Novos Caminhos, Velhos Trilhos

junho 19, 2012

DEFININDO PRIORIDADES – LUCAS 10:38-42

Filed under: Estudos — sdusilek @ 10:18 pm

Definindo Prioridades…

 

Tenho aprendido com a vida que muita gente boa se perdeu no processo de crescimento espiritual, emocional e profissional simplesmente porque não estabeleceu prioridades. Uma coisa é discerni-las, outra sabê-las; outra completamente diferente é estabelecê-las. De um modo geral o ser humano tem dificuldade de estabelecer suas prioridades. Isso porque normalmente damos muito valor ao que os outros valorizam, mas não ao que realmente importa. Um exemplo bíblico clássico está em Lucas 10:38-42. Trata-se da proximidade de uma família de Betânia com Jesus, composta por Lázaro, Marta e Maria.

 

Prioridades são importantes porque sempre vai aparecer algo para fazer. Nessa sociedade extremamente ocupada na qual vivemos, nesse tempo “martiano” é praticamente uma “gafe” dizer que voce possui um tempo livre. Nós somos instados a preencher os horários do descanso! Por isso, não se iluda: sempre vai ter algo para você fazer, na hora da sua devocional, no momento do culto com a igreja. A era da informação, esse momento tecnológico que vivemos faz com que sejamos achados até quando “nos escondemos”. Estamos tão ocupados e com coisas que não trazem sentido, realização, que Henri Nouwen chegou a afirmar que a humanidade sofre de um tédio não pela falta do que fazer, mas sim pelo seu excesso. É como o processo alienante que se estuda em Administração de Empresas com a implementação do modelo “Tempos & Movimentos” por Henri Ford e a curva de declínio ao longo do tempo na linha de produção. Muito trabalho, pouco significado.

 

Não se deixe absorver por preocupações que por vezes não merecem nossa atenção, nem tampouco boa parte do nosso tempo. Nem se deixe levar “pela toada” social que apregoa a frenetização da vida. Estabeleça prioridades, antes que apareça algo para fazer e roube o que há de melhor (v.40,42).

 

Se é verdade que precisamos de prioridades, mais ainda é a necessidade de termos o nosso tempo com Jesus como a prioridade maior. Estar com Jesus é a melhor parte. Ouvir as Palavras de Jesus é o que interessa, pois elas permanecerão (Is.55). A boa parte, a melhor parte não será tirada. Essa foi a garantia de Jesus para gente como Maria (Lc.10:42). Como bem disse Bill Hybels, justamente porque somos atarefados, ocupados demais é que não dá para deixar de orar. Por conta de um ritmo de vida cada vez mais frenético, mais aflitivo (thetlimene – preocupações ansiedade) que por vezes faz com que pessoas percam o espaço do quarto, da devoção, é que o culto comunitário, a reunião como igreja deveria ser Inegociável. Se infelizmente para uns o único momento na semana de parar para ouvir Deus é o culto de domingo, este deveria então ser sacralizado, separado na agenda de cada um.

 

A prioridade (premência) da espiritualidade é importante porque ela nos ajuda a reagir diante das adversidades da vida. Em João 11, o apóstolo do amor relata como as irmãs reagiram diante da mesma trágica notícia: a morte de seu irmão, Lázaro. Marta (João 11:20,21) quando soube da chegada a Jesus se movimenta, vai correndo a ele e diz as mesmas palavras que Maria vai dizer (11:32), mas com outra postura e certamente entonação. Uma chega com certa revolta, outra com adoração. Da última vez que estiveram com Jesus, Marta se agitava, e Maria se quedava. Dessa vez, a da hora da dor, Marta continuava se agitando e Maria novamente se curva aos pés do Mestre. Fica muito claro, por pior que seja a dor, não o estereótipo do enfrentamento que muitos defendem, mas o resultado dessa vivência e convivência debaixo da influência e das Palavras do Senhor Jesus.

 

Isto posto quero desafiar a você a:

 

1)      Santificar o domingo a noite. Querem marcar algo contigo para o domingo a noite? Chegue adiantado e saia ou avise que vai chegar atrasado, depois do culto. Mas não negocie, pelo mesmo fato da vida estar muito corrida, esse tempo de sentar-se para ouvir as Palavras de Jesus;

2)      Defina sua prioridade antes. Estabeleça para você as coisas inegociáveis. Espero que na sua escala de valores esteja o nosso único culto semanal (pelo menos por enquanto);

3)      Tenha expectativa para a fala de Deus. Se temos que ter algum tipo de preocupação, de ansiedade (de thetlimene), que seja do ouvir a voz de Deus e seu direcionamento para nós.

Termino enfatizando que há uma promessa de Jesus nisso tudo: a melhor parte não será tirada. Decida hoje escolher a melhor parte e seja honrado pela promessa de Jesus.

