Novos Caminhos, Velhos Trilhos

janeiro 29, 2012

ACERTO DE CONTAS – LUCAS 12:35-48

Filed under: Estudos,Teologia — sdusilek @ 11:59 pm

Quando o Mundo vai acabar? Ninguém que aqui anda sabe. O que sabemos é que quando uma data é estipulada, nesse dia o mundo não acabará. Aliás uma das marcas do fim dos tempos é a presença de falsos (e não de verdadeiros) profetas, os quais tentam prever a hora e a localização do fim (Mt.24:23-28). Pode acabar um dia antes, um dia depois; um ano antes ou um ano depois; um século, um milênio antes ou depois. Mas nesse dia apregoado com certeza não acabará, porque esse dia não é conhecido por homens, mas por Deus (Mc.13:32; At.1:6-7). Esse papo de que o calendário Maia acaba em 21 de dezembro de 2012 nada tem haver com o fim dos tempos. Talvez um espanhol tenha matado o responsável pela a agenda, ou mesmo ele tenha se enfadado de fazê-la.

Interessante é que para fazer a ponte da parábola do servo vigilante, Jesus afirma que uma pessoa preocupada demais com a vida que vai levar aqui nesse mundo dificilmente vai pensar na eternidade (v.33-34). E quando não nos lembramos da eternidade, dificilmente acatamos a recomendação do profeta Amós (Am.4:12). O Mestre queria reforçar que a vida é muito mais do que ter as coisas (v.23). E somente com uma visão na eternidade é que apreendemos esse conceito. Ele não queria nenhum afixionado no tema, porque isso não produz resultado. Jesus queria somente que nós estivéssemos prontos para esse acerto de contas. E para tanto ele conjuga 3 parábolas com o mesmo “fio da meada”, com o mesmo fio condutor: a parábola do servo vigilante (v.36-38); a parábola do pai de família e do ladrão (v.39-41); e ainda a parábola do mordomo infiel (v.42-48). Sendo assim, vamos aos principais ensinamentos dessa parábola.

1) O acerto de contas se dará numa hora não marcada. Quem sabe a hora de sua morte, hora essa em que se dará um acerto de contas com o Senhor? Quem sabe a hora da “morte do mundo”? Absolutamente ninguém. Interessante que Cristo reforça esse ensino na parábola entre os versos 36-37. Em que dia o senhor voltará do casamento? E em qual hora? A ausência da resposta traz a responsabilidade da prontidão de cada servo daquele senhor. A questão é que muitos por não saberem a hora e muitos por acharem que essa hora está demorando demais para acontecer acabam relaxando. Sabem como o Senhor quer encontrar as coisas, conhecem a vontade dEle, porém postergam o cumprimento desse querer. Ao invés da prontidão vivem a procrastinação, achando que no último instante dá para resolver todas as coisas, limpar todos os ambientes daquela casa. Para os relaxados, os descansados, o acerto de contas vai resultar em vergonha.

 Outro grupo que vai se envergonhar diante do Senhor é o dos embaraçados. A parábola fala em encontrar os servos cingidos, isto é, tendo o cinto preso na cintura, junto aos lombos. Esse detalhe da vestimenta oriental é de suma importância para o que Jesus quer dizer aqui. Toda túnica presa com cinto permitia a pessoa ter movimentos rápidos. Já uma túnica sem a amarra da cintura… era um convite ao tropeço, ao se enrolar com a própria roupa. E isso invariavelmente resultava em queda. Embaraçado então era a pessoa que estava sem cinto. O que Jesus quer dizer? Que a mobilidade e a leveza fazem parte do Reino de Deus. Que os tropeços (Mt.18) não devem ser encontrados no Reino. E toda vez que alguém se envolve demais com coisas dessa vida acaba tropeçando, se enrolando. Cria laços e cipós que o prende, quando na verdade o que Deus quer é que você crie laços no céu, onde as amarras nos libertam.

Cingido também era o que sempre estava pronto. Tal servo era extremamente vigilante. O Mestre quer dizer aqui que não é bom que para alguém ficar em estado de prontidão, receba uma ordem para tal. Seja dessa maneira você alguém que está pronto sem precisar ouvir qualquer clarinada. Aos que estão prontos tanto faz se Cristo voltará amanhã ou daqui há 15 anos, ou mesmo 3 milênios. Eles anseiam pela vinda gloriosa dEle (Ap.22:17,20) e já estão perfilados para quando isso acontecer seja Servos cingidos também reagem melhor as vicissitudes da vida. Quando sofre um baque ele enverga, contudo dificilmente quebra ou cai. Você está cingido? Pronto para a volta do Senhor?

2) Nesse acerto de contas importará mais o que você faz do que o que você deixou de fazer (v.39-40) Um dos grandes erros dos servos do Senhor é concentrar a postura na volta de Cristo, a um niilismo comportamental. Um bando de gente sem fazer nada de errado. Como se a contemplação do céu (At.1:10-11) fosse uma postura aprovada por Deus… pelo menos, na cabeça de muitos, não está se fazendo nada errado. É como se por um erro feito na pior hora do mundo (a volta de Jesus), uma pessoa pudesse perder a salvação. Nós não somos daqueles que crêem que a salvação é obra de Deus? E em assim sendo, que não podemos perdê-la? Como então um pecado poderia anular a Graça e a Cruz de Cristo? Há muitas pessoas que não vivem uma fé em Deus, mas um medo do retorno do Cristo. Para essas, a volta não será as bodas do Cordeiro, mas o dia do choro. Acabam tendo o comportamento certo (não a intenção – vide I Cor.4:1-5) ao viverem uma vida neurotizante, mais com medo do inferno do que com alegria de servir a Deus. Ao invés de procurarem agradar ao Senhor (I Tess.4:1) vivem tentando não desagradá-lo. O resultado no comportamento pode parecer o mesmo, mas a intenção e a forma como é alcançado é completamente diferente. Por isso, que tal pensar em ser achado fazendo algo certo? Mais pronto não é aquele que vive com medo de errar. Mais pronto é aquele que vive tentando acertar. Deus nos convida a agirmos e a deixarmos que Ele nos use até o fim. Interessante é que para reforçar esse contraste, Jesus usa a figura do ladrão. Ele não destaca o erro do ladrão, mas o fator surpresa que ele tem. E isso funciona como uma advertência para a prontidão em relação a 2ª vinda de Cristo (I Tess.5:2-4; II Pe.3:10; Ap.3:3; 16:15; Mt.24:38,39). Prontidão essa que precisa ser traduzida como serviço ao Mestre.

