPTO PERTENCEU A PARTIDO CORRUPTO E O DELE (PSL) VAI SE CORROMPER: É O MECANISMO
POSSUI UMA LINDA FAMÍLIA COLECIONA ESPOSAS E FILHOS
É PROFESSOR UNIVERSITÁRIO É MILITAR DA RESERVA
TEM EXPERIÊNCIA GERENCIAL NUNCA GERENCIOU NADA
TEM UM DISCURSO CONCILIATÓRIO POSSUI DISCURSO DE ÓDIO
É CONTRA FUZILAMENTO E PENA DE MORTE DEFENDE ESQUADRÃO DE EXTERMÍNIO
NÃO SE PRONUNCIOU SOBRE PRIVILÉGIOS NÃO ABRE MÃO DOS SEUS PRIVILÉGIOS
TEM UMA VICE COOPERANTE TEM UM VICE (MOURÃO) DISSONANTE
É CONTRA ARMAR A POPULAÇÃO É A FAVOR DO PORTE E POSSE DE ARMAS
DEFENDE OS DIREITOS DO TRABALHADOR QUER RETIRAR OS DIREITOS DO TRABALHADOR
DEFENDE O 13º SALARIO SEU VICE QUER ABOLIR O 13º SALARIO
SEU PROGRAMA FALA DE UMA CONSTITUINTE POPULAR SEU VICE FALA DE UMA CONSTITUINTE DE GABINETE
DEFENDE O SUS E A EDUCAÇÃO PÚBLICA SEU VIRTUAL MINISTRO DA FAZENDA, PAULO GUEDES, AMEAÇA ACABAR COM O SUS E PRIVATIZAR O ENSINO
NÃO SERVE AOS INTERESSES AMERICANOS É SERVIÇAL DOS INTERESSES AMERICANOS
TEM UMA POSTURA DE TOLERÂNCIA COM AS DIFERENÇAS TEM UMA POSTURA BELIGERANTE COM OS DIFERENTES
É HUMANO É UM OGRO
SUA CAMPANHA SOLTA FAKE NEWS SUA CAMPANHA SOLTA FAKE NEWS
TEM APOIADORES EXTREMISTAS TEM APOIADORES EXTREMISTAS
NÃO SE TEM NOTÍCIA DE QUE USOU VERBA PÚBLICA EM BENEFÍCIO PRÓPRIO CONFESSOU TER USADO VERBA PARLAMENTAR PARA “COMER GENTE”
TEM UM PADRINHO PRESO QUE ASSUSTA TEM UM BANDO DE PADRINHOS SOLTOS QUE ATERRORIZAM E BARBARIZAM
REPRESENTA O POVO FANTOCHE DA ELITE E PARA A ELITE
APOIA OS DIREITOS HUMANOS FLERTA COM O FASCISMO E É AMAZIADO DA DITADURA
SEU PARTIDO APOIOU O REGIME CHAVIZTA CONFESSOU SUA ADMIRAÇÃO POR CHAVEZ
ABOMINA A TORTURA ELOGIA E ADMIRA TORTURADORES
SEU PARTIDO CONDUZIU O PAÍS PARA A PIOR SITUAÇÃO DA HISTÓRIA TEM TUDO PARA AGRAVAR AINDA MAIS A SITUAÇÃO DO PAÍS.
CHEGOU ATÉ A CANDIDATURA COMO PESSOA DE BEM CHEGOU A CANDIDATURA DESTILANDO ÓDIO E DECLAMANDO SOLUÇÕES SIMPLISTAS

 

outubro 8, 2018

CRISTIANISMO E VIOLÊNCIA

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 11:05 am

Cristianismo e violência.
Por duas vezes pelo menos alguns dos discípulos mais próximos de Jesus quiseram resolver as coisas na base da violência. O primeiro caso, Tiago e João, após a recusa dos samaritanos em receberem Jesus, se propõe a tentar manipular Deus pela oração, e no auge de todo seu preconceito, destilam ódio desejando transformar em churrasquinho os samaritanos.
Na outra clássica ocasião, Pedro praticamente obriga a Jesus a fazer mais uma cura, reimplantando a orelha de Malco a qual foi decepada pelo discípulo de Jesus por ocasião de sua prisão no Getsêmane. Sim, Pedro era discípulo próximo de Jesus, mas portava arma… três anos com o Principe da Paz e nada aprendera…
Algumas lições para nós:
1) A proximidade física com Jesus e até mesmo a convivência com ele pouca serventia tem, se a mensagem do Evangelho não estiver no nosso coração. E esta mensagem é sobretudo Paz: paz com Deus, como bem disse Paulo (Rm.8:1); paz consigo; paz com o próximo. PAZ e não violência;
2) Que mesmo aqueles que se consideram próximos a Jesus podem estar imbuídos de um espirito violento, contrário ao Mestre. Os três mais próximos eram Pedro, Tiago e João. Pois são eles que aconchegam a violência. Para estes, Jesus lembra: “vós não sabeis de que espiríto sou” e ainda “voce acha que se não quisesse, agora mesmo daria ordens aos anjos e miríades deles apareceriam para me defender? Mas foi para essa hora que vim.”
3) que armas nas mãos dos discípulos de Jesus sempre dá coisa ruim. É quando o Evangelho é usado para legitimar uma ação violenta ou para desculpabilizar o violento. Definitivamente o Evangelho não arma ninguém, nem os espíritos. É o Estado que arma suas tropas.
4) que nosso tempo de caminhada precisa sofrer revisão. A violência é sedutora; a paz é difícil. Mais fácil eliminar o oponente do que conviver e contra-argumentar com ele. Mais fácil é desconsiderar o que pensa diferente, não aceitar sua opinião e posicionamento; mais fácil é mitificar suas próprias preferências. Mas aí vem o Evangelho e como numa ressonância magnética, expõe as nossas vísceras e intenções mais escondidas. É a hora que Jesus fala conosco e nos convida, pacificamente, ao arrependimento.
5) por fim, numa lista que não procura esgotar a polissemia bíblica, aprendo com Jesus o respeito ao diferente e a condenação a toda opressão. Jesus, sendo Deus, não forçou ninguém a nada. Não torturou ninguém, nem tampouco ameaçou. Antes, respeitou, sempre perguntando o que as pessoas queriam que ele fizesse… Pois taí: Senhor, livra-nos do espírito violento e do homem mau. Livra-nos de abraçarmos a anti-cristã fórmula de combater a violência com mais violência, de messianizar políticos. Livra-nos desse desejo de semear guerra para colher sangue. Livra-nos de tudo que fere a dignidade humana, dignidade esta que seu plano salvífico veio resgatar. Livra-nos da corrupção: da nossa, da dele, dos outros. E dai-nos a sua doce Paz. Em teu nome Jesus, amém.
Pr.Sergio Dusilek

MONSTROS S/A

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 10:13 am

Monstros S/A
Um filme/desenho maravilhoso. Contudo não se engane: os monstros existem e eles não são fofi´s, nem tampouco presos à nossa pueril e infantil imaginação.
Em toda sociedade há monstros sociais. São aqueles que a psiquiatria chama de sociopatas. Eles estão por aí, perto de nós. Só que como no desenho/filme, a grande maioria deles só se mostra à noite, ou em momentos de menor visibilidade. É quando saem do armário para aterrorizarem alguém.
Ou melhor: se mostravam a noite. Aqui a ficção toca a realidade política do Brasil, onde reside minha preocupação.
O candidato inominável professa violentas monstruosidades à luz do dia. Homenageia torturadores, “metralha” adversários, destrata e xinga os outros. Contudo, ao invés de receber condenação ele recebe cada vez mais acolhida e aprovação. De repente ser monstro virou “kool”.
O resultado disso?
Há outros inúmeros monstros saindo do armário Brasil a fora. Gente que acha que pode agir com violência, que tem o direito de “”””exorcizar o demônio”””” LGBT na pancada, que instala um clima policialesco nas universidades, que pede respeito aos professores das escolas, mas que ao mesmo tempo destrata os professores das universidades; gente que destila ódio entre os dentes; gente sem coração, sem consideração. Os casos de violência pululam aqui e alhures. São os nossos monstros sociais que agora se vêm legitimados pelo candidato e que, em assim sendo, passaram a incitar a violência a tempo e fora de tempo. Sim, os monstros abandonaram os armários; trancafiaram as portas, visto que não há mais restrições a eles do lado de fora.
É com essa violência “”””higienizante”””” que o Brasil flerta hoje. É com esse espírito violento, que nada tem a ver com o coração do Evangelho, que a grande massa dos chamados evangélicos se aninha, de conchinha.
É contra isso que me levanto. Como dizia um livro do início da década de 80: “Brasil: torturas, nunca mais!!!”
É péssimo, para mim, ter que optar entre o PT e o inominável. No entanto, não há dúvida alguma: entre as corrupções que ambos carregam, entre as fichas sujas (algumas investigadas e outras ainda não), entre a Venezuelização (se Lula teve oportunidade e não fez, por que tentaria agora???) e a alemanização hitlerista (perdão, mas ela é muito mais factível do que a venezuelização), fico com o que resta de humano na política. #ELENão.

Pr. Sérgio Dusilek

sdusilek@gmail.com

outubro 1, 2018

NÃO SE ENTREGUE.

