Novos Caminhos, Velhos Trilhos

janeiro 31, 2012

Quando a Gratidão vira instrumento de dominação

Filed under: Estudos,Teologia — sdusilek @ 1:21 am

Estava esses dias no facebook e vi uma pessoa de bom coração postando seu incômodo com aquilo que chamava de “ingratidão”. Na percepção dela, uma falta de reciprocidade, algo como que um “favor em troca” não realizado, era uma expressão de falta de gratidão. Até aí nada de tão sério se isso não a estivesse incomodando.

Esse fato me fez pensar em como o conceito de gratidão anda distorcido. E como o favor (outrora desinteressado) em direção ao outro tem se perdido. Quero convidar você a pensar um pouco sobre isso.

Primeiro vale a pena lembrar que gratidão é um sentimento dirigido a alguém por conta de um ato, de um feito. Há uma distorção enorme nesse campo. Tem gente que pensa que a gratidão é a pessoa, ser grato pela pessoa… bom, isso pode até acontecer desde que você tenha conhecimento e relacionamento profundo e duradouro com ela. Contudo a gratidão é antes pelo ato/feito que alguém teve. Você dirige, localiza, direciona esse sentimento para alguém, porém isso não torna essa gratidão algo que existencial, ontológico. Não! É um simples reconhecimento de uma ação. Não é porque alguém cedeu o lugar no ônibus para você com o pé engessado sentar que você vai se agradecido, venerará essa pessoa que nunca viu nem conversou até o fim de sua vida. Tampouco deve deixar de registrar seu apreço pela sua atitude.

Se alguém espera reciprocidade em uma ação então aquilo que fez não é digno de gratidão. Gratidão é a paga do que é impagável. Se alguém estende a mão para você com outros interesses por trás isso é utilitarismo, não uma ação espontânea, desinteressada que precede a genuína gratidão. Se alguém agiu esperando paga/reciprocidade, e se é possível pagar, então não tem que haver reconhecimento, mas sim desejo de liberdade. Sim, porque você nesse caso foi escravizado sem perceber…

A Bíblia manda sermos gratos. Faz parte do cristianismo ter um coração grato. Cristo tinha um coração eucarístico (eucaristhon-grego = ações de graças): em todo tempo você o vê nos evangelhos dando graças. Deve haver em nosso coração uma eterna gratidão pela obra de Jesus, e também por quem Ele é. Semelhantemente é salutar que se encontre gratidão no coração por aquilo que foi feito e por pessoas que marcam (são importantes) para a nossa vida. Em particular, sou grato a Deus por todos que me ajudaram até hoje. Mas gratidão não envolve subserviência e negação. Em outras palavras: não é porque se é grato que será cego, mudo e surdo.

No momento em que a gratidão (ou o motivo dela) alcança uma mesa, uma conversa, para se fazer uma cobrança experimentamos uma forma diabólica de dominação. Por isso quero repetir: gratidão não envolve reciprocidade. Não envolve retorno. Porque quem faz não espera nada em troca, ou pelo menos não deveria…

O Bom Samaritano (Lc.10) esperou algo em troca? Aquela estória termina com alguma recompensa àquele ato tão generoso? Não! Isso porque a recompensa do ato generoso é o prazer de exercer generosidade. Por isso quem age genuinamente em prol do outro não espera e tampouco deseja reciprocidade. Aquele que tem o coração bondoso se torna satisfeito por exalar o que é bom. A vítima do roubo naquela narrativa pode ter experimentado uma profunda gratidão por tão precioso e responsável cuidado. Mas ele não foi cobrado disso. A “gratidão” não virou motivo de dominação.

Que Deus nos livre de toda e qualquer forma de escravidão! Até mesmo as quem vem debaixo de algo tão doce como a gratidão.

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

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janeiro 29, 2012

ACERTO DE CONTAS – LUCAS 12:35-48

Filed under: Estudos,Teologia — sdusilek @ 11:59 pm

Quando o Mundo vai acabar? Ninguém que aqui anda sabe. O que sabemos é que quando uma data é estipulada, nesse dia o mundo não acabará. Aliás uma das marcas do fim dos tempos é a presença de falsos (e não de verdadeiros) profetas, os quais tentam prever a hora e a localização do fim (Mt.24:23-28). Pode acabar um dia antes, um dia depois; um ano antes ou um ano depois; um século, um milênio antes ou depois. Mas nesse dia apregoado com certeza não acabará, porque esse dia não é conhecido por homens, mas por Deus (Mc.13:32; At.1:6-7). Esse papo de que o calendário Maia acaba em 21 de dezembro de 2012 nada tem haver com o fim dos tempos. Talvez um espanhol tenha matado o responsável pela a agenda, ou mesmo ele tenha se enfadado de fazê-la.

