Novos Caminhos, Velhos Trilhos

agosto 14, 2017

Uma Paz que Excede a todo entendimento

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 12:25 pm

“Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a PAZ QUE EXCEDE TODO O ENTENDIMENTO, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” (Fil.4:6-7).

Paz é uma das palavras recorrentes no texto bíblico. Sempre foi uma das marcas do povo de Deus, uma vez (ou melhor, na bíblia, por várias vezes) Ele é chamado de Deus de Paz. No Velho Testamento, Shalom (paz em hebraico) estava ligada a uma noção de justiça social. Justiça esta que dependia de um pacto pelo bem estar de todos. Era uma justiça que só poderia ser resultado da ação de Deus (imagina uma banqueiro judeu optar por cobrar juros bem abaixo da taxa de mercado…), e que na sua abrangência social viabilizava a paz. Paz então, era ação de Deus pela igualdade, ou contra os grandes desnivelamentos. Sendo assim, era circunstancial.

No Novo Testamento essa paz (eirene, no grego), ganha uma conotação mais profunda. Não que ela não deva estar presente nas relações sociais; por mais de uma vez os escritores do Novo Testamento nos exortam a “buscar a paz”, a “seguir a paz”. Nem tampouco ela se desvincula da noção de justiça. Pelo contrário! Ela se arraiga ainda mais na Justiça divina, pois a paz agora é decorrente da obra de Jesus no Calvário, e marca da ação do Espírito Santo em nós. O resultado disso? Uma paz existencial, ou usando uma categoria de Paul Ricoeur (“A vida em busca de um narrador”), uma paz que sinaliza o encontro da nossa vida com o narrador, com Aquele que elabora e dá coesão e sentido à nossa narrativa: Deus.

Mas, quais são as implicações práticas desta paz?

1) Em primeiro lugar, ela não está atrelada a circunstância. O vento não precisa ser favorável; não é preciso ter uma brisa para que sintamos esta paz. Lembra da música; “Esta paz que sinto em minh’alma, não é porque tudo me vai bem”? É exatamente isto. Para alguém de fora, que sabe quais são as nossas grandes lutas, não faz o menor sentido estarmos em paz. Ela excede ao entendimento dos outros;

2) Em segundo lugar, esta paz não é adquirida. Não a compramos. Ora, num tempo em que a tarja preta é o grande funil para uma paz (ainda que quimicamente fabricada), ou ainda o uso de drogas ilícitas para se ter momentos, “flashes” de paz, saber que há uma paz que não se encontra em nenhuma gôndola, afronta a compreensão humana. Excede ao entendimento saber que a paz é possível, que ela foi conquistada e mais, dada por Jesus a todos aqueles que querem.

3) Em terceiro lugar está no lugar onde habita esta paz. Ora, uma paz que guarde o “pensamento” de alguém num dia mau, pode até ser fruto de um processo de racionalização. Porém, uma paz que guarde as emoções (o “coração) em dias aflitivos essa excede a compreensão humana. É aquela paz que Deus coloca no nosso coração e que é irradiada para o resto do nosso corpo, da nossa vida. Já teve a experiência de receber uma notícia trágica, de enxergar um prognóstico ruim de futuro, mas ao mesmo tempo, de ver brotar no seu coração uma paz sem igual, daquelas que anunciam a Soberania de Deus e o cuidado dEle sobre nós? Eu já. É algo indescritível.

4) Por fim, e sem querer esgotar as razões de uma paz não racional (caso contrário seria ela se tornaria humana e não divina), esta paz é regada à oração, à comunhão com Deus. Se a ansiedade é, talvez, nosso maior ladrão de paz, a forma de domar esse buraco negro da alma que suga nossa alegria, nossos melhores dias, nossa paciência, nossa esperança e também a nossa paz, é manter uma vida de comunhão com Jesus. Por isso a recomendação de Paulo: Ore sem cessar (I Tess.5.17).

Para finalizar esta breve reflexão, lembro que no Novo Testamento, os textos sempre são precedidos por um desejo e voto de Paz. Sincera paz. E boa parte deles terminam desejando Paz também. Não desejei paz no início, embora tenha um versículo na entrada, mas faço isso agora: que você tenha uma semana de paz. Que o vínculo da Paz fortifique seus relacionamentos; que a comunhão em oração com Deus feche a boca desse “buraco negro” da alma, chamada ansiedade; que você experimente dessa paz que excede a todo entendimento, paz plantada e regada por Deus, mesmo que estoure a guerra nuclear entre Estados Unidos e Coréia do Norte.

Paz seja sobre você! Que Sobre você Deus levante o rosto e lhe dê P-A-Z (Nm.6:26)!!!