3) No acerto de contas, o peso está sobre quem muito é dado (V.48) Quanto Deus tem investido em você? O que você tem feito com aquilo que Ele tem lhe dado? Os servos costumeiramente erram quando, após conhecerem a vontade e o caráter do Senhor, não cumprem com sua parte (v.47). Alguns chegam a se apropriar daquilo que lhe foi confiado. E isso gera um sentimento de posse e de independência do Senhor. Sabe como isso se manifesta? Em lideranças tirânicas dentro de igrejas, por exemplo. Para você que maltrata os servos do Senhor e que acha que os conservos são seus, há um duro juízo esperando você (v.46). A palavra no grego para castigar é a palavra que indica a segunda pior forma de morte naquele tempo: ser cortado ao meio. Talvez como uma forma de mostrar na morte, no castigo, o tipo de vida dispare e paradoxal que esse servo tinha: ser do seu Senhor, mas se conduzindo segundo os parâmetros de outro senhorio. Sim, porque a tirania e o maltrato pertencem ao Diabo. Por vezes se manifesta também em gente que é dotada de enorme capacidade para o serviço, mas que se recusa a dedicar os talentos e dons que recebeu do Espírito na obra do Senhor. A você foi confiado o sustento dos conservos (v.42). E isso não pode ser adiado. O que você tem feito com tudo o que o Senhor tem lhe dado? Recursos, estudo… você tem retribuído a Deus? Muitos esquecem que o Senhor confiou uma tarefa de destaque que é a de ser mordomo (v.42). Mordomo no grego é oikonomos, aquele que faz as leis de uma casa ou que vela por essas leis. Alguém como um administrador ou mesmo a figura de uma governanta (hoje em desuso). Lembra de José na casa de Potifar ou mesmo no tempo que passou na prisão? Essa é a imagem que Deus quer passar sobre mordomia. Deus sempre está com os mordomos que se portam com lealdade e zelo. Como esteve com José no Egito, Ele estará contigo. Isso aumenta ainda mais o peso. Deus não só é o Senhor que nos confere capacidade (Fil.2:13), mas é aquele que nos acompanha o tempo todo no desempenhar de nossa mordomia. Tá sentindo um incômodo, um peso sobre os ombros? Seja então bem-vindo ao âmago da parábola do servo vigilante.

CONCLUSAO

O mundo não vai acabar em 21/12/2012. Mas pode acabar em 2010, 2350, 5180… Fato é que a prontidão e vigilância que são as tônicas do ensino de Jesus nessa parábola não são para o futuro. São para o presente. Prontidão que se propõe a ficar preparada daqui há um tempo não é prontidão. Vigilância que não leva a cingir os lombos tampouco é vigilância. Por isso ouse se envolver na obra do Senhor. Seja um bom mordomo, um bom despenseiro de tudo quanto Ele lhe deu. Que haja no seu coração uma oração constante dizendo “Deus, torna-me cada vez mais pronto para a volta do meu Senhor Jesus!”. E que no dia do acerto de contas, você então ouça do Senhor: bem-aventurado servo bom e fiel (v.43).

 

Pr.Sergio Dusilek

[Estudo publicado na revista Palavra e Vida, da Convenção Batista Fluminense, quarto trimestre de 2010]

janeiro 27, 2012

SOBRE OS DESABAMENTOS NO CENTRO DO RIO

Filed under: Teologia — sdusilek @ 7:11 am

Há algumas tragédias que chocam por si só. Outras chocam pela magnitude da mesma (como o que aconteceu na região serrana do Rio em Janeiro de 2011). Outras pelo potencial de atingimento. Creio que esses desabamentos do Rio trazem essa última nuância compondo a perplexidade dos cariocas. Quem já não passou andando ao lado desses prédios? Quem não almoçou ali perto um dia? O que aconteceu com alguns poderia ter ocorrido com muitos outros mais; e o que aconteceu com o outro podia ter ocorrido comigo.

Pior do que uma tragédia em si é passar por ela incólume, sem uma reflexão, sem uma lição. Por isso mesmo quero convidá-lo(a) a pensar algumas coisas comigo.

Em primeiro lugar procuro perceber onde Deus está atuando nesses momentos em que ficamos atônitos. Saber que o prédio ruiu quase no fim do expediente e com número reduzido de pessoas dentro é motivo de gratidão a Deus. Foi horrível o que aconteceu, mas lembre-se podia ser muito pior. E quando ouvimos e percebemos testemunhos de gente que lá trabalhava dizendo que na manhã do dia 25/01 pedaços de reboco começavam a soltar e a aparecer pelo lado de dentro, perto do elevador, isso só me faz achar que Deus sustentou aquele prédio por um dia inteiro. Ver a solidariedade de tantos nesse momento de dor, as redes sociais reproduzindo pedidos de oração, gente ajudando e os bombeiros se doando e arriscando, é prova de que há um Deus sobre a Terra. E o que não dizer daquele ajundante de pedreiro que foi miraculosamente salvo? Cabe a nós orarmos pelos enlutados pela perda de familiares e pelos enlutados que perderam a direção, o rumo da vida. Sim, porque muitos estão vivos mas sem saber como será daqui para frente sua vida, afinal parte dela, seus negócios, seu trabalho, morreram na noite de quarta-feira. 

[que tal antes de continuar a leitura fazer uma oração pelos enlutados em vida ou na morte?]

Em segundo lugar não dá para não reparar no descaso público. Falo constantemente aqui em casa: o Rio é maravilhoso, contudo é uma esculhambação só. Nada aqui funciona como deveria funcionar. Só quem morou em outra cidade mais organizada, ainda que com seus problemas também, compreende o que estou dizendo. Temos um prefeito promoter (só quer saber das grandes festas de 2014 e 2016). Temos um governador omisso e que anda sumido. Temos uma máquina estatal que em diversos setores finge que trabalha. Por isso nessas horas de tragédias ouvimos tantos “se”: “se o governo fiscalizasse…”; “se houvesse uma vistoria nos prédios…”; se…

 Em terceiro lugar fica a lição sobre uma possível causa. Quando se trata de mexer em estrutura, somente com profissional gabaritado. Tem gente que quer mexer em questões fulcrais da vida do outro sem o menor preparo. Nunca entregue a sua “estrutura” a quem não tem capacidade técnica ou divina para mexer. Você pode nunca mais se reconhecer depois disso, assim como os prédios que desabaram estão irreconhecíveis.

Por fim quero lhe dizer para ter cuidado com quem você cola. Gente que anda colado com quem possui “falha estrutural” na alma acabará se arrebentando também. Qual foi o problema do prédio de quatro e do de dez andares que eram menores? Estar colado num grande com falha estrutural. Quando por fim a estrutura se desfaz, derruba a si  mesmo (o grande) como também os menores que estão colados consigo. E dessa tragédia, não há escapatória. Ela vai continuar a se repetir e se cumprir. Guarde bem isso.

Orando para que o Rio deixe de ser um canteiro de obras e torne-se uma usina de seriedade,

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

 