Interessante é que para fazer a ponte da parábola do servo vigilante, Jesus afirma que uma pessoa preocupada demais com a vida que vai levar aqui nesse mundo dificilmente vai pensar na eternidade (v.33-34). E quando não nos lembramos da eternidade, dificilmente acatamos a recomendação do profeta Amós (Am.4:12). O Mestre queria reforçar que a vida é muito mais do que ter as coisas (v.23). E somente com uma visão na eternidade é que apreendemos esse conceito. Ele não queria nenhum afixionado no tema, porque isso não produz resultado. Jesus queria somente que nós estivéssemos prontos para esse acerto de contas. E para tanto ele conjuga 3 parábolas com o mesmo “fio da meada”, com o mesmo fio condutor: a parábola do servo vigilante (v.36-38); a parábola do pai de família e do ladrão (v.39-41); e ainda a parábola do mordomo infiel (v.42-48). Sendo assim, vamos aos principais ensinamentos dessa parábola.

1) O acerto de contas se dará numa hora não marcada. Quem sabe a hora de sua morte, hora essa em que se dará um acerto de contas com o Senhor? Quem sabe a hora da “morte do mundo”? Absolutamente ninguém. Interessante que Cristo reforça esse ensino na parábola entre os versos 36-37. Em que dia o senhor voltará do casamento? E em qual hora? A ausência da resposta traz a responsabilidade da prontidão de cada servo daquele senhor. A questão é que muitos por não saberem a hora e muitos por acharem que essa hora está demorando demais para acontecer acabam relaxando. Sabem como o Senhor quer encontrar as coisas, conhecem a vontade dEle, porém postergam o cumprimento desse querer. Ao invés da prontidão vivem a procrastinação, achando que no último instante dá para resolver todas as coisas, limpar todos os ambientes daquela casa. Para os relaxados, os descansados, o acerto de contas vai resultar em vergonha.

 Outro grupo que vai se envergonhar diante do Senhor é o dos embaraçados. A parábola fala em encontrar os servos cingidos, isto é, tendo o cinto preso na cintura, junto aos lombos. Esse detalhe da vestimenta oriental é de suma importância para o que Jesus quer dizer aqui. Toda túnica presa com cinto permitia a pessoa ter movimentos rápidos. Já uma túnica sem a amarra da cintura… era um convite ao tropeço, ao se enrolar com a própria roupa. E isso invariavelmente resultava em queda. Embaraçado então era a pessoa que estava sem cinto. O que Jesus quer dizer? Que a mobilidade e a leveza fazem parte do Reino de Deus. Que os tropeços (Mt.18) não devem ser encontrados no Reino. E toda vez que alguém se envolve demais com coisas dessa vida acaba tropeçando, se enrolando. Cria laços e cipós que o prende, quando na verdade o que Deus quer é que você crie laços no céu, onde as amarras nos libertam.

Cingido também era o que sempre estava pronto. Tal servo era extremamente vigilante. O Mestre quer dizer aqui que não é bom que para alguém ficar em estado de prontidão, receba uma ordem para tal. Seja dessa maneira você alguém que está pronto sem precisar ouvir qualquer clarinada. Aos que estão prontos tanto faz se Cristo voltará amanhã ou daqui há 15 anos, ou mesmo 3 milênios. Eles anseiam pela vinda gloriosa dEle (Ap.22:17,20) e já estão perfilados para quando isso acontecer seja Servos cingidos também reagem melhor as vicissitudes da vida. Quando sofre um baque ele enverga, contudo dificilmente quebra ou cai. Você está cingido? Pronto para a volta do Senhor?

2) Nesse acerto de contas importará mais o que você faz do que o que você deixou de fazer (v.39-40) Um dos grandes erros dos servos do Senhor é concentrar a postura na volta de Cristo, a um niilismo comportamental. Um bando de gente sem fazer nada de errado. Como se a contemplação do céu (At.1:10-11) fosse uma postura aprovada por Deus… pelo menos, na cabeça de muitos, não está se fazendo nada errado. É como se por um erro feito na pior hora do mundo (a volta de Jesus), uma pessoa pudesse perder a salvação. Nós não somos daqueles que crêem que a salvação é obra de Deus? E em assim sendo, que não podemos perdê-la? Como então um pecado poderia anular a Graça e a Cruz de Cristo? Há muitas pessoas que não vivem uma fé em Deus, mas um medo do retorno do Cristo. Para essas, a volta não será as bodas do Cordeiro, mas o dia do choro. Acabam tendo o comportamento certo (não a intenção – vide I Cor.4:1-5) ao viverem uma vida neurotizante, mais com medo do inferno do que com alegria de servir a Deus. Ao invés de procurarem agradar ao Senhor (I Tess.4:1) vivem tentando não desagradá-lo. O resultado no comportamento pode parecer o mesmo, mas a intenção e a forma como é alcançado é completamente diferente. Por isso, que tal pensar em ser achado fazendo algo certo? Mais pronto não é aquele que vive com medo de errar. Mais pronto é aquele que vive tentando acertar. Deus nos convida a agirmos e a deixarmos que Ele nos use até o fim. Interessante é que para reforçar esse contraste, Jesus usa a figura do ladrão. Ele não destaca o erro do ladrão, mas o fator surpresa que ele tem. E isso funciona como uma advertência para a prontidão em relação a 2ª vinda de Cristo (I Tess.5:2-4; II Pe.3:10; Ap.3:3; 16:15; Mt.24:38,39). Prontidão essa que precisa ser traduzida como serviço ao Mestre.

