Novos Caminhos, Velhos Trilhos

maio 20, 2017

Ainda sobre a Reforma da Previdência

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 11:13 am

Sobre a “imperiosa necessidade” da Reforma da Previdência, façamos uma singela conta:
a) o Estado estaria sem dinheiro para bancar a Previdência porque investiu tanto em Saúde que a população brasileira nem quer mais saber de plano de saúde (aqueles que podem pagar). Você acha que isso condiz com a realidade?
b) o Estado estaria sem dinheiro para bancar a Previdência porque fez uma revolução na Educação, investindo tanto em estrutura (todas as salas de aula do Brasil hoje possuem ar condicionado, cadeiras dignas, quadro, sem infiltrações, etc.), quanto em recursos humanos preparando e equipando todos os professores… aconteceu isso?
c) o Estado estaria sem dinheiro porque cortou drasticamente os impostos, o que fez com que perdesse muita receita… mas peraí: a arrecadação não tem subido a cada ano, aumentando a sua participação em relação ao PIB brasileiro?
Perceba: a única coisa que aumentou muito foi a roubalheira, que se tornou endêmica e desproporcional, a ponto de políticos desviarem milhões e bilhões! É certo que em alguns bolsões de honestidade e boa gestão no país, você pode encontrar uma saúde bem estabelecida e uma educação estruturada (cito, para ficar num exemplo, a cidade de Matelândia-PR). Então conclua comigo: para quem é esta Reforma da Previdência? Para mim, para o povo é que não é; penso que nem tampouco para o Estado. Essa proposta de reforma previdenciária é para garantir o futuro dessas quadrilhas instaladas no poder, cujas siglas começam com “P”. É também para queimar o filme da REFORMA (protestante): justamente na celebração dos 500 anos da boa REFORMA, querem macular este nome e obliterá-lo por conta desta infernal proposta de Reforma da Previdência.
#foratemer #simàREFORMA #nãoàreformadaprevidencia

maio 19, 2017

Emile Zola e a nossa Reforma da Previdência

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 10:44 pm

“Eu tinha só oito anos quando desci pela primeira vez, veja só!, aqui mesmo na Voraz, e já estou com 58. (…) E então? Não é bonito isso? Cinquenta anos de mina, sendo 45 lá no fundo!  (…) Disseram que tenho que descansar – prosseguiu. – Eu não quero, eles acham que sou estúpido!… Gostaria de ficar mais dois anos, até os sessenta, para conseguir a pensão de 180 francos. Se eu pedisse as contas hoje mesmo, eles me dariam logo uma de 150. Eles são espertos, esses safados!” (Germinal, p.16)

“Estão vendo? A gente poderia estar como ele… Não devemos nos queixar, não é todo mundo que tem a chance de trabalhar até morrer” (Germinal, p.34).

Incrível a atualidade destes textos. Embora pudessem ser retirados de qualquer testemunho de trabalhador brasileiro em tempos de pré-reforma radical da Previdência, tais falas pertencem ao romance GERMINAL, de Emile Zola (Editora Estação Liberdade, 2012), sendo a primeira do velho “Boa Morte” e a segunda do “Maheu”. O que elas têm em comum? A exploração cruel do trabalhador francês (não muito diferente dos demais europeus) na segunda metade do século XIX. Não é a toa que esse romance se tornou uma espécie de leitura obrigatória para se entender o contexto da proliferação dos ideais da Internacional Socialista.

Por que escolhi esse texto e essas perícopes? Por conta da similitude com o estado atual do país. Zola retratou a exploração quase servil dos carvoeiros franceses pela burguesia daquele país. Ao pintar esse quadro, mostrou como a exploração se tornou o principal combustível para que as noções de luta de classe, de reivindicação de melhores condições de trabalho (dentre outras), ganhassem o coração dos trabalhadores. Logicamente que Zola também pode ser lido como alguém que fez uma certa crítica à radicalidade dos movimentos sociais, ao evidenciar no texto como a luta despersonalizou e destruiu uma família (falo aqui da casa do Maheu).

