Novos Caminhos, Velhos Trilhos

março 24, 2017

MISTURAS

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 12:16 am

Misturas
Para um povo resultado da mistura (miscigenação de raças);
Para um povo que mistura tão bem o feijão com o arroz, que promove o baião de dois;
Para um povo eclético na música: produz tanto um Djavan quanto um Latino; de João Alexandre a Lázaro;
Para um povo que mistura as crenças, que lota reuniões espiritualistas/animistas em templos evangélicos;
Para um povo que viu um prédio ruir pela mistura de produtos estranhos ao processo da construção civil;
Para um povo que já soube da mistura de formol ao Leite, fato este investigado, mas não restrito, no Sul do país;
Para um povo que cansou de comer hortaliças misturadas aos mais potentes pesticidas, muitos dos quais proibidos nos países-sede dos seus laboratórios;
Para um povo que faz uso de uma água tratada misturada;
Para um povo que usa gasolina batizada;
Para um povo que toma medicação trocada, misturada, “placebada”;
O que é mais uma mistura, a da carne maturada?
Somos um povo que tolera a mistura dada;
Somos um povo que engole a mistura partidária no congresso encastelada;
Somos o povo que vê o cisco, mas diante da “trave” preferimos não ver nada;
Até quando viveremos essa vida alienada?
Até esperarmos que a nossa sorte seja mudada?
“Vem vamos embora” pois a hora é chegada,
De lotar as ruas e dar um basta nessa palhaçada.

março 6, 2017

Sobre Navegação e Naufrágio.

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 11:19 am
Sobre Navegação e Naufrágio

A vida é como uma navegação. O barco pode ser desde uma instituição (como a família ou a igreja, por exemplo) à uma estrutura social (empresa, governo, transporte de passageiros) que nos conduz de um lugar, onde estamos, para outro, onde pretendemos e queremos chegar. Os portos são as paradas. As tempestades são as intercorrências que encontramos na vida. É com esse pano de fundo que lhe convido a ler Atos 27, a experiência de um naufrágio com o apóstolo Paulo. A partir desse texto, sugiro a você as seguintes lições:

1) Há navegações difíceis e longas – a diferença da tempestade de Paulo para a tempestade dos discipulos com Jesus no Mar da Galiléia é que esta última foi de curta direção, enquanto a de Paulo durou muito (veja os versículos 7-14, 20,27). O problema é que nosso organismo não está preparado para suportar longas pressões… Soma-se a isso a pergunta onde Deus fica nesse processo todo? Para sua reflexão cito Gustaf Áulen, teólogo sueco:
“Deus não deseja que aconteça tudo o que realmente acontece. Mas tudo o que acontece torna-se objeto da sua vontade. Nada lhe é indiferente.(…) Segundo a fé cristã, Deus efetiva a sua vontade até naquilo que a Ele se opõe.”[AULÉN, Gustaf. A Fé Cristã. p.171] 
2) Em navegações difíceis e longas, costumamos receber avisos (v.10,22,33-34). Alguém que entrasse no barco no verso 30 poderia se perguntar se Paulo não sabia o que ia acontecer, se ele não tinha antevisto aquela situação. Em caso afirmativo, por que então ele não avisou? Mas lembre-se… isso é para que entra no verso 30… Há uma história por trás. Há tratativas, avisos que foram dados antes… conselhos foram dados. Só que parte das tempestades que enfrentamos na vida advém da nossa ausência de escuta. Para quem entra no barco depois, não se deixe enganar… todo barco contém e conta suas próprias histórias.
3) Navegações difíceis e longas trazem perdas, mas também possibilidade de de esperança (v.18,19, 22-26). O texto diz que a carga foi jogada ao mar, assim como os aparelhos do navio. O barco ficou à deriva. Nessas horas de profunda crise nossos valores são reposicionados. O que é essencial fica; o que é supérfluo vai embora. Isso porque quando encaramos um tufão, só há duas coisas a fazer: confiar em Deus (lembre-se: o barco pode estar descontrolado, mas Deus continua no controle) e deixar o barco ser levado pelo período que incidir esse tufão. Lutar contra o tufão é teimosia. Uma força descomunal da natureza não pode ser enfrentada por mim, ou por você. Precisamos é encontrar nessas horas o melhor abrigo para que o tempo se encarregue da passagem do tufão.
Contudo, nesses momentos a esperança pode renascer. Isto acontece pela ministração da Palavra de Deus (v.22-25; 34-36). Deus manda anjos, mensageiros dEle para nos reanimar. O que não pode acontecer é que fiquemos tão mergulhados na nossa dor que deixemos de ouvir essas palavras de ânimo.
4) Quando as perdas nas navegações difíceis começam, nós passamos a nos perguntar se vamos conseguir atingir aquela meta proposta. Por vezes entramos numa estrutura social (barco) para poder atingir um objetivo e… agora? Como chegar lá? Nessas horas de tempestade, de navegação exaustiva, é preciso relembrar a Palavra que Deus nos deu. Para Paulo, Deus tinha dito que importava que ele testemunhasse de Jesus em Roma, para a corte (Atos 23:11). Na hora do naufrágio interno (que acontece antes do externo), causado pelas dúvidas, pela incredulidade, reavive, relembre a última Palavra que Deus lhe deu. Se agarre a ela, pois o que Ele falou Ele vai cumprir. Por exemplo: foi um voto de casamento? Permaneça firme, apesar das tempestades.
5) Ao questionar se vamos chegar ao nosso destino automaticamente pensamos em pular do barco. Foi assim com os marinheiros daquele navio onde Paulo estava (v.29-32). Contudo a salvação, a preservação da vida estava na permanência da união dentro do barco. Para alguns a salvação está no mar. Só que o mar só salva quando Deus nos manda pular para lá. Sem a autorização de Deus o mar é lugar de morte.
Pensemos nessa figura aplicada a Igreja. Estamos todos juntos dentro do mesmo barco (IB Marapendi) e por vezes pessoas estão passando por longas tempestades conosco. Algumas acabam resolvendo pular do barco, no melhor intuito de se salvarem. Contudo a Palavra de Deus a Paulo foi para que todos ficassem no barco. Tempo de ficar unido, cada um animando seu irmão, enquanto todos aguardamos a salvação do Senhor (Salmo 62).
6) Por vezes navegações difíceis terminam em naufrágios. É quando aquela estrutura social (casamento por exemplo) se despedaça. Nessas horas vem uma pergunta existencial: o naufrágio é o meu fim? Não, não é. Pode ser o fim de uma estrutura, daquele modo de concebê-la. Deus pode dar uma nova estrutura, seja nova-nova, seja a antiga totalmente refeita!
Paradoxalmente o naufrágio, conquanto nos molhe, nos enxarque, é também o momento em que experimentamos a salvação do Senhor (v.41-44). A Bíblia diz que todos os 276 integrantes daquele barco se salvaram. Àqueles que a vida ensinou a nadar, pegaram um “jacaré” e foram dar na praia. Aos que não aprenderam a dar braçadas coma vida, estes usaram pedaços/tábuas dos destroços do navio para igualmente chegarem na praia. De modo que, seja com a expertisse, seja com as “taubinhas”, todos lá chegaram.
Todos saíram diferentes, pois foram imersos na salvação do Senhor, bem como convidados a aprofundarem o relacionamento com Ele.
Termino dizendo que mesmo que o céu só ofereça a você, já por longos dias, escuridão, chuva e ventos fortíssimos, não saia do barco (há não ser que Deus expressamente mande). Quem fica no barco experimenta a salvação do Senhor, ainda que ela se processe com um naufrágio.
Ao compartilhar esta reflexão segue meu desejo e oração para que você experimente a salvação do Senhor. Desejo que o barco fique inteiro e que você salte no porto de destino “sequinho” e renovado. Contudo, se o naufrágio, ou algum tipo de naufrágio vier, que você sobretudo experimente a poderosa SALVAÇÃO do Senhor, ainda que para tanto, seu “batismo” (mergulho no mar) venha antes.
Com carinho,

Pr.Sérgio Dusilek

sdusilek@gmail.com

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