3) No acerto de contas, o peso está sobre quem muito é dado (V.48) Quanto Deus tem investido em você? O que você tem feito com aquilo que Ele tem lhe dado? Os servos costumeiramente erram quando, após conhecerem a vontade e o caráter do Senhor, não cumprem com sua parte (v.47). Alguns chegam a se apropriar daquilo que lhe foi confiado. E isso gera um sentimento de posse e de independência do Senhor. Sabe como isso se manifesta? Em lideranças tirânicas dentro de igrejas, por exemplo. Para você que maltrata os servos do Senhor e que acha que os conservos são seus, há um duro juízo esperando você (v.46). A palavra no grego para castigar é a palavra que indica a segunda pior forma de morte naquele tempo: ser cortado ao meio. Talvez como uma forma de mostrar na morte, no castigo, o tipo de vida dispare e paradoxal que esse servo tinha: ser do seu Senhor, mas se conduzindo segundo os parâmetros de outro senhorio. Sim, porque a tirania e o maltrato pertencem ao Diabo. Por vezes se manifesta também em gente que é dotada de enorme capacidade para o serviço, mas que se recusa a dedicar os talentos e dons que recebeu do Espírito na obra do Senhor. A você foi confiado o sustento dos conservos (v.42). E isso não pode ser adiado. O que você tem feito com tudo o que o Senhor tem lhe dado? Recursos, estudo… você tem retribuído a Deus? Muitos esquecem que o Senhor confiou uma tarefa de destaque que é a de ser mordomo (v.42). Mordomo no grego é oikonomos, aquele que faz as leis de uma casa ou que vela por essas leis. Alguém como um administrador ou mesmo a figura de uma governanta (hoje em desuso). Lembra de José na casa de Potifar ou mesmo no tempo que passou na prisão? Essa é a imagem que Deus quer passar sobre mordomia. Deus sempre está com os mordomos que se portam com lealdade e zelo. Como esteve com José no Egito, Ele estará contigo. Isso aumenta ainda mais o peso. Deus não só é o Senhor que nos confere capacidade (Fil.2:13), mas é aquele que nos acompanha o tempo todo no desempenhar de nossa mordomia. Tá sentindo um incômodo, um peso sobre os ombros? Seja então bem-vindo ao âmago da parábola do servo vigilante.

CONCLUSAO

O mundo não vai acabar em 21/12/2012. Mas pode acabar em 2010, 2350, 5180… Fato é que a prontidão e vigilância que são as tônicas do ensino de Jesus nessa parábola não são para o futuro. São para o presente. Prontidão que se propõe a ficar preparada daqui há um tempo não é prontidão. Vigilância que não leva a cingir os lombos tampouco é vigilância. Por isso ouse se envolver na obra do Senhor. Seja um bom mordomo, um bom despenseiro de tudo quanto Ele lhe deu. Que haja no seu coração uma oração constante dizendo “Deus, torna-me cada vez mais pronto para a volta do meu Senhor Jesus!”. E que no dia do acerto de contas, você então ouça do Senhor: bem-aventurado servo bom e fiel (v.43).

 

Pr.Sergio Dusilek

[Estudo publicado na revista Palavra e Vida, da Convenção Batista Fluminense, quarto trimestre de 2010]

janeiro 27, 2012

SOBRE OS DESABAMENTOS NO CENTRO DO RIO

Filed under: Teologia — sdusilek @ 7:11 am

Há algumas tragédias que chocam por si só. Outras chocam pela magnitude da mesma (como o que aconteceu na região serrana do Rio em Janeiro de 2011). Outras pelo potencial de atingimento. Creio que esses desabamentos do Rio trazem essa última nuância compondo a perplexidade dos cariocas. Quem já não passou andando ao lado desses prédios? Quem não almoçou ali perto um dia? O que aconteceu com alguns poderia ter ocorrido com muitos outros mais; e o que aconteceu com o outro podia ter ocorrido comigo.

Pior do que uma tragédia em si é passar por ela incólume, sem uma reflexão, sem uma lição. Por isso mesmo quero convidá-lo(a) a pensar algumas coisas comigo.

