Novos Caminhos, Velhos Trilhos

junho 27, 2017

Batistas e Ditadura Militar

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 1:35 pm

Se você deseja, ou tem curiosidade em saber o que aconteceu com os Batistas da Convenção Batista Brasileira, pelo menos numa parte da história, acesse:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-85872016000100074

 

 

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junho 12, 2017

Uma Utopia para Viver: SEM LEI. SEM LEI??

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 7:01 am

Ao nos depararmos com o trecho final de Gálatas 5:19-23, Paulo fala de um modelo ideal de sociedade construída a partir de indivíduos regenerados por Deus. Ao contrário do que pensavam (e pensam!) os judaizantes, não era a Lei que resolveria o problema da carnalidade em suas mais variadas manifestações; nem tampouco a coibição da liberdade individual pela Lei. É pelo caminho da liberdade, sinal da presença do Espírito Santo (II Cor.3:17) que a exuberante vida espiritual se manifesta.

Ao longo do citado texto, se fizermos uma leitura honesta diante da Palavra, muitas vezes vamos nos ver nas obras da carne (para nossa vergonha), e outras tantas vezes, conquanto queiramos, não nos veremos nos “sabores”, “gomos”, do Fruto do Espírito. De fato essa tomografia espiritual que Deus faz com todo aquele que lê a Bíblia de coração aberto é chocante, desconcertante. Por vezes descobrimos que temos menos do Novo e mais do Velho e não o ideal inverso.

Mas não queria aqui, nesse momento, delinear a pequenez humana. Gostaria de convidar você a ter uma outra e nova visão, que ao longo e pela via do texto que se segue, sua mente fosse preenchida por essas santas imagens. É um convite para conhecer um lugar especial… ideal.

Lugar este onde não há leis. A liberdade é plena, mas sua regulação está no interesse (desinteressado) pelo OUTRO. Lá, nenhuma ação espera retorno, reciprocidade; nem tampouco fazem da gratidão um motivo de espoliação, de dominação. Não há necessitados, pois todos vivem com aquilo que é suficiente. O amor reina, as diferenças se dissipam; a igualdade impera. Violência??? Ela inexiste naquele local. A justiça corre perene. Não meus queridos, a sociedade ideal não vem da Lava-Jato; vem da ausência de posto.

Lá não há tribunais, juízes, advogados, “partes”. Quando há divergências chega a ser constrangedor… cada um abrindo mão do seu direito… as pessoas resolvem as pendências com mansidão (cada qual abrindo mão do seu direito). Ora, se os “litigantes” abrem mão dos seus direitos, o que fazer?

Não vi traição da confiança, nem soube da deslealdade nos relacionamentos. A fidelidade é um adorno, um broche lindo e visível em todos, do menor ao maior, do mais velho ao mais tenro.

Há uma alegria contagiante no ar. As crianças brincam, as pessoas sorriem mesmo sem posarem para foto. É uma alegria sincera, daquelas que brotam do coração e formoseiam todo um rosto.

Falo a vocês de um lugar onde não há partidos, dissensões, nem contendas. Quando muito, desentendimentos, mas que não chegam ao “status” de conflitos. Lugar no qual o oxigênio parece feito e com gosto de paz. Você não vê, mas sente aquele frescor renovador no ar. Cada esquina, avenida, ruela, é um convite convite ao descanso, ao relaxamento. Não vi redes, porém elas bem poderiam estar por ali…

Nesse paraíso vi os mais inteligentes dispenderem tempo para explicar coisas realmente difíceis aos menos capacitados. Quando se trata do outro, não há a noção de perda de tempo. Até nisso a paciência podia ser vista. Mas também a vi sendo dispendida na direção daqueles que me pareceram ser mais inconvenientes, “chatinhos” talvez. Sim, havia uma glamourosa paciência, a qual era exercício para a boa convivência.

Vi pessoas amantes do bem. Vi pessoas PRATICANTES do bem. Não encontrei uma pessoa sequer que não fosse boa. Não havia violência, nem tampouco vingança. Também pudera: naquele local não havia e não há retribuição. Isto porque o amor é vivido, doado, espargido. Não é à toa que as ruas dão grandiosas melancias do bem e doces abacaxis do que é bom.

Contudo, certa hora vi aquilo que me pareceu ser um acidente. Um senhor, ao que tudo indica, desavisadamente, acabou machucando uma criança com seu veículo. Nada grave. Confesso, porém, que fiquei tenso ao ver o pai correndo para acudi-la. Só que a tensão foi transformada em surpresa, ao perceber que aquele pai não afrontara, não confrontara, nem agredira àquele senhor. No completo domínio de suas emoções, socorreu, ouviu o que acontecera, manifestando compreensão e lamento. Nunca havia visto nada assim…

Qual é o nome deste lugar? IGREJA. Seu endereço: Av. das Estrelas, S/N (sem número duas vezes: a) primeiro porque não tem mesmo; b) segundo porque ela não tem número pré-estabelecido de integrantes…), Céu. MAS PODERIA SER AQUI, se:

  • buscássemos a Deus, seu Espírito Santo;
  • Andássemos pelo Espírito Santo (Gl.5:25);
  • Vivêssemos pelo Espírito Santo (Gl.5:25);
  • Déssemos o FRUTO do Espírito Santo.