 

janeiro 19, 2012

VOCÊ FOI FEITO PARA BRILHAR! – LUCAS 11:33-36

Filed under: Estudos — sdusilek @ 9:52 am

A uma geração que pedia um sinal (v.29) e aos fariseus que queriam atrelar Jesus a Belzebu (v.19), o Mestre fala da candeia. A candeia era o mais comum instrumento de iluminação na Palestina daquele tempo, normalmente mantida com um pavio formado de um pedaço de pano e azeite.
Conquanto esse trecho não possa ser qualificado de modo estrito como uma parábola, ele foi selecionado para nosso estudo devido a importância que ele tem e também a sua linguagem “parabólica”. É nessa passagem que convido você para tirar preciosas lições.
1)    Num contexto imediato, quem era a candeia?
Jesus proferiu essas palavras para tipificar e contrastar aqueles que deveriam ter sido candeias (os fariseus) com aquele que era a própria candeia, a saber, o próprio Mestre. Para Jesus a candeia era todo aquele que detinha a Palavra de Deus, que a conhecia com profundidade e que procurava vivê-la com integridade de coração. Por isso em algum momento os fariseus tiveram a oportunidade de serem candeias. Eles conheciam e se gabavam de deter a Palavra. Mas infelizmente não a viviam (Mt.23).
É especialmente para eles que Cristo assevera que a “luz se torna trevas” (v.35). Na vida daqueles homens, a Palavra tinha perdido vida, fulgor, brilho. A religiosidade, os preceitos inúmeros (v.38-44) não cumpridos, mas sempre do outro exigido, acabaram obnubilando suas vidas. De uma vocação para serem luz, candeia, acabaram se tornando em trevas. Ao invés de oferecerem a proximidade de um Deus amoroso e misericordioso, afastavam as pessoas do Senhor pela punição.
Conhecimento bíblico extremo sem um coração amoroso, sem vida com Deus, ao invés de fazer alguém brilhar, acaba escurecendo a vida e o ministério que Deus confiou a essa pessoa. Bíblia sem piedade (pode crer: alguns conseguem conjugar esse binômio!) produz farisaísmo e legalismo. E onde sobra regras falta Espírito (II Cor.3:17). Ordem, ausência de confusão (I Cor.14:32), não vem de regras, mas de intimidade com Deus. Quem é íntimo do Senhor vai ser da turma da Paz, com ou sem regras.
A candeia também tipificava nesse contexto a própria Luz do Reino de Deus. Essa Luz chamava-se Jesus de Nazaré. O Pai havia enviado o Filho para que as pessoas pudessem ser orientadas para a Luz (Jo.1:4-5). Jesus é essa candeia que foi erguida quando crucificado no Calvário, sendo colocado no velador (Jo.3:14-15 e Lc.11:33). De uma forma maravilhosa Deus fez assim para que outros vejam a luz (v.33b).
Sendo Jesus a pura candeia de Deus, cabe a nós pô-la no velador. Isso implica em glorificá-lo com a nossa vida. Resulta num crescimento da vida de Cristo em nós (Gl.2:20) e uma diminuição do nosso ego (Jo.3:30). É dedicar de modo simples e honesto toda honra ao Senhor. É não ser “ladrão da Glória”, gente que se propala para receber louvor (Mt.6:5). Tá afim de ter um espírito humilde? Aos humildes está reservado o Reino (Mt.5:3) porque suas vidas apontam e focam sempre o Rei da Glória, a Candeia celestial (Ap.21:23).

2)    O propósito da candeia
De fato Jesus é essa candeia maior. Contudo de uma forma mais abrangente, podemos entender que cada um de nós, os que cremos nEle, somos transformados em candeias nesse mundo. Isso porque, assim como a candeia brilha uma luz que não é dela, mas que está nela, assim reluzimos a luz de Cristo em nós (Ct.2:10; Fl.2:15 – Foster no grego – luminares; astros celestiais que espelham luz e iluminam o mundo, tal como a lua).
A candeia foi feita para brilhar. Não era para escondê-la. Assim também eu e você, uma vez “acesos” pelo Espírito fomos feitos para brilhar. Em outras palavras, Cristo é a luz que deve brilhar no cristão nesse mundo tenebroso (Ef.6:12). Uma vez nosso “órgão de percepção espiritual” chamado coração iluminado por Cristo, irradiamos dessa luz para aqueles que nos cercam. Daí a necessidade de cuidado com o “enganoso coração” para que não se tornem trevas. Aliás, só há dois lugares no universo criado capazes de transformar luz em trevas: o buraco negro no espaço sideral, cuja densidade/massa é tão grande que “engole” até a luz e o coração do homem que, uma vez em pecado, apaga o Espírito (I Tess.5:19).
Se somos candeia devemos resplandecer (v.36). A palavra no grego é a mesma para raio/relâmpago. Algo que é notado por muitos devido a luz que irradia. Seremos notados quando houver em nós ousadia, intrepidez (At.1:8; 4:29-31). Na verdade quando vivenciarmos a ousadia que nos foi dada pelo Espírito Santo (II Tm.1:7).
Você tem ousadia ao anunciar a Candeia do Céu? Ou o faz cheio de medo, de receio?

3)    Como fazer a candeia brilhar
Jesus coloca todo o segredo nos olhos. A palavra no grego usada é aplous que denota uma visão clara, em contraste com uma visão distorcida ou turva que muitos podem ter. No momento em que perdemos a clareza de consciência e do discernimento do que é certo ou errado, em que passamos a ter uma visão dupla das coisas, é sinal de que trevas se instalaram no coração.
Para que a candeia brilhe e ilumine é preciso que haja comunhão íntima com o Espirito. Para que sua vida resplandeça, é preciso que você fique sob influência dessa fonte própria de luz chamada DEUS (I Jo.1:5). Não foi isso que aconteceu com Moisés quando o povo não podia vê-lo porque sua face resplandecia após subir no monte (Ex.34:29-30 e II Cor.3:7-16)? Somente andando com o Senhor (I Jo.2:6) é que vamos resplandecer.
Andar com o Senhor implica em olhar as coisas de modo diferente. É ver as situações e provações sob a ótica divina. É transmitir com o olhar a luz e a verdade que estão na alma. É olhar tendo a motivação correta nesse olhar. É saber o que olhar e quando olhar. Muitas das trevas que alcançam o coração humano vêm através de um olhar. Os olhos e os ouvidos inundam o coração com coisas que prestam e com aquilo que é imprestável. Cabe  a nós, se queremos ser de fato candeia, ter cuidado com aquilo que olhamos, isto é, com aquilo que importamos para a nossa alma.

CONCLUSAO
Nosso alvo foi apresentado por Jesus: ser “como a candeia quando ilumina em plena luz” (v.36). Mas quando mesmo é que temos luz fraca?
a)    Quando o conhecimento da Palavra vem desatrelado de piedade, de devoção a Cristo. Nessa hora a Luz que é a Palavra (Sl.119:105) se torna em trevas. Você deixa de brilhar e apaga o brilho de Deus em você, assim como os fariseus. Será que você se tornou assim? As pessoas têm vontade de estar perto de você e quando se aproximam, sentem também vontade de estar mais perto de Deus, de orar (por exemplo)? Ou não? Se você inspira medo ao invés de vontade de se aproximar a Deus, é porque provavelmente a candeia está apagando ou, como os mestres da Lei, já se apagou;
b)    Percebemos nossa luz enfraquecida quando falta ousadia no brilhar, no testemunhar. Quando você como candeia prefere ficar debaixo do alqueire (v.33) ao invés de estar no velador é porque o pavio tá sem “azeite”, sem presença do Espírito Santo.
Como anda seu testemunho? Apagado ou brilhando?
c)    Quando importamos com os olhos aquilo que não presta para o nosso coração. Isso fará que tenhamos dúvidas até mesmo do que é certo ou errado. Será que você já está nesse dilema ético? Trevas escurecendo a luz que há em você?
Reaproxime agora do Senhor! Vença, domestique sua carne (Rm.7)! E sinta o prazer de ser usado pelo Senhor como luminar nesse mundo tenebroso.