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 12:05 pm

NÃO SE ENTREGUE (Gn.21:13-21)

Não são as circunstâncias da vida que determinam o nosso abatimento (Sl.22:1). Elas nos desgastam, mas no fundo a decisão de se entregar é nossa. Somos nós que desistimos, que saímos, que abandonamos o barco. É assim conosco; foi assim com Agar. É por isso que precisamos por vezes de razões divinas para continuar. É nessa hora que a vida de Agar e sua experiência com Deus no deserto nos traz alento, ânimo para continuar.
Não se entregue porque Deus ouve o nosso clamor. Ismael quer dizer Deus ouve. E do céu sempre tem uma mensagem de renovo e de esperança para nós. Há sempre um anjo, um mensageiro de Deus para nos dizer: não tenha medo! O deserto pode secar sua provisão, acabar com aquilo que você guardou para tempos difíceis, mas O DESERTO NÃO PODE SECAR AS PROMESSAS DE DEUS! SIM, Ismael era filho de Abraão e sobre Abraão estava uma promessa (v.13), a qual viria a se cumprir em Isaque e Ismael também.
Deus nos faz recordar e recobrar o bom senso. Bom senso esse que perdemos, como Agar, na hora do desespero. Que faz com que esqueçamos que no deserto de Berseba (poço do juramento), há uma fonte de renovo, um lugar que tem água para encher os nossos odres, os nosso cantis. E quando não há fonte, Deus abre uma do lugar onde menos esperamos: da rocha (Jz.15).
Não se entregue. A vida não acaba no deserto de Berseba, pois o cuidado de Deus é renovado ali para conosco.

setembro 20, 2018

CARTA PASTORAL À NAÇÃO BRASILEIRA

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 5:00 pm

[https://goo.gl/gCgBj2 – este é o link caso queira assinar e divulgar.]

(publicada em https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=cartapastoral2018)

 