Em primeiro lugar procuro perceber onde Deus está atuando nesses momentos em que ficamos atônitos. Saber que o prédio ruiu quase no fim do expediente e com número reduzido de pessoas dentro é motivo de gratidão a Deus. Foi horrível o que aconteceu, mas lembre-se podia ser muito pior. E quando ouvimos e percebemos testemunhos de gente que lá trabalhava dizendo que na manhã do dia 25/01 pedaços de reboco começavam a soltar e a aparecer pelo lado de dentro, perto do elevador, isso só me faz achar que Deus sustentou aquele prédio por um dia inteiro. Ver a solidariedade de tantos nesse momento de dor, as redes sociais reproduzindo pedidos de oração, gente ajudando e os bombeiros se doando e arriscando, é prova de que há um Deus sobre a Terra. E o que não dizer daquele ajundante de pedreiro que foi miraculosamente salvo? Cabe a nós orarmos pelos enlutados pela perda de familiares e pelos enlutados que perderam a direção, o rumo da vida. Sim, porque muitos estão vivos mas sem saber como será daqui para frente sua vida, afinal parte dela, seus negócios, seu trabalho, morreram na noite de quarta-feira. 

[que tal antes de continuar a leitura fazer uma oração pelos enlutados em vida ou na morte?]

Em segundo lugar não dá para não reparar no descaso público. Falo constantemente aqui em casa: o Rio é maravilhoso, contudo é uma esculhambação só. Nada aqui funciona como deveria funcionar. Só quem morou em outra cidade mais organizada, ainda que com seus problemas também, compreende o que estou dizendo. Temos um prefeito promoter (só quer saber das grandes festas de 2014 e 2016). Temos um governador omisso e que anda sumido. Temos uma máquina estatal que em diversos setores finge que trabalha. Por isso nessas horas de tragédias ouvimos tantos “se”: “se o governo fiscalizasse…”; “se houvesse uma vistoria nos prédios…”; se…

 Em terceiro lugar fica a lição sobre uma possível causa. Quando se trata de mexer em estrutura, somente com profissional gabaritado. Tem gente que quer mexer em questões fulcrais da vida do outro sem o menor preparo. Nunca entregue a sua “estrutura” a quem não tem capacidade técnica ou divina para mexer. Você pode nunca mais se reconhecer depois disso, assim como os prédios que desabaram estão irreconhecíveis.

Por fim quero lhe dizer para ter cuidado com quem você cola. Gente que anda colado com quem possui “falha estrutural” na alma acabará se arrebentando também. Qual foi o problema do prédio de quatro e do de dez andares que eram menores? Estar colado num grande com falha estrutural. Quando por fim a estrutura se desfaz, derruba a si  mesmo (o grande) como também os menores que estão colados consigo. E dessa tragédia, não há escapatória. Ela vai continuar a se repetir e se cumprir. Guarde bem isso.

Orando para que o Rio deixe de ser um canteiro de obras e torne-se uma usina de seriedade,

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

 

 

janeiro 19, 2012

VOCÊ FOI FEITO PARA BRILHAR! – LUCAS 11:33-36

Filed under: Estudos — sdusilek @ 9:52 am

A uma geração que pedia um sinal (v.29) e aos fariseus que queriam atrelar Jesus a Belzebu (v.19), o Mestre fala da candeia. A candeia era o mais comum instrumento de iluminação na Palestina daquele tempo, normalmente mantida com um pavio formado de um pedaço de pano e azeite.
Conquanto esse trecho não possa ser qualificado de modo estrito como uma parábola, ele foi selecionado para nosso estudo devido a importância que ele tem e também a sua linguagem “parabólica”. É nessa passagem que convido você para tirar preciosas lições.
1)    Num contexto imediato, quem era a candeia?
Jesus proferiu essas palavras para tipificar e contrastar aqueles que deveriam ter sido candeias (os fariseus) com aquele que era a própria candeia, a saber, o próprio Mestre. Para Jesus a candeia era todo aquele que detinha a Palavra de Deus, que a conhecia com profundidade e que procurava vivê-la com integridade de coração. Por isso em algum momento os fariseus tiveram a oportunidade de serem candeias. Eles conheciam e se gabavam de deter a Palavra. Mas infelizmente não a viviam (Mt.23).
É especialmente para eles que Cristo assevera que a “luz se torna trevas” (v.35). Na vida daqueles homens, a Palavra tinha perdido vida, fulgor, brilho. A religiosidade, os preceitos inúmeros (v.38-44) não cumpridos, mas sempre do outro exigido, acabaram obnubilando suas vidas. De uma vocação para serem luz, candeia, acabaram se tornando em trevas. Ao invés de oferecerem a proximidade de um Deus amoroso e misericordioso, afastavam as pessoas do Senhor pela punição.
Conhecimento bíblico extremo sem um coração amoroso, sem vida com Deus, ao invés de fazer alguém brilhar, acaba escurecendo a vida e o ministério que Deus confiou a essa pessoa. Bíblia sem piedade (pode crer: alguns conseguem conjugar esse binômio!) produz farisaísmo e legalismo. E onde sobra regras falta Espírito (II Cor.3:17). Ordem, ausência de confusão (I Cor.14:32), não vem de regras, mas de intimidade com Deus. Quem é íntimo do Senhor vai ser da turma da Paz, com ou sem regras.
A candeia também tipificava nesse contexto a própria Luz do Reino de Deus. Essa Luz chamava-se Jesus de Nazaré. O Pai havia enviado o Filho para que as pessoas pudessem ser orientadas para a Luz (Jo.1:4-5). Jesus é essa candeia que foi erguida quando crucificado no Calvário, sendo colocado no velador (Jo.3:14-15 e Lc.11:33). De uma forma maravilhosa Deus fez assim para que outros vejam a luz (v.33b).
Sendo Jesus a pura candeia de Deus, cabe a nós pô-la no velador. Isso implica em glorificá-lo com a nossa vida. Resulta num crescimento da vida de Cristo em nós (Gl.2:20) e uma diminuição do nosso ego (Jo.3:30). É dedicar de modo simples e honesto toda honra ao Senhor. É não ser “ladrão da Glória”, gente que se propala para receber louvor (Mt.6:5). Tá afim de ter um espírito humilde? Aos humildes está reservado o Reino (Mt.5:3) porque suas vidas apontam e focam sempre o Rei da Glória, a Candeia celestial (Ap.21:23).