Por um lado, gente sobrevivendo no limite do que se pode chamar de sobrevivência. Por outro a frivolidade burguesa. No meio a exploração da sensualidade como único lazer acessível para os miseráveis, e lascivo para os donos do capital. Há traições por comida, mas também há traições pelo outro desejo de comer (se é que voce me entende).

Essa radical reforma da Previdência Social no país, proposta por um governo que já tinha uma discutível legitimidade, remeterá o país numa volta no tempo, à carvoaria européia do século XIX. Isso é injusto, exploratório, além de abrir espaço para revoltas populares e muitas perdas. Não penso aqui em perdas financeiras, contudo naquilo que é incalculável, que é a vida humana. Nosso caminho tem de ser sempre o da paz, até mesmo na hora do confronto (algo como Gandhi se propôs a fazer). Do jeito que está a Reforma, o Brasil se torna a grande Voraz, a mina que engolia os trabalhadores e que Zola retrata em seu clássico. Não dá para apoiar algo desumano. Afligir milhões de pessoas é obra demoníaca, é sinal da presença de Satanás nas estruturas de poder do país.

Não duvido que haja algo para reformar na previdência brasileira; contudo não posso aceitar essa reforma draconiana, eivada de mentiras, e promovida por gente que não está preocupada com o povo, mas sim com uma dificuldade para adquirir novos e propinescos ganhos, como revelado na delação dos sócios da J&F e em tantas outras.  Perceba que esse elemento draconiano se dá num momento em que o povo clama por oportunidade de trabalho, assim como Zola mostrou no pensamento de Maheu, o qual foi citado mais acima). Por que não melhorar a gestão? Por que não parar de roubar, ou pelo menos, de roubar tanto? Acho que sobraria dinheiro para cobrir o alegado (que também descreio) déficit da Previdência.

Aliás, sobre esse assunto da corrupção,  tenho visto alguns dizerem que a exposição da corrupção é sinal da visitação de Deus sobre o Brasil. Particularmente não sou muito simpático a esta ideia, pois a ação de combate à infecção da corrupção parte do próprio e laico Estado. Além do mais, Deus começa o julgamento, segundo o texto bíblico, pelos de dentro… e tem muito líder que se diz cristão andando por aí tortuosamente, num movimento serpentino…

Entretanto, a única coisa que me dá esperança de uma ação divina é a “coincidência” da eclosão dessa última fase da Lava-jato com o período em que tal reforma seria empurrada goela abaixo. Perceba, a reforma da previdência não alivia o empresariado, nem traz benefícios para o trabalhador. Ela traz recursos para o governo… porém este mesmo governo fatura pouco??? Acho que não… É por isso que até Zola, não sendo cristão, expressa no seu romance um celestial feixe de discernimento:

“(…) porque não é com a permissão de Deus que jogam tantos cristãos na rua da miséria.” (p.13)

Leia o Germinal de Emile Zola. Seja contra esta reforma que aí está. Pois é nela que o Diabo se transfigura em “Voraz”.

Pr.Sérgio Dusilek

sdusilek@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

maio 8, 2017

ARRANCADO PELA RAIZ

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 11:40 am

[se puder, leia a barra ao lado]

Arrancado pela raiz

“Respondeu-lhes Jesus: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada” (Mt.15:13).

O texto acima é uma fala de Jesus à preocupação dos seus discípulos com o escândalo dos fariseus. Revela um quadro que permanece atual: toda tradição religiosa se escandaliza de Jesus. O próprio Dostoievski em Irmãos Karamazov coloca Jesus sendo torturado e perseguido novamente, só que pelo cardeal católico… De fato, as tradições por serem uma tentativa de domesticação (Roger Bastide) do sagrado, nunca poderão conter a face mais “selvagem” (Bastide) desse sagrado, que para nós é a pessoa de Jesus Cristo. O resumo: sempre haverá escândalo. Toda igreja que desejar andar como Jesus andou provocará algum escândalo: mas perceba, o escândalo é com os de dentro, com os religiosos que estão assentados (como o grande Jaba do Star Wars!) numa tradição. Aliás, Jesus nunca causou escândalo para os de fora…

Essa fala de Jesus tem aplicações diversas. A mais evidente é que as tradições que assumimos, mas que não condizem com Jesus, Deus mesmo as arrancará. Se é verdade que a vida cristã se faz com semeaduras divinas (Mt.13), é igualmente verdadeiro que o Diabo procura plantar muita coisa junto da semente de Deus para nos tirar a verdadeira vida e alegria que vem do Senhor. São joios que crescem com o trigo… tem cara de saciedade mas não alimenta a alma. A maneira mais usada (não a única) pelo Diabo para espalhar suas sementes na nossa alma é pela via da tradição religiosa. Assim, sem perceber, colhemos o que é infernal com aparência de celestial. Esse tipo de planta só pode ser arrancado pelo Pai.

Outra aplicação está ligada naquilo que a vida nos oferece. Muitas vezes recebemos coisas boas da vida. Outras tanto coisas ruins. Encontramos alegrias, mas também frustrações e decepções. Pessoas nos dizem coisas boas; outras nos envenenam a alma. Sim, turma querida, as palavras são sementes lançadas que tanto FLORESCEM (olha aí Carol!), quanto germinam figueiras bravas, raízes de amargura (Heb.12:15)… As nossas dores da alma transformadas em raízes de amargura precisam ser arrancadas pelo Pai à fórceps!

Por fim há os valores, que são maneiras pelas quais Deus procurou preservar a nossa vida e a nossa sociedade. Ser mais altruísta e menos egoísta, procurar estabelecer vínculos relacionais sólidos, de amor profundo, ao invés de uma conduta promíscua; ser honesto, correto ao invés de desonesto; lutar pela justiça e espelhá-la nas suas ações, entre outros é adotar valores que evitam a nossa dilaceração e muita dor. Outros valores que não correspondem àquilo que vem de Deus precisam ser arrancados pela raiz, uma vez que os valores que adotamos se tornam a nossa base de sustentação, tanto para o mal, quanto para o bem. Essa intervenção profunda, essa transmutação de valores só através do nosso Pai Celestial.

Agora terminando mesmo (rsrs)… em tempos de filme “A Cabana” há uma imagem impressionante do livro e que também está no filme. O Espírito convida o protagonista (??? ou Deus seria o protagonista?) a arrancar pela raiz o jardim dos fundos da casa. Plantas feias, mato, mas também flores lindas precisavam ser arrancadas. Isso porque o terreno precisava estar preparado para o novo plantio que Deus iria realizar. Novas e celestiais sementes seriam jogadas sobre aquela terra… Assim é conosco também. Quantos divinos plantios são impossibilitados simplesmente porque nossa terra (nosso coração) está repleta de outras plantas? É preciso arrancá-las… deixar que o Pai as arranque. De fato, essa experiência dói. É uma cirurgia espiritual-emocional que arrebenta conosco, contudo, PRESERVA A NOSSA VIDA. É algo que temos que passar para que possamos prosseguir vivendo, ou então, descobrir a vida plena e abundante que há em Jesus. Lembre-se: quando algo tiver sendo arrancado da sua vida pelo Pai, é porque coisas melhores Ele vai semear no seu coração.

Com carinho,

Pr.Sérgio Dusilek

sdusilek@gmail.com

maio 2, 2017

Quando tudo chega ao fim.

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 1:41 am

“Quando tudo chega ao fim, não há como continuar;

A insistência abre sulcos na alma pois nada muda nem vai mudar.

Quando tudo chega ao fim, melhor terminar as coisas amando;

Dor, sofrimento são certos; contudo é melhor manter a bem querença, respeitando.

Se o fim pode até ser anunciado, ele não chega de uma hora para outra. Ele vem em parcelas, em reminiscências que a vida, que a experiência contínua faz questão de lembrar.

A verdade é que só quem chega ao final é que sabe quantas paradas existenciais foram feitas…

Quando tudo chega ao limite, chega o fim. Aquelas coisas pendentes, latentes, resistentes, que passado o tempo se tornam mais prementes, imponentes.

Chega ao fim porque é o limite. E é no limite que tudo se desencontra. No limite não há acomodação; só incomodação. Quando até o repouso é comprometido, o final é inevitável.

Quando tudo chega ao fim, há lamento, sentimento de fracasso, sufocamento e cansaço. Olha-se para o céu esperando o renovo da águia, enquanto na terra a experiência continua sendo árida;

Quando tudo chega ao fim, as estruturas implodem e explodem. Sim, porque o fim que se anuncia fora, se prenuncia dentro.

Quando o fim chega o céu escurece, a nebulosidade aparece, e a direção desaparece!

Quando tudo chega ao fim ouvimos da vida um sim; sim para a etapa vencida, sim para a vida vivida, sim para a eternidade por vezes preterida;

Sim, tudo chega ao fim. Embora alguns cheguem antes, outros chegarão assim. Há um fim para tudo.

É por isso que chego ao fim, antes que o fim chegue a mim.”

abril 28, 2017

AS CONTRIBUIÇÕES SÃO BÍBLICAS-3 Ou Ainda: “Não dou dinheiro para pastor.”

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 11:47 pm
“Devem ser considerados merecedores de duplicada honra os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordaceis o boi, quando pisa o trigo; e ainda: O trabalhador é digno do seu salário.” (I Tm.5:17-18)
Chegamos naquilo que pessoalmente considero o ponto mais nevrálgico nessas abordagens sobre a contribuição. Primeiro por um certo constrangimento que eu, como pastor, tenho ao escrever sobre o assunto. Segundo porque sei que muitos irmãos pensam que pastor deveria procurar um trabalho… Fato é que as distorções que nos cercam e nos alcançam em conversas com amigos ou mesmo pelo que a mídia mostra, acabam alimentando uma errônea noção de que o pastor teria se tornado uma espécie de “estelionatário espiritual”. Alguns tem usado do texto bíblico acima como justificativa para a elevação dos seus ganhos, como se o marajaísmo fosse bíblico. Outros, por conta dos exageros, partem para o extremos oposto de impingir ao seu pastor uma vida suplicante, não digna. Esses contrariam frontalmente o texto acima, uma vez que o texto da Palavra manda reconhecer (não se endividar) o pastor com dupla honra (em algumas versões vem a ideia correta do texto: “dobrados honorários”)
O fato é que a Igreja precisa da condução pastoral (por mais que, eu sei, tenham alguns  que a desconduza) e que é desejável a disponibilidade pastoral, quando a igreja tem condição para isso. Perceba que sempre haverá demanda na Igreja, em termos de aconselhamentos, visitações, discipulados, reuniões, celebrações, despedidas (velórios), cultos, conciliações e reconciliações, textos para jovens, boletim, casais, etc. E não se pode “esperar” a presença do pastor, por exemplo, num hospital, se ele responde como funcionário a um chefe na empresa em que trabalha…
Necessidade sempre haverá. Trabalho também. Mas por que o celeuma sobre a contribuição e até mesmo, sobre a remuneração pastoral, especialmente em Igrejas Batistas?
Se isso pode até ser verdade em muitos círculos religiosos e em muitas igrejas, não deveria ser assim no meio batista. Isso porque toda Igreja Batista toma suas decisões em Assembleias, inclusive naquelas que é votado o orçamento. Sim,  não é o pastor que estabelece onde investir os recursos; é a Igreja, mediante análise de um grupo de membros que dedicam seus talentos para administrar a Igreja juntamente com a liderança pastoral. Procure saber da realidade salarial do seu pastor antes de dizer que seu dízimo vai para ele. Procure saber do orçamento total da Igreja: sim, toda igreja tem custos de manutenção e expansão (o que chamamos de missões). Por fim, não deixe de contribuir. A Igreja Batista é transparente nos seus números (isso não quer dizer “despimento”). Eles estão disponíveis a todos os membros (em tese). Se na sua igreja isso não é assim, sinto em lhe dizer: ela continua sendo Igreja, mas talvez não mais batista.
Pense. Ore. Pratique a Palavra. Contribua.
Pr. Sérgio Dusilek