Não meu querido, minha querida. Não pense, nem diminua o sacrifício de Jesus à uma bendita salvação individual. Esta é só o começo… Ele quer construir uma sociedade ideal e a ela chamou de REINO DE DEUS. Essa construção começa no momento em que nossa liberdade se curva ao Seu Amor. Sim, porque diante do mais profundo Amor, do Seu Amor, toda liberdade se curva em verdadeira submissão.

Essa sociedade ideal possui um singelo indicador. Quanto mais próxima dela estivermos, menos Lei (“contra estas coisas não há lei”), ao passo que quanto mais distante dessa sociedade ideal nos dispusermos, menos Fruto do Espírito e mais leis teremos.

Se é verdade que todos precisamos de uma utopia para viver, posso dizer que a mais doce delas chama-se Reino de Deus. Não, meus caros leitores. A melhor utopia não provém do renascentista Thomas Moore, nem tampouco de socialistas utópicos como Saint-Simon e Louis Blanc. Ela vem da boca de Jesus; e “por-vir” de Deus quem sabe não seja passível de alguma realização na História?

 

Pr. Sérgio Dusilek

sdusilek@gmail.com

junho 3, 2017

Onde estão nossos referenciais?

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 10:04 pm

“Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (I Corintios 11:1)

Hoje faleceu o querido Pr. Oliveira de Araújo, e com ele foi-se mais um referencial de vida que tínhamos aqui. O referencial é aquela pessoa que lhe faz bem mesmo sem saber o impacto que causa em sua vida. O referencial nos motiva a prosseguir, mesmo diante de lutas injustas e sem fim. O referencial está ali como marco de fé, de vida, como exemplo vivo da ação de Deus, como alguém cuja vida aponta para Deus. Assim era o Pr.Oliveira.

Dos muitos momentos que pude conviver um pouco com ele, lembro especialmente de dois. O primeiro, no Despertar de Niterói em 2001, quando convidamos a ele para ser um dos oradores do congresso. Ele veio disposto, feliz, e trouxe uma poderosa mensagem. A ênfase era em missões… bem, sua vida já falava por si só. Entre um dos intervalos daquele congresso que reuniu cerca de 8000 jovens na 6a a noite, ele me pegou pelo braço e disse: “Sérgio, vejo que você é um grande líder. Tudo está acontecendo e você não subiu naquele palco uma só vez para aparecer. Líderes bons são assim: você os percebe, sem que eles apareçam”. Relativizei, disse que a equipe era tão boa que não precisava, mas confesso que foi uma baita palavra de ânimo que recebi em uma das tardinhas daquele congresso. Pr. Oliveira era de uma grandeza… preocupando-se em abençoar um jovem pastor como eu… ele que já tinha sido tanta coisa na denominação… Essa grandeza se manifestava nas vezes em que cedeu o púlpito da PIB Vitória para que pregasse. Não foi só comigo. Vários colegas foram atingidos por essa benevolência do Pr. Oliveira.

Posteriormente, e coloquei isso no face, foi na CBB de São Luís-MA, em 2008. Eu tinha sido convidado para pregar na sessão de sábado a noite, quando teria o culto dirigido pela JUMOC. Contudo na 6a pela manhã, o presidente da CBB pregaria para a Assembléia convencional. Pr.Oliveira estava com a saúde debilitada, presidia a CBB com um carrinho com oxigênio a tira-colo, e naquela manhã trouxe uma poderosa mensagem. Lembro vividamente dele ilustrando um ponto de sua mensagem com um presente que recebera da sua filha Rebecca. Após abrir o embrulho, ele retira a tampa de uma caixa de sapato e nela estava uma peteca. Junto da peteca, um bilhete: “pai, não deixe a peteca cair”. Choramos com ele, diante da sua luta, mas também pela Graça de Deus contida nesse singelo renovo.

Quando fui para o Seminário (STBSB) em 1995, penso que havia muitos referenciais de vida, alguns pela fé e vida com Deus, outros também pela capacidade que possuíam. Mesmo correndo o risco da injustiça, citarei alguns: Mauro Israel Moreira, Oliveira de Araújo, Xavier, Darci Dusilek, Tymchak, Isaltino Coelho, David Baeta, Hélio Schwartz Lima, Arlécio Franco Costa, Salovi Bernardo, Orivaldo Pimentel Lopes, Carlos César Peff Novaes, Fausto Vasconcellos, entre outros. Ocorre que a primeira parte dessa lista já está com  o Senhor (são nossos referenciais acessíveis pela memória), a outra parte ou já deu sua contribuição, ou não vê como fazê-lo atualmente.

O problema disso são os referenciais: para qual líder um jovem pode olhar? Salvo uma ou outra exceção “fruto da boa vontade”, não encontro referenciais nas diretorias das Convenções as quais estou ligado hoje. Não digo que não haja gente esforçada e até com uma certa “liderança DDA” – sempre distraído com outras coisas. Contudo, estão longe, mas muito longe dos nomes citados.

Termino dizendo que você não precisa concordar comigo. É um direito seu enxergar nos atuais líderes denominacionais uma melhora. Porém sigo pensando que como denominação sofremos o mesmo empobrecimento do Congresso Nacional: ou dá para comparar este congresso com o do final da década de 90?

Preocupado,

Pr.Sérgio Dusilek

sdusilek@gmail.com

 

 

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