2)    O propósito da candeia
De fato Jesus é essa candeia maior. Contudo de uma forma mais abrangente, podemos entender que cada um de nós, os que cremos nEle, somos transformados em candeias nesse mundo. Isso porque, assim como a candeia brilha uma luz que não é dela, mas que está nela, assim reluzimos a luz de Cristo em nós (Ct.2:10; Fl.2:15 – Foster no grego – luminares; astros celestiais que espelham luz e iluminam o mundo, tal como a lua).
A candeia foi feita para brilhar. Não era para escondê-la. Assim também eu e você, uma vez “acesos” pelo Espírito fomos feitos para brilhar. Em outras palavras, Cristo é a luz que deve brilhar no cristão nesse mundo tenebroso (Ef.6:12). Uma vez nosso “órgão de percepção espiritual” chamado coração iluminado por Cristo, irradiamos dessa luz para aqueles que nos cercam. Daí a necessidade de cuidado com o “enganoso coração” para que não se tornem trevas. Aliás, só há dois lugares no universo criado capazes de transformar luz em trevas: o buraco negro no espaço sideral, cuja densidade/massa é tão grande que “engole” até a luz e o coração do homem que, uma vez em pecado, apaga o Espírito (I Tess.5:19).
Se somos candeia devemos resplandecer (v.36). A palavra no grego é a mesma para raio/relâmpago. Algo que é notado por muitos devido a luz que irradia. Seremos notados quando houver em nós ousadia, intrepidez (At.1:8; 4:29-31). Na verdade quando vivenciarmos a ousadia que nos foi dada pelo Espírito Santo (II Tm.1:7).
Você tem ousadia ao anunciar a Candeia do Céu? Ou o faz cheio de medo, de receio?

3)    Como fazer a candeia brilhar
Jesus coloca todo o segredo nos olhos. A palavra no grego usada é aplous que denota uma visão clara, em contraste com uma visão distorcida ou turva que muitos podem ter. No momento em que perdemos a clareza de consciência e do discernimento do que é certo ou errado, em que passamos a ter uma visão dupla das coisas, é sinal de que trevas se instalaram no coração.
Para que a candeia brilhe e ilumine é preciso que haja comunhão íntima com o Espirito. Para que sua vida resplandeça, é preciso que você fique sob influência dessa fonte própria de luz chamada DEUS (I Jo.1:5). Não foi isso que aconteceu com Moisés quando o povo não podia vê-lo porque sua face resplandecia após subir no monte (Ex.34:29-30 e II Cor.3:7-16)? Somente andando com o Senhor (I Jo.2:6) é que vamos resplandecer.
Andar com o Senhor implica em olhar as coisas de modo diferente. É ver as situações e provações sob a ótica divina. É transmitir com o olhar a luz e a verdade que estão na alma. É olhar tendo a motivação correta nesse olhar. É saber o que olhar e quando olhar. Muitas das trevas que alcançam o coração humano vêm através de um olhar. Os olhos e os ouvidos inundam o coração com coisas que prestam e com aquilo que é imprestável. Cabe  a nós, se queremos ser de fato candeia, ter cuidado com aquilo que olhamos, isto é, com aquilo que importamos para a nossa alma.

CONCLUSAO
Nosso alvo foi apresentado por Jesus: ser “como a candeia quando ilumina em plena luz” (v.36). Mas quando mesmo é que temos luz fraca?
a)    Quando o conhecimento da Palavra vem desatrelado de piedade, de devoção a Cristo. Nessa hora a Luz que é a Palavra (Sl.119:105) se torna em trevas. Você deixa de brilhar e apaga o brilho de Deus em você, assim como os fariseus. Será que você se tornou assim? As pessoas têm vontade de estar perto de você e quando se aproximam, sentem também vontade de estar mais perto de Deus, de orar (por exemplo)? Ou não? Se você inspira medo ao invés de vontade de se aproximar a Deus, é porque provavelmente a candeia está apagando ou, como os mestres da Lei, já se apagou;
b)    Percebemos nossa luz enfraquecida quando falta ousadia no brilhar, no testemunhar. Quando você como candeia prefere ficar debaixo do alqueire (v.33) ao invés de estar no velador é porque o pavio tá sem “azeite”, sem presença do Espírito Santo.
Como anda seu testemunho? Apagado ou brilhando?
c)    Quando importamos com os olhos aquilo que não presta para o nosso coração. Isso fará que tenhamos dúvidas até mesmo do que é certo ou errado. Será que você já está nesse dilema ético? Trevas escurecendo a luz que há em você?
Reaproxime agora do Senhor! Vença, domestique sua carne (Rm.7)! E sinta o prazer de ser usado pelo Senhor como luminar nesse mundo tenebroso.

Pr.Sergio Dusilek

janeiro 11, 2012

O DEUS QUE SE DEIXA IMPORTUNAR (Lc.11:5-8)

Filed under: Estudos — sdusilek @ 1:09 pm

O que você pensa sobre a oração? Orar é um hábito que você cultiva? É impressionante perceber como muitos crentes têm tentado viver uma vida cristã sem orar. Digo “tentado” porque oração é vital para o nosso relacionamento com Deus e para nosso testemunho. Afinal, quando alguém cai, não o faz primeiro por causa da vaidade, mas sim porque deixou de orar.

Orar era para ser bom, prazeroso. A oração devia ser um estilo de vida do crente, mas para muitos se tornou uma espécie de chato e enfadonho relatório a ser preenchido ao fim do dia… Talvez seja por isso que algumas igrejas estejam vivendo do passado, num “santo” cultivo da nostalgia. Toda vida de Deus no meio do seu povo começa com oração. E quando uma igreja é calcada na oração é porque cada um dos seus membros abraçou um ideal de intimidade com o Senhor. Julgo que a maior marca de uma igreja que ora não seja suas entradas de membros ou receitas, mas sim a visível condução e direção do Espírito sobre o povo. Para uma igreja que vive debaixo dessa condução, acréscimo de membros ou de receitas será um detalhe, e não um valor.

Quem não tem vida em oração destoa do Mestre. Jesus orava. E muito. Há diversas passagens dos evangelhos que mostram um Cristo que não abriu mão de cultivar uma vida de intimidade com o Pai. Por diversas ocasiões, mesmo vendo o volume das necessidades que o cercou, Jesus se retirou. Se havia alguém que podia salvar o mundo esse era o Salvador. Mas Ele sabia e deixou o exemplo da necessidade que temos de ter um tempo a sós com o Pai.

Infelizmente nosso problema com a oração não se restringe só ao pouco tempo que dedicamos a este primordial instrumento da espiritualidade cristã, nem tampouco a própria e reinante incompreensão sobre o tema. Além desses fatores, soma-se o exercício da oração como um monólogo (só nós falamos e não paramos para ouvir Deus), o uso da oração como um mecanismo de manipulação divina (os chamados “decretos”-ordens sendo dadas em Deus) e o reducionismo da intercessão para momentos aperto.

Por isso é importante entendermos alguns aspectos sobre a oração abordados na parábola do amigo inoportuno. Essa parábola, que só se encontra no evangelho de Lucas, está compreendida entre dois blocos claros sobre oração: um no inicio do capitulo quando Jesus deixa o Pai Nosso para os discípulos e outro entre os versos 9-13 quando Ele aborda alguns aspectos do caráter do Pai.

1.    Entendendo o Contexto histórico-social;

A nossa distância histórica e cultural é tamanha que algumas dificuldades se apresentam ao ler a parábola. Para nós que vivemos num contexto social violento, no terceiro milênio da era cristã, fica difícil entender porque alguém atenderia um pedido de um amigo feito em hora inoportuna. Isso se torna mais difícil ainda para quem mora em condomínio.

As casas e vilarejos da Palestina na época de Jesus pouco têm haver com as habitações de hoje. Na maioria dos casos (salvo exceções de gente abastada), famílias moravam em pequenas casas com um a dois cômodos. Eram casas sem telhas, sem quartos (como os conhecemos hoje), nas quais as famílias estendiam, ao final do dia, esteiras no chão e dormiam praticamente juntas (pai, mãe e filhos). O acesso a porta era possível a qualquer transeunte. Por isso qualquer pessoa que batesse tarde da noite geraria um incomodo a toda família. Contudo, deve-se destacar que era comum naquele tempo o exercício da hospitalidade. Receber um visitante era mais do que uma cortesia, era uma obrigação. Não acolher um amigo que estava em viagem era o mesmo que ser condenado a uma espécie de execração pública, a “cair na boca do povo”. Quem iria querer isso para sua vida?

Por isso o vizinho vai tão confiante pedir pães em hora tão imprópria. Ele sabia que o detentor dos pães teria “medo da vergonha” ao qual seria exposto no dia seguinte, caso recusasse a ajuda. Aliás esse “medo” é a melhor idéia para o grego de anaideia (v.8 – só aqui no NT), o qual é traduzido normalmente por “importunação”.