Nós – pastores e pastoras, e líderes evangélicos das mais diferentes tradições cristãs – vimos à nação brasileira, neste conturbado contexto eleitoral, marcado por polarizações, extremismos e violência, afirmar:
1 Nosso compromisso com o Evangelho do Cristo, personificado na figura de Jesus de Nazaré, que, suportando todo tipo de contradição, injustiça, humilhação e violência, legou-nos o caminho do amor, da paz e da convivência; e promoveu a dignidade humana. Sim, em Cristo, não há direita, nem esquerda, nem homem, nem mulher, nem estrangeiro, nem rico, nem pobre. Também não há distinção de classe, de cor, de nacionalidade ou de condição física, pois, nele, todos somos iguais (Fp 2.1,5-11; Jo 4; Mt 19.14; Is 53.4-7; Rm 10.12; Gl 3.23-29; Cl 3.11; Fp 2.5-8);
2 Nosso renovado compromisso de orar não só pelo futuro mas, sobretudo, pelo presente do país, incluindo seus governantes, neste momento em que o povo brasileiro é convidado a fazer suas escolhas, de tal modo que elas sejam exercidas em paz e pela paz (1Tm 2.2; Rm 13.1-7; Pv 28.9; Mt 7.7-8; Rm 8.26-27; Ef 6.18; 1Ts 5.17; 1Tm 2.1-2; Tg 5.16);
3 Nosso convite para que todos os brasileiros e brasileiras exerçam sua cidadania, escolhendo seus candidatos pelo alinhamento deles com os valores do Reino de Deus, evidenciados na defesa dos mais pobres e dos menos favorecidos, na crítica a toda forma de injustiça e violência, na denúncia das desigualdades econômicas e sociais, no acolhimento aos vulneráveis, na tolerância com o diferente, no cuidado com os encarcerados, na responsabilidade com a criação de Deus, e na promoção de ações de justiça e de paz (Dt 16.19; Sl 82.2-5; Pv 29.2; 31.,9; Is 10.1-2; Jr 22.15-17; Am 8.3-7; Gn 2.15; Rm 8.18-25; Mt 5.6; 25.34-35; Lc 6.27-31; Tg 1.27; 2.6-7);
4 Nossa indignação contra toda pretensão de haver um governo exercido em nome de Deus, bem como contra toda aspiração autoritária e antidemocrática. Afirmamos nossa firme convicção de que o nome de Deus não pode ser usado em vão, ainda mais para fins políticos. Por isso, recomendamos, enfaticamente, que se desconfie de qualquer tentativa de manipulação do nome de Deus (Ex 20.7);
5 Nosso repúdio a toda e qualquer forma de instrumentalização da religião e dos espaços sagrados para promoção de candidatos e partidarismos. Cremos num Deus grande o suficiente para não se deixar usar por formas anticristãs de pensamento e de ação;
6 Nossa denúncia da instrumentalização da piedade e da posição pastoral com objetivo de exercer uma condução do voto. Reafirmamos a liberdade que o cidadão tem de optar por seus candidatos, sem se sentir levado por sentimentos de medo e culpa, frequentemente promovidos por profissionais da religião visando a manipulação política de fiéis (Mt 7.15-20; Rm 16.17-18; 2 Pe 2.1-3; Jo 10.10a);
7 Nossa denúncia de toda e qualquer forma de corrupção, desde aquelas que lesam os cofres públicos às demais travestidas ora de opressão social, ora de conluios e conveniências com a injustiça, com a impunidade e com os poderes estabelecidos (Dt 25.13-16; Pv 11.1; 20.10; 31.9; Is 10.1-2; Jr 22.15-17; Mq 6.11; 7.2-3; Lc 3.12-13);
8 Nossa certeza de que o Reino não está circunscrito à Igreja e de que não pode ser capitaneado por ninguém, seja qual for o cargo que exerça ou credencial que possua (Lc 17.20-21; At 10.34-35);
9 Nossa inconformidade com o clima violento que tomou conta do país, o qual foi, também, muito alimentado por lideranças religiosas que, ao invés de pacificarem o povo e abrandarem os discursos, inflamam ainda mais o contexto polarizado em que vivemos (Mt 5.9; 11.29; Lc 6.27-31; Rm 12.19-21; Cl 3.12);
10 Nossa defesa do Estado laico, da liberdade de consciência e de expressão, do direito à vida, à maturidade individual e à integridade, e do pleno direito de exercermos a liberdade religiosa (Jo 8.31-32,36; 2Co 3.17; Gl 5.1.13; Rm 6.22; Cl 1.13);
11 Nosso renovado compromisso de semear perdão onde houver ofensa, amor onde houver ódio, esperança onde houver desespero, luz onde houver trevas, verdade onde houver mentira e união onde houver discórdia, manifestos no respeito e na contínua intercessão a Deus pelo processo democrático brasileiro (Mt 5.9; 18.21-22; Lc 6.27-31; Jo 13.3-5; Rm 12.19-21; Gl 5.13);
12 Nossa união em defesa da vida digna, em sua plenitude, para todas as pessoas, cujo exemplo e potencial maior está em Jesus de Nazaré; e do amor, da paz e da justiça estabelecidos por ele como valores para sua efetivação (Mt 11.29; Jo 10.10; 13.3-5,15; Rm 12.1-2; Fp 2.5-8).
“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus,
e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.” (2 Co 13.13)
Brasil, setembro de 2018.
Assinam:
• Luiz Longuini Neto. Pastor da Igreja Presbiteriana do Rio Comprido (IPB).
• Rev. Cid Pereira Caldas. Pastor da IP Botafogo – Rio de Janeiro. Presidente do Presbitério Rio de Janeiro da IPB. Vice-Presidente do Sínodo do Rio de Janeiro da IPB. Secretário do Conselho de Curadores do Instituto Presbiteriano Mackenzie. 1º Secretário do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie.
