Novos Caminhos, Velhos Trilhos

abril 22, 2017

Três Pensamentos sobre a crise a partir do Dilúvio

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 9:36 pm
  1. Nossa  atual crise, embora gravíssima, não é maior do que a época do dilúvio. Naquele período, até Deus entrou em crise… Fez uma revisão geral do processo Criativo. O escritor bíblico também entrou em crise… como registrar a “meia-volta divina”?

2. Em toda crise Deus abre pelo menos uma porta. Bom, se até os animais conseguiram encontrar a porta da Arca, por que não conseguiríamos encontrar a nossa também?

3. Toda crise tem um fim (finalidade e temporalidade); nenhuma crise é eterna. E o fim da crise é tanto o nosso refazimento (nossa moldagem é o caráter existencial teleológico da crise) quanto o recomeço. Lembre-se: há um arco-íris anunciando um novo começo para cada um de nós.

abril 18, 2017

AS CONTRIBUIÇÕES SÃO BÍBLICAS-2 Ou Ainda: “Quem administra o dinheiro do Senhor sou eu!

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 4:14 am
“Tua é, ó Senhor, a grandeza, e o poder, e a glória, e a vitória, e a majestade, porque teu é tudo quanto há no céu e na terra; teu é ó Senhor, o reino, e tu te exaltaste como chefe sobre todos. Tanto riquezas como honra vêm de ti, tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo. Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos, e louvamos o teu glorioso nome. Mas quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos fazer ofertas tão voluntariamente? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos.”
“E o povo se alegrou das ofertas voluntárias que estes fizeram, pois de coração as haviam oferecido ao Senhor;” (I Crônicas 29:11-14, 9a)
 O texto bíblico reproduzido acima é o registro da liberalidade com que o povo de Israel participou, sob a liderança do Rei Davi, da campanha de arrecadação para a construção daquele que ficou conhecido como o “Templo de Salomão” (1-de Salomão porque foi no reinado dele que foi construído; 2- não se espante: aquele era o legítimo, o do Edir Macedo é a cópia fake). O coração de Davi, que igualmente foi tomado por essa contagiante liberalidade (I Crônicas 29:3-5), registra em louvor uma máxima de quem já é de Jesus: sabemos que tudo que existe, que temos e somos vem dEle. O que nos remete para o conceito de mordomia (Lucas 16:1-13).
Ora, mesmo tendo bens em nosso nome, segundo a mais fina teologia bíblica, devemos reconhecer que somos tão somente mordomos. Nossas aptidões, capacidades, habilidades, talentos e dons espirituais vêm dEle. Nossos recursos, ganhos com trabalho dedicado, também vêm dEle. E no conceito de mordomia, todas as coisas SÃO PARA ELE. Isso equivale a dizer que embora o mordomo acabe desfrutando daquilo que pertence ao seu Senhor, ele sabe que tudo aquilo que está sob seu cuidado, sob sua guarda e aplicação, pertence a Jesus. Daí se depreendem duas lições: a primeira, da razão da alegria que deveria invadir o coração de cada um de nós ao contribuir; a segunda, que não faz sentido, não há qualquer espaço para não contribuição, mesmo que seja a famigerada alegação: “como mordomo, é melhor que os recursos fiquem comigo pois eu os administro melhor do que a igreja”.
Bom, pode até ser que você administre melhor do que qualquer um que faça parte do corpo administrativo da sua Igreja, conquanto tenhamos que admitir que tal fato é difícil de provar. Contudo a questão é a mordomia: os recursos não são seus, não são nossos; são dEle. Nesse sentido a entrega das contribuições na Igreja (dízimos e ofertas, mas sobretudo o coração) é além de bíblico, pedagógico, pois lembra-nos a todo tempo que os recursos não são nossos, são de Deus. Tanto a parte que é depositada no gazofilácio, quanto a que fica conosco. Se até a parte que deveria ser destinada exclusivamente para a obra de Deus é retida, então parece mais certo pensar que não são os recursos (dados por Deus) que estão sob nossa conta/cuidado, mas sim que nós é que estamos debaixo dos recursos! Lembre-se: é tudo dEle (“Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos”).
Pense. Ore. Seja praticante da Palavra. Experimente a alegria que é contribuir para a obra do Senhor.
Pr. Sérgio Dusilek
sdusilek@gmail.com

abril 10, 2017

AS CONTRIBUIÇÕES SÃO BÍBLICAS

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 2:55 pm
AS CONTRIBUIÇÕES SÃO BÍBLICAS
“Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Susana, e muitas outras que os serviam com os seus bens.” (Lc.8:3)
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, SEM OMITIR AQUELAS.” (Duro discurso de Jesus contra os fariseus – Mt.23:23)
“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. (…) em tudo enriqueceis para toda a LIBERALIDADE” (2 Corintios 9:7, 11a).
Além desses textos mencionados existem outros tantos no Novo Testamento que dão conta da participação financeira no sustento da obra de Deus. Aliás, toda e qualquer expressão religiosa vive, ou sobrevive (a diferença aí é diretamente proporcional à fidelidade e liberalidade dos seus membros/seguidores) da participação financeira de quem a compõe. Estranhamente alguns têm defendido que a entrega de dízimos e ofertas “caducou”. Mais estranhamente ainda é que muitos que professam essa terminologia vivem dos mesmos dízimos e ofertas, quando não defendem sua prática na sua comunidade de fé, embora na internet professem outra coisa.
Perceba que Jesus não recriminou o dízimo, porém condenou o uso deliberado dele como instrumento da compensação da consciência. Ele também teve seu ministério viabilizado por conta dessa prática como vimos acima. Paulo, apesar de não usar o termo dízimo, fala em contribuição com o coração, com alegria, com liberalidade. Para aqueles que acham que Paulo aboliu o dízimo, eu diria que ele “piorou” as coisas para quem oferta: quem dá com coração e o faz com alegria e liberalidade jamais fica em 10%… ultrapassa.
Nós fazemos parte de uma comunidade de fé. O sustento para os missionários, para a manutenção das atividades, e também para os novos desafios não está fora de nós. Está dentro, na própria Igreja. Nesse sentido, enquanto temos um grupo de irmãos fiéis que contribuem com liberalidade, é bem provável que tenhamos outro grupo que infelizmente ainda, não faz parte do sustento ou se o faz, não o realiza com “o coração e com alegria”, como fruto do “amor de Deus”. Bem, se é para não sustentar, que pelo meno seja por conta da recessão do país ou mesmo da incompreensão. Mas jamais por pensar, ou mesmo dizer que tal contribuição não seja bíblica ou neotestamentária.
A grande questão que fica é: se Jesus falou do dízimo; se Jesus e Paulo  viveram de contribuições; caso você estivesse lá, naquela época, você faria parte do grupo que viabilizou o ministério deles ou do grupo do qual se eles dependessem, teriam dificuldade em ter tempo para ministrar? Pense. Reflita. Ore.
Pr.Sérgio Dusilek
sdusilek@gmail.com

março 24, 2017

MISTURAS

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 12:16 am

Misturas
Para um povo resultado da mistura (miscigenação de raças);
Para um povo que mistura tão bem o feijão com o arroz, que promove o baião de dois;
Para um povo eclético na música: produz tanto um Djavan quanto um Latino; de João Alexandre a Lázaro;
Para um povo que mistura as crenças, que lota reuniões espiritualistas/animistas em templos evangélicos;
Para um povo que viu um prédio ruir pela mistura de produtos estranhos ao processo da construção civil;
Para um povo que já soube da mistura de formol ao Leite, fato este investigado, mas não restrito, no Sul do país;
Para um povo que cansou de comer hortaliças misturadas aos mais potentes pesticidas, muitos dos quais proibidos nos países-sede dos seus laboratórios;
Para um povo que faz uso de uma água tratada misturada;
Para um povo que usa gasolina batizada;
Para um povo que toma medicação trocada, misturada, “placebada”;
O que é mais uma mistura, a da carne maturada?
Somos um povo que tolera a mistura dada;
Somos um povo que engole a mistura partidária no congresso encastelada;
Somos o povo que vê o cisco, mas diante da “trave” preferimos não ver nada;
Até quando viveremos essa vida alienada?
Até esperarmos que a nossa sorte seja mudada?
“Vem vamos embora” pois a hora é chegada,
De lotar as ruas e dar um basta nessa palhaçada.

março 6, 2017

Sobre Navegação e Naufrágio.

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 11:19 am
Sobre Navegação e Naufrágio

A vida é como uma navegação. O barco pode ser desde uma instituição (como a família ou a igreja, por exemplo) à uma estrutura social (empresa, governo, transporte de passageiros) que nos conduz de um lugar, onde estamos, para outro, onde pretendemos e queremos chegar. Os portos são as paradas. As tempestades são as intercorrências que encontramos na vida. É com esse pano de fundo que lhe convido a ler Atos 27, a experiência de um naufrágio com o apóstolo Paulo. A partir desse texto, sugiro a você as seguintes lições:

1) Há navegações difíceis e longas – a diferença da tempestade de Paulo para a tempestade dos discipulos com Jesus no Mar da Galiléia é que esta última foi de curta direção, enquanto a de Paulo durou muito (veja os versículos 7-14, 20,27). O problema é que nosso organismo não está preparado para suportar longas pressões… Soma-se a isso a pergunta onde Deus fica nesse processo todo? Para sua reflexão cito Gustaf Áulen, teólogo sueco:
“Deus não deseja que aconteça tudo o que realmente acontece. Mas tudo o que acontece torna-se objeto da sua vontade. Nada lhe é indiferente.(…) Segundo a fé cristã, Deus efetiva a sua vontade até naquilo que a Ele se opõe.”[AULÉN, Gustaf. A Fé Cristã. p.171] 
2) Em navegações difíceis e longas, costumamos receber avisos (v.10,22,33-34). Alguém que entrasse no barco no verso 30 poderia se perguntar se Paulo não sabia o que ia acontecer, se ele não tinha antevisto aquela situação. Em caso afirmativo, por que então ele não avisou? Mas lembre-se… isso é para que entra no verso 30… Há uma história por trás. Há tratativas, avisos que foram dados antes… conselhos foram dados. Só que parte das tempestades que enfrentamos na vida advém da nossa ausência de escuta. Para quem entra no barco depois, não se deixe enganar… todo barco contém e conta suas próprias histórias.
3) Navegações difíceis e longas trazem perdas, mas também possibilidade de de esperança (v.18,19, 22-26). O texto diz que a carga foi jogada ao mar, assim como os aparelhos do navio. O barco ficou à deriva. Nessas horas de profunda crise nossos valores são reposicionados. O que é essencial fica; o que é supérfluo vai embora. Isso porque quando encaramos um tufão, só há duas coisas a fazer: confiar em Deus (lembre-se: o barco pode estar descontrolado, mas Deus continua no controle) e deixar o barco ser levado pelo período que incidir esse tufão. Lutar contra o tufão é teimosia. Uma força descomunal da natureza não pode ser enfrentada por mim, ou por você. Precisamos é encontrar nessas horas o melhor abrigo para que o tempo se encarregue da passagem do tufão.
Contudo, nesses momentos a esperança pode renascer. Isto acontece pela ministração da Palavra de Deus (v.22-25; 34-36). Deus manda anjos, mensageiros dEle para nos reanimar. O que não pode acontecer é que fiquemos tão mergulhados na nossa dor que deixemos de ouvir essas palavras de ânimo.
4) Quando as perdas nas navegações difíceis começam, nós passamos a nos perguntar se vamos conseguir atingir aquela meta proposta. Por vezes entramos numa estrutura social (barco) para poder atingir um objetivo e… agora? Como chegar lá? Nessas horas de tempestade, de navegação exaustiva, é preciso relembrar a Palavra que Deus nos deu. Para Paulo, Deus tinha dito que importava que ele testemunhasse de Jesus em Roma, para a corte (Atos 23:11). Na hora do naufrágio interno (que acontece antes do externo), causado pelas dúvidas, pela incredulidade, reavive, relembre a última Palavra que Deus lhe deu. Se agarre a ela, pois o que Ele falou Ele vai cumprir. Por exemplo: foi um voto de casamento? Permaneça firme, apesar das tempestades.
5) Ao questionar se vamos chegar ao nosso destino automaticamente pensamos em pular do barco. Foi assim com os marinheiros daquele navio onde Paulo estava (v.29-32). Contudo a salvação, a preservação da vida estava na permanência da união dentro do barco. Para alguns a salvação está no mar. Só que o mar só salva quando Deus nos manda pular para lá. Sem a autorização de Deus o mar é lugar de morte.
Pensemos nessa figura aplicada a Igreja. Estamos todos juntos dentro do mesmo barco (IB Marapendi) e por vezes pessoas estão passando por longas tempestades conosco. Algumas acabam resolvendo pular do barco, no melhor intuito de se salvarem. Contudo a Palavra de Deus a Paulo foi para que todos ficassem no barco. Tempo de ficar unido, cada um animando seu irmão, enquanto todos aguardamos a salvação do Senhor (Salmo 62).
6) Por vezes navegações difíceis terminam em naufrágios. É quando aquela estrutura social (casamento por exemplo) se despedaça. Nessas horas vem uma pergunta existencial: o naufrágio é o meu fim? Não, não é. Pode ser o fim de uma estrutura, daquele modo de concebê-la. Deus pode dar uma nova estrutura, seja nova-nova, seja a antiga totalmente refeita!
Paradoxalmente o naufrágio, conquanto nos molhe, nos enxarque, é também o momento em que experimentamos a salvação do Senhor (v.41-44). A Bíblia diz que todos os 276 integrantes daquele barco se salvaram. Àqueles que a vida ensinou a nadar, pegaram um “jacaré” e foram dar na praia. Aos que não aprenderam a dar braçadas coma vida, estes usaram pedaços/tábuas dos destroços do navio para igualmente chegarem na praia. De modo que, seja com a expertisse, seja com as “taubinhas”, todos lá chegaram.
Todos saíram diferentes, pois foram imersos na salvação do Senhor, bem como convidados a aprofundarem o relacionamento com Ele.
Termino dizendo que mesmo que o céu só ofereça a você, já por longos dias, escuridão, chuva e ventos fortíssimos, não saia do barco (há não ser que Deus expressamente mande). Quem fica no barco experimenta a salvação do Senhor, ainda que ela se processe com um naufrágio.
Ao compartilhar esta reflexão segue meu desejo e oração para que você experimente a salvação do Senhor. Desejo que o barco fique inteiro e que você salte no porto de destino “sequinho” e renovado. Contudo, se o naufrágio, ou algum tipo de naufrágio vier, que você sobretudo experimente a poderosa SALVAÇÃO do Senhor, ainda que para tanto, seu “batismo” (mergulho no mar) venha antes.
Com carinho,

Pr.Sérgio Dusilek

sdusilek@gmail.com

fevereiro 26, 2017

Pastores se cansam

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 6:46 pm

Algum tempo atrás presenciei uma conversa em que um membro de igreja evangélica se mostrava surpreso com a informação de que pastor tira férias. Para ele isso era inconcebível, afinal… como um pastor pode deixar de ganhar almas, dá uma pausa nessa magnífica missão? Na sua compreensão havia, logicamente, algumas distorções: a de que o pastor é quem ganha almas (fruto do papel do púlpito no movimento puritano), de que pastor não se cansa até mesmo porque não trabalha (segundo alguns, numa clara confusão de ausência de uma agenda definida com as demandas do ministério), além de que podia haver uma projeção, o que normalmente acontece, de alguém que deveria ter um emprego informal, portanto sem férias, e que defendia (projetando) a mesma coisa para seu pastor… não é que ele não gostasse do seu pastor; por vezes essa projeção é simplesmente inconsciente.

Fato é que pastores se cansam. Jesus se cansou. Não foram poucas as vezes que o Mestre se retirou para um monte para orar, para descansar da demanda das multidões. Isso porque no agito da multidão e nas suas urgentes demandas, normalmente não sobra espaço para que o líder se coloque ou mesmo que ele respire.

Mas o cansaço pastoral é bom sinal? Eu diria que sim, caso fosse observado como um sinalizador para uma parada, para uma retirada. Isso porque uma igreja que tem um pastor que se cansa pode ter consigo o privilégio de ter alguém que é humano e que tem realmente um coração pastoral. Infelizmente, nem todo pastor tem um coração pastoral… têm o título, mas não têm a vocação… Cabe aos membros da igreja este cuidado com o pastor. Está percebendo seu pastor mais irritadiço, mais cansado, menos atento? Sugere a ele e à liderança um tempo de descanso… que na verdade não será um descanso do pastorado (ninguém despe sua vocação), mas sim daquela comunidade onde ele atua.

Isto posto, gostaria de sugerir uma pequena lista (que não se esgota em si mesma) de fatores que podem levar ao cansaço pastoral:

  1. Pêso institucional: há certas comunidades que possuem tanto “script” a ser cumprido que as relações perdem sua naturalidade e se tornam artificializadas. Todos ali cumprindo seus papéis, o que termina fomentando a criação de máscaras. A Igreja ao invés de ser uma comunidade autêntica que vive sua autenticidade, passa a ser uma espécie de “baile de máscaras”.  A observância dos ritos, o auto-enquadramento neles, gera perda de combustível emocional, cansando os que ali estão.
  2. O excesso de demanda também cansa. Há comunidades que absorvem demais o pastor. Ou porque são imaturas demais para poder lidar com suas questões, trazendo ao líder tudo que acontece; ou porque o pastor é tão bom que dá vontade de ficar perto dele o tempo todo. Ocorre que este tipo de excesso de demanda desgasta até mesmo os nossos “Moisés” (Ex.18). Não há líder que consiga se manter com saúde emocional com uma demanda que ultrapassa os limites do que é arrazoável. Até mesmo porque há chamadas que os membros consideram urgentes, mas que não o são. Aqui o pastor precisa refletir e fazer uma mea-culpa. Para alguns é cômodo ter uma comunidade de fé infantilizada, pois crianças não possuem habilidade crítica desenvolvida. O preço a se pagar é o excesso de demanda por questões menores. Se o pastor se propõe a ajudar a igreja a amadurecer, vai ter outro tipo de desgaste, que veremos agora, da incompreensão.
  3. A crítica desgasta, especialmente aquela que é fruto de incompreensão. Pastores que são “julgados” numa determinada situação, quando os membros não sabem da história e passam a desconsiderar a trajetória daquele líder que diz exatamente o contrário do que se passou a pensar e a verbalizar. Essa incompreensão desgasta muito e acaba por drenar a energia emocional do pastor.
  4. Perseguição. Há alguns membros que elencam o pastor como alvo de suas frustrações. Outros, por motivações infernais, passam a perseguir o líder. A questão que se coloca aqui é a perseguição infundada. Aquela que motivada por algum componente espiritual ou mesmo de adoecimento emocional é levada a termo. Como ao pastor não cabe retribuir na mesma moeda, a perseguição o conduz para o enfado e, não raras vezes, à precipitação do tempo de ministério pastoral numa localidade.
  5. Desgaste familiar. Pastores são pessoas e por vezes há desgastes na sua família que também fazem seu coração sangrar. Isso vai desde conflito conjugal à enfermidades, passando pela relação paternal. Nem o pastor, nem ninguém mais, tem família perfeita; portanto, a igreja precisa ter certa dose de compreensão e apoio para com a família pastoral, especialmente com os filhos. Se o pastor e a esposa estavam cônscios de sua missão como casal, ou mesmo da missão do marido, os filhos por sua vez não foram chamados a opinar.  São crianças e adolescentes como os outros; não são “pastorzinhos”. Por vezes o cansaço do pastor com o ministério pastoral advém do abatimento que recai sobre ele ao ver o insano peso que é colocado (com ou sem maldade) sobre seus filhos.
  6. Falta de descanso programado. Há pastores que não respeitam sua folga semanal, necessária para recarregar baterias. Há muitos irmãos que também não respeitam essa folga, esperando um problema agudizar, explodir para então chamar o pastor. E como explodem situações nos dias de folga e feriado! Veja meu querido, há coisas que surgem, como por exemplo uma perda inesperada. Porém há outras que podiam ser tratadas antes, até mesmo porque antes da explosão talvez ainda haja jeito de evitá-la. O fato que ao ultrapassar os limites do descanso e fazendo-o de modo sistemático, o cansaço se acumula e uma hora a conta chega na saúde pastoral. Deus ensinou o princípio do descanso, o qual pastores e igrejas precisam aprender a valorizar.
  7. A traição da liderança é outro fator de desgaste. É um componente ético-emocional. Pessoas que lhe acompanham ou que você acompanha e que de repente rompem com sua liderança. Pessoas que lhe acompanham ou que você acompanha sobre as quais se descobre posteriormente (daí a estupefação e o cansaço dela decorrente) que elas já estavam rompidas com todos projeto de liderança cristã, de santidade e coerência que o Reino pede. Essa traição é doída, e por ser assim enrijece o coração. O problema é que não há ministério possível com coração endurecido. Essa é uma área de extremo enfado… é deserto.
  8. A imaturidade dos membros que criam tensões desnecessárias. Pequenos choques sem reconciliações ou alguém com uma palavra de sabedoria para contornar essas rusgas acabam respingando no pastor. Ao fazê-lo, há uma perda de energia emocional, a qual vai sendo sugada a conta-gotas. Contudo, o fato de sair aos poucos não desmerece pra onde ela aponta: uma hora, essa tanque de energia emocional acaba, mesmo que demore. Há também que se registrar que ao cuidar de muitos, mas pequenos focos de incêndio relacional, o pastor costuma ficar sem tempo para a prática devocional, o que talvez  lhe garantisse um combustível extra para suas combalidas emoções.
  9. Falta de retorno da Igreja. Uma igreja que não responde, nem “sim”, nem “não”, as demandas, provocações e idéias pastorais, pode trazer um profundo desgosto e questionamento de chamado ao pastor. É quando o ralo está dentro do coração pastoral, escoando toda a energia emocional ali presente. Essa frustração ministerial ao lidar com “walking deads” eclesiásticos, pode trazer muita desgaste ao coração do pastor, tornando-o  desde insensível, até mesmo carente.
  10. Uma igreja essencialmente carnal. Lidar com uma igreja secularizada que busca o lenitivo espiritual e pastoral, ao mesmo tempo que se fere com o pecado, desgasta o pastor. Embora ele esteja ali também para escutar os membros mediante aconselhamento pastoral, é muito triste e desgastante para o coração de um pastor ver como suas ovelhas têm se cortado e se machucado nos arames farpados do pecado. Ouvir como algumas, embora com a vida (ou sobrevida???) preservadas, tiveram pedaços inteiros arrancados pelas garras de lobos, ursos e leões. Dói. Desgasta. Faz o coração chorar! Por fim, cansa ver tanta gente cansada e que insiste nesse projeto de vida que na verdade é um convite à morte diária.

Ao propor esta lista, não quero dizer que não existam outros fatores que fomentem o cansaço pastoral. Eu mesmo não citei o desgaste com colegas, com denominação… Nem tampouco quero dizer que ministério se faz sem se cansar. Pastores que não se cansam são aproveitadores, falsos profetas, sugadores da gordura alheia. Entretanto, ao expor e propor essa lista, convido-lhe a orar e a cuidar do seu pastor, bem como aos queridos colegas, sugiro que se leiam, se percebam. Uma vez cansados, é melhor parar um pouco, para depois poder terminar a corrida. Aliás, o que você faria numa maratona ao ficar exausto no terceiro quilômetro ou mesmo no vigésimo-sétimo? Daria um “sprint” final mesmo sabendo que falta muito ainda e que tal acelerada não levaria você a cruzar a linha de chegada? Que poderia, esse “sprint” levá-lo ao desfalecimento? Pare, respire um pouco, volte andando e se sentir condições, volte a correr.

Um gaiato poderia dizer nesse momento: mas eu não gosto e nem corro maratonas. Para você eu responderia: você é uma pessoa excelente e útil em muitas coisas; contudo, muito possivelmente não sirva para o ministério pastoral.

Aos pastores que exercem o ministério com dedicação, comprometimento e que por isso estão cansados, minha admiração e oração para que vocês sejam renovados. Há muito mais à nossa frente. Que Deus nos abençoe.

Pr.Sérgio Dusilek

sdusilek@gmail.com

 

 

 

 

fevereiro 13, 2017

VELHOS FATOS, NOVO OLHAR.

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 5:43 pm
“Não tenho muito tempo de vida, e a minha esperança no Deus Eterno acabou. Eu me lembro da minha tristeza e solidão, das amarguras e dos sofrimentos. Penso sempre sobre isso e fico abatido.
Mas a esperança volta quando penso no seguinte: O Amor do Deus Eterno não se acaba, e a sua bondade não tem fim. Eles se renovam a cada manhã, pois Grande é a Fidelidade do nosso Deus.” (Lamentações de Jeremias 3:18-23 – NTLH adaptado)
Por vezes a realidade nos convida a cegueira. Em muitas ocasiões é melhor desviar o olhar do que ver. É incrível que em pleno século XXI a gente se depare com cenas que desnudam a humanidade, revelando toda a barbárie de nossa espécie. Hobbes estava certo ao dizer que o “homem é o lobo do homem”. Vemos isso nas relações, no nível institucional… porém sinceramente pensávamos ter superado a barbárie até que o Espírito Santo (estado do Brasil) entra em colapso, e torcedores são atingidos do lado de fora do estádio do Engenhão, antes de um clássico.
Penso que essa realidade chocante que nos convida a desviar o olhar é que fez Jeremias perder, em algum momento, a esperança em Deus. O resultado é um só: abatimento e prostração, como lemos acima. Nessas horas entra em ação um dos mais lindos mecanismos mentais criados por Deus: a memória.
Jeremias então é instado pela memória a conflitar as experiências amargas da vida com a experiência e realidade do Supremo Amor de Deus. O resultado deste embate no octógono cerebral? Vitória arrasadora do amor de Deus que restaura a esperança perdida e que traz novo fôlego para a vida. Sim, a renovação não vem da melhora externa, de uma realidade que dê gosto de olhar; a renovação vem do Amor de Deus derramado em nós. Acontece de dentro para fora.
Particularmente penso que a memória foi criada por Deus por algumas razões, as quais passo a listar, sem a pretensão de que ela seja exaustiva:
1) a memória nos ajuda a não repetir os mesmos erros e a não abrir o coração para quem não merece confiança, uma vez que abusou dela no passado;
2) a memória pode e deve guardar nossas muitas experiências com Deus para que, nos dias de sequidão, sejamos banhados pela certeza de um Deus que não é só dos patriarcas, mas que é nosso Patriarca;
3) a memória é um convite aos bons registros. Há muita coisa boa acontecendo. Guarde no seu HD, aquele que está na sua alma. Esses registros nos fazem sorrir, mesmo estando sozinhos;
4) a memória mantém vivo o que já passou. Falo aqui mais enfaticamente sobre pessoas que amamos e que já partiram. Penso que Deus criou a memória para que nos ajudasse a superar tais perdas. A memória, o registro, mantém vivo os fatos da existência comum. E não só os fatos como também as próprias pessoas, mediante o legado relacional, moral, espiritual, afetivo, situacional que deixaram. Ao adentrarmos nesse espaço sagrado da alma, podemos reviver muitos momentos que para nós foram doces.
5) a memória permite-nos uma certa abstração na vida. Não acho que a negação da realidade seja boa, mas tendo a concordar que a convivência sistemática com ela tem profundo poder adoecedor. Passe uma semana de suas férias vendo só telejornais e nada mais e veja se você não vai adoecer. A memória permite-nos viajar, retornar ao passado, sorrir com ele, abstrair ainda que por alguns instantes da dura realidade que vivemos. Creio que nisso está um processo de defesa da alma, bem como de sua oxigenação. Verdade também que essas abstrações, esses exercícios de viagem mental, tem sido substituídos pela consulta frenética das redes sociais. É como se a internet fosse nossa “oxigenação”…(???!!!).
Que você traga a memória aquilo que dá esperança, a começar pelo Amor de Deus e suas experiências com Ele, passando pelas suas boas memórias de vida.
Deus abençoe sua semana, trazendo à sua consciência as mais doces memórias.
Pr.Sérgio Dusilek
sdusilek@gmail.com

fevereiro 3, 2017

Começar de Novo

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 2:08 pm
Começar de Novo
“e ninguém seja devasso, ou profano como Esaú, que por uma simples refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a benção, foi rejeitado; porque não achou lugar de arrependimento, ainda que o buscou diligentemente com lágrimas” (Hebreus 12:16-17)
Esta semana, nos três dias que passamos em Búzios, vi na praia da tartaruga (a qual não deu o ar da graça), um rapaz vendendo artesanato. Uma de suas obras era um pequeno pilão, para efeito decorativo (imagino eu). A figura do pilão aponta para a necessidade de esmiuçamento, de algo que reduz um elemento compacto à pó.
Não é assim que Deus usa as circunstâncias da vida muitas das vezes para nos tratar? Estas adversidades batem com força sobre nós. Nos sentimos esmagados, impotentes, fragilizados… Mas era pra sentir algo diferente? Será que nessas horas que Deus quer tratar conosco é para ficarmos fortes, não quebradiços? Penso que não.
Normalmente esses momentos estão ligados ao arrependimento. É uma besteira sem tamanho essas celebridades dizerem que não se arrependem de nada do que fizeram na vida. Ora, que vida é essa que nunca encontrou motivos para se arrepender? Que coração é esse que não reconhece o erro? É lógico que todos erramos; é igualmente lógico que todos devêssemos nos arrepender. Por exemplo: eu me arrependo de ter desistido, depois de 2 anos de inglês, do curso que fazia e que me permitira uma fácil fluência, à qual faz muita falta hoje… Feio então meu querido não é se arrepender, é não se arrepender!
Mas por que o arrependimento é bom? Porque ele nos dá a chance de começar de novo. E aqui entra Jesus, Sua Graça, seu modelamento que só acontece com quem é QUEBRANTÁVEL. Um quebrantamento diferente do de Esaú, o qual além de possuir uma natureza diferente da de um filho de Deus, chorou porque queria reaver a benção perdida. Ou seja: não foi um choro de arrependimento genuíno, mas sim pela simples e grande perda que tivera. Esaú foi alguém que desprezava a importância da dimensão espiritual da vida. Era imediatista e hedonista. Ora, quem procura viver desse modo passa a ter uma vida sendo escrita a partir de continuidades e descontinuidades, jamais com recomeços. Por mais que se esforce e chore, não encontra lugar de arrependimento porque no fundo não reconhece que errou. Suas escolhas giram em torno do acerto (do que dá resultado) e não em torno do que é certo.
Não foi Deus que não acolheu o choro de Esaú. Foi o irmão de Jacó quem o inviabilizou quando não chorou pelo seu erro, vertendo lagrimas somente pela sua perda. Deus acolhe todo aquele que se arrepende. Deus recolhe toda a lágrima vertida. E o melhor: para os arrependidos, Deus estende Sua poderosa Mão para ajudar você a começar de novo.
Deus abençoe sua semana!
 
Pr.Sérgio Dusilek

janeiro 16, 2017

Igreja Pra que?

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 2:10 am

IGREJA PRA QUE? (Parte 2)

Quero convidar você a voltar sua atenção para uma genealogia diferente daquela estabelecida pela genética, pelos laços de sangue. Ao olhar para o texto compreendido entre 2 Crônicas 26-29, mais do que perceber uma linhagem genealógica entre os reis de Judá ali mencionados, quero convidá-lo(a) a voltar sua atenção especialmente para outro tipo de linhagem ali mencionada: a espiritual. No texto ela é apresentada pelo binômio aproximação/distância da “Porta da Casa do Senhor” (2 Crônicas 26:16; 27:2-3; 28:24; 29:3).

O primeiro rei mencionado foi um baita líder. Ele buscara o Senhor (26:5) e o Senhor o abençoara. Tinha poder, fama, a tal ponto que inimigos históricos lhe presenteavam (26:8,15). Era visionário, a ponto de abrir novas fontes e incentivar o processo produtivo do Setor Primário, notadamente da Agricultura (26:10). Era construtor (26:9) e estrategista, a ponto de inventar novas armas de guerra e estabelecer diferentes torres que funcionavam como lugares de refugio e de sentinela. No entanto, o texto bíblico diz que no auge do seu benéfico e diferenciado reinado seu coração ficou envaidecido (26:16). Aquele para quem as portas sempre se abriam, ou mesmo para quem as portas nunca o impediam, acabou por DESPREZAR A PORTA DA CASA DO SENHOR (26:16-19,21). No alto da sua vaidade, achou que podia ele mesmo assumir os ofícios do sacerdote. A Palavra diz que os sacerdotes que ali estavam eram homens de fibra (26:17), expressão usada não só porque resistiram ao poderoso rei, mas talvez também por conta do alto risco envolvido. Afinal, da última vez que os sacerdotes resistiram a um rei, foi a turma de Aimeleque à Saul, quando 85 homens vestidos de linho foram mortos por Doegue, motivo que levou Davi a escrever o Salmo 52. Uzias, um rei bom amado e temido, se tornou leproso porque desprezou a Porta da Casa do Senhor, não reconhecendo os limites de sua atuação, nem tampouco o espaço do sagrado.
O segundo rei foi seu filho Jotão (27:2-3). Jotão foi aquele que não passou da Porta da Casa do Senhor. Conquanto fosse um rei que seguisse a Deus e aos seus preceitos (27:6), a sua relação com o Senhor se tornou da porta para fora. O grande símbolo desse fato é que ele edifica uma Porta do Templo (27:3). Era uma relação com Deus distanciada, sem inspiração e pouco inspiradora. Possivelmente ele esteve no Templo com seu pai quando Uzias desprezou a Porta da Casa do Senhor, ficando leproso (26:19-20). Aquela que fora a cena mais dramática da sua vida talvez tenha influenciado esse relacionamento da “porta para fora”. Quem sabe por vergonha do que acontecera; quem sabe por medo de Deus e do que aquele espaço podia ocasionar; quem sabe pela dor da perda de um pai em vida… Fato é que Jotão passou o restante dos seus dias ouvindo pelas ruas e pela memória a expressão “é leproso” (26:23) sobre seu pai.
A questão é que a ausência do seu exemplo, de sua espiritualidade vivida na dimensão do culto público trouxe, segundo a Bíblia, duas grandes consequencias: a) a primeira, o povo continuou a fazendo o que era mal, o que era errado; b) a segunda, seu filho Acaz (neto de Uzias) cresceu sem qualquer referência espiritual.
Essa ausência de referência espiritual sadia fez com que o reinado de Acaz fosse marcado como AQUELE QUE FECHOU AS PORTAS DA CASA DO SENHOR (28:24). Acaz passa a adorar outros deuses (28:2), atingindo seu ápice de sandice espiritual ao sacrificar, queimar parte de sua prole para um desses deuses (28:3). Ele se fascina com outros altares (II Reis 16:10-12), e passa a preferir os deuses que dão algum tipo de resultado, cujo maior exemplo é sua adoração aos deuses da Síria, os quais, para Acaz, tinham concedido a vitória da Síria sobre Judá (28:23). Para Acaz, não importava o que era certo, mas o que dava certo. Ele então rompe com todos os valores e com tudo que é sagrado (28:4,21,24). Perde tudo aquilo que era realmente importante e passa a buscar ajuda nas fontes erradas (28:24). Descobre, tardiamente, que uma vida longe de Deus é uma vida de abandono, de solidão, de falta de socorro e de perdas. Por falar nelas, sua última perda foi a sepultura. Ele não foi enterrado com a dignidade de um rei, pois foi colocado em outro lugar diferente de onde os reis eram enterrados (28:27).
Mas aí vem a Graça de Deus sobre essa família que parecia ter tudo para ser visitada pelo mal até a 4a geração. A Graça prorrompe do modo mais improvável: com o filho de Acaz, que se torna o rei Ezequias. EZEQUIAS FOI O REI QUE ABRIU E REPAROU AS PORTAS DA CASA DO SENHOR (29:3). É possível desdizer uma história, uma vez que não somos pré-determinados. Entre Calvino e Paulo Freire, estamos mais para a perspectiva construtivista de Freire. É possível não repetir o péssimo exemplo. É possível escrever uma nova e diferente história, por causa da GRAÇA de Deus. Ezequias se tornou um homem cuja oração Deus costumava ouvir (30:20; 32:20-21; Isaías 38:1-8).
Que neste ano de 2017 voce estabeleça um propósito de ser alguém como Ezequias – que abre as portas da casa do Senhor. Um instrumento de Deus para tocar o coração das pessoas que estão à sua volta, afim de que elas se voltem para o Senhor de todo o coração. Que você neste ano, valorize o culto no Templo, esse momento de adoração a Deus que temos como amigos, como família do Senhor. Não despreze as portas da Casa do Senhor como fez Uzias; Não tenha um relacionamento com Deus da porta para fora, como fez Jotão, porque o Senhor a quem servimos quer intimidade e não superficialidade; muito menos feche as portas da Casa do Senhor como fez Acaz, pois essa é uma trajetória de perda de valores, de referenciais, de pessoas, de Deus; e por fim, seja como Ezequias, instrumento da Graça de Deus para abrir as portas da Casa do Senhor. Assuma sua parte no sustento e no serviço do Senhor na Sua Igreja, que se torna nossa pela convivência como família de Deus, a saber, a Igreja Batista Marapendi.
Deus nos abençoe. Um 2017 diferente, muito melhor espiritualmente para todos nós, do que foi 2016.

Pr.Sergio Dusilek

janeiro 14, 2017

Quando um Banco se perde dentro de si mesmo.

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 5:41 am

Penso que um Banco exista, no processo produtivo, como um meio e não como um fim. Ele está ali para facilitar os meios de troca, para fornecer linhas de crédito, para auxiliar o processo de produção com seus produtos financeiros. Por ser meio é que todo banco trabalha com o dinheiro dos outros, recebendo em depósito por uma mão e emprestando pela outra. Por isso horrível coisa é quando um banco se torna um fim em si mesmo. Ao invés de cumprir esse papel de facilitação, acaba sendo o elemento dificultador. Ao invés de trabalhar para as empresas e organizações, passa a achar que estas é que devem trabalhar para ele…

Estou aqui falando do Banco Itau (#Itaú #bancoitaú).
Sua voracidade por assimilar outros bancos afim de se tornar benchmark fez com que o Itau se perdesse. E um banco se perde ao estabelecer regras que os próprios colaboradores reconhecem não fazer o menor sentido. Uma delas é o bloqueio do acesso da conta no dia seguinte do encerramento do mandato da diretoria. Como se no Brasil bastasse levar a ata pela manhã e sair com ela do cartório à tarde devidamente registrada… que país é o seu #bancoitaú ????

E na hora de resolver… aí vc se sente numa offshore. É um empurra-empurra de uma plataforma para outra… quase como que a “disputa da carne”, a famosa “maré zero” do “Tropa de Elite-1″…
Uma sugestão? Tire sua conta do Itaú. Especialmente se ela for PJ com mandato da diretoria.
Alguns afirmam que esse banco já foi bom. Eu não sei dizer se essa assertiva procede. Agora posso dizer que ele hoje está uma porcaria.
#itaúbancoruim; #itaúsóprestaparaseusdonos; #itaúquerodistancia

Pr.Sérgio Dusilek

sdusilek@gmail.com

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