Novos Caminhos, Velhos Trilhos

outubro 30, 2017

GLÓRIA SOMENTE À DEUS.

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 3:24 pm
“Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus.” (Rm.15:7)
Essa é uma das cinco afirmações basilares da Reforma Protestante. Uma das menos lembradas, faladas, mas ela compõe esse pentágono de teses principais pelas quais eclodiu o movimento reformador. Num momento em que a Igreja se apresentava como a Glória de Deus, como uma máscara gloriosa da Presença de Deus na Terra, coisa que podia ser visto na suntuosidade e vultuosidade de suas construções e projetos de catedrais, como a Basílica de São Pedro; numa época em que os emissários “de Deus” tinham o interesse em brilharem (o termo glória é isso, fulgor, brilho intenso) mais do que Aquele que os iluminava, mais do que o próprio Senhor, você pode imaginar o impacto que esta afirmação teve. E eu emendo: continua tendo!
Mas por que ela é necessária nos nossos dias?
Bom, a Glória de Deus continua sendo obliterada pelos ministérios desenvolvidos em nome dEle. Templos suntuosos que não abrigam a Glória de Deus mas o ego dos pastores presidentes. Ministérios que não apontam para Jesus porque são narcisísticos demais para se voltarem para qualquer outro lugar que não seja o próprio umbigo. Sim, nós precisamos revisitar o propósito da vida: a glorificação a Deus!
Contudo, a Glória de Deus não está perdida somente entre os líderes religiosos. Ela encontra esse paradoxal “eco de sua mudez” na vida de muita gente boa. Gente como você, que vai aos cultos, faz o bem, entrega seus dízimos e ofertas. Aí você se pergunta: “quando faço isso?”. Veja alguns exemplos:
1) quando você passa numa prova ou termina um curso e chama não só a alegria da vitória, da conquista, para você como também o propósito da conquista. É quando você a promoção para você; quando você a conclusão do curso para você; quando você o aumento dos recursos só para você. Que engano!!! Tudo isso é para a Glória de Deus e se atingimos alguma coisa é pela força e benção de Deus, que aliadas a nossa dedicação produzem os sonhados resultados;
2) quando você celebra os relacionamentos que são construídos através da especial e singular pessoa que você é e que Deus formou, essa celebração deve ser para a Glória de Deus. Jamais uma pessoa deve ser convertida numa coisa, num objeto para nosso uso. A dignidade da vida humana está sobre as demais formas de apreensão e compreensão da vida, inclusive as chamadas religiosas! Celebre a Deus a vida de quem lhe cerca e de quem voce quer bem. Celebre para Glória de Deus;
3) quando nossa agenda pessoal suplanta a agenda divina, deixamos de viver para a Glória de Deus. Um pequeno e objetivo exemplo disso é a freqüência/ausência dos cultos. Ora, se tudo o mais substitui nosso momento de devoção, de encontro com o Senhor; se perdemos esse momento em que a Palavra é aberta e somos confrontados sobre nossos rumos em contraponto à Glória de Deus, será que realmente nossa vida é para a Glória de Deus? Se nessa pequenina mostra objetiva isso acontece, imagina o que não deve passar despercebido na nossa interioridade…
Como bem disse Lutero: “Soli Deo Gloria”
Deus abençoe cada um de vocês.
Pr.Sergio Dusilek
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outubro 25, 2017

Congresso dos Piratas

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 12:30 pm

Conta-se que os grandes piratas que o mundo conheceu resolveram se reunir. O objetivo era mensurar, pelo levantamento da quantidade de Tesouros pilhados, quem era o maior pirata do mundo. Grandes nomes da pirataria compareceram: Barba Ruiva e Barba Negra, Perna-de-pau;   Capitão Gancho; ente outros.

Muita festa, muita confusão. Rebeldes que atuavam em causa própria, foi somente com muito custo que conseguiram colocar um ordenamento. Contudo, em seguida uma questão de ordem intransponível se levantou: como iriam confirmar o tamanho das riquezas de cada um se elas eram frutos de roubo, permaneciam escondidas e tendo os novos proprietários a fama de mentirosos? Dissolvida a assembleia, cada um se pôs ao seu navio.

Só que uma surpresa os aguardava do lado de fora da baía: inúmeros navios da força tarefa da esquadra Pública das Federações os aguardavam. Teve início uma violenta batalha naval. Vários piratas menores foram abatidos para alegria dos mais famosos. “Menos um concorrente” deliravam eles. Até que começaram a ver que só restaram suas embarcações. Aí, embora torcessem pelo naufrágio alheio, entenderam que somente sairiam dali juntos, mediante a formação de um esquadra pirata. Assim fizeram e todos se livraram mutuamente.

Isso lhe parece inverossímil? Pois é assim que me sinto ao olhar para Brasília nessa 4a feira dia 25/10. Terminado esse conto, quero dizer que os grandes piratas, os quais estão em Brasília, já perceberam que no “seu congresso” ou formam uma esquadra e se salvam, ou serão abatidos um a um, como aconteceu com os piratas menos famosos. Assim, num dia o PMDB salva Aécio, no outro o PSDB salva Temer, e por aí vai. Agora, uma coisa é certa: vamos continuar não sabendo quem é o maior dos piratas… tá tudo escondido, ou melhor: quase tudo; às vezes um suíno dá mole e entrega para a Esquadra Publica Federal 51 milhões.

Já que não vamos fazer panelaço, nem tampouco quebrar os símbolos  dos 3 Poderes em Brasília, sugiro a você a falar com quem está a sua volta para que na sua próximas eleições não votemos, nem ajudemos a eleger piratas.

Pr.Sergio Dusilek

Ps- numa rápida consulta ao wikipedia vi alguns sobrenomes de piratas que não estão longe da história do Brasil contemporâneo. Conquanto piratas fosse um termo de aplicação abrangente, denominando tanto o ladrao de cargas quanto os oficiais de marinhas rivais cuja missão era pilhar os navios carregados de tesouros de outros países, não deixa de ser sugestivo encontrar sobrenomes como Abravanel, Fleury e Cavendish na história bucaneira.

 

 

outubro 23, 2017

QUANDO DEUS MUDA A NOSSA AGENDA (Atos 16:6-13)

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 10:51 am
Frequentemente meus planos semanais de ação ministerial são alterados, radicalmente mudados. Chega até parecer falta de organização… mas somente depois dos dias, da semana é que entendo o porquê de Deus ter mudado a agenda. Sim meus queridos e queridas! Nem toda mudança de agenda se dá pelo acaso, pelos atropelos do cotidiano, pelos cálculos de tempo mal feitos (a fila do banco que demora mais, o trânsito que demora mais que o previsto)… E enquanto ficamos reclamando da perda da reunião, do tempo perdido, deixamos de ter a visão do que Deus está nos mostrando. Ele é o maior interessado em nossa agenda.
Veja o texto assinalado. Paulo tinha um plano de caminhar para a Ásia, porém Deus o queria na região do EURO… E ao tentar estabelecer seu plano inicial, sua santa agenda de levar o Evangelho a locais longínquos, o apóstolo foi impedido por duas vezes (At.16:5-7). Era Deus mudando sua agenda… O que posteriormente ele assim compreendeu e que está exalado no texto como “impedidos pelo Espírito Santo”.
Deus muda a nossa agenda porque a obra do Senhor é feita segundo a vontade dEle e não a nossa. Nossos ideais podem ser puros, mas é Deus quem os refina ainda mais dizendo onde, quando e como Ele quer que cumpramos a Sua Vontade. Nesse exato momento Deus pode estar alterando a sua agenda, sem que você ao menos se dê conta.
Quando Deus muda a nossa agenda, em algum momento Ele deixa claro que foi Ele quem fez isso. Nem toda mudança de planos é divina, embora muitas mudanças sejam planos dEle. Contudo, nas mudanças operadas por Ele em algum momento veremos (teremos uma visão (v.9)) do porquê Ele promoveu tal alteração.
Quando Deus muda nossos planos Ele o faz por um Plano Maior: nos usar para salvar vidas. A mudança serviu para salvar Lídia, sua casa, e até um carcereiro com propensões suicidas. Certamente Paulo e Silas não tinham planos de ir para a prisão… mas Deus tinha. O testemunho tinha que alcançar os presos e os livres que circulavam pela prisão.
Quando Deus muda nossa agenda nem sempre as coisas ficarão mais fáceis. Para Paulo a mudança trouxe muita dor (v.22-23) e injustiça. Lembro-me da frase de John Perkins (contemporâneo de Marthing Luther King Jr.) na luta pelos direitos humanos e pela igualdade social no Sul da América. Ao ser espancado na cela  por policiais após protestar contra a prisão arbitrária de um jovem negro, Perkins disse: “Fazer a vontade de Deus traz muita dor, mas também muita paz”. Por vezes a mudança da agenda que Deus faz nos trará alguma dor… nem sempre a porta aberta por Ele é a que nos conduz a um caminho florido…às vezes é para pisar sobre as brasas…
Quando Deus muda a nossa agenda uma alegria nos espera. E aqui falo da comunidade de Filipos, Igreja marcada pela alegria, pelo desprendimento, pelo serviço, pela cooperação com o Evangelho. Igreja que se tornou um porto seguro para Paulo. Se queimarmos os pés fazendo a vontade de Deus, saiba que uma alegria enorme nos espera mais adiante.
E aí, será que Deus vai mudar a sua agenda nessa semana? Quando seus planos forem alterados, ao invés de reclamar, procure ter a visão de Deus, do que Ele quer lhe mostrar, ou do que Ele quer que você faça. Ao ver, celebre! É um privilégio ser convidado por Deus para ser usado por Ele.
Deus abençoe cada um de vocês.
Pr.Sergio Dusilek
sdusilek@gmail.com

outubro 6, 2017

Ah! Esses professores…

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 8:14 pm

Ah! Esses professores…
A tragédia é espessa, dura, porém sempre deixa uma fresta pela qual a luz é irradiada. A própria narrativa bíblica testifica essa realidade (At.12:7).
Tal experiência não foi diferente na tragédia de Janaúba. Ver essa barbárie acentuada pela falta de uma ideologia que cegasse aquele atormentado vigia; enxergar as crianças transportadas em estado grave com cobertores térmicos; saber da morte de algumas delas… isso tudo é doído demais. Dói saber; dói ouvir; dói ver.
Mas no meio dessa tragédia, algumas luzes traspassaram as paredes calcinadas. Destaco aqui a atuação das professoras daquela creche e dentre elas, a que faleceu por proteger suas crianças. Professor que é professor exerce essa nobre função por vocação. Enfrenta um dia-a-dia tumultuado, é mau-remunerado, por vezes incompreendido, insultado; contudo, de bom grado, exerce a vocação de modo dedicado; se realiza em cada passo dado, pelas suas crianças as quais toma por emprestado. Professor é trabalho a ser exaltado, reverenciado, estimulado; Professor deveria ser reconhecido e sempre homenageado.
Se crianças se salvaram foi porque uma luz brilhou naquela sala da creche: a luz da docência, que sempre será a luz da decência.
Faltou extintor; faltou equilíbrio, faltou polícia e até bombeiros (num primeiro momento), mas não faltou professor.
Foi com os professores que Jesus, o Salvador, se identificou: era chamado carinhosamente de MESTRE. Foi através de uma professora que a salvação chegou, se não para todas aquelas crianças, para a maioria delas.
Ah! Esses professores que nos fazem tão bem, que salvam nossa vida da ignorância, que nos ajudam a conhecer e compreender a realidade, que nos apresentam a ciência, que nos inspiram com o seu saber e que nos salvam tantas vezes com suas vidas, com seus conselhos… o que seria de nós sem eles? Esses professores que, uma vez na política partidária, se destacam por uma conduta, coerência e argumentação precisa, não é mesmo #ChristovamBuarque#ChicoAlencar#RandolfeRodrigues#AlessandroMolon, entre outros?
Por um mundo com mais professores legítimos, vocacionados para a docência, minha esperança e gratidão pelos que tive e tenho.
Pr. Sérgio Dusilek

IGREJA BATISTA MARAPENDI – DEPOIS DOS 5

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 11:16 am
Em Março passado nossa igreja completou 5 anos e com isso um pequeno ciclo, o da consolidação, se fechou. Sim, as organizações (como bem lembra o Prof.Ichak Adizes) possuem seus ciclos, suas etapas de desenvolvimento. Assim é com a Igreja também.
Com o encerramento de um ciclo vem (ou pelo menos deveria vir) a reflexão. E nós não nos furtamos a ela. De fato, reconhecemos diante de Deus que não conseguimos adquirir uma propriedade, nem tampouco crescer como gostaríamos, conquanto reconheçamos que nenhum destes aspectos fizeram parte de nossas primeiras e mais importantes preocupações. Também não temos a Escola Bíblica que sonhamos, nem tampouco os grupos pequenos que almejamos. Realmente conquanto uma Igreja se faça também com números, pobres são aquelas comunidades que só olham para eles!
Se há coisas que ficamos a desejar, há muitas pelas quais celebramos. Nesses 5 anos (caminhando para o sexto) nossa igreja:
a) celebrou a vida através da apresentação e consagração, pelos próprios pais, de diversas crianças;
b) celebrou a nova vida oferecida por Cristo através dos batismos aqui realizados;
c) manteve e ampliou sua visão missionária, no sustento de obreiros que estão, hoje, na Ásia, Europa, Sul do Brasil, entre outros. São cinco anos de sustento ininterruptos da obra missionária;
d) abraçou uma congregação numa comunidade abandonada por uma igreja mãe e que, se Deus quiser, será organizada em Igreja agora em 2018;
e) participou ativamente no sustento e formação de novos obreiros, tendo já entregue ao Senhor e à denominação batista, um pastor e em breve (2018) mais 3;
f) se não conseguimos ter a melhor solução para os diversos problemas enfrentados pelos nossos membros e amigos que congregam conosco, pelo menos pudemos oferecer, como Igreja, nossa presença, nosso acompanhamento, nossa contínua intercessão por aqueles que lutam, bem como nosso braço estendido para aqueles que foram, em algum momento, prostrados pela vida;
g) celebramos o fato de que a igreja não é de nenhum pastor, mas de Jesus. Embora a colocação pareça óbvia, num tempo de lideranças cada vez mais personalistas, marcadas pelo narcisismo e pelo culto ao ego pastoral, a Igreja Batista Marapendi segue na contramão, com uma proposta de colegiado pleno, com rotatividade da presidência, o que por si só, valoriza o coletivo em detrimento do individual;
h) nesses 5 anos, todos os nossos números foram trabalhados com “chocante” transparência. Não há salários supostos, escondidos; eles são mostrados à Igreja nos seus centavos, assim como os demais gastos e investimentos que fazemos como Igreja e que são contemplados pelo Orçamento aprovado em Assembléia;
i) nesses 5 anos não tivemos nenhum abandono da liderança da Igreja. Nenhum grupo saiu da igreja. Seguimos caminhando em amor, construindo pontes sobre as nossas diferenças;
j) melhoramos em muito nosso acolhimento àqueles que chegam ao nosso meio. E celebramos cada vida que se aconchega conosco. Na IB Marapendi nós celebramos as amizades, não só os contatos superficiais;
k) celebramos o envolvimento da igreja com a ação social. Quando ainda congregação passamos dois meses subindo aos sábados com donativos para a região serrana do Rio, ofertando também nosso apoio, nosso ombro e o compartilhamento da Palavra para aquelas pessoas atemorizadas pela tragédia. Desde muito atuamos entre a comunidade carente do terreirão, com iniciativas que vão desde o reforço alimentar ao reforço escolar. Pessoas queridas como Marinauva, Marília, Alexandre, Roberto Braga entre tantos outros tem capitaneado os esforços da Igreja em favor dos desfavorecidos;
l) por fim, nessa lista que não se esgota em si mesma, reconhecemos que temos um púlpito que está longe de ser “lugar comum”. Púlpito este que convida os membros da igreja a adentrarem na realidade e não a fugirem dela. Nas diversas séries de mensagens pregadas ao longo destes 5 anos, sempre buscou-se fugir das respostas e abordagens simplórias, fruto de uma teologia rasa.
Depois dos 5, uma seleção (12)  de motivos para celebrar. Não somos perfeitos, não somos iguais às demais comunidades de fé, mas sem dúvida, Deus nos chamou para sermos o que somos, como somos. À Ele nosso louvor e gratidão pelo privilégio de servi-Lo, o que fazemos de coração (Col.3:23).
Pr. Sérgio Dusilek
http://www.igrejamarapendi.org.br

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