Novos Caminhos, Velhos Trilhos

agosto 26, 2013

OS ESQUIFEADORES – Ao inigualável Darci Dusilek

Filed under: Sem categoria — sdusilek @ 9:43 am

Prezados,

Há cerca de 3 meses atrás somente, por uma gentileza do Pr.Marinho (ilustre sogro do meu cunhado) recebi a poesia abaixo. Ela foi escrita por um amigo de turma do STBSB (1968) do meu falecido pai. Publico-a somente agora, conquanto a quisesse ter publicado tão logo ele falecera, caso a tivesse recebido.

Fica aqui minha gratidão e minha admiração ao Pr.Samuel Pereira de Souza. Que o Senhor sempre o abençoe!

Pr.Sergio Dusilek

OS ESQUIFEADORES

[Ao inigualável Darci Dusilek – In Memorian]

Seis levavam o caixão.

Só um era verdadeiro amigo,

os outros, não.

Cinco eram fariseus,

Apenas um, cristão.

O morto já havia denunciado:

“os verdadeiros amigos

cabem em minha mão,

mas os dissimulados companheiros,

enchem um grande caminhão”.

Seis carregavam o caixão.

Um era verdadeiro amigo,

os outros, vazios de coração.

Só um era leal em tudo,

Os demais, simulacros de vilão.

Quando o morto estava no ápice,

era cercado de grande multidão,

alunos, professores, seus pares, irmãos.

A horda de bajuladores, enchia o grande caminhão

Mas quando a adversidade apareceu,

eles se evaporaram, sumiram, deixaram um “não”.

Porque eram fariseus.

Poucos eram cristãos.

Em toda a sua íntegra vida,

ao mal o morto sempre disse não.

Mas em certo momento da vida,

assim como Davi ou Salomão,

cometeu um deslize, uma infração.

E rapidamente os fariseus lhe viraram as costas,

Porque não eram verdadeiros cristãos.

O Morto, com sua magna história de vida,

cujo gênese foi em Cristo a aceitação,

foi uma ciclópica epopéia,

onde fundiu a fé à razão.

Mas seus “amigos” sumiram…

…e apareceram para levar-lhe o caixão.

Mas entre eles havia um sincero,

Chorava o amigo, o irmão, o cristão.

Era um homem completo,

no ensino, na escrita, no púlpito e na Visão.

Era um exemplo para todos,

mas não podia cometer pecado, não.

E naquela tarde de dezessete de agosto,

seis levavam o seu corpo,

somente um não era fariseu:

encarnou o ensino do Mestre: era um sincero cristão.

Hipocrisia “delenda est”,

Nas igrejas e corações,

Porque há os que da igreja estão fora,

E os que estão fora, mas presentes são.

Um amigo não pode ser desprezado,

por sua tomada de decisão.

É assunto dele com Deus,

e que você o aceite como um irmão.

Se você não é coerente com Cristo e sua grei,

é preciso tomar uma nova decisão:

Se seu irmão você não amar,

não deve também levar-lhe o caixão.

Seis levavam o caixão.

Só um era verdadeiro amigo,

os outros, não.

Cinco eram fariseus,

Apenas um, cristão!

Pr.Samuel Pereira de Souza

Conceição de Jacareí, RJ, 12 de Setembro de 2007.

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