Novos Caminhos, Velhos Trilhos

dezembro 23, 2010

O QUE TORNA UMA IGREJA BATISTA?

Filed under: Teologia — sdusilek @ 2:56 pm

Engana-se quem pensa que vou abordar aqui a questão do desvio doutrinário de igrejas batistas. Se fosse essa minha intenção o título mudaria para “quando uma igreja deixa de ser batista”. Mas minha preocupação está no nascedouro e naquilo que define, principalmente no prisma bíblico o que é uma igreja.

Biblicamente falando para que haja uma igreja, duas ou mais pessoas regeneradas pelo poder do Evangelho, precisam se reunir em torno da adoração e da proclamação do nome de Jesus. Nesse sentido, qualquer grupo que se reúna dentro desses parâmetros mínimos se torna uma igreja.  A espiritualidade encontra-se acima da legalidade (como uma extensão do conceito da proposta de Paulo aos Gálatas). Mesmo a igreja não sendo reconhecida formalmente pela administração d0 país (não ter um CNPJ, por exemplo), ela continua sendo visitada e reconhecida pelo Espírito Santo de Deus.

Para ser batista, adiciona-se a isso três elementos: a) o governo congregacional, a existência de assembléias para definição de rumos e decisões administrativas; b) a adoção da Bíblia como única regra de fé e prática; c) a igual adoção da doutrina batista como lente de leitura da Palavra. Se um grupo de pessoas regeneradas e batizadas pelo Espírito Santo se reúnem em torno de Jesus e tem como modelo de gestão o congregacional, adota a linha doutrinária batista e usa a Bíblia como fonte de autoridade, aí temos uma igreja batista.

Ora, as demais questões formais como estatuto registrado, cnpj, conquanto sejam desejáveis não podem ser obrigatórios. Não deveriam ser esses quesitos formais os critérios de exclusão. Mesmo porque há várias igrejas batistas com nome, cnpj, estatuto registrado, filiação à denominação/convenção, que há muito não professam uma doutrina batista e cuja autoridade da Palavra foi substituída pela “sandice do ungidão”.

Quando a denominação no seu processo de filiação requer a obrigatoriedade da formalidade cria-se uma contradição com a própria visão doutrinal. Que me perdoem os causídicos, mas estamos falando de algo que transcende a Lei. De algo que a vence. De algo espiritual. Daquilo que é eterno.

Na minha visão deveria caber à comunidade da fé, após seu interesse em filiar-se a Convenção Batista, o registro ou não formal dela perante o estado. Isso porque, conquanto seja desejável e melhor que assim o faça também, pode ser melhor que por um tempo assim não se proceda.

Pense com o coração e não com a Lei.

Com carinho!
Pr.Sergio Dusilek

sdusilek@gmail.com

 

 

1 Comentário »

  1. Sergio,
    Achei seu texto interessante e estou tentando ler com o coração, mas uma coisa me preocupa: a falta de um registro não formal abre muitas brechas para desvios administrativos. Sei que o registro não impede isso, mas dificulta. Acredito que seria melhor dar clareza ao povo sobre o que significa governo congregacional. Nossa cultura tem colocado a religião (nesse caso específico a igreja) em “terceiro” plano, isso leva o congregado a ser apenas um ouvinte, ou melhor, um consumidor de serviços religiosos sem querer ter envolvimento com as decisões administrativas basta verificar quantas pessoas tem o habito de frequentar as assembleias. Esses irmãos precisam entender que o modelo escolhido por ela não tem nada com o congregacional e a falta desse elemento descaracteriza uma igreja Batista.

    Comentário por Ronad Souza — dezembro 26, 2010 @ 1:01 pm | Responder


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: