Novos Caminhos, Velhos Trilhos

março 24, 2014

A SUBTRAÇÃO DA CULPA

Filed under: Estudos — sdusilek @ 6:22 pm

Um dos motivos pelos quais os romancistas Machado de Assis e Fiódor Dostoeivsky são tão celebrados é que eles tratam com particular acuidade e felicidade de sentimentos humanos reais. Em seus romances Dom Casmurro e Crime & Castigo os respectivos autores se tornaram celebrados pela literatura mundial. Neles ambos tratam da culpa, o mais avassalador sentimento que pode dominar o coração humano. O primeiro deixou-nos até hoje sem saber se Capitu era ou não culpada, se as desconfianças de Bentinho eram fake ou reais. O segundo mostra-nos Raskolnikóv completamente tomado pelo remorso e pelo medo de confessar seu crime, uma vez que ele havia assassinado duas mulheres. Fato é que a culpa, com seu caráter universal, acaba atraindo nossa atenção.

 

Nesse tempo de reflexões na IB Marapendi sobre “A Matemática do Perdão” nós precisamos não só compreender o conceito da culpa, como também procurar enxergar o olhar divino para ela. O que Deus tem a dizer sobre a culpa? Onde ela nasce? Ela morre? Se morre, qual é o seu cemitério?

 

1)      O QUE É A CULPA?

Culpa no grego é katakrima. É um sentimento e como tal possui sua ilogicidade, que representa uma condenação/reprovação pela nossa consciência diante de um ato cometido, um comportamento tido. Nesse sentido a culpa fala (v.10). A voz do sangue de Abel não era outra senão a da culpa do seu irmão Caim que estava recalcada por uma série de arrazoamentos carregados de auto-justificação. O grito do fundo de um alma que estava prensada pela culpa de cometer um fratricídio.

Para Freud a culpa é o efeito do constrangimento social (uma espécie de medo do juízo alheio) que tem suas raízes na repreensão paterna na infância. Já Lacan vai dizer que o objetivo da psicanálise é apaziguar a culpa (v.14, c,d).

Para o teólogo Martin Buber a culpa era o resultado da violação de uma relação humana (v.11). Essa liberdade que dispomos nos leva ao risco e também a possibilidade de ferir e ser ferido. Nesse choques de liberdades é que ocorrem os conflitos, as violações e portanto a culpa.

Para o filósofo Paul Ricoeur há uma culpa irreal (normalmente neurótica) e outra real (ética) (v.13). Nesse sentido a culpa se torna uma benção para nós, como bem assinala Caio Fábio, pois por ela podemos corrigir nossa trajetória, reconhecer nossos erros e entender que precisamos da ajuda de Deus.

A culpa está muito ligada a religião. Ela não é só um tema psicológico, mas como vimos, um termos religioso, espiritual. A Bíblia fala de uma culpa existencial, de uma culpa em relação a Deus (v.14a,b). Essa só pode ser tratada via Jesus Cristo.

Culpa pode ser ainda a tensão entre o que somos e o que gostaríamos de ser.

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2)      COMO LIDAMOS COM A CULPA?

A culpa nos faz tão mal que normalmente lidamos com ela usando os mecanismos de defesa que temos na alma. Dessa forma, evitamos encarar as nossas falhas e por isso, REPETIMOS sempre os mesmos erros. Geralmente fazemos uso de:

2.1- expedientes de FUGA (v.14) – Caim se tornou fugitivo. Fugir é não querer encarar a realidade, nem relembrar aquilo que fizemos de ruim. Quem foge não está tratando o problema, simplesmente o suspende unilateralmente. Lembra da crise entre Esaú e Jacó? 20 anos depois os ânimos estavam mais acirrados. O que mudou para que houvesse reconciliação entre aqueles dois? Jacó alterou sua postura (ele se humilha perante o irmão), e agora “meio manco” não podia mais fugir dos seus problemas.

A Fuga pode pregar peças para nós. O texto de Genesis 4:16 diz que Caim foi para Node, ao oriente do Éden. A direção do oriente era, na poesia bíblica, associada muitas vezes com expectação do juízo divino. Ou seja: Caim esperava receber uma punição exemplar. Culpa não tratada gera auto-punição. Pessoas sofrem e passam a sofrer numa tentativa de purgar/apagar seus erros. Só que o auto-flagelo não redime a culpa, nem sua voraz fome de destruir o nosso interior.

 

2.2 – Recalque – é quando sublimamos a culpa. Essa sublimação se manifesta em agressividade e esquecimento. Nem toda agressividade é oriunda da culpa, mas toda culpa recalcada conduz o indivíduo a uma agressividade. Passa-se também a esquecer das coisas que têm ligação com aquele ponto;

 

2.3 – Neurose – podendo criar uma culpa falsa sobre a verdadeira. Para Ricoeur a neurose era o resultado de uma culpa não resolvida. Paul Tournier faz uma interessante citação da definição de neurose pelo Dr.Stocker: “neurótico é aquele que não fala um palavrão”. Exemplo disso em Gênesis 4 está na descendência de Caim. O resultado da neurose de Caim alcançou e foi multiplicado no coração de Lameque (Gen.4:24).

 

2.4 – Deformação do senso de responsabilidade – é quando passamos a nos culpar pela realidade nefasta presente no macrocosmo. Exemplo: ao invés de ter sensibilidade para os que padecem privações (sem casa, sem comida, etc), passamos a nos culpar por termos estas coisas enquanto os outros não a possuem.

 

2.5 – Apêgo a um moralismo – que nos leva a projeção no outro daquilo que não suportamos em nós. O que não vencemos em nós, realçamos no outro de modo implacável. Daí passa-se a dar valor extremado a certos tipos de códigos ou de leis, em detrimento do ser humano.

 

2.6 – Auto-justificação (4:9) – sempre tentando explicar o inexplicável. Com isso acabamos transferindo nossa responsabilidade. Adão (Gen.3) transferiu para Eva que por sua vez, jogou a culpa na serpente.

 

A grande questão da culpa é que ela não afeta somente nosso comportamento. Ela rouba o melhor que temos dentro do nosso mundo interior. Retira nossa paz, nosso equilíbrio; atrapalha nossa leitura da realidade. Além disso ela afeta as nossas decisões e escolhas. Muita gente sofre porque toma decisões, faz opções calcadas na culpa. Há pessoas que por conta da culpa, boicotam a si mesmas.

 

  •   VOCÊ JÁ SE ARREBENTOU POR TER FEITO UMA OPÇÃO BASEADA EM SUA CULPA? COMPARTILHE COMO FOI…
  •   QUAIS DESSES EXEMPLOS DE MECANISMO DE DEFESA MAIS SE ENCAIXAM A VOCE? O QUE VOCE PRETENDE FAZER PARA MELHORAR?

 

3)      QUEM É CULPADO?

A Bíblia não alivia. Ela diz que todos somos culpados, uma vez que não há um justo sequer (Rm.3:10) excetuando Jesus (Rm.3:26). A Lei aponta para nossa realidade: ela mostra quão incapazes e deploráveis somos. Por isso não só somos culpados, como também somos culpáveis. Exemplo da agonia que essa verdade e realidade trazem está no drama existencial escrito por Paulo em Romanos 7.

 

4)      COMO DEUS LIDA COM A CULPA?

Ele sabe que não podemos suportar continuamente o peso da culpa. Por isso Ele VEM AO NOSSO ENCONTRO! E assim o faz para apagar a culpa consciente (Mq.7:18) e tornar consciente a culpa reprimida/recalcada (II Sm.12).

No Éden e fora dele a culpa é oriunda do pecado, da escolha errada. Porém em ambos os casos (Gen.3 e 4) Deus vai ao encontro do ser humano.

A proposta de Deus é a subtração (Mt.11:28). Quando o Senhor vem tratar Caim ele age com severidade para que houvesse confronto com o pecado, mas também com graça. O sinal que ele deixa em Caim não era uma punição, mas marca da Graça dEle. Os sinais de Deus ao longo da história não são demonstrações narcisísticas de poder, mas sim dispensações do Seu Amor, da sua Misericórdia e da Sua Graça. Exemplo maior disso é a Cruz! Nela está toda a culpa (Col.2:14) da humanidade (uma das razões pelo qual Cristo não conseguiu carregá-la todo tempo na via crúcis) mas também nela estava toda a Graça de Deus.

Quando erramos Deus não nos abandona ao sufocamento da culpa. Ele vem ao nosso encontro com o oxigênio do perdão!

  •   DEUS VEIO AO SEU ENCONTRO… O QUE VOCE PRECISA FAZER AGORA? O QUE VOCE SENTE QUE DEVE FAZER? COMPARTILHE…

 

CONCLUSÃO

Há uma culpa mãe que está na gênese de toda culpa. É nossa culpa existencial, oriunda do pecado contra Deus. Algo que nos dá a dimensão que somos devedores. Algo que faz com que sempre queiramos pagar alguma coisa… quando Cristo já quitou tudo!

E essa culpa se trata diante de Jesus, com Ele. Você quer fazê-lo agora? Então ore ao Senhor, peça perdão a Ele e agradeça por ele ter quitado sua impagável divida. E desfrute da doce verdade de Romanos 8:1

 

“Agora pois, nenhuma condenação (culpa) há para os que estão em Cristo Jesus.”

dezembro 12, 2012

A FÉ DAQUELES QUE O MUNDO NÃO ERA DIGNO (HEB.11.38)

Filed under: Estudos,Teologia — sdusilek @ 8:44 pm

A FÉ DAQUELES QUE O MUNDO NÃO ERA DIGNO (HEB.11.38)

Ou ainda: Quando os Mortos Falam

É possível a um morto falar? Não estou falando nem entrando no mérito de encontros espíritas. A Bíblia é muito clara a esse respeito. Mas, por exemplo: já passou por alguma experiência de vida na qual você lembrou claramente do exemplo, da fala, do olhar de alguém que já foi para a eternidade?

Há pessoas que marcaram o mundo pela sua genialidade. Falamos até hoje de Sócrates, Platão, Aristóteles, Kant, Hegel. Há outros que marcaram gerações pelo engajamento. Como não recordar de Martin Luther King Jr., Gandhi, Mandela, Madre Tereza de Calcutá? Outros pela coerência de vida como Bonhoefer, John Huss.[1] O comum a todos estes: eles transcenderam a mesmice. Viveram suas vidas de modo abnegado. Serviram a ideais e aos seus semelhantes.

Mas falta a lista daqueles que marcaram pela fé. Que foram o ponto de tangência entre o Eterno, a realidade supra-sensível e este mundo terreal. De tantos possíveis exemplos, vamos ficar com o de Abel.

1)    QUEM ERA ABEL (Gen.4:1-15; I João 3:12; Mt.23:35; Heb.12:24)

Abel é apresentado como o segundo filho entre Adão e Eva. Interessante no entanto é que ao longo das páginas sagradas há mais citações de Abel do que onde ele primeiramente aparece (Gen.4). Sua vida foi resumida a um culto. Mas esse ato de adoração disse tanto a respeito dele e de Deus que até hoje falamos nele, mesmo sendo ele de uma época em que não havia papel, nem arquivo (diferente de Sócrates). Abel se tornou uma vida que fala depois de morta.

Ele era pastor de ovelhas. Suas obras eram boas, não por conta do tipo de sacrifício que ele fez, mas pelo coração com que ofertou. Não foi o preço em si, mas o valor que ele deu aquele ato de culto. Esse valor fica patente quando percebemos que Abel não só traz uma “excelente oferta”, mas também quando percebemos seu cuidado e preparo para esse momento mostrado no fato de separar “as primícias”.

Era um cara de paz. O irmão com semblante transtornado o chama. Ele vendo isso vai encontrá-lo. E ouso dizer que não ofereceu reação. Foi como ovelha para o matadouro, assim como aconteceu com o Cordeiro que ele sacrificara.

2)    VIDAS DAS QUAIS O MUNDO NÃO É DIGNO SÃO AQUELAS QUE A MORTE NÃO AS CONSEGUE CALAR. (Heb.11:38,4; Gen.4:10)

São vidas que por mais ou menos tempo que vivam deixam um lastro e um rastro.

O rastro que Abel deixou, as pegadas que formaram um caminho estão ligadas a sua compreensão da natureza humana e a sua percepção sobre Deus. Certamente que Abel (Deus sim, Abel não) não tinha ciência ali que o cordeiro seria a figura bíblica para apontar e simbolizar o sacrifício perfeito (Heb.10) de Jesus. Aquele que anularia a necessidade de QUALQUER outro.

Mas fato é que Abel teve a compreensão da seriedade do pecado, de sua interposição na relação com Deus e que uma vida inocente teria de fazer a expiação. Algo tem que ficar entre nós e Deus. Precisamos de uma mediação, papel esse que Cristo irá personificar de uma vez por todas (I Tm.2:5; Heb.12:24). Nesse sentido, antes de qualquer fala explícita sobre a Graça, Abel aponta para ela, assumindo-se naquele altar como pecador e contando com o perdão de Deus.

Essa adoração se tornou um paradigma, um modelo. Sem música. Sem som. Contudo reverberando até a presente data. Quando adoramos com consciência de que é pela Graça, Deus nos percebe e “vem em nossa direção”. O autor de Hebreus no final do capítulo doze vai falar (devido a sua compreensão judaica de Deus) de irmos até o “monte santo”. Mas Abel é uma prova de que o Senhor vem ao nosso encontro. Isso porque fé é o entendimento de que Deus está perto e não longe.

Enquanto Caim vai pelas suas más obras (I Jo.3:12; Mt.23:35), confiando em seu esforço, Abel reconhece sua precariedade e sua falência espiritual e moral. Quem não crê na necessidade do sangue, acaba derramando de alguém. Abel foi por isso, justificado. E esse foi seu lastro, sua herança: a possibilidade da justificação.

3)    VIDAS DAS QUAIS O MUNDO NÃO É DIGNO SÃO VIDAS QUE SÃO MAIORES DO QUE A MORTE.

Vidas que são maiores do que a morte são vidas do tamanho da VIDA. Viver não é pouca coisa. É algo tão bom que até Jesus agonizou pela vida (Mt.26). Todos os grandes e bons personagens da História da Humanidade tiveram em comum um apego a vida. São vidas que valeram a pena serem vividas. Eram significantes e por isso seu significado ficou impresso na memória da Humanidade. Foram vidas que parece que faltou o “aviso” de que acabou. Elas “insistem em continuar”, através da sua obra, do seu testemunho. Penso aqui agora por exemplo (e buscando uma proximidade maior) em gente como meu falecido pai, Pr.Mauro Israel, Pr.Xavier, entre outros.

Vidas que são maiores do que a morte são vidas que pela fé e por causa da fé, morreram para um modelo ensimesmado de viver (Mt.16:25). São vidas que se perderam e foram achadas. Erasmo de Roterdã (Elogio da Loucura) falava da cruz como símbolo maior desse desapego ao mundo. A cruz é o atestado da indignidade, na perspectiva humana. Já na divina, a cruz de Jesus foi o atestado da Sua dignidade. Ele só foi para Cruz porque era DIGNO. Abel foi um sangue inocente derramado sobre a Terra pelo seu irmão. Jesus foi o JUSTO de Deus que, sendo inocente, foi morto pelos “seus irmãos judeus”[2]. O que não dizer do testemunho apostólico e primitivo sobre Dorcas (At.10:38-42)? Há uma interessante ligação entre aproveitar a vida e ir para o ralo da História e ser aproveitado pela vida e partir para os anais da mesma.

Vidas que são maiores que a morte são vidas que apontam para a existência de uma realidade ulterior. Como explicar racionalmente que exista gente que excedeu seu tempo, sua geração, há não ser reafirmando pela fé que a vida não se resume a materialidade? Vidas maiores que a morte mostram que a existência não pode ser só matéria (circunscrita a ela). E aí chegamos no primado da fé: a dignidade daqueles que esperam, almejam, visualizam o céu de Deus (Heb.11:13-16). Há uma dignidade na ressurreição!

Vidas maiores que a morte são vidas que por causa da fé, ainda VIVEM! Mas agora na eternidade com Jesus Cristo!

O que esperar da vida? Doe-se. Faça valer a pena. E saiba que seu rastro se transforma a cada dia em lastro para minha alma.

IGREJA BATISTA MARAPENDI

Av.Paisagista José Silva de Azevedo Neto 200 – O2 Corporate /// Cultos aos domingos 11.00hs  e 19.30hs – Centro de Convenções do O2


[1] Logicamente que há os espertos… aqueles que estão do lado da pessoa “certa”, na hora exata. Quem seria Sarney se não estivesse ladeando Tancredo? E o que não dizer de Melanchton com Lutero, Dilma, Haddad, Lindenbergh com Lula? Eduardo Paes com Cabral?

[2] Não estou aqui entrando na discussão infrutífera (ao meu ver) de quem matou Cristo, mesmo porque penso que a morte de Jesus se deu por um algoz imaterial – o pecado. Nesse sentido, a assembléia que decidiu foi entre os judeus, a execução foi romana, porém a responsabilidade foi e é de todos os seres humanos em todas as eras.

dezembro 11, 2012

Moisés: A fé que vence o medo (Heb.11:23-29)

Filed under: Estudos,Teologia — sdusilek @ 3:04 pm

Aquele que não possui qualquer tipo de medo que seja o primeiro a levantar a mão! Medo faz parte da vida. É com o medo que as seguradoras trabalham. Elas afirmam, “vai que…” “é melhor ter”. Qual é o seu medo? Diz a psicanálise que todo ser humano tem pelo menos uma fobia. Eu confesso: a minha chama-se acrofobia. E a sua?

Moisés nasceu num contexto dominado pelo medo. Se você pensa que nascer na miséria africana é um infortúnio, imagina o que foi vir ao mundo com a sentença de morte decretada. Assim como ocorreu com Jesus, Moisés sobreviveu a um infanticídio. Ele foi um exemplo vivo de que com a fé podemos vencer o medo, sair do estado de estagnação, partir para dentro de novos e maiores desafios.

1)A fé vence o medo da violência (v.23): a Palavra diz que Moisés era formoso (asteios), lindo, tinha algo diferente na sua cara. A fé que ele viveu foi a que aprendeu dos seus pais (Anrão e Joquebede). Fé que desafia as decisões de Faraó. E isso mostra o quanto uma família pode fazer por um filho… A fé que vence o medo transforma cemitérios em condutos de vida. Se no Nilo os infantes eram afogados, foi pelo rio que Moisés foi salvo. Ele calmamente flutuou pelas águas da morte. E aqui destaca-se a presença da racionalidade na fé. Um cesto foi feito. Foi por um cesto que Paulo foi salvo. Sempre haverá um cesto!!!

2) A fé vence o medo da desinstalação (v.24): já mudou de emprego, de endereço (cidade)? De igreja? Os hábitos da vida trazem um ar de segurança para nós. Por isso costumamos fazer tudo para não mudar. Moisés estava bem instalado: vivia na melhor corte e no maior palácio do seu tempo. Seu futuro, como filho adotado da filha de Faraó (Bítia/Termutis) era promissor. Mas ele se recusa a permanecer ali, antes optando por ser maltratado (synkakoucheistai). Moisés aqui novamente se assemelha a Jesus: enquanto ele renunciou a glória terrena por causa do povo, Cristo renunciou a glória do céu por causa da humanidade. Isso porquê:

2.1-um coração cheio de fé se torna ardente por justiça. Impérios são construídos sobre a injustiça. O Reino de Deus é sobre a JUSTIÇA. 2.2-o coração cheio de fé é tomado por um sentido de missão. Só diz não ao Egito quem sabe o porquê de estar aqui;  2.3-o coração cheio de fé coloca os valores espirituais acima dos materiais. Fé implica em valores altos, elevados (Is.55), que ocasiona escolhas elevadas rejeitando ora pecado, ora facilidades;

3) A fé vence o medo do desconhecido (v.27) – Moisés foi para o deserto de Midiã. Caminhar para o deserto é para quem diz que Deus tem o controle sobre sua vida. A fé que vence o desconhecido é a que nos leva para o desconhecido. E sabemos que o “desconhecido” é mais forte do que tudo que conhecemos (ira de Faraó-v.27)

4) A fé vence o medo da rejeição/solidão – já foi rejeitado? Solidão é passar pelo deserto sem Deus. E isso Moisés disse que não aceitava (Ex.33). Rejeição é o que ele achava que o esperava na volta para o Egito, 40 anos depois (Ex.4). A fé concede um discernimento tão grande da parceria com Deus, que isso se traduz em presença contínua e aceitação do Alto! Quando vencemos o medo? Quando olhamos somente para uma direção, a do Alto; quando o único olhar que cruza com o nosso é o dEle; quando nada mais rouba a nossa atenção; quando ficamos parados/”hipnotizados” contemplando a beleza do Senhor; aí venceremos o medo. Afinal, quem tem esse Pai, o que pode temer? (Rm.8:31-39)

 

[Pr.Sergio Dusilek]

novembro 6, 2012

HYDRA – quando os problemas parecem se multiplicar

Filed under: Cultura,Estudos — sdusilek @ 10:59 pm

Alguma vez você já se deparou com um problema que após seu enfrentamento, ele tornou a aparecer e agora de modo piorado? Foi exatamente assim que Hércules (figura da mitologia grega) se sentiu na realização do seu 2º trabalho. Ele enfrentou a Hydra, um monstro mitológico que vivia num pântano perto da fonte sétupla do rio Amimone. Tinha um corpo canino que sustentava 8-9 cabeças de serpente, sendo uma delas imortal. Seu hálito venenoso e seu odor matavam tudo que era vivo. Quando você decapitava a Hydra, nascia duas cabeças no lugar daquela que fora arrancada. Grande foi o desafio de Hércules! E ele não podia deixar de ser encarado com tamanho potencial de mortandade que a Hydra possuía.

Pois há problemas que são assim mesmo. Não podem ser protelados, precisam ser enfrentados porque sua malignidade  é grande. Há situações que só o rastro delas tem poder destruidor! E quando você parte para o enfrentamento descobre que quanto mais focos debela (cabeças decepa) mais dificuldade aparece.

Não foi fácil para Hércules realizar seu segundo trabalho, assim como não é simples para nós acabar com a nossa “Hydra”. O que fazer então quando a semana apresenta para nós um desafio digno de Hércules?

1)      Creia em primeiro lugar no seu potencial. Para debelar as Hydras são chamados os “Hércules”. Se você está agora diante de um problema que nem imagina como começar a resolvê-lo, lembre-se que há potencial em você para tanto. Não se acovarde como fez o povo de Israel diante dos impropérios berrados por Golias;

2)      Peça orientação a Deus. Ore. Hércules enfrentou Hydra mais antes ele acatou uma orientação de uma deusa do panteão grego chamada Atena. Conquanto seu potencial não seja pequeno, não se vence uma adversidade do tamanho de uma Hydra sem ajuda de Deus;

3)      Aceite ajuda. Hércules foi ajudado pelo seu “escudeiro” Iolau. Foi esse moço que a mando de Hércules cometeu o “crime ambiental” de botar fogo numa floresta e trazer os tições para que o herói da mitologia grega pudesse ter sucesso em sua batalha. Não se enfrenta a Hydra sozinho, é preciso receber ajuda, seja na forma de conselho, seja na forma de palavra de ânimo, de recomposição das energias emocionais, espirituais ou mesmo físicas.

4)      Procure discernir a principal fonte do problema. Por vezes problemas reaparecem com mais tentáculos, mais cabeças, porque estamos cortando o pescoço errado. Havia uma cabeça da Hydra que era imortal. Enquanto Hércules não a cortasse, pouco adiantava desfazer das outras. Preste atenção! No bojo de várias dificuldades normalmente há uma principal. Discirna e foque sua energia e tempo nela;

5)      Por fim, não basta cortar o problema (decepar a cabeça), mas é necessário ter certeza que ele foi resolvido. Com os tições entregues por Iolau, Hércules começou a cauterizar os pescoços que tinham perdido suas cabeças. Foi buscando essa certeza de que nada mais poderia renascer dali é que o herói mitológico exterminou a Hydra. Quando se deparar com uma questão, procure ter certeza de que você a resolveu. Espere mais um pouco para ver se aquela querela morreu mesmo. Cauterizar aqui significa vigiar até efetivamente estancar o problema.

Sabe o que é interessante? Alguns relatos desse mesmo mito dão conta da Hydra com dezenas e até milhares de cabeças! Penso que essa é a forma simbólica dos gregos de dizerem que problemas difíceis não tratados no tempo certo podem se tornar quase que insustentáveis no futuro longínquo.

Para terminar, não se esqueça de contar com sua Igreja de Amigos (Marapendi) e com os pastores para ajudar a erradicar essas Hydras. Se vamos para o 2º trabalho do tamanho de Hércules, que sigamos então juntos!

DEUS ABENÇOE SUA SEMANA!

Pr.Sergio Dusilek

 

 

IGREJA BATISTA MARAPENDI

outubro 3, 2012

A IGREJA E AS ELEICOES

Filed under: Estudos — sdusilek @ 10:11 pm

Por conta dos meus estudos, me deparei a 3 semanas atras com um texto do Dr.Leonildo Silveira Campos falando sobre a relacao entre os evangelicos e a politica no Brasil no periodo republicano. Interessante que ele aponta que num primeiro momento foi propalada a distancia. Politica seria coisa do mundo com a qual o cristao nao deveria estar envolvido. A preocupacao do crente deveria ser a salvacao e a santificacao. Com isso buscava-se tambem uma critica a postura catolica de entrelacamento com o poder no pais. Mas com o crescimento da participacao evangelica no percentual total da populacao brasileira, Campos ressalta que o discurso e a pratica mudaram. No periodo do golpe militar, so para ficar num exemplo, informativos oficiais de denominacoes historicas ao mesmo tempo que condenavam a loteria esportiva apoiavam a repressao e a “disciplina” instalada.

Hoje temos uma absoluta “involucao”  desse quadro. Pessoas que se dizem crentes, lideres ate, sao eleitas para defenderem os interesses pessoais e quando muito da propria denominacao que “representam”. Em tempo de eleicao voce vai ver na  propaganda politica de tudo quanto e tipo pastores, bispos, lideres religiosos pedindo seu voto para o candidato “a” ou “b”. Ao passo que sugiro a leitura do Decalogo Evangelico (publicado em 1998 pela AEVB – www.aevb.com; www.teologiabrasileira.com.br) quero sugerir para sua reflexao:

1) nao vote em crente porque ele se diz crente. Se a fe for criterio para seu voto, vote entao em crente que tem conduta de crente: gente lavada e santificada pelo Espirito;

2) nao vote em crente que defende interesses de setores da sociedade. Estes com certeza nao lutam pelo Reino de Deus, uma vez que este nao pode ser setorizado, nem vetorizado. Prefira votar em quem busca viver os valores do Reino, mesmo que ainda nao pertenca a Ele;

3) Se voce constatar que o melhor candidato nunca pisou numa igreja crista, mas percebe nele a aspiracao e transpiracao pelos valores do Reino (Justica; Misericordia; Amor; Verdade; Honestidade; Transparencia), saiba que possivelmente ali esta a direcao de Deus. Deus usou impios no passado (em Isaias Ciro e chamado de “meu pastor” pelo Senhor; veja tambem os marinheiros do barco onde Jonas estava (Jn.1)) e continuara a usa-los no presente. Na verdade, eh mais facil Deus usar um impio sensivel, ou aquele que nem discerne que esta sendo guiado pelo Senhor da Historia, do que um crente que flerte com o cinismo.

4) sobretudo ore (Jer.29). Ore para que tenhamos governantes e parlamentares  que expressem a agradavel vontade de Deus e nao seu permissivo querer. Porque se tivermos lideres ruins, sofreremos debaixo de suas maos.

Que Deus ajude nosso Brasil nessas eleicoes!

Pr.Sergio Dusilek

[CAMPOS, Leonildo Silveira. Religiao, Pratica Politica e Discurso de Evangelicos Brasileiros no Periodo Republicano. IN: SILVA, Eliane Moura da; BELLOTTI, Karina Kosicki; CAMPOS, Leonildo Silveira (Org.). Religiao e Sociedade na America Latina. Sao Bernardo do Campo: UMESP, 2010.]

agosto 13, 2012

PRAZO DE VALIDADE

Filed under: Estudos — sdusilek @ 6:32 pm

Alguns anos atrás tive uma experiência inusitada. Acordei de madrugada com meu olho esquerdo coçando muito. Fui a caixa de remédios, peguei um colírio “basicão” que lá estava e pinguei no olho. Sentei na sala para esperar a coceira passar. Cerca de 30 minutos após, comecei a perceber que estava com dificuldade para ver… quando olhei no espelho, que surpresa! Parecia que tinha uma bola de ping-pong embaixo do meu olho. Diagnóstico: meu colírio estava vencido!!! Seu prazo de validade tinha terminado.

Há coisas que precisam ser descartadas. Afinal o prazo de validade venceu. Não falo só de produtos perecíveis, mas de relacionamentos que perecem. Há amizades que não são para sempre. Há relacionamentos fraternos que tem prazo de validade. Isso ocorre quando nos é revelado quem de fato é a pessoa que ainda assim tenta se esconder, se esquivar da realidade. Quando descobrimos quem é o outro sem que esse se assuma como tal, vislumbramos que naquele dia se encerraria o prazo de validade daquele contato.

Não só amizades tem prazo de validade. Casamentos, que existem para serem perenes, por vezes possuem essa chancela no seu invólucro. Estou dizendo aqui que há enlaces que são “laços”(Sl.31.4;124:7). É certo que nenhum casamento se processa com a garantia da perpetuidade. Mas também é possível ver que muitos matrimônios possuem um prazo de validade no tempo de namoro. Insistir num projeto desse é adiar o inevitável.

Isto posto queria sugerir para sua reflexão:

1) Tenha você olhos bem abertos para “pular” fora de relacionamentos (namoro, amizade, trabalho) que possuem prazo de validade estampados no rótulo. Um dia a mais com esse tipo de gente azedará suas narinas;

2) Não seja você a pessoa a ostentar prazo de validade. Lute pelos relacionamentos até que se perceba que não há mais jeito e que Deus, por algum Soberano motivo, não deu jeito. Quem sabe até o jeito não seja cada um no seu? Se alguém tiver tempo de perecebilidade estampado na face que não seja você.

3) Se perceber que as circunstâncias estão muito quentes e afloradas, use um pouco o congelador. Há momentos em que as coisas precisam ser esfriadas para não estragarem;

4) Por mais difícil que esteja um relacionamento, persevere enquanto você notar que as partes têm bom coração e estão querendo acertar. Porque se por um acaso estiver com o “homem mau”, a ordem é saia o quanto antes!

5) Jamais deixe que seu relacionamento com Deus tenha um prazo de validade, autenticado pelas respostas favoráveis ou não do Senhor. Amor envolve permanência (I Cor.13) e para um relacionamento repleto de Amor que Deus nos chamou.

6) Não permita que seu vínculo com a igreja tenha prazo de validade. Tem gente que, sem Deus mandar, passa de uma igreja a outra ao sinal do menor aborrecimento. Preste bem atenção: Igreja é composta de gente! E vamos ter chateações por conta disso. Ora via decepção, ora via frustração. Mas Deus plantou você aqui para que juntos superemos as nossas diferenças. E como fazemos isso? Através da admoestação, da conversa, do “toque” que damos no outro (Heb.10:25). Volto a dizer: se há alguém cuja índole seja eminentemente má, pouco se pode fazer, principalmente se estiver imbuído de liderança. Mas se o coração de todos é bom (e considero nossa igreja privilegiada nesse sentido) que não sejam os percalços do caminho a nos separar! Que a misericórdia triunfe! (Tg.2.13b)

Com o desejo renovado de andar com vocês,

Pr.Sergio Dusilek

julho 4, 2012

A tal da segunda-feira

Filed under: Estudos — sdusilek @ 7:17 pm

Dizem que a 2ª feira é o dia do choque de realidade. Dia em que os problemas suspensos magicamente por um final de semana, voltam a assombrar. Dia em que voltamos a ser testados, na pedida em que cada percalço exige de nós uma reação. Dia em que sentimos o peso do cansaço e a brevidade do descanso semanal… e ainda resta uma semana inteira pela frente. O que fazer nessas horas? Da onde tiramos força para continuar a jornada? Existe uma fonte a nossa disposição? Se sim, qual é?

 

A segunda-feira de um incansável guerreiro de nome Sansão chamava-se Etã (Jz.15:8). Nessa caverna, Sansão fez seu esconderijo e morada. Sendo não muito bem quisto pelos seus irmãos hebreus que reprovavam seu comportamento, e odiado pelos filisteus, só lhe restava um lugar como aquele. Não é assim que acontece conosco? Muitos daqueles que consideramos nos reprovam. E os demais, que pouco conhecemos por serem de outro povo, nos marginalizam. Por vezes nos vemos sozinhos, mesmo tendo gente passando perto de nós…

 

Sansão ficou ali até o dia em que seus conterrâneos foram aprisioná-lo para que então fosse entregue ao Inimigo. Não há coisa pior que ser entregue pelo seu povo ao inimigo. Pois os hebreus que naquela época não se reuniam para nada, acabaram se aglomerando para “capturar” um dos seus (v.11-13). Dali ele foi amarrado e levado até os inimigos (v.14). E no meio daqueles que o detestavam, Deus fez Sansão brilhar como um “sol” (aliás, significado do nome dele). Ele matou mil guerreiros dentre os filisteus (v.15-16).

 

Logicamente que após essa carnificina digna das mais sangrentas lutas de MMA, Sansão entrou em processo de exaustão (v.18). E naquele momento clamou o Senhor e Deus fez brotar uma fonte onde ele menos esperava – da rocha. Sim, porque Deus tem poder para trazer alento e renovo para nossa vida da onde menos esperamos.

 

Não sei como começou sua segunda-feira. Se você já está envolvido num turbilhão ou não. Se aqueles que se diziam seus companheiros estão entregando você de bandeja para uma “degola”. Se seus inimigos já estão exultando de alegria por perceber você sem ação, completamente amarrado. Se as demandas que têm aparecido para sua vida estão exigindo muito esforço, inclusive físico de sua parte. Mas quero lhe dizer uma coisa: você não precisa “morrer” no meio de sua exaustão. Saiba que você tem um Deus totalmente interessado na sua recuperação. E ele está a distância de um clamor.

 

Está sem forças? Clame! Fale a Deus com a alma e abra a visão para perceber que Ele abrirá uma fonte onde você menos espera. En-Hacore (fonte do que clama) não é uma experiência só de Sansão. Para um filho recobrar as forças para caminhar Deus, ao longo da história, sempre fez água brotar da rocha. E é muito melhor já bebê-la desde a segunda.

 

Que Deus abençoe sua semana!

 

Com Carinho,

 

Pr.Sergio Dusilek

junho 19, 2012

DEFININDO PRIORIDADES – LUCAS 10:38-42

Filed under: Estudos — sdusilek @ 10:18 pm

Definindo Prioridades…

 

Tenho aprendido com a vida que muita gente boa se perdeu no processo de crescimento espiritual, emocional e profissional simplesmente porque não estabeleceu prioridades. Uma coisa é discerni-las, outra sabê-las; outra completamente diferente é estabelecê-las. De um modo geral o ser humano tem dificuldade de estabelecer suas prioridades. Isso porque normalmente damos muito valor ao que os outros valorizam, mas não ao que realmente importa. Um exemplo bíblico clássico está em Lucas 10:38-42. Trata-se da proximidade de uma família de Betânia com Jesus, composta por Lázaro, Marta e Maria.

 

Prioridades são importantes porque sempre vai aparecer algo para fazer. Nessa sociedade extremamente ocupada na qual vivemos, nesse tempo “martiano” é praticamente uma “gafe” dizer que voce possui um tempo livre. Nós somos instados a preencher os horários do descanso! Por isso, não se iluda: sempre vai ter algo para você fazer, na hora da sua devocional, no momento do culto com a igreja. A era da informação, esse momento tecnológico que vivemos faz com que sejamos achados até quando “nos escondemos”. Estamos tão ocupados e com coisas que não trazem sentido, realização, que Henri Nouwen chegou a afirmar que a humanidade sofre de um tédio não pela falta do que fazer, mas sim pelo seu excesso. É como o processo alienante que se estuda em Administração de Empresas com a implementação do modelo “Tempos & Movimentos” por Henri Ford e a curva de declínio ao longo do tempo na linha de produção. Muito trabalho, pouco significado.

 

Não se deixe absorver por preocupações que por vezes não merecem nossa atenção, nem tampouco boa parte do nosso tempo. Nem se deixe levar “pela toada” social que apregoa a frenetização da vida. Estabeleça prioridades, antes que apareça algo para fazer e roube o que há de melhor (v.40,42).

 

Se é verdade que precisamos de prioridades, mais ainda é a necessidade de termos o nosso tempo com Jesus como a prioridade maior. Estar com Jesus é a melhor parte. Ouvir as Palavras de Jesus é o que interessa, pois elas permanecerão (Is.55). A boa parte, a melhor parte não será tirada. Essa foi a garantia de Jesus para gente como Maria (Lc.10:42). Como bem disse Bill Hybels, justamente porque somos atarefados, ocupados demais é que não dá para deixar de orar. Por conta de um ritmo de vida cada vez mais frenético, mais aflitivo (thetlimene – preocupações ansiedade) que por vezes faz com que pessoas percam o espaço do quarto, da devoção, é que o culto comunitário, a reunião como igreja deveria ser Inegociável. Se infelizmente para uns o único momento na semana de parar para ouvir Deus é o culto de domingo, este deveria então ser sacralizado, separado na agenda de cada um.

 

A prioridade (premência) da espiritualidade é importante porque ela nos ajuda a reagir diante das adversidades da vida. Em João 11, o apóstolo do amor relata como as irmãs reagiram diante da mesma trágica notícia: a morte de seu irmão, Lázaro. Marta (João 11:20,21) quando soube da chegada a Jesus se movimenta, vai correndo a ele e diz as mesmas palavras que Maria vai dizer (11:32), mas com outra postura e certamente entonação. Uma chega com certa revolta, outra com adoração. Da última vez que estiveram com Jesus, Marta se agitava, e Maria se quedava. Dessa vez, a da hora da dor, Marta continuava se agitando e Maria novamente se curva aos pés do Mestre. Fica muito claro, por pior que seja a dor, não o estereótipo do enfrentamento que muitos defendem, mas o resultado dessa vivência e convivência debaixo da influência e das Palavras do Senhor Jesus.

 

Isto posto quero desafiar a você a:

 

1)      Santificar o domingo a noite. Querem marcar algo contigo para o domingo a noite? Chegue adiantado e saia ou avise que vai chegar atrasado, depois do culto. Mas não negocie, pelo mesmo fato da vida estar muito corrida, esse tempo de sentar-se para ouvir as Palavras de Jesus;

2)      Defina sua prioridade antes. Estabeleça para você as coisas inegociáveis. Espero que na sua escala de valores esteja o nosso único culto semanal (pelo menos por enquanto);

3)      Tenha expectativa para a fala de Deus. Se temos que ter algum tipo de preocupação, de ansiedade (de thetlimene), que seja do ouvir a voz de Deus e seu direcionamento para nós.

Termino enfatizando que há uma promessa de Jesus nisso tudo: a melhor parte não será tirada. Decida hoje escolher a melhor parte e seja honrado pela promessa de Jesus.

 

Com carinho,

Pr.Sergio Dusilek

fevereiro 15, 2012

CONVITE A SANTIDADE

Filed under: Estudos,Teologia — sdusilek @ 12:25 pm

É isso aí! Tô fazendo esse convite a você no carnaval! Pode parecer anacrônico, mas não é. Justamente na época do ano em que a sujeira carnal é mais evidenciada, propagada, aceita e desejada (pasmem!) vamos falar em santidade. Isso, garanto a você, não é uma insanidade. Insano é acreditar na veiculação da mídia de que pode-se “brincar” e até se “esbaldar” no carnaval que a vida continua depois como se nada tivesse acontecido. Essa postulação de que o carnaval seria um tempo de amnésia moral sem seqüelas tem cara do Diabo. E como tal afronta o Senhor.

Deus é Santo e Ele nos convida a vivermos em santidade. Ser santo é bom. Traz paz ao coração e alegria para a vida. Santidade jamais foi, nem será, o projeto da “chatice divina”. Ela é um dos ideais mais caros para a humanidade. Isso porque não dá para se relacionar com Jesus sem que Ele nos marque, nos mude, nos transforme. Quem ama Jesus acaba procurando andar como Ele andou (I Jo.2:6). Quem ama Jesus tem prazer na caminhada que se faz no Caminho e não nos descaminhos. Quem ama Jesus olha para esse mundo com olhar de compaixão, de serviço/ministração e não com olhar de consumo, de volúpia.

As palavras bíblicas kadosh (hebraico) e hagios (grego) são as que traduzimos como “santo”. Elas querem dizer essencialmente separado, totalmente consagrado, destinado para uma função. O Deus santo quando nos salvou nos consagrou. Recebemos em nossa conversão a Unção, isto é, o batismo com o Espírito Santo. Fomos encharcados com toda santidade do alto! E ali fomos totalmente consagrados para adoração a Deus e separados para Seu serviço, para o exercício dos dons que Ele nos deu. Contudo, o grande problema é como construir essa santidade. Queria então compartilhar algumas idéias (de uma lista que não se esgota aqui) que podem ajudá-lo(a) a viver esse projeto de Deus para nós.

1) Santidade não é um convite a reclusão (Jo.17:15, I Pe.2:11-12, Mt.5:13-14)

Ao longo do cristianismo alguns pensaram (e ainda pensam) que para viver em santidade é preciso experimentar uma desconexão com o mundo. Desliga a tv, cancela a internet, quebra o computador, descarta os cd´s de músicas “mundanas”,… tudo cheio da melhor intenção e maior devoção. Só que logo após tomadas essas atitudes descobre-se que o mal, que o desejo da carne (Rm.7) continua latejando dentro da alma. Nem o viver dentro da igreja gera essa santidade. No máximo produz “igrejade”.

Essa proposta de uma auto-exclusão foi especialmente encarnada pelos monges na idade média. Muitos viveram piedosamente. Mas eles seriam piedosos em qualquer lugar, não só no monastério, pois não é o ambiente que faz o monge e sim o monge quem faz o monastério. Contudo outros (lembra do romance “O Nome da Rosa” de Humberto Eco) sequer chegaram perto de qualquer ideal de santidade. Não é a reclusão que nos torna santos, mas a inclusão do Senhor em TODA nossa vida. É reconhece-Lo em todos os nossos caminhos. E reconhece-Lo envolve adquirir consciência plena que sou de Jesus, que pertenço ao Senhor tanto dentro quanto fora do ambiente igreja; tanto na multidão quanto na solidão. A proposta de Deus não vem pela desconexão e sim pela conexão; não vem pelo isolamento, mas pelo compartilhamento de uma vida diária com Deus. Isso nos leva a segunda idéia:

2) Santidade não se constrói com negação, mas com afirmação (I Cor.8:3; Tg.4:4; I Jo 2:15-17; I Pe.1:13-16, 3:11)

Para muitos santo é aquele que não faz, que não se envolve, que vive isolado. Santo seria aquele que tem medo de respirar o mesmo ar dos outros. Santo seria também um predestinado a redoma. Muitos vivem a vida cristã baseando-se nas negativas que tem de exercitar e nos convites que precisam recusar. Ocorre que viver pela negação não lhe conduz necessariamente à afirmação. Não é dizendo o que é o errado que se afirma o que é correto. Não é correndo do Diabo que se chega em Jesus. Quando pensamos em santidade como afirmação estamos falando do SIM que devemos dar a Deus. Não só o sim que nos conduziu a salvação, mas aqueles que também nos conduzem a santificação. Quanta coisa Deus precisa mexer em nós! Quantas mudanças o Senhor quer fazer! Quanto lixo para tirar… sim porque por vezes por conta da conversão embalamos o lixo, porém esquecemos de tirá-lo de casa (da nossa vida) para colocá-lo na lixeira… E tudo isso depende do nosso sim diário, constante, rendido, entregue ao Senhor.

Quando dizemos sim a Deus, conseguimos dizer não aos convites do mundo. Mas agora dizemos não por medo de sermos pegos, ou mesmo porque os outros dizem (aquela negativa que nem sabemos explicar o porquê dela), mas sim por convicção. Um crente que constrói sua espiritualidade pelo caminho da negação acaba se tornando muito diferente de Jesus, fica esquisito, insuportável e com nuanças de fariseu. Guarde bem isso: espiritualidade genuinamente cristã é edificada pelo sim, pelo espaço que você dá a Deus na sua vida.

 3) Santidade não gera luz própria (Cant.6:10; II Cor.3:18; Fil.2:15; Mt.6:5b)

Todo aquele que vive em santidade tem uma marca indelével: resplandece Jesus. A luz que aparece não é a da pessoa, mas a do Senhor Jesus. Isso porque a santidade enquanto reafirma os sim´s para Deus, nos leva a dar as negativas não só para convites que são do Diabo, mas sobretudo para o nosso ego. Isto é: quanto mais de Deus em nós, menos de nós mesmos (Jo.3:30). A boca de um santo fala das obras de Jesus, da vida de Jesus e não daquilo que ele tem feito em nome dEle. Nada tão estranho ao evangelho quanto a existência de gente que se diz SERVO (isto é – escravo (doulos-grego)) mas que é tão cheio de si cujo assunto é ele mesmo. Em outras palavras: se você começa a pensar em alguém como herói, como “o cara” (já que ele se promove para tal), comece a desconfiar de sua fé e da dele. Isso é tão sério que algo que possua uma fonte de luz própria acaba atrapalhando a reprodução de uma fonte maior!

Ser santo é resplandecer a Cristo, é brilhar Sua luz e não a nossa. No dizer de Salomão em Cânticos, somos vocacionados para sermos “luas” de Deus e não “sóis” do Senhor. E não é essa Luz do Senhor que o mundo almeja ver? Ele (mundo) anda em trevas. As pessoas tateam no escuro. Não possuem referenciais. Não foram estabelecidos limites para seu próprio bem. Não sabem a beleza e bonança que é viver com e para Jesus. Precisam de luz.

 4) Santidade não se mantém com ausência de sujeira, mas sim constante limpeza (Sl.51:1-3,7; I Cor.6:11; Tg.4:7-10; I Pe.1:22; I Jo.1:9)

Não só um brilho próprio pode atrapalhar o resplandecer da Luz de Deus em nós. A sujeira também pode ofuscar esse brilho. E em nome desse ideal de limpeza alguns cometem um equívoco. Acham que vida santa é uma vida de preservação pessoal, de corte de relacionamentos com pessoas somente pelo fato delas não serem crentes também. Gosto de uma frase do Pr.Ivênio dos Santos: “não é mais limpo quem nunca se suja, mas quem sempre se lava.” Se é impossível que não nos sujemos, que o pó desse mundo não se apegue em nós, é possível e factível que tomemos providência para que ele não resida conosco. Se não posso evitar a sujeira, posso não ficar encardido por ela. Daí a importância da confissão. Por isso precisamos constantemente estar aos pés de Jesus, em contrita devoção, para que o “sangue dEle nos purifique de cada/todo pecado”. Quem acha que não tem do que se arrepender, do que pedir perdão, não é santo; é convencido. Porque toda vez que olhamos (Sl.34:5) para Ele, percebemos quão indignos somos e vemos com nitidez os pecados que cometemos (inclusive os “microscópicos”, cometidos em pensamento).

Portanto, use esse período para descanso. Mas use também para reafirmar seu desejo de ser santo assim como Ele é Santo!

Pr.Sergio Dusilek

 sdusilek@gmail.com

fevereiro 13, 2012

UMA AMBIÇÃO QUE POUCOS TEM – Lc.12:13-21

Filed under: Estudos,Teologia — sdusilek @ 10:23 am

Todo ser humano normal ambiciona alguma coisa. Nesse exato momento você pode estar fazendo planos para trocar o carro ou quem sabe adquirir a primeira moto. Talvez esteja pensando em comprar uma roupa mais cara, ou quem sabe até mesmo a igreja esteja pensando numa ampliação, compra de nova aparelhagem de som, ou mesmo de uma bancada diferente. Fato é que todos nós ambicionamos, desejamos coisas que ainda não alcançamos.

A Bíblia não condena a ambição em si. Mas condena toda e qualquer forma de vida que seja reduzida ao serviço às coisas. E nada exerce tanto atrativo nesse quesito como o amor ao dinheiro. E é nesse ponto que a avareza torna uma pessoa escrava do bem adquirido ou desejado. Acaba servindo, adorando, a Mamom (Mt.6:24).

Para evidenciar que o Reino não é dos avarentos, mas sim dos que partilham dos seus bens com liberalidade, Jesus após ser instigado por um homem, conta uma parábola. Interessante notar que ao provocar uma reação em Jesus, aquele homem:

a)      Mostrava claro sinal de avareza, pois nenhum valor deu ao seu pai que havia morrido, mas sim aos bens que deixara. Ao que tudo indica essa morte não devia ter ocorrido há muito tempo. Mesmo assim aquele rapaz já estava interessado na partilha. Coisa triste, não?

b)      Acaba encomendando um juízo a Jesus. Ora, se ele via Jesus como um árbitro, devia confiar em sua deliberação e não encomendar o juízo. Ele chega dizendo o que Jesus deveria fazer (v.13). Mesmo sendo comum aos mestres decidirem, ajuizarem (aliás eles eram também reconhecidos pela sua jurisprudência), não cabe a ninguém dar uma causa a Deus e pedir a parcialidade ao seu favor.

c)      O Mestre passa então a recusar essa função. A espada que Cristo veio trazer (Mt.10:34) não é a do dinheiro, mas do Evangelho. Famílias seriam partidas por causa das Boas Novas do Reino. Não por causa de heranças. Sempre que houver espaço o Evangelho será promotor de reconciliação e não de divisão. Na verdade Jesus queria substituir a palavra meristes (grego – dividir) por mesistes (grego – reconciliar). De fato aquele homem estava ali reduzindo Cristo a um mero árbitro.

1)    Aquele homem tipifica o avarento porque só pensava em si (v.13-14)

Um dos grande problemas do avarento é que sua postura é como a da sangue-suga (Pv.30:15). Sua mão é fechada o que o impede de repartir, de dar, mas também de receber. Uma mão fechada acaba não retendo aquilo que Deus quer derramar sobre ela, porque para reter é preciso estar aberta para agarrar o que vem do céu. Tal conduta revela um elevado grau de individualismo. Isso porque pessoas avarentas se relacionam com coisas e não com gente. Acabam terminando sozinhas.

Na parábola o homem rico estava ficando cada vez mais rico – seu campo produziu com abundância (v.16). Sua preocupação então era armazenar aquilo que conseguira amealhar ao longo de sua vida profissional (v.18). Jesus propositadamente evidencia um contra-senso: ora, por que um homem já abastado, rico, quer ter mais do que possui? A resposta é uma só: por conta da sua avareza, do seu amor ao dinheiro.

Aquele homem passara toda a vida se dedicando ao ter. E quando chegou ao final descobriu que não ERA! Alguém que acredite que para ser alguém precisa ter as coisas e ostentá-las um dia descobrirá, como aquele fazendeiro da parábola, que não é nada. Toda sua riqueza não pode livrá-lo da morte (v.19-20). Se definir por aquilo que faz ou pelo que possui, por coisas externas a essência do ser, é admitir uma tremenda falta de consistência interna.

Conta-se que no enterro de um dos homens mais ricos que esse mundo conheceu o armador grego Aristóteles Onassis, vários de seus amigos comentavam sobre a herança que ele havia deixado. Num dado momento, um deles teria interrompido e dito: “é verdade que ele deixou muitos bens… mas o que ele levou consigo?”

A avareza coisifica o ser humano. Ser avarento é ser pequeno, solitário, embora o celeiro possa ser enorme. Amar o dinheiro faz com que a pessoa pense somente em si. E isso faz com que deixe de ser benção na vida dos outros. Será que você é assim?

2)    Aquele homem tipifica o avarento porque queria só ajuntar para si (v.17-18)

O Mestre vai denunciar as motivações e intenções daquele reclamante (v.13) mediante a parábola.

Qual era a marca do pensamento do fazendeiro da parábola? Ele pensava em ajuntar bens somente para si. As expressões encontradas no texto são o que “VOU” fazer? “MINHA” colheita; “MEUS” celeiros; “MINHA” safra; “MEUS” bens. No entanto, ao passo que ele ia ajuntando bens ia perdendo a sua alma (Mt.16:26). A parábola não fala de lar, de esposas, de filhos, de amigos, de sinagoga/Templo, de vida com Deus. Não havia nem uma pessoa para herdar aquilo que ele ajuntara (v.20). Ele simplesmente havia perdido sua alma.

A marca de um cidadão do Reino não é a avareza, o isolacionismo, mas a comunhão. A primeira evidência da conversão de Zaqueu foi o desprendimento de toda a avareza, pois ele doou metade dos seus bens aos pobres (Lc.19). O primeiro sinal de que o Espírito estava operando na Igreja “Primitiva” era a comunhão que eles tinham a ponto dos discípulos de Jesus, vivendo num ambiente judaico e judaizante, optarem por terem tudo em comum. E muitos como Barnabé venderam suas propriedades para depositá-las aos pés dos apóstolos afim de que os recursos fossem distribuídos (At.2:44; 4:32-36). Se houve um comunismo (entendido aqui por ter as coisas em comum) na História esse aconteceu no nascedouro da Igreja.

Tudo isso para apontar o elevado grau de serviço da igreja. Ser cristão, cidadão do Reino não é entrar em disputas de herança, mas sim buscar servir o outro.

No seu dia-a-dia, na sua agenda pessoal, existe tempo para socorrer alguém ou só para aumentar os seus “celeiros”? Gosto de uma máxima que diz: se você não vive para servir, não serve para viver! Pense nisso!

CONCLUSAO

Ambição para ter dinheiro, bens, sucesso, todos têm. Alguns até em grau de distorção como é o caso dos avarentos, sobre os quais Jesus falou nessa parábola.

Contudo há uma ambição que poucos têm. E ela está ligada a expressão final que Cristo usa no verso 21. Poucos querem ser ricos para com Deus. Já ambicionou isso alguma vez? Conhece alguém assim?

Talvez até haja uma indagação no seu coração: como ser rico para com Deus? Quero terminar este estudo dando a você uma lista não esgotável:

a)      Ser rico para com Deus e tê-lo como a riqueza maior de sua vida. É ter Deus como seu tesouro maior (v.34). Isso implica em sempre estar disposto a servir e a ter uma agenda flexível para receber a direção de Deus. Esse é seu caso?

b)      Ser rico para com Deus é ser rico de Deus! Isso implica em viver uma vida pela Graça e transbordando Graça para todos os que perto de você estão. É viver tendo a misericórdia, o amor, triunfando sobre o juízo (Tg.2:12b);

c)       Ser rico para com Deus é ser rico aos olhos de Deus. O sucesso para Deus e para seu Reino não está nos números que você possui (sua riqueza pessoal, seus celeiros). O sucesso para Deus está em sua obediência e comprometimento (fidelidade) a Ele. Noé foi um fracasso como evangelista, mas foi um sucesso como crente (Gen.6; Ez.14:14). Filipe estava “arrebentando” em Samaria até que o Espírito o levou para o deserto a fim de ganhar o mordomo de Candace para Jesus (At.8). Riqueza aos olhos humanos é quantidade. Riqueza aos olhos de Deus é fidelidade ao Seu querer. Qual é a sua riqueza hoje?

d)      Ser rico para com Deus é ser rico do galardão de Deus (I Cor.15:58; Heb.6:10; 11:6). É experimentar a recompensa que vem do Alto ou mesmo a que “lá em cima” está reservada para nós (II Tm.1:12). É se envolver na obra do Senhor com alegria e amor. É permitir que Ele o use para fazer grandes coisas.

Que tal a partir de agora almejar ser rico para com Deus?

Textos: I Tm.6:6-11; Ap.3:14-22; Ec.5:10-6:2; Mt.17:24-27; II Cor.9:6-15; Fl.4; Lc.12:13-21

[ESTUDO PUBLICADO NA REVISTA PALAVRA E VIDA DA CONVENÇÃO BATISTA FLUMINENSE NO QUARTO TRIMESTRE DE 2010]

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

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