 

Com carinho,

Pr.Sergio Dusilek

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junho 13, 2012

Cuidado com o que fica para trás!

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 3:46 pm

Cuidado com o que fica para trás!

(II Samuel 3:22-30)

Coisa difícil é conviver com algo mal resolvido. Por mais que você tente esquecer, por mais que você sublime ou mesmo recalque, por mais que tome todos os cuidados para que aquele assunto não venha à baila, ele um dia, creia nisso, acabará emergindo. Coisas mal resolvidas são como submarinos: têm boa autonomia na imersão, passam muito tempo no fundo do mar, mas uma hora acabam por subir.

 

Foi assim com Joabe. Aquele que se destacara como o General dos exércitos de Davi, tinha algumas pendências com o General da casa de Saul chamado Abner. Vale a pena lembrar que o povo de Deus estava dividido, lutando entre si após a morte do rei Saul (II Sam.3:1). De um lado aqueles que apoiavam a dinastia do falecido, e que tinham Isbosete agora como rei; de outro aqueles que apoiavam o rei de fato, aquele que fora ungido por Samuel, a Davi. Aliás, não é assim que muitos se encontram: lutando entre os ungidos e os estabelecidos?

 

A primeira pendência está ligada a posição. Abner viu que o governo de Isbosete não tinha futuro. Foi então negociar o apoio dele e dos demais líderes a Davi (3:10). Joabe não estava lá durante esse encontro (3:22). Certamente temeu por sua posição (Tg.3:14-17). Perceba uma coisa: muitos dos conflitos ou o que está por detrás dele reside numa suposição, numa estória mal contada. Uma coisa é você ter um enfrentamento sabendo de alguma injustiça; outra, totalmente diferente, é lutar contra algo que nunca existiu! Isso lembra as quixotescas estórias que Cervantes contava sobre o homônimo personagem que via em montes de feno, inimigos armados! Se Joabe tivesse parado para ouvir Davi talvez as coisas pudessem ter tomado um rumo diferente.

 

Nessas horas de suposição, pare para ouvir. Mas ouça quem tem sabedoria e conhecimento do assunto. Joabe (3:24-25) só falou, não ouviu. Aqui vale a recomendação de Tiago 1:19.

 

A segunda pendência tem haver com algo que ficara para trás. Numas das batalhas entre a casa de Saul e a de Davi, Abner acabou matando (mesmo não querendo) a Asael, irmão de Joabe (2:21-23). E agora essa dor não consolada, esse sentimento não resolvido cobrava a sua conta. Numa estratégia, Joabe engana Abner e o mata à porta de Hebrom (3:27,30).

 

O que acontece quando as coisas ficam para trás, isto é, mal resolvidas?

A)     Faz com que tenhamos leituras erradas das pessoas e de suas atitudes. Não foi assim que Joabe maldou a atitude de Abner de procurar a Davi para negociar a paz?

B)      Nossa mente se volta para planejar e arquitetar coisas ruins. Literalmente viramos oficina do Diabo. Não foi isso que Joabe fez(v.26)? Ao invés de nos esforçamos par ao bem, nos entregamos para o mal.

C)      Coisas mal resolvidas produzem feridas maiores. É igual a “lei do desconto”. Nunca, “numa brincadeira”, o desconto sai igual, na mesma proporção, que a provocação inicial. O sentimento amordaçado de Joabe fez com que ele matasse uma pessoa e trouxesse maldição para si e para sua casa (3:29).

 

Mas o que fazer então diante de situações que não foram resolvidas? Quero aqui dar algumas sugestões do que Joabe e, por conseguinte cada um de nós, poderia ter feito;

1)      Deixe o assunto na esfera que lhe pertence. Não o tenha como pessoal. A morte de Asael fora uma fatalidade do trabalho (eles eram guerreiros). Abner tentou evitá-la, mas chegou um momento que ou era ele ou o filho de Zeruia. Joabe tomou isso como algo pessoal. Não leve para o lado pessoal aquilo que é profissional. Trate do assunto na esfera/ambiência competente.

2)      Se tem algum assunto mal resolvido, um clima esquisito, marque um encontro, mas não vá só. Leve mais alguém que possa, caso seja necessário, não só testemunhar a conversa mas principalmente mediá-la. Nós estamos falando de algo que ficou mal resolvido, inacabado. A visão de outra pessoa pode muito nos ajudar a enxergar as coisas como elas realmente são.

3)      Fique com a última palavra do Rei (3:22,23). Se o rei o despediu e ele foi em paz, por que Joabe deveria procurar briga? Numa situação que você esteja experimentando algo mal resolvido, busque as Palavras do Rei – Jesus. E fique com o direcionamento que o Senhor vai lhe dar.