abril 23, 2017

AS CONTRIBUIÇÕES SÃO BÍBLICAS-3 Ou Ainda: “Não contribuo porque nunca sobra”

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 4:05 pm
“Abel, porém, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta” (Gen.4:4)
O texto acima é o preâmbulo que apresenta o primeiro homicídio na humanidade. A Bíblia mostra com clareza o efeito devastador do pecado. Seu impacto gera em pouco tempo não só um homicídio. A coisa foi pior: foi um fratricídio. Caim, mesmo avisado por Deus, mata seu irmão Abel. Sua motivação: inveja da relação que ele tinha com Deus. Relação esta baseada em reconhecimento de sua fragilidade, de sua humanidade, revelada no sacrifício de um animal, que implicava no derramamento de sangue, origem do conceito da seriedade, purgamento e substituição da pena pelo pecado, cujo maior exemplo (de substituição) foi o de Jesus que assumiu a cruz em nosso lugar.
Mas a relação de Abel com Deus estava baseada também na confiança. Ele oferece “as primícias”, isto é, o seu melhor, a primeira parte, a primeira “fatia do bolo”. Aliás, pense num pequeno bolo para 100 pessoas, incluindo Jesus. Nessa figuração, você daria o melhor pedaço a Ele, que ninguém vê? Ou se sobrasse, figuradamente falaria para Ele: “olha aí Jesus, até que sobrou! Fique à vontade.” Nosso orçamento em tempo de crise é mais ou menos assim. Um pequeno bolo para 100 convidados (que são as nossas contas!). E lá vamos nós cortando fatias quase transparentes de tão finas para fazer “o bolo render”. A contribuição para o Reino de Deus, a contribuição na Igreja? Ora, se sobrar…
Abel tinha uma relação de confiança em Deus. Quando nossa vida está nas mãos dEle, entregamos o que há de melhor, porque sabemos de antemão que Deus sempre tem o melhor para nós. Nós confiamos, porque nEle descansamos. Assim era Abel… uma vida simples, mas apegada ao Senhor.
Perceba: o convite é para você confiar. O convite é para você exercitar o privilégio da contribuição. O convite é para que você saia do lugar comum da sobra, e caminhe para o diferencial de uma vida de fé, de descanso em Deus e de confiança nEle. Não é para fazer com medo. É para entregar as primícias, fazer com alegria e reconhecimento por tudo que Deus tem feito (esta é a figura do rebanho de Abel) para e com você.
Pense. Ore. Pratique. Exorcize o escorpião do seu bolso.
Pr. Sérgio Dusilek

abril 22, 2017

Três Pensamentos sobre a crise a partir do Dilúvio

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 9:36 pm
  1. Nossa  atual crise, embora gravíssima, não é maior do que a época do dilúvio. Naquele período, até Deus entrou em crise… Fez uma revisão geral do processo Criativo. O escritor bíblico também entrou em crise… como registrar a “meia-volta divina”?

2. Em toda crise Deus abre pelo menos uma porta. Bom, se até os animais conseguiram encontrar a porta da Arca, por que não conseguiríamos encontrar a nossa também?

3. Toda crise tem um fim (finalidade e temporalidade); nenhuma crise é eterna. E o fim da crise é tanto o nosso refazimento (nossa moldagem é o caráter existencial teleológico da crise) quanto o recomeço. Lembre-se: há um arco-íris anunciando um novo começo para cada um de nós.

abril 18, 2017

AS CONTRIBUIÇÕES SÃO BÍBLICAS-2 Ou Ainda: “Quem administra o dinheiro do Senhor sou eu!

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 4:14 am
“Tua é, ó Senhor, a grandeza, e o poder, e a glória, e a vitória, e a majestade, porque teu é tudo quanto há no céu e na terra; teu é ó Senhor, o reino, e tu te exaltaste como chefe sobre todos. Tanto riquezas como honra vêm de ti, tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo. Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos, e louvamos o teu glorioso nome. Mas quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos fazer ofertas tão voluntariamente? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos.”
“E o povo se alegrou das ofertas voluntárias que estes fizeram, pois de coração as haviam oferecido ao Senhor;” (I Crônicas 29:11-14, 9a)
 O texto bíblico reproduzido acima é o registro da liberalidade com que o povo de Israel participou, sob a liderança do Rei Davi, da campanha de arrecadação para a construção daquele que ficou conhecido como o “Templo de Salomão” (1-de Salomão porque foi no reinado dele que foi construído; 2- não se espante: aquele era o legítimo, o do Edir Macedo é a cópia fake). O coração de Davi, que igualmente foi tomado por essa contagiante liberalidade (I Crônicas 29:3-5), registra em louvor uma máxima de quem já é de Jesus: sabemos que tudo que existe, que temos e somos vem dEle. O que nos remete para o conceito de mordomia (Lucas 16:1-13).
Ora, mesmo tendo bens em nosso nome, segundo a mais fina teologia bíblica, devemos reconhecer que somos tão somente mordomos. Nossas aptidões, capacidades, habilidades, talentos e dons espirituais vêm dEle. Nossos recursos, ganhos com trabalho dedicado, também vêm dEle. E no conceito de mordomia, todas as coisas SÃO PARA ELE. Isso equivale a dizer que embora o mordomo acabe desfrutando daquilo que pertence ao seu Senhor, ele sabe que tudo aquilo que está sob seu cuidado, sob sua guarda e aplicação, pertence a Jesus. Daí se depreendem duas lições: a primeira, da razão da alegria que deveria invadir o coração de cada um de nós ao contribuir; a segunda, que não faz sentido, não há qualquer espaço para não contribuição, mesmo que seja a famigerada alegação: “como mordomo, é melhor que os recursos fiquem comigo pois eu os administro melhor do que a igreja”.
Bom, pode até ser que você administre melhor do que qualquer um que faça parte do corpo administrativo da sua Igreja, conquanto tenhamos que admitir que tal fato é difícil de provar. Contudo a questão é a mordomia: os recursos não são seus, não são nossos; são dEle. Nesse sentido a entrega das contribuições na Igreja (dízimos e ofertas, mas sobretudo o coração) é além de bíblico, pedagógico, pois lembra-nos a todo tempo que os recursos não são nossos, são de Deus. Tanto a parte que é depositada no gazofilácio, quanto a que fica conosco. Se até a parte que deveria ser destinada exclusivamente para a obra de Deus é retida, então parece mais certo pensar que não são os recursos (dados por Deus) que estão sob nossa conta/cuidado, mas sim que nós é que estamos debaixo dos recursos! Lembre-se: é tudo dEle (“Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos”).
Pense. Ore. Seja praticante da Palavra. Experimente a alegria que é contribuir para a obra do Senhor.
Pr. Sérgio Dusilek
sdusilek@gmail.com