Pr.Sergio Dusilek

janeiro 11, 2012

O DEUS QUE SE DEIXA IMPORTUNAR (Lc.11:5-8)

Filed under: Estudos — sdusilek @ 1:09 pm

O que você pensa sobre a oração? Orar é um hábito que você cultiva? É impressionante perceber como muitos crentes têm tentado viver uma vida cristã sem orar. Digo “tentado” porque oração é vital para o nosso relacionamento com Deus e para nosso testemunho. Afinal, quando alguém cai, não o faz primeiro por causa da vaidade, mas sim porque deixou de orar.

Orar era para ser bom, prazeroso. A oração devia ser um estilo de vida do crente, mas para muitos se tornou uma espécie de chato e enfadonho relatório a ser preenchido ao fim do dia… Talvez seja por isso que algumas igrejas estejam vivendo do passado, num “santo” cultivo da nostalgia. Toda vida de Deus no meio do seu povo começa com oração. E quando uma igreja é calcada na oração é porque cada um dos seus membros abraçou um ideal de intimidade com o Senhor. Julgo que a maior marca de uma igreja que ora não seja suas entradas de membros ou receitas, mas sim a visível condução e direção do Espírito sobre o povo. Para uma igreja que vive debaixo dessa condução, acréscimo de membros ou de receitas será um detalhe, e não um valor.

Quem não tem vida em oração destoa do Mestre. Jesus orava. E muito. Há diversas passagens dos evangelhos que mostram um Cristo que não abriu mão de cultivar uma vida de intimidade com o Pai. Por diversas ocasiões, mesmo vendo o volume das necessidades que o cercou, Jesus se retirou. Se havia alguém que podia salvar o mundo esse era o Salvador. Mas Ele sabia e deixou o exemplo da necessidade que temos de ter um tempo a sós com o Pai.

Infelizmente nosso problema com a oração não se restringe só ao pouco tempo que dedicamos a este primordial instrumento da espiritualidade cristã, nem tampouco a própria e reinante incompreensão sobre o tema. Além desses fatores, soma-se o exercício da oração como um monólogo (só nós falamos e não paramos para ouvir Deus), o uso da oração como um mecanismo de manipulação divina (os chamados “decretos”-ordens sendo dadas em Deus) e o reducionismo da intercessão para momentos aperto.

Por isso é importante entendermos alguns aspectos sobre a oração abordados na parábola do amigo inoportuno. Essa parábola, que só se encontra no evangelho de Lucas, está compreendida entre dois blocos claros sobre oração: um no inicio do capitulo quando Jesus deixa o Pai Nosso para os discípulos e outro entre os versos 9-13 quando Ele aborda alguns aspectos do caráter do Pai.

1.    Entendendo o Contexto histórico-social;

A nossa distância histórica e cultural é tamanha que algumas dificuldades se apresentam ao ler a parábola. Para nós que vivemos num contexto social violento, no terceiro milênio da era cristã, fica difícil entender porque alguém atenderia um pedido de um amigo feito em hora inoportuna. Isso se torna mais difícil ainda para quem mora em condomínio.

As casas e vilarejos da Palestina na época de Jesus pouco têm haver com as habitações de hoje. Na maioria dos casos (salvo exceções de gente abastada), famílias moravam em pequenas casas com um a dois cômodos. Eram casas sem telhas, sem quartos (como os conhecemos hoje), nas quais as famílias estendiam, ao final do dia, esteiras no chão e dormiam praticamente juntas (pai, mãe e filhos). O acesso a porta era possível a qualquer transeunte. Por isso qualquer pessoa que batesse tarde da noite geraria um incomodo a toda família. Contudo, deve-se destacar que era comum naquele tempo o exercício da hospitalidade. Receber um visitante era mais do que uma cortesia, era uma obrigação. Não acolher um amigo que estava em viagem era o mesmo que ser condenado a uma espécie de execração pública, a “cair na boca do povo”. Quem iria querer isso para sua vida?

Por isso o vizinho vai tão confiante pedir pães em hora tão imprópria. Ele sabia que o detentor dos pães teria “medo da vergonha” ao qual seria exposto no dia seguinte, caso recusasse a ajuda. Aliás esse “medo” é a melhor idéia para o grego de anaideia (v.8 – só aqui no NT), o qual é traduzido normalmente por “importunação”.

Interessante também destacar que Jesus fez uso, segundo Simon J. Kistemaker, de uma regra de hermenêutica rabínica que apregoava o ensino extraído do menos para o mais importante. O que Jesus queria dizer aqui não é que Deus dorme numa casa pequena, nem tampouco que nela sempre falta pão, ou mesmo que Ele é pego desprevenido. O que o Mestre deixou para nós é que se um vizinho, mesmo que com a motivação errada (anaideia), atende o clamor de alguém, quanto mais o Pai! Essa mesma idéia Jesus vai enfatizar nos versos 11-13.

2.    Uma pergunta que não quer calar… pode alguém importunar a Deus?

No sentido de surpreendê-lo, já vimos que não. Deus não dorme (Sl.121:3,4) e o futuro Ele já conhece pois “está nele”. Nem tampouco a persistência de alguém em seu pedido pode gerar uma “inquietação” divina. Mas deve-se destacar que a grandeza de Deus está também em acolher cada um desses pedidos pelos quais intercedemos por vezes anos a fio. Ele nos compreende. Aliás, Deus não se torna pequeno por se deixar importunar. Deus não diminui Sua majestade por permitir que nós reiterada e insistentemente apresentemos com todo o nosso coração nossas petições. Seja qual for sua petição, o Senhor a recebe. A diferença para a parábola é que Ele não faz isso por “medo da vergonha” ou para manter a aparência (tal cultivo da imagem pessoal é para gente mal resolvida, o que definitivamente não é o caso do Senhor), mas simplesmente, quando atende ao que pedimos, o faz por Amor a nós e por fidelidade aos propósitos dEle para a nossa vida.
Nesse sentido, nossa insistência é permitida, mas não é determinante para que um pedido seja atendido. Mas ela se torna primordial para nós, a fim de avaliarmos, pela nossa perseverança em certo pedido, quanto ele é realmente importante para nós. A nossa “importunação” não muda o coração de Deus, mas revela o nosso, na medida em que mostra quanto estamos realmente empenhados naquele assunto.

3.    Mais algumas lições…

O que mais Jesus quis nos ensinar?
a.    Que Deus é o nosso provedor. No vizinho pode haver três pães (que eram do tamanho da mão de um homem) para dar, mas na casa do Pai há fartura de pão! E isso implica em assumir que Deus é quem atende as nossas necessidades (Salmo 23:1; 37:25). O nosso Pastor sabe do que precisamos. E o compromisso dEle é em atender as nossas necessidades e não as nossas vontades (Mt.6);
b.    Que Deus não quer uma relação conosco de vizinho. Deus quer uma proximidade de amigo. Será que você pode ser chamado de amigo de Deus, como foi Abraão (Tg.2:23; Gn.18:16-22)? Lembre-se um amigo sabe o que agrada e  desagrada o outro;
c.    Interessante notar que para cada pão pedido na parábola (o qual cabia na mão de um homem), Jesus usa um imperativo: “Pedi; buscai; batei”. A ordem é para que recorramos ao Senhor. O imperativo é para nós (servos), não para que Deus cumpra algo.
d.    Por fim, devemos crer que Deus sempre tem o melhor para nós. Se os pais sabem dar boas dádivas, quanto mais o Senhor (v.13). A variação no verso 13 entre “Espírito Santo” (em Lucas) e “coisas boas” (em Mt.7:11) é dirimida pelo fato de que a melhor “coisa boa” que o Senhor pode nos dar é o próprio Espírito. No grego, o dom/presente do Espírito é grafado pela palavra dorea, este recebido na hora da conversão.

