Novos Caminhos, Velhos Trilhos

maio 18, 2011

COISAS QUE NÃO PODEM SER DEIXADAS PARA AMANHÃ

Filed under: Estudos — sdusilek @ 11:33 pm

Quando seu chefe lhe pede um relatório urgente para uma reunião e voce com sua área de trabalho simplesmente abarrotada, o que voce faz? Com certeza a pior alternativa é pensar e tentar deixar para o outro dia, não é mesmo?

Na vida há coisas que não podem ser postergadas. Essa pastoral mesmo é fruto dessa realidade, uma vez que também não pode ser deixada para amanha… O problema é que nos habituamos a adiar aquilo que é inadiável e antecipar aquilo que, até tem sua importância, porém não possui o caráter da  imprescindibilidade.

Exemplo clássico disso é Davi e sua relação familiar. Sempre apegado ao seu trabalho como guerreiro e a sua condição como líder, aquele que era um homem segundo o coração de Deus teve uma família “intestina”. As tragédias se acumularam em sua casa e estão descritas na Bíblia (2 Samuel). Poucas famílias foram tão problemáticas como a daquele grande rei. De fato: porta fora da casa, grande rei, extraordinário guerreiro, exímio compositor, singular adorador; da porta pra dentro, péssimo, deficiente e pequeno pai. Isso se deu porque o trabalho sempre fora tratado por Davi no nível da urgência. Mas no tocante a sua casa… ela sempre foi alvo de toda a procrastinação e omissão. Tão líder, tão pronto, tão resoluto na rua… tão apagado, tão medroso, tão vacilante e ausente em casa.

Mas um dia a colheita (Gl.6.9) chegou para o rei. E a fatura veio com um alto preço. Absalão seu filho fora morto (2.Sm.18). Nesse momento o pai, que estava escondido sob a capa da realeza, reaparece, chora e faz uma linda declaração de amor pelo seu filho (v.33). O que não fez em vida, fez na morte. Deixou para o amanhã o que era para hoje.

Meu querido, não deixe para o amanha a afetividade na sua casa. Beije, cheire, faça cafuné, nos seus filhos pequenos. Acostumem eles (“muito mal”!) desde cedo a receber e dar afeto. Não perca uma oportunidade em família de tocar nos seus. De estar junto, misturado num mesmo sofá.

Não deixe para o amanha o expressar do coração! Diga enquanto todos vivem e juntos convivem o quanto voces se amam! Pois no futuro quando um partir não haverá o choro da culpa como o de Davi, mas sim da saudade. Não se pranteará as palavras não ditas, mas a impossibilidade de dizê-las novamente.

Termino dizendo que no tocante a família nem o amor, nem o carinho pode ser alocado para o amanha. Não negocie sua família. Não a substitua. Ela foi o presente que Deus deu a você para que voce ame e seja amado.

Não vendo a hora de voltar pra casa para “lamber minha cria” e estar com minha esposa…

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

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maio 3, 2011

OBAMA MATA OSAMA

Filed under: Cultura — sdusilek @ 12:54 am

Se a História fosse um ente (se bem que Hegel falava do “espírito de uma época”) ela daria boas risadas. Uma letra separa o maior trauma dos EUA nos últimos 10 anos do fenômeno político da América, a saber, seu presidente. Incrível também é que no meio desses profissionais das massas, no meio de tanta hostilização, haja no nome “amor”. Afinal ambos os nomes registram, por ironia, “ama”.

Não há amor em meio a um ato terrorista. Tampouco há amor num processo justiceiro. Não há amor quando se mata inocentes. Não há amor quando se invade a soberania de outros povos para execução. Obama não é santo. Ele e Osama são duas faces da mesma maldade. Não há amor quando se mata o semelhante, o próximo (e eles são quase charás!) de modo premeditado e bárbaro. O Apóstolo João já dizia que se não amamos aquele que vemos, não podemos amar ao Senhor, a quem não vemos (I João 4:7-21). E sem amor não podemos ser de Deus.

Calma! Não defendo aqui Osama. Mas também num domingo de beatificações (vide os católicos com uma fé morta, pois se apóia nos mortos!), não posso “santificar Obama”. Senão vejamos:

a) não creio que o domingo tenha sido por acaso. Num país de maioria avassaladora cristã, matar o arquirival Osama num domingo é chamar para o conflito a questão religiosa. É como se os cristãos tivessem vencido os “mouros”. Se a paixão pelo terror é feita pelos afilhados de Osama em nome da religião islâmica, a América fazia muito bem em não misturar as estações. Bom, isso acontecia até ontem. Parte do frenesi americano pela morte de Osama se deu pela morte dele ser num domingo, após o serviço religioso. Foi como se Deus tivesse dado uma resposta. Estamos voltando as Cruzadas;

b) pense comigo. Será que somente agora os EUA souberam onde Osama estava? Por que só matá-lo agora? Parece que isso está mais ligado aos institutos de pesquisa… nada tão desumano… mandar matar para a popularidade aumentar…para reforçar o caixa da campanha… Matar Osama foi a forma que Obama utilizou para que sua popularidade subisse vertiginosamente;

c) sobre o corpo de Osama… não acho que ele tenha sido jogado no mar. Acho que levaram para o Pentágono ou para Langley (CIA). Não queriam uma beatificação islâmica, conquanto que para haver uma romaria basta colocar um túmulo e dizer que ali reside a memória do falecido…

Os mártires normalmente têm mais força mortos do que quando vivos. Não duvido que para a face mais fanática e xiita do islã surja uma lenda de que na hora de morte Alá trasladou Bin Laden. Imagina só essa lenda ganhando força… vai ser um estrago só;

d) por mais nocivo que Osama fosse, eu sempre tive medo do número 02 da Al Qaeda. Aquele Sheik sim tem cara de psicopata. Acho que agora ele assumindo o comando e com a desculpa de vingar e honrar a Osama, a Al Qaeda vai se tornar uma coisa bem pior do que já era. Penso que os pontos do ibope que Obama ganhou, ele vai perdê-los com a mesma rapidez quando esses ataques começarem. Aprenda Obama, aprenda você: tudo que que vem rápido ou por atalho é perecível, tem prazo de validade curto.

Entre as gargalhadas irônicas da História, a incoerência de líderes que se apegam ao mal para “produzirem o bem”, fico com meu lamento.

Lamento que um presidente legitime para o mundo a postura justiceira. Obama abonou os esquadrões de extermínio do Brasil com seu ato e com sua palavra.

Lamento que a forma usada pelos líderes para resolver problemas e apresentar soluções passe inevitavelmente pela morte. Quero andar com os que promovem a vida!

Lamento que a sociedade americana vibre com a morte de um “inimigo”. Há uma recomendação bíblica para que não vibremos com o ocaso de gente que não quer o nosso bem (Pv.24:17-18). Isso mostra que a cultura americana esqueceu mesmo da Bíblia e que o americano típico está num nível de insanidade semelhante ao dos membros da Al Qaeda.

Por fim, lamento que os EUA tenham promovido a beatificação de Osama. Ele podia morrer de velhice, isolado naquela casa. Mas como mártir, assassinado pelo “grande Satã” (como os radicais islâmicos chamam os Estados Unidos), a vida dele para esse pessoal vai falar ainda mais agora depois de morto.

Que Deus nos preserve de tudo isso!

Abração,

Pr.Sergio Dusilek

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