abril 10, 2017

AS CONTRIBUIÇÕES SÃO BÍBLICAS

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 2:55 pm
AS CONTRIBUIÇÕES SÃO BÍBLICAS
“Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Susana, e muitas outras que os serviam com os seus bens.” (Lc.8:3)
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, SEM OMITIR AQUELAS.” (Duro discurso de Jesus contra os fariseus – Mt.23:23)
“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. (…) em tudo enriqueceis para toda a LIBERALIDADE” (2 Corintios 9:7, 11a).
Além desses textos mencionados existem outros tantos no Novo Testamento que dão conta da participação financeira no sustento da obra de Deus. Aliás, toda e qualquer expressão religiosa vive, ou sobrevive (a diferença aí é diretamente proporcional à fidelidade e liberalidade dos seus membros/seguidores) da participação financeira de quem a compõe. Estranhamente alguns têm defendido que a entrega de dízimos e ofertas “caducou”. Mais estranhamente ainda é que muitos que professam essa terminologia vivem dos mesmos dízimos e ofertas, quando não defendem sua prática na sua comunidade de fé, embora na internet professem outra coisa.
Perceba que Jesus não recriminou o dízimo, porém condenou o uso deliberado dele como instrumento da compensação da consciência. Ele também teve seu ministério viabilizado por conta dessa prática como vimos acima. Paulo, apesar de não usar o termo dízimo, fala em contribuição com o coração, com alegria, com liberalidade. Para aqueles que acham que Paulo aboliu o dízimo, eu diria que ele “piorou” as coisas para quem oferta: quem dá com coração e o faz com alegria e liberalidade jamais fica em 10%… ultrapassa.
Nós fazemos parte de uma comunidade de fé. O sustento para os missionários, para a manutenção das atividades, e também para os novos desafios não está fora de nós. Está dentro, na própria Igreja. Nesse sentido, enquanto temos um grupo de irmãos fiéis que contribuem com liberalidade, é bem provável que tenhamos outro grupo que infelizmente ainda, não faz parte do sustento ou se o faz, não o realiza com “o coração e com alegria”, como fruto do “amor de Deus”. Bem, se é para não sustentar, que pelo meno seja por conta da recessão do país ou mesmo da incompreensão. Mas jamais por pensar, ou mesmo dizer que tal contribuição não seja bíblica ou neotestamentária.
A grande questão que fica é: se Jesus falou do dízimo; se Jesus e Paulo  viveram de contribuições; caso você estivesse lá, naquela época, você faria parte do grupo que viabilizou o ministério deles ou do grupo do qual se eles dependessem, teriam dificuldade em ter tempo para ministrar? Pense. Reflita. Ore.
Pr.Sérgio Dusilek
sdusilek@gmail.com

março 24, 2017

MISTURAS

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 12:16 am

Misturas
Para um povo resultado da mistura (miscigenação de raças);
Para um povo que mistura tão bem o feijão com o arroz, que promove o baião de dois;
Para um povo eclético na música: produz tanto um Djavan quanto um Latino; de João Alexandre a Lázaro;
Para um povo que mistura as crenças, que lota reuniões espiritualistas/animistas em templos evangélicos;
Para um povo que viu um prédio ruir pela mistura de produtos estranhos ao processo da construção civil;
Para um povo que já soube da mistura de formol ao Leite, fato este investigado, mas não restrito, no Sul do país;
Para um povo que cansou de comer hortaliças misturadas aos mais potentes pesticidas, muitos dos quais proibidos nos países-sede dos seus laboratórios;
Para um povo que faz uso de uma água tratada misturada;
Para um povo que usa gasolina batizada;
Para um povo que toma medicação trocada, misturada, “placebada”;
O que é mais uma mistura, a da carne maturada?
Somos um povo que tolera a mistura dada;
Somos um povo que engole a mistura partidária no congresso encastelada;
Somos o povo que vê o cisco, mas diante da “trave” preferimos não ver nada;
Até quando viveremos essa vida alienada?
Até esperarmos que a nossa sorte seja mudada?
“Vem vamos embora” pois a hora é chegada,
De lotar as ruas e dar um basta nessa palhaçada.

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