Interessante também destacar que Jesus fez uso, segundo Simon J. Kistemaker, de uma regra de hermenêutica rabínica que apregoava o ensino extraído do menos para o mais importante. O que Jesus queria dizer aqui não é que Deus dorme numa casa pequena, nem tampouco que nela sempre falta pão, ou mesmo que Ele é pego desprevenido. O que o Mestre deixou para nós é que se um vizinho, mesmo que com a motivação errada (anaideia), atende o clamor de alguém, quanto mais o Pai! Essa mesma idéia Jesus vai enfatizar nos versos 11-13.

2.    Uma pergunta que não quer calar… pode alguém importunar a Deus?

No sentido de surpreendê-lo, já vimos que não. Deus não dorme (Sl.121:3,4) e o futuro Ele já conhece pois “está nele”. Nem tampouco a persistência de alguém em seu pedido pode gerar uma “inquietação” divina. Mas deve-se destacar que a grandeza de Deus está também em acolher cada um desses pedidos pelos quais intercedemos por vezes anos a fio. Ele nos compreende. Aliás, Deus não se torna pequeno por se deixar importunar. Deus não diminui Sua majestade por permitir que nós reiterada e insistentemente apresentemos com todo o nosso coração nossas petições. Seja qual for sua petição, o Senhor a recebe. A diferença para a parábola é que Ele não faz isso por “medo da vergonha” ou para manter a aparência (tal cultivo da imagem pessoal é para gente mal resolvida, o que definitivamente não é o caso do Senhor), mas simplesmente, quando atende ao que pedimos, o faz por Amor a nós e por fidelidade aos propósitos dEle para a nossa vida.
Nesse sentido, nossa insistência é permitida, mas não é determinante para que um pedido seja atendido. Mas ela se torna primordial para nós, a fim de avaliarmos, pela nossa perseverança em certo pedido, quanto ele é realmente importante para nós. A nossa “importunação” não muda o coração de Deus, mas revela o nosso, na medida em que mostra quanto estamos realmente empenhados naquele assunto.

3.    Mais algumas lições…

O que mais Jesus quis nos ensinar?
a.    Que Deus é o nosso provedor. No vizinho pode haver três pães (que eram do tamanho da mão de um homem) para dar, mas na casa do Pai há fartura de pão! E isso implica em assumir que Deus é quem atende as nossas necessidades (Salmo 23:1; 37:25). O nosso Pastor sabe do que precisamos. E o compromisso dEle é em atender as nossas necessidades e não as nossas vontades (Mt.6);
b.    Que Deus não quer uma relação conosco de vizinho. Deus quer uma proximidade de amigo. Será que você pode ser chamado de amigo de Deus, como foi Abraão (Tg.2:23; Gn.18:16-22)? Lembre-se um amigo sabe o que agrada e  desagrada o outro;
c.    Interessante notar que para cada pão pedido na parábola (o qual cabia na mão de um homem), Jesus usa um imperativo: “Pedi; buscai; batei”. A ordem é para que recorramos ao Senhor. O imperativo é para nós (servos), não para que Deus cumpra algo.
d.    Por fim, devemos crer que Deus sempre tem o melhor para nós. Se os pais sabem dar boas dádivas, quanto mais o Senhor (v.13). A variação no verso 13 entre “Espírito Santo” (em Lucas) e “coisas boas” (em Mt.7:11) é dirimida pelo fato de que a melhor “coisa boa” que o Senhor pode nos dar é o próprio Espírito. No grego, o dom/presente do Espírito é grafado pela palavra dorea, este recebido na hora da conversão.

CONCLUSÃO
Uma das maravilhas da paternidade é você compreender um pouco mais do amor de Deus, só que agora por dentro. Como pai, você sempre quer dar o melhor para seu filho. Assim é com o Pai Celestial. A vida de oração é um convite ao descansar em Deus. É um convite a uma vida de fé, entendendo que o Pai celestial nos trata como filhos amados. Tenha uma vida em oração.

Pr.Sergio Dusilek

[Estudo publicado na revista Palavra e Vida da Convenção Batista Fluminense, no 4o trimestre de 2010. Esse foi o estudo 01]

Abaixo segue uma sugestão de leituras para a semana:
segunda-feira    Lc.11:5-8
terça-feira    Lc.11:9-13
quarta-feira    Gen.18:22-33
quinta-feira    Mt.7:7-11
sexta-feira    Hab.1
sábado    Jonas 4
domingo    Sl.141

janeiro 3, 2012

PARÁBOLAS DO REINO – UMA INTRODUÇÃO

Filed under: Estudos — sdusilek @ 3:19 pm

INTRODUÇÃO

O que você leitor pode esperar no contato com essa revista? Sem dúvida alguma uma aproximação com a mensagem central que Jesus anunciou: o Reino de Deus. O que nos aproxima ainda mais do Rei é a visão mais acurada do Reino.

