Novos Caminhos, Velhos Trilhos

dezembro 18, 2010

O MESTRE DOS MESTRES

Filed under: Estudos — sdusilek @ 10:17 pm

TEXTOS :                 – Texto Bíblico: Mt.13, 18:10-35, 20:1-16, 21:28-46, 22:1-14, 24:32-51, 25:1-30;

Leituras Diárias: a)Mc.1:21-28; b)Jo7:14-24; c)Mt.11:11-19; d)Mt.12:30-37; e)Mt.13:1-23; f)Mt.13:24-30, 36-43; g)Mt.13:31-35;  Texto Básico:Mt.22:1-14; Texto Áureo: Mt.22:12;

Introdução

Recentemente o jornal O Globo estampou uma pesquisa entre adolescentes na qual constatava que o maior índice de confiança dos adolescentes residia em seus professores. Só por curiosidade… Quem é seu bom professor no colégio? Aquele a quem você admira? Pois Jesus foi o maior de todos os professores, o Mestre dos mestres.

O ensino foi tão marcante no ministério de Jesus que por 40 vezes ele é apresentado ou mesmo auto-apresentado (Mt.10:24-25) como Mestre. Além disso a expressão rabi equivalente no aramaico para mestre, aparece outras 14 vezes nos evangelhos. Jesus agiu como rabino quando: a)proclamou a Lei; b) reuniu e treinou discípulos; c) foi consultado para resolver disputas; d)debateu com os escribas; e)usou técnicas literárias para seu ensino; f) tinha uma postura semelhante a dos rabinos em sentar para ensinar. Certamente não houve, nem haverá Mestre como Jesus.

A-POR QUE OS ENSINOS DE JESUS ERAM TÃO APRECIADOS?

Jesus tinha uma identificação com o ensino. No seu tríplice vértice ministerial (Mt.4:23) estava a idéia de ensinar. E ele foi muito apreciado como Mestre, caso contrário não teria uma multidão seguindo-o por onde quer que passasse. Os dois milagres de multiplicação de pães aconteceram porque houve necessidade de alimentar uma multidão que foi, em sua grande maioria, atrás de Jesus para ouvi-lo ensinar. Mas o que havia no ensino de Jesus que tanto atraía a multidão?

Em primeiro lugar a multidão notava nEle e no seu ensino a majestade de Jesus. A forma e a autoridade com que ele falava já demonstravam para o povo que Jesus era Rei. E essa autoridade vinha não só de sua deidade (do fato de Jesus ser Deus), mas também do seu íntimo relacionamento com o Pai e seu exemplo moral. O que adianta, por exemplo, um mentiroso falar para não mentir? Tal fala/ensino, não cairia em descrédito? Não foi mais ou menos isso que aconteceu com os filhos de Ceva (At.19)?

Pois Jesus era um exemplo moral: tudo que falava vivia. E como exemplo perfeito para nós devemos buscar imitá-lo lutando, como Paulo fez (ICor.9:27), para que tudo aquilo que falamos ou venhamos a dizer encontre correspondência, eco em nossa vida.

Em segundo lugar Jesus falou uma linguagem que facilitava o entendimento. Ele era direto. Quem não entendeu foi por pura cegueira espiritual. Mas o uso de parábolas (há cerca de 55-75 delas nos evangelhos, dependendo da forma como você as classifique) com coisas do cotidiano ajudavam as pessoas a compreenderem a mensagem do Reino.

Jesus usou também de aproximação e de uma teologia includente. Enquanto os fariseus viviam construindo sua imagem, Jesus se preocupava em resgatar o que estava perdido (Lc.19:10). Ele se aproximou dos pecadores para que estes pudessem se achegar a Deus. Seu ensino não foi de afastamento, mas de aproximação com o Pai. E isso representava uma revolução conceitual para aquele tempo.

Por fim, os sinais e curas que realizava respaldavam seu ensino. As pessoas viam a ligação entre a ministração de Jesus e os milagres que ele operava. Isso foi tão presente no ministério dEle que o evangelista João escreveu seu evangelho contrastando o discurso e ensino de Jesus sobre o “Eu Sou” (Eu sou o pão da vida, a ressurreição e a vida, o caminho a verdade e a vida, etc.) com seus feitos grandiosos (multiplicação dos pães, ressurreição de Lázaro, etc).

B-O MESTRE DA GRAÇA

Quando Jesus anunciava o Reino ele também apresentava a Graça. Isso porque para chegar ao Reino não há obra nem esforço ou dinheiro humano que garanta essa incursão (Ef.2:8-10). E um bom exemplo do ensino de Jesus que o qualifica como Mestre dos mestres está em Mateus 22:1-14, a parábola do grande banquete.

Na parábola está claro que por Graça o Rei convidou pessoas a participarem do Seu banquete. O Rei aqui é Deus, o banquete é o encontro final do noivo (Jesus) com a noiva (Igreja – Ap.22) e os convidados eram os próprios judeus, cujos convites foram entregues pelos profetas mas que eles acabaram desprezando. Também está claro que a dignidade da ceia, do banquete  não está em quem participa, mas está em quem é convidado. É o convite do Rei que nos dignifica. Que ninguém fique querendo dar “carteirada” na igreja dizendo se achar isso ou aquilo e, portanto, “mais digno do que os outros”. Nossa dignidade é igualitária (Gl.3:28; Cl.3:11) porque vem do Rei.

Com o desprezo dos primeiros convivas, o Rei chama a todos. A Graça de Deus é para todos, porque o banquete é para todos. Como já dizia o teólogo: “ninguém entra no Reino sem convite e ninguém fica do lado de fora se não for pela sua escolha”.

E aqui tem um detalhe. Era comum naquele tempo, numa festa real o Rei oferecer trajes (diferente de hoje que pedimos aos pais para comprarem uma roupa nova para nós) para os convivas. No caso do banquete espiritual e celestial, estamos falando das vestes de salvação (Is.61:10). Só que encontramos um “espertinho” no meio da festa com outras vestes. Os demais convivas não perceberam mas o Rei notou (Mt.22:12). Talvez, por vaidade, essa pessoa tenha achado que suas roupas eram suficientes ou melhores do que as que o Rei oferecia gratuitamente (Ap.3:4,5). Achou que poderia ser salvo pelo seu esforço, como ensinavam os fariseus. Guarde bem uma coisa: não dá! É só pela Graça!

A segunda e complementar  idéia dessa passagem é que o conviva não quis lavar as vestes. Ora como pode alguém querer estar no banquete do Rei dos reis, estando sujo? Isso revela um coração sem quebrantamento, e que não pede perdão e não é purificado/lavado dos seus pecados (IJo 1:7-9; Ap.19:8; Ec.9:8). Cabe a nós fazermos como Paulo (Fl.3:4-9a) – nos quebrantarmos diante do Rei.

CONCLUSÃO

Você não pode perder o melhor da mais empolgante festa da humanidade: o dia do encontro final com o Senhor. Para tanto há só uma pergunta: como estão suas vestes?

 

[ESTUDO PUBLICADO NA REVISTA DIÁLOGO E AÇÃO DO TERCEIRO TRIMESTRE DE 2008 DA JUERP DA CBB]

 

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