CONCLUSÃO
Uma das maravilhas da paternidade é você compreender um pouco mais do amor de Deus, só que agora por dentro. Como pai, você sempre quer dar o melhor para seu filho. Assim é com o Pai Celestial. A vida de oração é um convite ao descansar em Deus. É um convite a uma vida de fé, entendendo que o Pai celestial nos trata como filhos amados. Tenha uma vida em oração.

Pr.Sergio Dusilek

[Estudo publicado na revista Palavra e Vida da Convenção Batista Fluminense, no 4o trimestre de 2010. Esse foi o estudo 01]

Abaixo segue uma sugestão de leituras para a semana:
segunda-feira    Lc.11:5-8
terça-feira    Lc.11:9-13
quarta-feira    Gen.18:22-33
quinta-feira    Mt.7:7-11
sexta-feira    Hab.1
sábado    Jonas 4
domingo    Sl.141

janeiro 3, 2012

PARÁBOLAS DO REINO – UMA INTRODUÇÃO

Filed under: Estudos — sdusilek @ 3:19 pm

INTRODUÇÃO

O que você leitor pode esperar no contato com essa revista? Sem dúvida alguma uma aproximação com a mensagem central que Jesus anunciou: o Reino de Deus. O que nos aproxima ainda mais do Rei é a visão mais acurada do Reino.

Engraçado é que o tema mais recorrente na boca de Jesus é normalmente o menos falado. Para muitos, Reino não dá “IBOPE”. Para Cristo, Reino sempre foi “líder de audiência”. Mas como entender verdades eternas tão abrangentes? Aí é que entram as parábolas. Parabol (grego=parábola) é o termo mais encontrado nos evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) aparecendo 48 vezes.

Nesse contraste entre o que se faz e o que realmente é que algumas verdades bíblicas podem entrar em “ligeiro choque” com tradições herdadas. Como o povo que vai ter contato com estas lições é o povo Batista, cuja marca é sua fidelidade a Bíblia e cuja maior virtude é sua inigualável doutrina, creio que todos ganharemos com esse tempo de reflexão à Luz da Palavra.

A parábola desde muito representa uma forma didática de ensino. Muitos rabinos usavam de parábolas para transmitirem seus ensinos na época de Jesus. O povo estava acostumado àquele método de ensino. E Jesus aproveitou essa esteira para, com uso de figuras do cotidiano das pessoas, transmitir verdades eternas. Nesse sentido, as parábolas não devem ser lidas como ilustração, mas sim como apontamento das verdades espirituais.

Mas uma questão se levanta já na introdução: se as parábolas são um meio de ensino, visando facilitar a compreensão do Reino de Deus, como entender a fala de Jesus na parábola do semeador que pelas parábolas eles (povo) não entenderiam (Mc.4:10-13)?

Quem pertence a uma linha mais calvinista vai dizer que somente os eleitos, os predestinados são capazes de entender, porque as parábolas são dadas a eles. É como se tivessem um decodificador implantado neles desde o nascimento… Mas tal idéia esbarra num outro problema: nem os discípulos, por exemplo, entenderam a parábola do semeador.

Penso que essa fala de Jesus, reforçando a tônica do que foi o ministério de Isaías (Is.6:9-10), é justamente dada para gerar o contraste. Uma palavra que era para ser de fácil  entendimento, uma vez que havia dureza de coração, era desprezada. Isso aumentava o peso da responsabilidade que pairava sobre aqueles ouvintes. Os religiosos desprezavam o ensino de Jesus (vide Lc.16). O povo, os pecadores, esses se inseriam e se viam em cada palavra que o Senhor dizia.

As parábolas são para serem compreendidas. Deus em nenhum momento vai mandar uma mensagem truncada ao seu povo. Quando o Senhor tem que falar ao povo Ele não fala de modo “criptografado”. Ele fala de modo claro, para que as pessoas tenham a oportunidade de corrigirem seu caminho e de andar por veredas justas. Essa dimensão do caráter de Deus também não permite que vejamos o ensino do Reino como algo incompreensível. Podemos vê-lo, isso sim, como um desafio para a maior compreensão. Em toda parábola do Reino há verdades aparentes e verdades profundas, as quais como uma pedra preciosa, nos remete a cavar (orar e estudar) para encontrá-las.

Isso é que se procurou fazer ao longo desses estudos. Não só falar de verdades aparentes, mas, sobretudo encontrar “aquele algo mais” que o Mestre falou. Essa “alma” da parábola é que procuramos, debaixo de muita oração e reflexão, apresentar em cada lição.

A perspectiva de apresentação dos estudos é ora existencial (falando direto ao seu coração), ora buscando levar o leitor a avaliar seu contexto de vida. Tudo isso permeado com anotações sobre o contexto cultural do tempo de Jesus que permitem uma melhor compreensão do ensino do Mestre.

Destaca-se aqui que boa parte desses estudos foram aplicados (explanados quando ainda na forma de esboço) na escola bíblica da então CBRIO-RIO2 (WWW.cbrio-rio2.blogspot.com.br). Para todos que ali estivemos foi um tempo de crescimento espiritual, de desafio pessoal e de aumento na freqüência. Aliás, apreender o ensino de Jesus e compreender a mensagem do Reino, sempre é por demais abençoador!

Que Deus lhe dê um tempo de encontro com Suas verdades eternas! Bom estudo!

Pr.Sergio Dusilek

 sdusilek@gmail.com

*** A partir dessa semana estarei publicando no blog os textos que abordam as parábolas do Reino, baseados no evangelho de Lucas, capítulos 13-16. Tais textos foram escritos e publicados pela convenção batista fluminense no último trimestre de 2010, a pedido da educadora Olga Sant’ana.

Resolvi disponibilizá-los na internet por dois motivos:

a) abençoar principalmente pessoas que sempre têm perguntas sobre esse pedaço das Escrituras. E aqui faço um registro especial a uma querida ovelha e sua família (Juliana Machado) a qual batizada em dezembro passado pela nossa igreja continua sedenta pela Palavra. Que Deus continue a abençoar sua vida e casa;

b) por não conseguir adquirir mais exemplares da publicação junto a CBF.

novembro 14, 2011

SER COMO JESUS!!!

Filed under: Estudos — sdusilek @ 12:06 am

Ser como Jesus!

Há alguns bons meses atrás, ao ser convidado para escrever uma série de lições para uma revista da denominação sobre a vida de Jesus, me deparei com algo que algum tempo não refletia: não sou como Jesus. Pensei então se essa sensação  seria só comigo ou com mais gente… Antes que voce me condene, se voce pensar bem, verá que ser como o Mestre não é tão simples:

a)      Ser como o Mestre é não ser politicamente correto. É ter o espírito e o pensamento livre. Jesus não aliviou para Herodes (Ele o chamou de raposa (Lc.13:32), para aqueles que não gostam de condenação política), nem para os fariseus, nem saduceus,… Se sua preocupação é com o “clima” da sociedade, voce está longe de ser como Jesus. Jesus tinha simplesmente a coragem de ser;

b)      Ser como o Mestre é ter amor profundo pela Igreja que é dEle. Alguem que queira o mal daquilo que o Senhor mais quer bem, não pode estar afinado com Ele. E essa falta de sintonia com o Mestre que nada mais é que um distanciamento do coração do Senhor se traduz em carnalidade. Crente carnal troca a doçura do amor pela acidez. Crente carnal troca a humildade pela arrogância (Fil.2:1-13). Crente carnal vive longe de qualquer orientação espiritual (Tito 3:9-10);

c)       Ser como Mestre é colocar o Seu Reino sobre todas as coisas. Jesus anunciou o Reino (tem gente que acha que ele pregou uma tradição – Mt.15…) e os valores do Reino que são, antes de qualquer coisa, norteadores para uma vida plena. Sabe por que muitos relacionamentos não prestam? Porque não se vive os valores do Reino neles: pureza, santidade, misericórdia, verdade…;

d)      Andar como Jesus andou (I Jo.2:6). Isso implica em acolher o pecador, manifestar graça com aqueles que foram dilacerados pela vida. Andar como Jesus andou é sentar-se a mesa com publicanos (fiscais corruptos) e ministrar o perdão a mulheres de comportamento duvidoso… será que voce está pronto para isso? Semear a Palavra do Reino no meio mais degradante sem se corromper?

e)      Ser como Jesus é não se impressionar com a aparência (Mc.12:41-44; Lc.13; Mt.23). O Senhor sempre soube ler o coração e a motivação das pessoas. Por isso hipocrisia não colava e não cola com ele;

f)       Ser como o Cordeiro é ter disposição de sofrer injustiça por amor ao evangelho (I Pe 2:19-25). Aí me pergunto: se hoje as pessoas não querem ouvir a Palavra de Jesus, mas somente aquilo que lhes apraz, será que estarão dispostas a sofrer pelo Evangelho? Sinceramente, acho que não.

g)      Ser como a resplandecente estrela da manhã (Ap.22:16) é brilhar e dar bom testemunho de Jesus (II Cor.2) onde quer que estejamos, servindo inclusive, debaixo do completo uso de Deus, como norteadores e aconselhadores para aqueles que estão perdidos e sem direção;

h)      Ser como o Pastor (Joao 10) é denunciar que há muitos lobos com capa de cordeiro andando ao redor do rebanho. E isso é extremamente difícil porque a visão turva das ovelhas (as águias têm visão espetacular, as ovelhas não) faz com que elas enxerguem somente a capa. Ser como Jesus no ministério é exortar o povo dEle a tomar cuidado com o “fermento” de fariseus (Lc.12:1-3) e com a incredulidade dos saduceus que fazia com que adorassem um Deus morto (Mc.12:18-27);

i)        Ser como Jesus é ser incompreendido, porque anunciar o Reino é algo que está para além da faculdade humana. O Reino não é tangido pela razão, mas pela fé. O Reino não é tocado pela ciência, mas vivenciado pela GRAÇA.

Desde aquele momento de estudo e reflexão pessoal, reencontrei-me e resolvi ser como Jesus. Tenho procurado servir o meu Mestre e ouvir o meu PASTOR.  Tenho uma santa impressão de que esse será o melhor Natal da minha vida. Sabe por que? Porque tenho a consciência de que estou buscando ser como Jesus. É por isso que não me preocupo com o que falam de mim, e sim com o que Jesus diz sobre e para mim. Quer vida mais livre do que essa (Joao 8)?

Creio que o melhor Natal que podemos ter é aquele em que cada um de nós se encontra com o maior  projeto de Deus para nós: nos tornar semelhantes a Jesus.

E voce? Tem procurado ser igual a quem?

Pr.Sergio Dusilek

 

novembro 12, 2011

Concorda comigo?

Filed under: Liderança — sdusilek @ 8:06 pm
Já fui acusado de rebelde; mas nunca afrontei/desafiei qualquer líder meu;
Já fui acusado de soberbo, só porque em Minas aprendi a ficar na minha;
Já fui acusado de destemperado por gente que nunca conviveu, almoçou nem trabalhou comigo;
Já fui acusado de mulherengo sem nunca ter traído uma das poucas namoradas que tive e sem nunca ter conhecido outra mulher que não a minha;
Já fui acusado de beberrão sem possuir inclinação para o álcool, e mesmo sem tomar qualquer gota há quase 20 anos;
Já fui acusado de ladrão e consequentemente de burro (porque ladrão que não tem dinheiro ou é incompetente ou é burro), sem nunca ter ficado com nada mais do que é meu (nem com troco a mais de centavos), mesmo sendo avaliado por comissão de finanças, conselho fiscal e diretorias acima de mim;
Já fui acusado de possuir transtorno mental mesmo sendo amigo de 4 excelentes psiquiatras, admirado por 1 e confidente dos outros 2;
Já fui acusado de intransigente simplesmente porque defendia o que a Bíblia explicitava;
Isso me faz pensar que:
a) ou estou andando como Jesus andou, visto que o Mestre passou pelas mesmas coisas;
b) ou as pessoas que me visualizam são filhos do Diabo (João 8), visto ser ele o pai da mentira e caluniador;
c) ou tem gente com fixação em mim… deixa eu dizer uma coisa: sou bem casado e resolvido.
Uma coisa sei: nunca, qualquer acusador teve a coragem, a hombridade de inquirir ou falar qualquer dessas coisas pessoalmente para mim. Isso me dá a certeza de que são todos frouxos e não cristãos (Mt.18).
Tranquilo, do sofá de minha casa, após contar a história do Natal para minha filha…
Pr.Sergio Dusilek

agosto 14, 2011

O Reino é Expansão – Lc.13:18-20

Filed under: Teologia — sdusilek @ 1:34 am

À infrutilidade de Israel Jesus vai comparar a capacidade de expansão e de produção que a mensagem do Reino tem por si só. Grão de mostarda e fermento sinalizam para pequenas coisas que têm o poder de fazerem toda a diferença. Pequenas coisas que têm um grande efeito multiplicador. Assim é com o Reino de Deus. Ele pode ter um início pequeno, desprezível, mas crescerá e ficará grande.

Digno de nota é a particularidade dada por Jesus a cada um dos elementos comparativos com o Reino e presentes nas parábolas. O grão da mostarda é provavelmente a sinapis nigra (mostarda negra) que vinha a ser a menor das sementes da mostarda. Já o fermento é colocada numa boa quantidade de farinha (3 medidas=36Kg), a qual produziria pão para cerca de 162 pessoas. Alimentar a fome do mundo é uma das vocações do Reino, seja na propagação do evangelho que anuncia que Jesus é o Pão da Vida (Jo.6) (o mesmo que nasceu em Belém = casa de pão), seja na propagação de valores como Justiça e Paz social que visam mudar a estrutura economico-social corrompida pelo pecado. E isso é expansão!

1)    Mexendo no vespeiro…

Uma das tônicas ministeriais que mais tomam o tempo de líderes eclesiásticos é a questão do crescimento. Saber quantos se converteram, quantos foram batizados, qual a taxa anual de crescimento de uma igreja; volume financeiro das entradas… tudo isso e algo mais se tornou assunto preferencial para muitos. Mas algumas questões surgem: pode o Reino de Deus crescer ou seria ele já definido? Será que é possível uma igreja, corretamente tida como uma agência do Reino, não crescer? E por fim: todo crescimento de uma igreja significa crescimento do Reino? Hummm, não falei que era um vespeiro?

Para começar, quero dizer a você que num certo sentido o Reino não pode nem crescer, nem diminuir. Lembre-se, antes de apedrejar o escritor, que o Reino de Deus é maior que a Igreja. O sentido em que isso se dá é o sentido supra-histórico. Dr.Ladd bem destaca isso ao observar a cena relatada no livro de Apocalipse da adoração ao Cordeiro (AP.4). Nessa cena, os apóstolos estavam lá (inclusive João que estava tendo a visão), Lutero, Calvino, Wesley, Billy Graham, você, eu, todos estávamos lá. Como isso foi possível? Pelo fato do céu estar fora da limitação tempo/espaço. Deus habita numa realidade atemporal, sem passado, presente e futuro (Ap.13:8). Por isso nessa realidade ulterior onde a vontade do Pai é realizada no seu todo, sem qualquer impedimento ou barreira (Mt.6:10), o Reino de Deus já é.

Contudo, para nós que aqui estamos ele é um Reino que “está sendo”. Nesse sentido, o Reino precisa crescer para dentro e para fora. Para dentro assim como o fermento com a massa, que mesmo sem ninguém ver, vai mudando os corações humanos pela influência de Cristo (mensagem central do Reino). Mesmo sendo “invisível”, conforme Deus vai trabalhando no coração, as pessoas à volta percebem o efeito.

Para fora porque o Reino não só está crescendo em nós, mas também ao redor de nós. A mostardeira é visível e acaba abrigando aves do céu, figura na Bíblia usada também para tipificar os povos da Terra (Dn.4:12,20-22; Ez.17:23;31:6).

É aqui, mais precisamente na figura do grão de mostarda que gera nosso maior problema. É possível uma igreja não crescer? A resposta é infelizmente sim. Isso não se dá só por conta de problemas de migração populacional, ou mesmo da ausência de uma veia evangelística no pastor (coitado… tudo é culpa dele!), entre outros fatores. Mas sendo o Reino expansão, uma igreja que não viva os valores e ideais do Reino está fadada a não crescer, ou a não ser biblicamente falando, uma igreja (vamos ver isso daqui há pouco). Igrejas que se identificam com uma tradição histórica acima do que diz a Palavra; igrejas cujos valores maiores não são os do Reino, mas sim os que foram construídos ao longo de sua trajetória; igrejas que não ousam mudar uma vez compreendido o que a Bíblia diz; igrejas que preferem o engessamento à mobilidade são igrejas fadadas a não crescer. E isso não é coisa de pastor. É coisa da igreja toda. Chega a ser cruel e até mais uma prova da ausência do Reino na vida de uma igreja, culpar o líder por uma deficiência que é de todo um povo.

Mas também é possível uma igreja crescer sem ter uma ligação com o Reino. Nem todo crescimento de igreja é crescimento do Reino. Se a vida das pessoas que ali congregam não são transformadas; se elas não experimentam do fermento de Deus crescendo a cada dia em seus corações e melhorando a sua forma de ser; se a igreja não exerce uma profícua influência na localidade onde está; se os valores do Reino (tais como verdade, amor, perdão, graça, sinceridade, honestidade, justiça) não são vividos pela sua liderança e pelo seu povo, lamento em lhe dizer: biblicamente falando o que está crescendo é uma espécie de clube (o número de sócios tá aumentando!), mas não uma Igreja. Uma igreja pode sim crescer muito inclusive contando com fenômenos migratórios da população, mas ter muito pouco haver com o Reino. Não foi isso que Jesus quis dizer em Mt.7:15-23?

Bom é quando o crescimento de uma igreja está tão alicerçado com os valores do Reino, que há uma expansão do domínio do Senhor no coração do Seu povo e também ao redor dele.

2)    O Modo da expansão do Reino

Será que há um modo, um padrão estabelecido para a expansão do Reino de Deus? De fato um processo metódico não há. Mas estas duas parábolas, objetos de nossa análise, trazem alguns princípios interessantes para nossa observação.

O primeiro refere-se ao anonimato. Um homem plantou o grão, uma mulher colocou o fermento. Jesus não atribuiu nem a judeu esses feitos. Isso quer dizer que pessoas podem encarnar valores do Reino e serem instrumentos de sua expansão mesmo não fazendo parte dele. Quando Bill Gates, que ao que tudo indica não é do Reino (não é crente), pega parte de sua fortuna e aplica em filantropia na África ele está encarnando um valor do Reino chamado Misericórdia. Quando ele convida outros a participarem ou mesmo influencia pessoas pelo exemplo a se engajarem, ele está contribuindo com a expansão do Reino. Isso é chocante para você? Para mim também é. Mas essa é a verdade da Palavra (Mc.9:38-41). O Reino cresce independentemente de nós.

Sem dúvida o melhor é quando a Igreja encarna esses valores e puxa a sociedade para uma ação coerente. A questão é que nosso pensamento hoje é muito mais de retaguarda do que de vanguarda, ao contrário da Igreja Primitiva em Atos. Fato é que os valores do Reino independem da igreja para serem vistos ou vividos. Mas sem dúvida alguma eles ganham sua melhor expressão quando o Corpo de Cristo os vive integralmente!

O segundo tem haver com o tempo. Nem tudo que acontece pelo Reino tem efeito imediato. A mostardeira demorou a crescer. O fermento demorou a levedar. Isso equivale a dizer que há um tempo de plantio, de iniciativas (Ec.11:1-6; Gl.6:7-9) e há um tempo de colheita, de expansão. A implantação do domínio do Senhor, dos valores do Reino na vida de uma pessoa, de uma comunidade de fé, de uma cidade, de um país pode demorar um pouco para acontecer. No entanto, há uma certeza de que isso ocorrerá.

O terceiro está conectado com a simplicidade. Assim como fermento e grão de mostarda eram coisas usuais e simples de se terem naquele tempo, assim é o Reino. Ser alvo da influência do Reino é para todos, dos mais simples aos mais “complexos”. A própria expansão do Reino se dá de forma simples. Você pode usar de instrumentos midiáticos para divulgar valores. Mas não é a mídia que vai fazer o Reino crescer. Quem dá o crescimento é Deus (I Cor.3:6b). Numa época em que não havia rádio, nem televisão, a Igreja foi chamada de cristã em Antioquia (At.11:26) e reconhecida na vida de Paulo e Silas como os caras que “transtornaram o mundo” (At.17:6). O que não dizer de Jesus Cristo que dividiu a História em duas, antes e depois? Fermento e mostarda… expansão do Reino.

CONCLUSAO

Sendo o Reino expansão, há duas questões que precisam perseguir você nesse momento:

a)      Quanto do Reino cresce em você? Você hoje é mais do Senhor do que era antes? Ou ainda há alguma área da sua vida que não Lhe pertence? Esse é o princípio do fermento… crescendo dentro de nós!

b)      Quanto do Reino cresce à sua volta? Nem todas as aves do céu, isto é, nem todas as etnias foram abrigadas na árvore do Reino (Mt.24:15). O que você tem feito sobre isso?

maio 18, 2011

COISAS QUE NÃO PODEM SER DEIXADAS PARA AMANHÃ

Filed under: Estudos — sdusilek @ 11:33 pm

Quando seu chefe lhe pede um relatório urgente para uma reunião e voce com sua área de trabalho simplesmente abarrotada, o que voce faz? Com certeza a pior alternativa é pensar e tentar deixar para o outro dia, não é mesmo?

Na vida há coisas que não podem ser postergadas. Essa pastoral mesmo é fruto dessa realidade, uma vez que também não pode ser deixada para amanha… O problema é que nos habituamos a adiar aquilo que é inadiável e antecipar aquilo que, até tem sua importância, porém não possui o caráter da  imprescindibilidade.

Exemplo clássico disso é Davi e sua relação familiar. Sempre apegado ao seu trabalho como guerreiro e a sua condição como líder, aquele que era um homem segundo o coração de Deus teve uma família “intestina”. As tragédias se acumularam em sua casa e estão descritas na Bíblia (2 Samuel). Poucas famílias foram tão problemáticas como a daquele grande rei. De fato: porta fora da casa, grande rei, extraordinário guerreiro, exímio compositor, singular adorador; da porta pra dentro, péssimo, deficiente e pequeno pai. Isso se deu porque o trabalho sempre fora tratado por Davi no nível da urgência. Mas no tocante a sua casa… ela sempre foi alvo de toda a procrastinação e omissão. Tão líder, tão pronto, tão resoluto na rua… tão apagado, tão medroso, tão vacilante e ausente em casa.

Mas um dia a colheita (Gl.6.9) chegou para o rei. E a fatura veio com um alto preço. Absalão seu filho fora morto (2.Sm.18). Nesse momento o pai, que estava escondido sob a capa da realeza, reaparece, chora e faz uma linda declaração de amor pelo seu filho (v.33). O que não fez em vida, fez na morte. Deixou para o amanhã o que era para hoje.

Meu querido, não deixe para o amanha a afetividade na sua casa. Beije, cheire, faça cafuné, nos seus filhos pequenos. Acostumem eles (“muito mal”!) desde cedo a receber e dar afeto. Não perca uma oportunidade em família de tocar nos seus. De estar junto, misturado num mesmo sofá.

Não deixe para o amanha o expressar do coração! Diga enquanto todos vivem e juntos convivem o quanto voces se amam! Pois no futuro quando um partir não haverá o choro da culpa como o de Davi, mas sim da saudade. Não se pranteará as palavras não ditas, mas a impossibilidade de dizê-las novamente.

Termino dizendo que no tocante a família nem o amor, nem o carinho pode ser alocado para o amanha. Não negocie sua família. Não a substitua. Ela foi o presente que Deus deu a você para que voce ame e seja amado.

Não vendo a hora de voltar pra casa para “lamber minha cria” e estar com minha esposa…

Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

maio 3, 2011

OBAMA MATA OSAMA

Filed under: Cultura — sdusilek @ 12:54 am

Se a História fosse um ente (se bem que Hegel falava do “espírito de uma época”) ela daria boas risadas. Uma letra separa o maior trauma dos EUA nos últimos 10 anos do fenômeno político da América, a saber, seu presidente. Incrível também é que no meio desses profissionais das massas, no meio de tanta hostilização, haja no nome “amor”. Afinal ambos os nomes registram, por ironia, “ama”.

Não há amor em meio a um ato terrorista. Tampouco há amor num processo justiceiro. Não há amor quando se mata inocentes. Não há amor quando se invade a soberania de outros povos para execução. Obama não é santo. Ele e Osama são duas faces da mesma maldade. Não há amor quando se mata o semelhante, o próximo (e eles são quase charás!) de modo premeditado e bárbaro. O Apóstolo João já dizia que se não amamos aquele que vemos, não podemos amar ao Senhor, a quem não vemos (I João 4:7-21). E sem amor não podemos ser de Deus.

Calma! Não defendo aqui Osama. Mas também num domingo de beatificações (vide os católicos com uma fé morta, pois se apóia nos mortos!), não posso “santificar Obama”. Senão vejamos:

a) não creio que o domingo tenha sido por acaso. Num país de maioria avassaladora cristã, matar o arquirival Osama num domingo é chamar para o conflito a questão religiosa. É como se os cristãos tivessem vencido os “mouros”. Se a paixão pelo terror é feita pelos afilhados de Osama em nome da religião islâmica, a América fazia muito bem em não misturar as estações. Bom, isso acontecia até ontem. Parte do frenesi americano pela morte de Osama se deu pela morte dele ser num domingo, após o serviço religioso. Foi como se Deus tivesse dado uma resposta. Estamos voltando as Cruzadas;

b) pense comigo. Será que somente agora os EUA souberam onde Osama estava? Por que só matá-lo agora? Parece que isso está mais ligado aos institutos de pesquisa… nada tão desumano… mandar matar para a popularidade aumentar…para reforçar o caixa da campanha… Matar Osama foi a forma que Obama utilizou para que sua popularidade subisse vertiginosamente;

c) sobre o corpo de Osama… não acho que ele tenha sido jogado no mar. Acho que levaram para o Pentágono ou para Langley (CIA). Não queriam uma beatificação islâmica, conquanto que para haver uma romaria basta colocar um túmulo e dizer que ali reside a memória do falecido…

Os mártires normalmente têm mais força mortos do que quando vivos. Não duvido que para a face mais fanática e xiita do islã surja uma lenda de que na hora de morte Alá trasladou Bin Laden. Imagina só essa lenda ganhando força… vai ser um estrago só;

d) por mais nocivo que Osama fosse, eu sempre tive medo do número 02 da Al Qaeda. Aquele Sheik sim tem cara de psicopata. Acho que agora ele assumindo o comando e com a desculpa de vingar e honrar a Osama, a Al Qaeda vai se tornar uma coisa bem pior do que já era. Penso que os pontos do ibope que Obama ganhou, ele vai perdê-los com a mesma rapidez quando esses ataques começarem. Aprenda Obama, aprenda você: tudo que que vem rápido ou por atalho é perecível, tem prazo de validade curto.

Entre as gargalhadas irônicas da História, a incoerência de líderes que se apegam ao mal para “produzirem o bem”, fico com meu lamento.

Lamento que um presidente legitime para o mundo a postura justiceira. Obama abonou os esquadrões de extermínio do Brasil com seu ato e com sua palavra.

Lamento que a forma usada pelos líderes para resolver problemas e apresentar soluções passe inevitavelmente pela morte. Quero andar com os que promovem a vida!

Lamento que a sociedade americana vibre com a morte de um “inimigo”. Há uma recomendação bíblica para que não vibremos com o ocaso de gente que não quer o nosso bem (Pv.24:17-18). Isso mostra que a cultura americana esqueceu mesmo da Bíblia e que o americano típico está num nível de insanidade semelhante ao dos membros da Al Qaeda.

Por fim, lamento que os EUA tenham promovido a beatificação de Osama. Ele podia morrer de velhice, isolado naquela casa. Mas como mártir, assassinado pelo “grande Satã” (como os radicais islâmicos chamam os Estados Unidos), a vida dele para esse pessoal vai falar ainda mais agora depois de morto.

Que Deus nos preserve de tudo isso!

Abração,

Pr.Sergio Dusilek

http://cbrio-rio2.blogspot.com

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