Engraçado é que o tema mais recorrente na boca de Jesus é normalmente o menos falado. Para muitos, Reino não dá “IBOPE”. Para Cristo, Reino sempre foi “líder de audiência”. Mas como entender verdades eternas tão abrangentes? Aí é que entram as parábolas. Parabol (grego=parábola) é o termo mais encontrado nos evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) aparecendo 48 vezes.

Nesse contraste entre o que se faz e o que realmente é que algumas verdades bíblicas podem entrar em “ligeiro choque” com tradições herdadas. Como o povo que vai ter contato com estas lições é o povo Batista, cuja marca é sua fidelidade a Bíblia e cuja maior virtude é sua inigualável doutrina, creio que todos ganharemos com esse tempo de reflexão à Luz da Palavra.

A parábola desde muito representa uma forma didática de ensino. Muitos rabinos usavam de parábolas para transmitirem seus ensinos na época de Jesus. O povo estava acostumado àquele método de ensino. E Jesus aproveitou essa esteira para, com uso de figuras do cotidiano das pessoas, transmitir verdades eternas. Nesse sentido, as parábolas não devem ser lidas como ilustração, mas sim como apontamento das verdades espirituais.

Mas uma questão se levanta já na introdução: se as parábolas são um meio de ensino, visando facilitar a compreensão do Reino de Deus, como entender a fala de Jesus na parábola do semeador que pelas parábolas eles (povo) não entenderiam (Mc.4:10-13)?

Quem pertence a uma linha mais calvinista vai dizer que somente os eleitos, os predestinados são capazes de entender, porque as parábolas são dadas a eles. É como se tivessem um decodificador implantado neles desde o nascimento… Mas tal idéia esbarra num outro problema: nem os discípulos, por exemplo, entenderam a parábola do semeador.

Penso que essa fala de Jesus, reforçando a tônica do que foi o ministério de Isaías (Is.6:9-10), é justamente dada para gerar o contraste. Uma palavra que era para ser de fácil  entendimento, uma vez que havia dureza de coração, era desprezada. Isso aumentava o peso da responsabilidade que pairava sobre aqueles ouvintes. Os religiosos desprezavam o ensino de Jesus (vide Lc.16). O povo, os pecadores, esses se inseriam e se viam em cada palavra que o Senhor dizia.

As parábolas são para serem compreendidas. Deus em nenhum momento vai mandar uma mensagem truncada ao seu povo. Quando o Senhor tem que falar ao povo Ele não fala de modo “criptografado”. Ele fala de modo claro, para que as pessoas tenham a oportunidade de corrigirem seu caminho e de andar por veredas justas. Essa dimensão do caráter de Deus também não permite que vejamos o ensino do Reino como algo incompreensível. Podemos vê-lo, isso sim, como um desafio para a maior compreensão. Em toda parábola do Reino há verdades aparentes e verdades profundas, as quais como uma pedra preciosa, nos remete a cavar (orar e estudar) para encontrá-las.

Isso é que se procurou fazer ao longo desses estudos. Não só falar de verdades aparentes, mas, sobretudo encontrar “aquele algo mais” que o Mestre falou. Essa “alma” da parábola é que procuramos, debaixo de muita oração e reflexão, apresentar em cada lição.

A perspectiva de apresentação dos estudos é ora existencial (falando direto ao seu coração), ora buscando levar o leitor a avaliar seu contexto de vida. Tudo isso permeado com anotações sobre o contexto cultural do tempo de Jesus que permitem uma melhor compreensão do ensino do Mestre.

Destaca-se aqui que boa parte desses estudos foram aplicados (explanados quando ainda na forma de esboço) na escola bíblica da então CBRIO-RIO2 (WWW.cbrio-rio2.blogspot.com.br). Para todos que ali estivemos foi um tempo de crescimento espiritual, de desafio pessoal e de aumento na freqüência. Aliás, apreender o ensino de Jesus e compreender a mensagem do Reino, sempre é por demais abençoador!

Que Deus lhe dê um tempo de encontro com Suas verdades eternas! Bom estudo!

Pr.Sergio Dusilek

 sdusilek@gmail.com

*** A partir dessa semana estarei publicando no blog os textos que abordam as parábolas do Reino, baseados no evangelho de Lucas, capítulos 13-16. Tais textos foram escritos e publicados pela convenção batista fluminense no último trimestre de 2010, a pedido da educadora Olga Sant’ana.

Resolvi disponibilizá-los na internet por dois motivos:

a) abençoar principalmente pessoas que sempre têm perguntas sobre esse pedaço das Escrituras. E aqui faço um registro especial a uma querida ovelha e sua família (Juliana Machado) a qual batizada em dezembro passado pela nossa igreja continua sedenta pela Palavra. Que Deus continue a abençoar sua vida e casa;

b) por não conseguir adquirir mais exemplares da publicação junto a CBF.

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