Novos Caminhos, Velhos Trilhos

abril 11, 2015

Pronatec Eclesiológico

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 6:41 pm

Para a turma ligadona na paraeclesiástica tecnologia de crescimento de igreja, quero lembrar: a) que os modelos são históricos, e sócio-aplicados. Isso quer dizer que eles envelhecem e não se aplicam a todos os lugares; b) que os modelos se esgotam. Há um tempo de implantaçao, maturaçao e depois de declínio… pautar a igreja que lidera em algum modelo é convidar a enfrentar uma sucessão deles em algum tempo… Paul Ricoeur já falava do esgotamento cultural existente na metade do século XX. O problema é que o passo seguinte ao esgotamento é o niilismo, a falta de esperança; c) lembre-se que crescimento exponencial envolve sempre uma perda da alma. Jesus já dizia que ganhar o mundo inteiro implica na perda da alma. Há gente ganhando o mundo, mas perdendo filhos, casamento, integridade, sensibilidade, sanidade… A tarefa é urgente, mas você não é único no seu cumprimento; d) que parte dessa tecnologia “pronatec” existe para alimentar um ciclo de auto-exposição e competição, e não só para compartilhamento e instrumentalização. É normal ver nesses encontros os oradores se revezarem dizendo “quantos membros” sua comunidade possui… e) que muito do crescimento de algumas comunidades se dão não pela açao do Espirito, mas pela adequação cultural. E isso não tem a ver com um “facilidade moral” mas com inserção de elementos estético-culturais no modus-faciendi da Igreja. Ainda que com muitos erros de nomenclatura, sugiro a leitura de um artigo de Waldney Souza Rodriguesna revista Sacrilegens (www.ufjf.br/ppcir/sacrilegens) que mostra esse fato; f) que os modelos são “atalhos” e as vezes “atrapalhos” na vida de comunidades de fé. Falo tando dos novos como dos velhos. O certo seria um processo contínuo, lento e reflexivo de maturação para que houvesse um crescimento de todos nessa busca da edificação mútua e da multiforme maneira de ser Igreja de Jesus nesse mundo. Nesse sentido, mais importante que ter uma classificação (ICP, MDA, G12, MMA,etc) é descobrir sua vocação na localidade onde está. Poucos obreiros/igrejas conscios de sua vocação, costumam fazer um grande “estrago” na seara; g) por fim que muito desse fenômeno sócio-religioso apontado pelo Censo do IBGE na existência de uma camada crescente da população vinculada ao grupo “evangélico mas não praticante” (minha vozinha deve estar se revolvendo no tumulo) se deve não só a pregação da teologia da prosperidade, mas também aos modelos eclesiais “prósperos” que tira da Igreja sua razão de ser, sua alma, que é o cuidado. Aí, pastor vira gerente quando não desprezada a vocação para se tornar cargo de premiação e promoção para um líder “eficiente”; membro vira cliente, a relação se dá pelo marketing, Jesus vira produto e o Evangelho ganha um contorno cosmético. O apêgo a modelos eclesiásticos é para mim uma forma de secularização. Os critérios de avaliação são seculares e não espirituais (números); o crédito da ação se deve ao modelo e não ao Espírito; o impacto se deve não a um processo mas a uma postura. Meu querido colega, escrevo isso não para recriminar quem quer que seja. Escrevo porque entendo que você é maior que os modelos e que, com a ajuda do ES, podem junto às suas comunidades de fé e aplicando os princípios bíblicos, criarem processualmente e conjuntamente com o povo seus modelos. Dá mais trabalho, é verdade. Mas o resultado… Pr.Sergio Dusilek sdusilek@gmail.com

Deixe um comentário »

Nenhum comentário ainda.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: