Novos Caminhos, Velhos Trilhos

abril 28, 2017

AS CONTRIBUIÇÕES SÃO BÍBLICAS-3 Ou Ainda: “Não dou dinheiro para pastor.”

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 11:47 pm
“Devem ser considerados merecedores de duplicada honra os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordaceis o boi, quando pisa o trigo; e ainda: O trabalhador é digno do seu salário.” (I Tm.5:17-18)
Chegamos naquilo que pessoalmente considero o ponto mais nevrálgico nessas abordagens sobre a contribuição. Primeiro por um certo constrangimento que eu, como pastor, tenho ao escrever sobre o assunto. Segundo porque sei que muitos irmãos pensam que pastor deveria procurar um trabalho… Fato é que as distorções que nos cercam e nos alcançam em conversas com amigos ou mesmo pelo que a mídia mostra, acabam alimentando uma errônea noção de que o pastor teria se tornado uma espécie de “estelionatário espiritual”. Alguns tem usado do texto bíblico acima como justificativa para a elevação dos seus ganhos, como se o marajaísmo fosse bíblico. Outros, por conta dos exageros, partem para o extremos oposto de impingir ao seu pastor uma vida suplicante, não digna. Esses contrariam frontalmente o texto acima, uma vez que o texto da Palavra manda reconhecer (não se endividar) o pastor com dupla honra (em algumas versões vem a ideia correta do texto: “dobrados honorários”)
O fato é que a Igreja precisa da condução pastoral (por mais que, eu sei, tenham alguns  que a desconduza) e que é desejável a disponibilidade pastoral, quando a igreja tem condição para isso. Perceba que sempre haverá demanda na Igreja, em termos de aconselhamentos, visitações, discipulados, reuniões, celebrações, despedidas (velórios), cultos, conciliações e reconciliações, textos para jovens, boletim, casais, etc. E não se pode “esperar” a presença do pastor, por exemplo, num hospital, se ele responde como funcionário a um chefe na empresa em que trabalha…
Necessidade sempre haverá. Trabalho também. Mas por que o celeuma sobre a contribuição e até mesmo, sobre a remuneração pastoral, especialmente em Igrejas Batistas?
Se isso pode até ser verdade em muitos círculos religiosos e em muitas igrejas, não deveria ser assim no meio batista. Isso porque toda Igreja Batista toma suas decisões em Assembleias, inclusive naquelas que é votado o orçamento. Sim,  não é o pastor que estabelece onde investir os recursos; é a Igreja, mediante análise de um grupo de membros que dedicam seus talentos para administrar a Igreja juntamente com a liderança pastoral. Procure saber da realidade salarial do seu pastor antes de dizer que seu dízimo vai para ele. Procure saber do orçamento total da Igreja: sim, toda igreja tem custos de manutenção e expansão (o que chamamos de missões). Por fim, não deixe de contribuir. A Igreja Batista é transparente nos seus números (isso não quer dizer “despimento”). Eles estão disponíveis a todos os membros (em tese). Se na sua igreja isso não é assim, sinto em lhe dizer: ela continua sendo Igreja, mas talvez não mais batista.
Pense. Ore. Pratique a Palavra. Contribua.
Pr. Sérgio Dusilek

abril 23, 2017

AS CONTRIBUIÇÕES SÃO BÍBLICAS-3 Ou Ainda: “Não contribuo porque nunca sobra”

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 4:05 pm
“Abel, porém, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta” (Gen.4:4)
O texto acima é o preâmbulo que apresenta o primeiro homicídio na humanidade. A Bíblia mostra com clareza o efeito devastador do pecado. Seu impacto gera em pouco tempo não só um homicídio. A coisa foi pior: foi um fratricídio. Caim, mesmo avisado por Deus, mata seu irmão Abel. Sua motivação: inveja da relação que ele tinha com Deus. Relação esta baseada em reconhecimento de sua fragilidade, de sua humanidade, revelada no sacrifício de um animal, que implicava no derramamento de sangue, origem do conceito da seriedade, purgamento e substituição da pena pelo pecado, cujo maior exemplo (de substituição) foi o de Jesus que assumiu a cruz em nosso lugar.
Mas a relação de Abel com Deus estava baseada também na confiança. Ele oferece “as primícias”, isto é, o seu melhor, a primeira parte, a primeira “fatia do bolo”. Aliás, pense num pequeno bolo para 100 pessoas, incluindo Jesus. Nessa figuração, você daria o melhor pedaço a Ele, que ninguém vê? Ou se sobrasse, figuradamente falaria para Ele: “olha aí Jesus, até que sobrou! Fique à vontade.” Nosso orçamento em tempo de crise é mais ou menos assim. Um pequeno bolo para 100 convidados (que são as nossas contas!). E lá vamos nós cortando fatias quase transparentes de tão finas para fazer “o bolo render”. A contribuição para o Reino de Deus, a contribuição na Igreja? Ora, se sobrar…
Abel tinha uma relação de confiança em Deus. Quando nossa vida está nas mãos dEle, entregamos o que há de melhor, porque sabemos de antemão que Deus sempre tem o melhor para nós. Nós confiamos, porque nEle descansamos. Assim era Abel… uma vida simples, mas apegada ao Senhor.
Perceba: o convite é para você confiar. O convite é para você exercitar o privilégio da contribuição. O convite é para que você saia do lugar comum da sobra, e caminhe para o diferencial de uma vida de fé, de descanso em Deus e de confiança nEle. Não é para fazer com medo. É para entregar as primícias, fazer com alegria e reconhecimento por tudo que Deus tem feito (esta é a figura do rebanho de Abel) para e com você.
Pense. Ore. Pratique. Exorcize o escorpião do seu bolso.
Pr. Sérgio Dusilek

abril 22, 2017

Três Pensamentos sobre a crise a partir do Dilúvio

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 9:36 pm
  1. Nossa  atual crise, embora gravíssima, não é maior do que a época do dilúvio. Naquele período, até Deus entrou em crise… Fez uma revisão geral do processo Criativo. O escritor bíblico também entrou em crise… como registrar a “meia-volta divina”?

2. Em toda crise Deus abre pelo menos uma porta. Bom, se até os animais conseguiram encontrar a porta da Arca, por que não conseguiríamos encontrar a nossa também?

3. Toda crise tem um fim (finalidade e temporalidade); nenhuma crise é eterna. E o fim da crise é tanto o nosso refazimento (nossa moldagem é o caráter existencial teleológico da crise) quanto o recomeço. Lembre-se: há um arco-íris anunciando um novo começo para cada um de nós.

abril 18, 2017

AS CONTRIBUIÇÕES SÃO BÍBLICAS-2 Ou Ainda: “Quem administra o dinheiro do Senhor sou eu!

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 4:14 am
“Tua é, ó Senhor, a grandeza, e o poder, e a glória, e a vitória, e a majestade, porque teu é tudo quanto há no céu e na terra; teu é ó Senhor, o reino, e tu te exaltaste como chefe sobre todos. Tanto riquezas como honra vêm de ti, tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo. Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos, e louvamos o teu glorioso nome. Mas quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos fazer ofertas tão voluntariamente? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos.”
“E o povo se alegrou das ofertas voluntárias que estes fizeram, pois de coração as haviam oferecido ao Senhor;” (I Crônicas 29:11-14, 9a)
 O texto bíblico reproduzido acima é o registro da liberalidade com que o povo de Israel participou, sob a liderança do Rei Davi, da campanha de arrecadação para a construção daquele que ficou conhecido como o “Templo de Salomão” (1-de Salomão porque foi no reinado dele que foi construído; 2- não se espante: aquele era o legítimo, o do Edir Macedo é a cópia fake). O coração de Davi, que igualmente foi tomado por essa contagiante liberalidade (I Crônicas 29:3-5), registra em louvor uma máxima de quem já é de Jesus: sabemos que tudo que existe, que temos e somos vem dEle. O que nos remete para o conceito de mordomia (Lucas 16:1-13).
Ora, mesmo tendo bens em nosso nome, segundo a mais fina teologia bíblica, devemos reconhecer que somos tão somente mordomos. Nossas aptidões, capacidades, habilidades, talentos e dons espirituais vêm dEle. Nossos recursos, ganhos com trabalho dedicado, também vêm dEle. E no conceito de mordomia, todas as coisas SÃO PARA ELE. Isso equivale a dizer que embora o mordomo acabe desfrutando daquilo que pertence ao seu Senhor, ele sabe que tudo aquilo que está sob seu cuidado, sob sua guarda e aplicação, pertence a Jesus. Daí se depreendem duas lições: a primeira, da razão da alegria que deveria invadir o coração de cada um de nós ao contribuir; a segunda, que não faz sentido, não há qualquer espaço para não contribuição, mesmo que seja a famigerada alegação: “como mordomo, é melhor que os recursos fiquem comigo pois eu os administro melhor do que a igreja”.
Bom, pode até ser que você administre melhor do que qualquer um que faça parte do corpo administrativo da sua Igreja, conquanto tenhamos que admitir que tal fato é difícil de provar. Contudo a questão é a mordomia: os recursos não são seus, não são nossos; são dEle. Nesse sentido a entrega das contribuições na Igreja (dízimos e ofertas, mas sobretudo o coração) é além de bíblico, pedagógico, pois lembra-nos a todo tempo que os recursos não são nossos, são de Deus. Tanto a parte que é depositada no gazofilácio, quanto a que fica conosco. Se até a parte que deveria ser destinada exclusivamente para a obra de Deus é retida, então parece mais certo pensar que não são os recursos (dados por Deus) que estão sob nossa conta/cuidado, mas sim que nós é que estamos debaixo dos recursos! Lembre-se: é tudo dEle (“Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos”).
Pense. Ore. Seja praticante da Palavra. Experimente a alegria que é contribuir para a obra do Senhor.
Pr. Sérgio Dusilek
sdusilek@gmail.com

abril 10, 2017

AS CONTRIBUIÇÕES SÃO BÍBLICAS

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 2:55 pm
AS CONTRIBUIÇÕES SÃO BÍBLICAS
“Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Susana, e muitas outras que os serviam com os seus bens.” (Lc.8:3)
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, SEM OMITIR AQUELAS.” (Duro discurso de Jesus contra os fariseus – Mt.23:23)
“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. (…) em tudo enriqueceis para toda a LIBERALIDADE” (2 Corintios 9:7, 11a).
Além desses textos mencionados existem outros tantos no Novo Testamento que dão conta da participação financeira no sustento da obra de Deus. Aliás, toda e qualquer expressão religiosa vive, ou sobrevive (a diferença aí é diretamente proporcional à fidelidade e liberalidade dos seus membros/seguidores) da participação financeira de quem a compõe. Estranhamente alguns têm defendido que a entrega de dízimos e ofertas “caducou”. Mais estranhamente ainda é que muitos que professam essa terminologia vivem dos mesmos dízimos e ofertas, quando não defendem sua prática na sua comunidade de fé, embora na internet professem outra coisa.
Perceba que Jesus não recriminou o dízimo, porém condenou o uso deliberado dele como instrumento da compensação da consciência. Ele também teve seu ministério viabilizado por conta dessa prática como vimos acima. Paulo, apesar de não usar o termo dízimo, fala em contribuição com o coração, com alegria, com liberalidade. Para aqueles que acham que Paulo aboliu o dízimo, eu diria que ele “piorou” as coisas para quem oferta: quem dá com coração e o faz com alegria e liberalidade jamais fica em 10%… ultrapassa.
Nós fazemos parte de uma comunidade de fé. O sustento para os missionários, para a manutenção das atividades, e também para os novos desafios não está fora de nós. Está dentro, na própria Igreja. Nesse sentido, enquanto temos um grupo de irmãos fiéis que contribuem com liberalidade, é bem provável que tenhamos outro grupo que infelizmente ainda, não faz parte do sustento ou se o faz, não o realiza com “o coração e com alegria”, como fruto do “amor de Deus”. Bem, se é para não sustentar, que pelo meno seja por conta da recessão do país ou mesmo da incompreensão. Mas jamais por pensar, ou mesmo dizer que tal contribuição não seja bíblica ou neotestamentária.
A grande questão que fica é: se Jesus falou do dízimo; se Jesus e Paulo  viveram de contribuições; caso você estivesse lá, naquela época, você faria parte do grupo que viabilizou o ministério deles ou do grupo do qual se eles dependessem, teriam dificuldade em ter tempo para ministrar? Pense. Reflita. Ore.
Pr.Sérgio Dusilek
sdusilek@gmail.com

Blog no WordPress.com.