• Sergio Ricardo Gonçalves Dusilek. Doutorando em Ciências da Religião. UFJF/MG. Pastor Batista. Igreja Batista Marapendi. Rio de Janeiro-RJ
• Magali do Nascimento Cunha. Leiga metodista. Jornalista e doutora em Ciências da Comunicação. É colaboradora do Conselho Mundial de Igrejas.
• Clemir Fernandes. Doutor em sociologia. ISER. Rio de Janeiro.
• Ricardo Lengruber. Doutor em Teologia. Igreja Metodista. Rio de Janeiro.
• Sandro Xavier. Doutor. Linguista, teólogo e pastor. Presbiteriano. Brasília – DF
• Rev. Carlos Alberto Rodrigues Alves. Pastor, Juiz de Paz, Professor Universitário. Pastor Anglicano. Igreja Anglicana em Curitiba. Curitiba
• Carlos Caldas. Doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo. Pastor presbiteriano e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da PUC Minas. PUC Minas. Belo Horizonte
• Rev. Marcos Inhauser. MDiv. DMin. Pastor. Igreja da Irmandade. Campinas
• Prof. Ricardo Quadros Gouvêa. Dr. Professor e pastor. Reformed Church in America. Canadá
• Carlos Alberto Cacau de Brito. Membro da Igreja Batista do Recreio, RJ. Advogado.
• Adelino José Barros da Silva. Graduado em Teologia e Psicologia Clínica, Pós-graduado em Psicologia Humanista
• Prof. Adenilson Salmo da Silva. Bacharel em Teologia. Calvary Church. Tanabi, SP
• Rev. Agnaldo dos Santos Mota. Bacharel em Teologia e Mestre em Ciências da Religião. Pastor. Igreja Presbiteriana do Brasil. Pirituba, SP
• Rev. Agnaldo Pereira Gomes. Presidente. AIPRAL – Alianças de Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina. Votorantim, SP
• Rev. Alexandre de Jesus dos Prazeres. Bacharel em Teologia e mestre em Ciências da Religião pela Universidade Católica de Pernambuco; doutorando em Sociologia pela Universidade Federal de Sergipe. Pastor.
• Pr. Alonso Gonçalves. Doutorando Ciências da Religião (UMESP). Pastor. Igreja Batista Central. Pariquera-Açu, SP
• Pr. Altamiro Felix Macedo. Mestre Teologia. Vice-Presidente. Igreja Batista de Boa Esperança. Rio Bonito, RJ
• Andrea Lima Carneiro. Teologa e ativista da ONG Catolicas pelo direito de decidir. Educadora, acessora do CEBI-ce, teologa ativis da ONG CDD-católicas pelo direito de decidir. ONG CDD e CEBI-ce. Ceará
• Prof. Antonio Carlos Silva Ribeiro. Doutor em Teologia. Professor Universitário. IFT/TO. ARAGUAÍNA- TO
• Dr. Arlécio Franco Costa Júnior. Master Business in Administration. Advogado. Convenção Batista Mineira. Belo Horizonte
• Rev. Armando Jose Rodrigues Ribeiro. Teólogo e Filósofo. Rio de Janeiro
• Rev. Balnires França dos Santos. Teólogo. Pastor. Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Rio de Janeiro
• Rev. Christian David Soares Bitencourt. Mestre em Ciências da Religião. Pastor. Igreja Presbiteriana do Brasil. Três Corações, MG
• Pr. Chrystiano Gomes Ferraz. Bacharel em Teologia. Capelão. Recreio Christian School. Recreio – Rio de Janeiro
• Claudio Luis Mendes. Bacharel em Teologia, Letras e Odontologia. Membro. Primeira Igreja Batista de Copacabana. Rio de Janeiro
• Prof. Dalton José Alves. Doutor em Educação. Professor do Ensino Superior – Pedagogia. UNIRIO – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro
• Daniel Rangel. Filosofia e Teologia. Reitor da Paróquia Todos os Santos. DARJ-IEAB. Niterói
• Profª. Deisoneide Bonfa da Silva. Pedagoga pós graduada em educação Infantil. Diretora Escolar. Escola Pública Municipal. Contagem / MG
• Dennis A Smith. Representante Regional, Sudamérica. PC(USA).
• Dilson Júlio. Teólogo. Professor. São Paulo
• Pr. Edinaldo Barcelos dos Reis. Teólogo. Ministro do Evangelho. Igreja Batista da Fronteira – CBB. Macaé – RJ
• Ass. Social. Edison de Sousa. Teólogo e Assistente Social. Assistente Social. Estrada. Brasilia
• Edson Fernando de Almeida. Teologo. Professor. UFJF. Juiz de Fora
• Pb. Eduardo Abrunhosa. Historiador, Teologo, Mestre em Arquitetura e urbanismo Professor. Universidade Presbiteriana Mackenzie. São Paulo
• Pr. Eduardo Calil Ohana. Bacharel em Direito e Teologia. Igreja Batista Acolher. Niterói-RJ
• Dra. Eliane Figueiredo Souza Falcão. Bacharel em Direito. Advogada.
• Flavio Conrado. Antropólogo. Editor e ativista de Direitos Humanos. Plataforma Intersecções. Brasília
• Presb. Gilnei Marcel Hey Kiel. Teólogo, Pedagogo. presbítero. iPB. Curitiba PR
• Prof. Jessé Teotonio. Músico. Diretor. Escola municipal de música de Ourinhos. Ourinhos SP
• Postulante Prof Dr. Julio Eduardo dos Santos Ribeiro Reis Simões. Bacharel e Mestre em Teologia, Doutor e Pós Doutorando em Diálogo Interreligioso. Ministro Pastoral. Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Juiz de Fora
• Prof. Leandro Seawright. Doutor em História com pós-doutorado em História, ambos pela Universidade de São Paulo. Professor Universitário. Universidade Federal da Grande Dourados. Dourados-MS
• Rev. Luiz Carlos Ramos. Mestre e Doutor em Ciências da Relogião, Teologo e Pastor Metodista. Pastor Metodista. Igreja Metodista. Pirassunuga, SP.
• Pr. Lyndon de Araujo Santos. Historiador. Professor DEHIS/UFMA. Igreja Evangélica Congregacional. São Luís, Maranhão
