Novos Caminhos, Velhos Trilhos

outubro 2, 2013

Carta Aberta ao Governador Sergio Cabral

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 10:12 am

Carta Aberta ao Governador do Estado Do Rio de Janeiro

“Pois o homem não conhece a sua hora.”

“As palavras dos sábios ouvidas em silêncio valem mais do que o clamor de quem governa entre os tolos. Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra; mas um só pecador faz grande dano ao bem” (Eclesiastes 9:12a; 17-18).

Prezado Governador Sérgio Cabral Filho,

Fui seu eleitor num passado não muito distante. Não muito convicto, ressalto, mas o escolhi. Fiquei surpreso com seu primeiro mandato, o qual considerei satisfatório. Para mim, num estado tão viciado e complicado como o Rio de Janeiro isso já é muito. Contudo confesso que pasmei com aquilo que chamo de decadência política nesse segundo mandato como Governador. Apesar de ter sido eleito pelo povo e ter assento na liderança do Estado permitido por Deus (João 19:11), sua condução de momentos de crise só escancara a ausência de sabedoria que hoje impera no Palácio da Guanabara.

O caso mais recente está ligado aos professores deste Estado. As imagens divulgadas pela imprensa e pela internet são gritantes. Ora, se há a turma do Black-block e até de baderneiros, que sejam identificados e presos ao cometerem vandalismos e agressões. Mas bater em professores? Atirar balas de borracha em senhoras educadoras? Apontar pistolas para profissionais do ensino? O que é isso? Querem transformar uma classe digna e importantíssima em bandido? Não se trata professor com a chibata. Professor gosta de cafezinho…

Me preocupa essa truculência desmedida. Me causa asco ver essa repressão policial a pessoas do bem. Me causa perplexidade a falta de sabedoria palaciana para lidar com essa situação, bem como a falta de capacidade dialogal. Por isso o sábio já alertava: “melhor é a sabedoria do que as armas de guerra”.

Governador, se o conselho dos seus assessores é para a truculência, sugiro que o Senhor faça o contrário do que dizem. O que vence, o que muda, não é a força. Esta convida para a guerra, para a raiva, para a amargura. Mas lembre-se: a transformação sempre vem pelo amor, pelos atos caridosos. Mesmo não concordando ou não podendo concordar, trate os professores com carinho e respeito. Porte-se como seu protetor e não como seu algoz. Sugiro também que ao invés de buscar sabedoria do seu lado, procure olhar para cima. Busque-a em Deus.

Quero dizer que mesmo não tendo mais o meu voto, estou levando a nossa igreja a se comprometer a orar para que esse impasse seja resolvido de modo pacífico e dialogal. Isso porque as crianças, (sempre) vítimas desse imbróglio, não merecem esse tipo de saber. Falo aqui dessa guerra. Elas precisam é dos demais saberes, do conhecimento que lhes é garantido por Lei.

Que a Paz Reine! Que o Diálogo se estabeleça! Que os professores tenham mais valor (e valores) que as obras para os grande eventos! E que as crianças não sejam esquecidas! Mesmo porque a fronte de Deus está erigida contra aqueles que maltratam de algum modo os pequeninos.

Rio de Janeiro, 02 de Outubro de 2013.

Pr.Sergio R. G. Dusilek

Igreja Batista Marapendi – RJ/RJ

[se você concordar com o texto, quiser e puder, peço o favor de copiar a carta e enviá-la por e-mail para segov@segov.rj.gov.br e chefiadegabinete@casacivil.rj.gov.br

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