Deus lhe ajude!

Com Carinho,

Pr.Sergio Dusilek

junho 7, 2012

Rapidas…

Filed under: Cultura — sdusilek @ 2:23 am
O Pais, o Futebol e a INJUSTICA…
1) Lei da Copa concede 50% de desconto na compra de ingresso para usuarios do Bolsa Familia. Epa! Pera ai! O Bolsa Familia nao e para gente que nao tem o que comer? Nao e para comprar alimento? Nao e um AUXILIO? Como entao gastar esse ou outro (e se tiver outro nao deveria ter esse) dinheiro com ingresso?
 2) Governo concede auxilio de R$3.800,00 para os jogadore…s que ganharam a copa do mundo com idade acima de 65 anos. Epa! Pera ai! Nao e no INSS que ha um rombo? Eles nao ganham salarios estratosfericos? Sei que muito jogador passa dificuldade, mas os da selecao vivem de modo abastado. Por que o pais tem que arcar com o modo irresponsavel de muitos viverem? Quer dizer que o cara ganha salario altissimo, torra esse recurso dissolutamente, e depois o INSS tem que dar uma mesada?  Ah! Por Favor!
3) Fazendo uma pequena digressao aqui, imperdivel nessa epoca de CPMI estao as cronicas de Jabour no Jornal da Globo.
Pr.Sergio Dusilek

junho 5, 2012

O que fazer quando não se há nada para fazer

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 4:09 pm

Poucas coisas são tão difíceis quanto a contemplação da limitação. Ora ela vem por um elevado estágio de autoconhecimento que faz com que compreendamos até onde vai nosso potencial; ora essa limitação vem do ambiente onde estamos inseridos. Se você já foi assaltado (rendido como eu) sabe quão frustrante é o sentimento de humilhação e limitação que se vivencia a partir de um contexto (o do roubo). Há culturas organizacionais, valores (?) comunitários que tolhem nossa capacidade. Resultado disso: frustração, questionamento da vocação, perplexidade, revolta e em alguns casos, renúncia.

 Os idealistas são os que mais sofrem com isso. Tantos planos e sonhos… mas as coisas não acontecem. A resistência é brutal, principalmente em organizações de cultura familiar ou de ausência de identificação do dono (exemplo clássico desse caso são as de cunho religioso). Por vezes não sobra outra alternativa senão a auto-violência ou a saída “do barco”. Não poucas vezes culpa e perplexidade invadem o coração de quem assim se percebe. Contudo, sinceramente falando, isso deveria ser a última coisa a permear o coração de um idealista.

Para você que vive essa tensão que dilacera a alma trago à baila um certo dia em que Jesus lançou um lamento sobre três cidades que não mudavam por nada (Mt.11:20-24). Tantos milagres, tantas palavras majestosas proferidas pelo Mestre, mas não houve arrependimento. Não houve mudança. Parece que há situações, culturas, ambientes tão enclausurados sobre si mesmos que nem Deus dá jeito… Uma tristeza! De certa forma isso traz algum consolo para nós: nem tudo que precisa de reparo vai ser consertado. Foi assim com Jesus, será assim conosco.

Sendo assim cabe-nos, das alternativas, a menos pior (por vezes a vida nos coloca entre o ruim e o pior…):

A)     Não fazer nada. Literalmente cumprir tabela/horário/papéis e ir embora. Só registro que é assim que se produzem os mentecaptos.

B)      Aceitar o convite do pragmatismo e acomodar nossos valores por baixo. Convencer-se de que a vida é assim mesmo e abrir mão de ideais. Lembro tão somente que esse ato de abrir mão de ideais se traduz numa morte lenta;

C)    Fazer a oração da serenidade “Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras”. E viver, ou aprender a conviver com essa realidade bem diferente do que era para ser. Nesse caso não se aceita, não se rebaixa os valores, mas aprende-se a “engolir os Zagalos”;

D)    Lamentar a realidade existente e procurar centrar forças num microcosmo que seja alvo de sua influência. Mesmo tendo a visão macro é se contentar com alterações no microcosmo;

E)      Manter a identidade, os ideais e pular fora desse contexto contrário. Nenhum ideal, nenhuma organização vale a nossa saúde. Se você não consegue evitar esse nível de afetação o caminho é a porta. Saia com vida porque somente com ela é possível passar por outras portas.

Que Deus lhe dê sabedoria e discernimento para as escolhas que precisam ser feitas. Sempre lembrando, como bem assinalou Irvin Yalom, que toda decisão envolve uma morte, uma renúncia. Que suas decisões, além da morte intrínseca ao processo da escolha tragam cada vez mais vida para você. Essa é a minha oração.

Com Carinho,

Pr.Sergio Dusilek

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