• Rev. Manoel Augusto Sales Figueira. Presbítero da Igreja Episcopal Carismática do Brasil – Reitor da Paróquia da Reconciliação em Vitória da Conquista -BA
• Marcelo da Silva Carneiro. Teólogo Metodista. Doutor em ciências da religião. Professor. Fatipi. São Paulo
• Rev. Marcos Alves da Silva. Doutor em Direito Civil pela UERJ, Mestre em Direito das Relações Sociais pela UFPR, graduado em Direito pela UFPR, graduado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano Independente de São Paulo. Pastor Auxiliar. Igreja Presbiteriana Parque Iguaçu (IPB). Curitiba – PR
• Moisés Abdon Coppe. Teólogo. Professor. Faculdade Metodista Granbery. Juiz de Fora
• Rev. Nicanor Lopes. Doutor em Ciencias da Religiao. Professor Teologia Pastoral. Faculdade de Teologia Metodista. São Bernardo do Campo
• Paulo Roberto Rodrigues. Professor, Teologia e filosofia. Padre na Paróquia Bom Pastor. Arquidiocese de Campinas. Campinas
• Rogério Cipriani. Mestre em medicina. Igreja Batista Marapendi. Rio de Janeiro
• Pr. Rubens Leandro Soares. Bacharel em Teologia e Gestor em RH. Pastor Presidente. Igreja Batista Nova Aliança – JF. Juiz de Fora
• Prof. Samuel Pereira de Souza. Apoio na integra sem nada a acrescentar ou subtrair. Mangaratiba, RJ
• Serguem Jessui Machado da Silva. Especialista em Desenvolvimento. Ativista Cristão. Representante Nacional. Tearfund Brasil. Belo Horizonte, MG
• Stella Maris Sales. Bacharel Teologia. Ciências da Religião. Prof. Aposentada. Ceará
• Prof. Uipirangi Câmara. Doutor em Ciências da Religião. Professor Ensino Superior. Batista. Curitiba
• Rev. Valdir Xavier de França. Doutor. Pastor Presbiteriano. PC(USA).
• Rev. Valter Moura. Mestre em Sociologia. Pastor. Igreja Presbiteriana do Brasil. Brasilia
• Dra. Vera Lucia Soares Chvatal. Bacharel em Teologia, Psicóloga Clínica.
• Winston Oliver Lages. Mestre em Teologia. Pastor e Teólogo em Retiro Sabático. Comunidade Viva em Manaus. Manaus AM
• Rev. Wislanildo Franco. Teólogo. Pastor. Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Bonsucesso, Rio de Janeiro
• Pedro Fernando Sahium. Professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG); ex Prefeito de Anápolis; presbítero em disponibilidade da IPB. Doutor em ciências da religião pela PUC – Goiás. • Manoel Messias Peixinho. Doutor em Direito. Batista. Professor da PUC-Rio. • Rev. Geziel Antonio dos Santos. Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil. Assessor na Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos da Prefeitura de Campinas, SP.
• Antonio Carlos de Melo Magalhães. Professor da Universidade Estadual da Paraíba. Docente do Mestrado e Doutorado em Literatura e Interculturalidade
• Gustavo Soldati Reis, pastor Batista, professor adjunto da Universidade do Estado do Pará – UEPA.
• Rev. Euripedes da Conceição. Pastor Presbiteriano. Doutor em Teologia. Professor da FAECAD. Capelão da AELB
• Rev. Marcelo Eliziário Vidal. Pastor Auxiliar na IP Américas – Rio de Janeiro
• Alessandra Oliveira de Proença | Editora responsável pela Edições Terceira Via.
• Jabis Ipolito. Pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana de Americana, SP. (IPB)
• Ailton Gonçalves Filho. Pastor titular da Igreja Presbiteriana de Americana (SP). IPB. Secretário de Ação Social da Prefeitura de Americana SP.
• Nelson Lellis. Teólogo e professor
• Saulo Marcos de Almeida, pastor presbiteriano.
• Rev. Diego Brito Stallone de Lima. Pastor Auxiliar na IP Botafogo -Rio de Janeiro
• Rev. Evaldo Beranger. Pastor da IP Luz do Mundo -Rio de Janeiro. Prof. do Seminário Teológico Rev. Ashbel Green Simonton. Mestre em Teologia
• Uipirangi Câmara. Professor. Doutor em Ciências da Religião. Professor Ensino Superior. Batista. Curitiba
• Leonardo Gonçalves de Alvarenga. Doutor em Ciência da Religião. Pesquisador. Macaé
• Gustavo Soldati Reis. Servidor Público. Doutor em Ciências da Religião. Docente. Universidade do Estado do Pará (UEPA). Belém
• Alexandre Carlos Gonçalves. Alexandre Carlos Gonçalves. Mestrando em Teologia. Educador Social. Consultor do Claves Brasil. Pastor da Igreja da Irmandade. . Igreja da Irmandade. Claves Brasil. Campinas, SP
• Samuel Borges. Pastor. Igreja Evangélica Menonita. Campinas – SP
• Nelson Gervoni. Pastor Anabatista. Pedago, psicanalista e doutorando em Ciências da Educação. . Professor universitário e na rede pública estadual, SP. Igreja da Irmandade. Campinas, SP
• Suely Zanetti Inhauser. Reverenda e Terapeuta Familiar. Mestre em Artes da Teologia e Pôs graduada em Resolução de Conflitos. Pastora . Igreja da Irmandade. Campinas
• Giovanni Alecrim, Pastor, Igreja Presbiteriana Independente de Tucuruvi, São Paulo, SP
• Isaque de Góes Costa- Pastor da Igreja Presbiteriana Unida de Brasília- IPUBSB.
• André Tadeu de Oliveira, pastor, Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, Presbitério do Distrito Federal.
• Ana Luiza Longuini. Educadora. Cristã.
• Rev. Leandro Antunes Campos, presidente da Igreja Anglicana de Santos.

