Novos Caminhos, Velhos Trilhos

dezembro 31, 2010

GENTE QUE SABE DE MAIS E VIVE DE MENOS

Filed under: Estudos — sdusilek @ 10:30 am

TEXTOS :                 – Texto Bíblico: Mt.23, 24:1-31, 25:31-46;

Leituras Diárias: a)Jo8.31-47; b)Cl.2:6-23; c)Gl.5:1-15; d)Mt.15:1-20; e)Mt.12:1-14; f)Mt.25:31-46; g)Mt.23 /// Texto Básico: Mt.23 /// Texto Áureo: Mt.23:27;

Introdução

Um grupo muito atrapalhou o ministério de Jesus enquanto Ele aqui esteve. Trata-se dos fariseus, que também são apresentados na Palavra como mestres da Lei e por vezes como escribas. Ninguém se opôs tanto ao mover de Deus como os fariseus. Eles eram conhecidos e reconhecidos como gente que sabia de mais, mas que vivia de menos. Ensinavam e cobravam posturas dos outros que nem eles mesmos conseguiam praticar.

A-QUEM ERAM OS FARISEUS?

Os fariseus era uma classe religiosa marcada por uma crença no plano espiritual (ex: criam na ressurreição dos mortos) ao contrário de um outro grupo religioso chamado saduceu que cria tão somente no plano terreal (numa espécie de existencialismo religioso – At.23:1-11). Os fariseus ganharam preponderância no judaísmo justamente no período intertestamentário (entre o Velho e o Novo Testamento). Nesse tempo conhecido como o tempo em que Deus ficou em silêncio por cerca de 400 anos o judaísmo (como religião) se desenvolveu e junto dele suas instituições e classes religiosas. A religiosidade cresceu. Também pudera, toda vez que falta Deus e Sua voz (vindo da Sua Palavra), a religiosidade cresce.  As regrinhas aumentam, o engessamento da adoração cresce, as punições se estabelecem. Infelizmente para algumas igrejas, as assembléias deixaram de ser cultos administrativos e passaram a ser tribunais de julgamento.

Quem anda pelo Espírito e quem segue ao Espírito anda em correta liberdade (Gl.5:16,25; II Cor.3:17). Jesus veio ensinar a nós que a vida cristã é assumi-lo como valor maior do nosso viver e que aqueles que buscam viver diante de Deus com todo o coração (Jr.29:13), quando pecam, seus corações se quebrantam ante ao confronto do Espírito. Pessoas espirituais aceitam a correção do Santo Espírito, independendo de regras.

B-A CONDENAÇÃO DE JESUS AOS FARISEUS

Jesus tolerou todos os pecadores que apesar do pecado que cometiam, se quebrantaram diante dEle. Mas com os fariseus a relação sempre foi tensa. Isso porque Jesus jamais tolerou “santarrões”. Jesus não aceitava o fato de que os fariseus buscassem viver pela aparência e ostentação de status (Mt.23:5). De gente que se arvorava em acusar os outros de delitos que eles mesmos cometiam. De gente que não tinha autoridade moral para pregar e ensinar. De gente que não se enxergava (Mt.23:29-32), a ponto de condenar seus antepassados que não ouviram os profetas, e transgredirem de modo pior por não reconhecerem a Jesus.

O Mestre também não aceitava o produto do que os fariseus pensavam. Jesus veio aproximar, por meio dele (ITm2:5), o homem de Deus. Só que os fariseus instituíram uma religiosidade tão pesada que impedia com que as pessoas se achegassem ao Senhor(Mt.23:13). É como se eles com seus ensinos fossem uma espécie de entulho que se aglomerava sobre o coração e a vida das pessoas. O apego que tinham às leis que criaram (sim, porque os fariseus usavam de interpretações da Lei que Deus dera a Moisés e dos ensinos dados aos Profetas) era gigantesco. A vida humana perdera o valor perto da lei. O homem passou a existir por causa do sábado (Mt.12). Uma religiosidade desprovida de amor (você pode ser duro com alguém e ainda assim amá-lo), que desconsiderava e descartava as pessoas era a que eles viviam. Sempre prontos para condenar (Jo8); nunca prontos para cuidar (Gl.6:1-2). Diante do massacre diário que esses religiosos impingiam às pessoas é que Jesus os condenou.

Jesus recusava-se a aquiescer também uma religiosidade externa e estéril (Mt.23:25-28). Uma religiosidade marcada pelo comportamento previsível e teleguiada. Quando a coisa não encontra lastro interno, no coração, as pessoas acabam virando camaleões. Vão mudando a tonalidade conforme o ambiente. Se tornam muito rigorosas em ambientes religiosos e muito relaxadas em ambientes seculares. Quer um exemplo? Alguém que quando um adolescente da igreja “solta” um palavrão é o primeiro a recriminar (e tem que recriminar mesmo!), mas no colégio, esse mesmo censor/recriminador é conhecido como o “boca suja”. Que adianta ser o mais santo e puro na adoração (quase intocável) se você não vive com Deus?

O grande problema do modelo de vida farisaico é que além de estar destinado ao Inferno (Mt.23:33), ele tenta satisfazer as pessoas com o anteparo da lei. Ora, a lei não é Jesus (Heb.10:1), e por conseguinte não pode alimentar a nossa alma. Devemos viver por Jesus e não pela Igreja, ou por sua moral; porque todo aquele que vive pelo Mestre acaba vivendo para a Igreja. Mas o contrário não é verdade: quem vive pela igreja, necessariamente não vive para Jesus.

CONCLUSÃO

Jesus no seu embate com os fariseus nos ensina que a lei e que a instituição (seja qual for) não pode estar no mesmo patamar que o Senhor. Uma das grandes falhas da Igreja Católica ao longo da história foi ter se colocado num patamar de equivalência com Jesus e Sua Palavra. Como se a igreja, esta mesma na qual estamos inseridos aqui no plano terreal e que está em construção, fosse perfeita. Valorizar a igreja depreciando a Cristo leva-nos ao farisaísmo, assim como muito conhecimento sem piedade também o faz.

Afinal, você se parece mais com Jesus ou com os fariseus?

 

Pr.Sergio Dusilek – sdusilek@gmail.com

21-86488609

[ESTUDO PUBLICADO NA REVISTA DIÁLOGO E AÇÃO DA JUERP DA CBB NO TERCEIRO TRIMESTRE DE 2008]

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