Novos Caminhos, Velhos Trilhos

dezembro 30, 2016

Bem-vindo 2017!!!

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 6:16 pm

Leia com seus familiares, se puder, na passagem de ano a seguinte expressão bíblica que Deus mandou para o povo quando a esperança esfarelava dentro de seus corações e quando ainda eram cativos (o que prende voce hoje?) na Babilônia. Que o impacto que esta Palavra do Senhor teve àquelas pessoas possa ter também em você. Que você seja renovado, que a esperança renasça em seu coração. Lembre-se que a esperança é filha da fé: as coisas (circunstâncias) não precisam melhorar para que a tenhamos. Nós só precisamos abrigar o Senhor e Sua Palavra para que ela brote.

“POIS EU BEM SEI OS PLANOS QUE ESTOU PROJETANDO PARA VÓS, DIZ O SENHOR; TEMPOS DE PAZ, E NÃO DE MAL, PARA VOS DAR UM FUTURO E UMA ESPERANÇA.” (JER.29:11)

Deus lhe abençoe. Ótimas entradas!

E aproveite e coloque esta música do Ivan Lins para tocar de fundo… que tal?

Abração,

Pr.Sergio Dusilek

 

Um novo tempo, apesar dos castigos (Ivan Lins)

 

Um novo tempo, apesar dos castigos

Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

Um novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança

Um novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

Um novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança

Um novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

Um novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança.

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dezembro 26, 2016

Esperança que renasce – Quando perdemos a direção

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 10:25 am

Nem sempre nosso percurso segue o caminho planejado. Nem sempre os estudados mapas são compreensivos a ponto de abrangerem toda geografia e suas modificações. Por vezes planejamos uma viagem fazendo uso de uma mapa que não possui as devidas atualizações… O resultado? Acabamos parando onde não queríamos. É o famoso perto-longe, que tanta angústia traz para nós que desejamos reencontrar o destino.

Fato é que isso não se aplica só às férias (sejam bem-vindas, benditas!), mas também as demais dimensões da nossa vida. Quantas vezes uma carreira profissional planejada não nos abandona em lugar diferente do almejado; quantas vezes um casamento idealizado termina longe do sonhado envelhecimento conjunto, das muitas bodas…; quantas vezes uma intercorrência (acidente, enfermidade) interrompem planos e metas de gente no auge de seu estado físico. Sim, a perda da direção está mais presente na nossa vida do que costumamos imaginar. A grande questão é… o que fazer?

Essa mesma questão esteve presente com os Magos (Mt.2:1-12). Ao que tudo indica eram astrólogos (numa época que a astronomia, como ciência inexistente, e a astrologia se confundiam), gente que aprendeu que num mundo confuso e com uma cartografia questionável, o melhor a fazer era se orientar pelo céu. Eles esperavam do céu uma resposta, uma direção. Seu único problema é que faziam isso sem a Palavra, fato este evidenciado na busca de direção justamente com Herodes. Contudo, isso não anula a primeira lição que eles nos outorgaram: quando o mundo está confuso e o mapa não atualizado, espere a resposta do céu. Olhe para cima até que Deus dê a direção, apontando a estrela a seguir.

Eles tiveram relativo sucesso ao perseguir a estrela. Aqui cabe dois parêntesis.  O primeiro dá conta do momento em que os Reis Magos chegaram até Jesus. Os presépios costumam reunir pastores, José, Maria, os bichos e os magos ao redor do menino Jesus. Contudo ao que tudo indica, ao encontrarem Jesus, ele já não era mais recém-nascido. Isso porque ele já estava numa casa (v.11) e porque Herodes mandou matar infantes até dois anos (v.16). A segunda observação se dá no tocante ao número de Magos. A Bíblia não fala que eram três, bem como não afirma que os presentes eram somente três (v.11). Ela dá destaque aos três presentes mencionados. Isso equivale a dizer que os reis eram mais de dois, podendo ser 3, 5, 10… O que importa mesmo é a mensagem por trás da vinda dos Reis Magos: o Natal é para toda a humanidade, é um acontecimento de abrangência universal, geograficamente para todos, inclusive para os mais distantes.

Isto posto, podemos dizer que seguir o caminho dado por Deus, perseguir a sinalização divina é muito melhor do que seguir nosso bom senso. Pois a ausência de Palavra e o bom senso deles levaram-nos ao palácio de Herodes (2-3). Esse movimento os fez perder a estrela guia (v.2,9), só reencontrada depois que saíram de lá. Há lugares (sejam geográficos ou memoriais) que nós não devemos mais frequentar, após visualizarmos a Estrela Guia e entendermos o que é o Natal. Os nossos “palácios de Herodes” nos fazem perder a direção dada pelo céu, toda vez que os visitamos. O duro é que por vezes só reconhecemos isso quando avisados por uma revelação divina em sonho… (v.12). Não frequente esses locais pois eles trazem perturbação (v.3) a todos que estão à nossa volta, bem como a nós mesmos, que, como os magos, por muitas vezes não discernimos o tamanho do risco que corremos (eles podiam ter sido mortos, afinal Herodes era um rei perverso e sanguinário).

E o que dizer daqueles que ainda não se localizaram definitivamente em termos espirituais? Que andam na sinceridade do seu coração buscando a Deus, inclusive entre os espiritualistas como os Magos de outrora, olhando para o céu e desejando uma direção ou mesmo a resposta, o endereço final para sua busca, como que buscando o  luminar definitivo? Bom, Jesus é a Resposta. É o fim dessa busca existencial. Os Magos reconheceram isso (v.11): eles se prostraram e adoraram o menino Jesus. Jesus é a confluência onde todas as religiões devem desembocar no desenrolar da História ou ao final dela (Fl.2:1-15). Cristo é o ponto crístico (como diria Teilhard de Chardin), o ponto de reunião, de encontro de todas as religiões. Só que este ponto se achega normalmente pela fé mediante o lado ômega, pelo fim, e não pelo lado alfa (pelo começo).

Nesse sentido, vale a pena olhar para o grande trajeto coberto pelos reis magos e compreender que nenhum percurso é longo demais para encontrarmos Deus. E Ele mesmo é quem nos convida, na figura do menino Jesus, a nesse encontro olhar para a vida na perspectiva de um renascimento, ou mesmo de um novo nascimento. Sim, com Deus podemos recomeçar, reescrever nossa vida, vivê-la de um modo diferente, mesmo que o contexto seja marcadamente (e pesadamente) igual. Por isso cada passo, cada tentativa se torna uma dádiva e um momento de gratidão a Deus, se eles nos levam ao encontro de Jesus. Foi assim com os Magos. Olhavam as estrelas, observavam-nas até que chegou o momento de verem uma especial estrela que foi trocada por “outra estrela” ao chegarem a Jesus: a resplandecente estrela da manhã (Ap. 22:16).

Por fim dos presentes ofertados a Jesus três foram destacados: ouro, incenso e mirra (v.11). Em termos alegóricos esses presentes indicam a identidade de Jesus. Ouro era o presente para os reis. Ao dá-lo, os reis magos reconhecem a realeza de Jesus, anunciando naquele ato a mensagem bíblica de que Jesus é o Rei dos reis. Incenso era dado aos deuses e usado nos momentos de devoção a eles. Ao darem incenso a Jesus, os reis magos reconheceram sua divindade. Já a mirra, era um caro perfume. Pensa num Channel 5 com preço nas alturas. Era mais ou menos isso. Ao darem a Jesus reconheceram sua humanidade. Sim, Jesus tinha uma dupla natureza: humana e divina, concebido pelo Espirito no ventre de uma menina-mulher (Maria). Sem questionar, sem saber, mas crendo, eles acertaram na identidade de Jesus.

Quando perdemos a direção, o fazemos porque perdemos a estrela, deixamos de olhar para o céu. Só que nossa estrela é melhor que a dos magos, é a resplandecente estrela da Manhã – Jesus Cristo. E olhando para Ele (menino Jesus), ou para Ela (Resplandecente Estrela da Manhã),  nossa esperança é restaurada. Outrora perdidos, sem direção, somos também achados ao passo que nos reencontramos como pessoas, criaturas ou mais do que isso: como filhos de Deus. Olhe para Ele (Sl.34:5).

Pr.Sérgio Dusilek

sdusilek@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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