setembro 7, 2018

MAIS UM ATENTADO À DEMOCRACIA.

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 11:17 am
Há algum tempo atrás me manifestei sobre o vil assassinato de Marielle (e de Anderson). Estava estupefato não só com o ocorrido mas com o símbolo de tal acontecimento. Afinal, matar uma vereadora, uma política, é um atentado à Democracia. Não foi por outro motivo que igual indignação tomou conta de mim com o atentado sofrido pelo candidato Bolsonaro. Não preciso ser eleitor dele para me indignar com o que ocorreu. Parece que no nosso país, ainda não se entendeu que político, na Democracia, se mata na urna, através do VOTO!.Sim, quando uma nação resolve não eleger um candidato ela o mata politicamente… E que é possível discordar, ter leituras diferentes e não perder o respeito.
É anti-civilizatório fazer uso de instrumentos coercitivos para se conseguir algum objetivo. No atual estágio ocidental, não deveria mais existir o termo assassinato. Contudo ele está aí, lembrando que nos falta consciência de DIREITOS HUMANOS, consciência de que a vida vale mais do que qualquer coisa e principalmente do que a opinião ou gosto político, e também nos fazendo recordar que o coração do ser humano continua sendo o mesmo… sofremos, como humanidade, da pertença e do mal de Caim (I João 3:10-12).
Interessante é que nem Davi, num período de disputa monárquica em sua própria terra, assentiu com o assassinato de seu oponente (Isbosete – II Sm.4:10-12). Já ali ele manifestava a compreensão de que o poder não podia, nem devia ser usurpado de um irmão seu (porque do mesmo povo). Sim, mesmo Davi não sendo e nem tendo consciência democrática,  entendia que a passagem do poder deveria se dar por meios naturais, ou melhor, sobrenaturais, uma vez que tal transição (e não ruptura) deveria ser feita pela divina condução.
Não gosto de nenhuma vibração, sarcasmo ou escárnio com quem sofreu um atentado. Não gosto de ilações precipitadas atribuindo a partidos contrários a autoria do crime. Aliás, os líderes políticos, os candidatos, deveriam tomar cuidado (todos eles) para não fomentar a insanidade, uma vez que é impossível controlar seus correlegionários… Em suma: deixemos que a Polícia Federal apure se há mais alguém (que não seja o divino, alegado pelo criminoso) por detrás desse lamentável fato histórico. Igualmente não acho que as postulações do candidato alvejado sejam justificativas para uma lei da colheita. Não foram para um sanguinário e antiquado Davi, por que razão deveriam ser para nós, pós-modernos ocidentais? Nós precisamos de uma independência da morte e não para a morte. E essa independência é mais imperiosa do que suas correlatas política e econômica.
É tudo muito estranho e absurdo. O fato, o frenesi pós fato, tudo muito esquisito e doentio. Por isso que nesse 7 de setembro oro pelo Brasil. Oro também para Deus ampare a família de Bolsonaro e para que o Senhor o restabeleça. Se ele tiver que perder ou morrer, que seja pelo jogo democrático (tal qual disse anteriormente), isto é: na urna, no VOTO. Nada além ou fora dela deveriam ter cabimento e a

setembro 2, 2018

LO-DEBAR – O LUGAR DOS DESALENTADOS.