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

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agosto 7, 2017

O PAI e o dia dos pais

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 4:45 pm

Uma das principais consequências da encarnação de Jesus Cristo é a aproximação que Ele promoveu entre nós e Deus. Mais do que ser o Caminho, Jesus encurtou as distâncias. E um dos mais belos exemplos disso é o convite que Cristo fez para que chamássemos Deus de Pai. Se o judeu ortodoxo via Deus como o Altíssimo (imarcescível), e o grego tendia para um deísmo, para uma noção de divindade que não tocava, nem podia transitar por esta decaída realidade, por conta da corruptibilidade do plano material, Jesus revoluciona o modo de ver Deus, chamando-o de Pai.

Conquanto esta representação (sim, Deus como Pai é uma das muitas representações do divino na Bíblia) não seja a única, ela é possivelmente a que melhor transmita algumas verdades da relação Deus-ser humano. Como representação, ela é limitada (Deus sempre será maior do que toda e qualquer forma de representação), contudo permanece reveladora, linda e indicativa do que envolve a relação de Deus para conosco.

Ao chamar Deus de Pai, Jesus aponta para alguém que é provedor, para aquele que está atento para as necessidades dos seus filhos. O Pai sabe o que você precisa. Ele proverá, no tempo certo: acalme seu coração.

Deus como Pai aponta para a intimidade de uma relação. Para o afago e segurança que temos (ou tínhamos) ao abraçar ou ser abraçado pelo nosso pai. É essa figura do acolhimento, ou até mesmo do recolhimento que está expressa aqui. Nosso Pai eterno não tem raios nas mãos para nos fulminar, mas braços acolhedores para nos ninar.

Ao chamar Deus como Pai Jesus aponta para uma realidade genética que se torna aplicável ontologicamente. Embora possamos ter muitos pais na vida (gente que se aproxima e cuida da gente com extremo carinho), todos nós temos um pai biológico. Assim é no campo religioso: há muitos “pais” (gurus, etc.) por aí, mas somente um carrega a nossa genética espiritual – Deus revelado em Jesus Cristo. Se as religiões podem nos oferecer “colos paternais”, somente em Deus e na Sua Paz, relaxamos.

Deus como Pai aponta para uma relação que é perene. Embora casais possam deixar de ser casais em algum momento da vida, nenhum filho deixa de ser filho do seu pai. Os pais falecem, são enterrados, mas a relação filial permanece. Ao optar por essa representação de Deus, Jesus aponta para uma relação eterna: Deus sempre será nosso Pai, e nem mesmo a morte de Deus promovida na filosofia e literatura do século XIX, tem o poder de retirar essa filiação. Para aqueles que acreditam num Deus morto, perde-se a relação, mas não a filiação, coisa que Cristo queria ressaltar.

O amor incondicional também é apresentado nessa figura do Pai. Ora, todo pai ama (ou deveria amar) incondicionalmente seu filho(a). Aquela criança nada fez por você; aquele bebe tira seu sono, faz “caquinha” e você não parar de amar aquele “trenzinho”. O coração parece que vai explodir de tanto amor! Assim é Deus conosco. O amor dele é incondicional: nada do que você faça ou deixe de fazer fará Deus amar menos ou mais você. Ele ama porque é amor; Ele ama porque Ele é o teu e o meu Pai.

Por fim, Deus como Pai aponta para nossa responsabilidade como pais terrenos. As pessoas terão maior ou menor dificuldade em se aproximar de Deus, do Pai celestial, dependendo do tipo de pai que tiveram aqui. Alguém que teve um pai truculento, ou mesmo mentiroso, ausente, vai ter dificuldades em enxergar no Pai celestial um Deus do afago, do abraço, da verdade, e da eterna presença. A nossa responsabilidade como pais não está só voltada para a educação, amor, provisão do lar, mas também com a representação da representação, isto é, com a imagem de pai que introjetamos nos nossos filhos a qual servirá em algum momento como filtro para compreender o Pai Celestial.

Por isso que lhe convido a vir ao culto domingo. Vamos orar agradecendo pelos pais que tivemos ou que ainda temos! Vamos orar pela nossa paternidade, para que Deus nos ajude a sempre sermos pais melhores, espelhando em nossas ações o Seu amor e fidelidade. Que Deus nos abençoe.

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

agosto 4, 2017

OS DIAS NÃO ERAM PARA TEREM SIDO ASSIM…

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 12:08 am

Se puder nos dar o privilégio da leitura do artigo, agradecemos. Abraço.

http://periodicos.est.edu.br/index.php/estudos_teologicos/article/view/2958/pdf

 

 

 

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