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 6:39 pm
Se há algo que dilacera o coração divino é a injustiça social. Sodoma e Gomorra não foram subvertidas por conta de sua pecaminosidade sexual, e sim por causa da sua pecaminosidade social (Ez.16:49). Por isso que ao ouvir sobre o gigantesco número de desempregados (quase 14 milhões) e mais ainda sobre os DESALENTADOS (mais de 5 milhões) fiquei em choque. Desalentado é aquele que não tem alento, que não tem ânimo porque não tem esperança de que nada mais vá mudar. É gente que de tanto ouvir não, já nem lembra quando foi o último sim. Gente cujas pernas funcionam, mas cuja alma está paralisada.
Há um personagem bíblico (pelo menos um), que residiu na cidade dos desalentados chamada LO-DEBAR (que significa lugar nenhum, lugar algum – II Samuel 9:4). O nome dele é Mefibosete (filho da vergonha, semeador da vergonha – também chamado em I Cronicas 8:34 como Meribe-Baal = Baal é meu advogado). Mefibosete era filho de Jônatas, o grande amigo do rei Davi e filho de Saul. Como filho de príncipe e neto de rei, nasce na corte, vivendo no “palácio”. Só que com a morte de Saul e Jônatas (I Samuel 31:6), e a traição e assassinato do seu tio Isbosete (II Samuel 4), sua ama o abraça e foge com ele correndo com medo de que algo pior acontecesse a ele também. Mas ao fugir com Mefibosete no colo, uma tragédia acontece: ela cai e ele quebra as duas pernas, ficando aleijado, coxo, até o fim da vida.
Nesse momento ela o conduz para LO-DEBAR, local do esquecimento social, visando preservar sua vida. Bruscas trocas de poder vitimizam e paralisam os mais fracos. Não foi diferente com aquela criança. Em LO-DEBAR viviam os desalentados, que mesmo sendo lembrados que eram parte do povo de Deus (Amiel = povo de Deus – II Sm.9:4), não eram tratados como tal, uma vez que ali estavam os doentes, os tidos como incapazes, não produtivos. Os esquecidos pela sociedade, pela família, pelo poder público, pelo rei. Seu objetivo era o de preservar a vida de Mefibosete; mas que vida há em meio a tanta amnésia social?
Ao que parece o esquecimento social se torna um esquecimento individual. Mefibosete nem se vê mais como gente. Ao falar com o rei se anuncia como “cão morto” (II Sm.9:8). O desalento é cruel, pois já não bastasse o esquecimento social, ele acaba sendo introjetado gerando um auto-esquecimento ao longo do tempo. E quem já nem sabe mais quem ou o que é, não pode mesmo lutar para ser lembrado.
A história de Mefibosete, se terminasse aqui seria trágica, um convite ao suicídio. Contudo há uma reversão. Se todos esqueceram dele e os que dele lembravam (como Ziba, por exemplo – II Sm.9:2-3) preferiam mantê-lo no esquecimento, o Rei, lembra (II Sm.9:1) do pacto que havia feito com seu amigo Jônatas. Quando muitos, como foi o caso dos assassinos de Isbosete (II Sm.4:9-10), queriam proximidade com o rei, estando dispostos a tudo para conquistar esse espaço, Mefibosete ganhou assento na mesa do rei por meio de uma SINGELA lembrança. A mesa do rei é a celebração da esperança de sermos lembrados (II Sm.9:13); a esperança de sermos restituídos (II Sm.9:9); a esperança de sermos aceitos (II Sm.9:13), mesmo sabendo que carregamos a vergonha conosco.
Se você se sente desalentado, esquecido pelos amigos, funcionários, familiares, saiba que você não foi esquecido pelo Rei. Sim, a história de Mefibosete aponta para relação do Rei Jesus conosco (Mateus 22:1-13). Para aquilo que chamo de “Memória da Graça”: que lembra dos excluídos, daqueles que não possuem apoio, dos desalentados e os convida para sentar na mesa do Rei dos Reis. Só que na mesa de Jesus não há diferenciação pois além de todos estarmos vestidos com as vestes de salvação dadas por Ele (Is.61:10; Mt.22:12; Ap.3:5a e 7:9) e termos sidos recolhidos nas “encruzilhadas” e “vielas” da vida (Mt.22:8), não haverá diferenciação por proximidade (como na pintura da santa ceia). Jesus não ocupa, no banquete, a cabeceira da mesa, mas sim o seu centro, pois que colocado como a figura do prato principal: Ele é o CORDEIRO.
Força meu querido e minha querida. A memória da Graça de Jesus, a qual nunca esquece de nós, em algum momento se mostrará (fará lembrar) na História e na sua história.
 Com carinho,
Pr.Sérgio Dusilek
Próxima Página »

Blog no WordPress.com.